Questões de Concurso sobre Estratégias argumentativas

 
 
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Em: “A pessoa é tão autofocada QUE para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto...” (§ 3), a conjunção “que”, em destaque, introduz circunstância de:


A

modo.


B

causa.


C

comparação.


D

consequência.


E

condição.

A oração destacada em: “Tão preocupadas em existir para os outros, AS PESSOAS ESTÃO PERDENDO UM TEMPO VALIOSO” (§ 4) expressa:


A

consequência.


B

causa.


C

conformidade.


D

comparação.


E

tempo.

Tendo em vista, a organização do Texto 3, a característica que distingue discursiva e linguisticamente o gênero “lei” dos demais textos jurídicos é a


A

expressão da voz de autoridade em primeira pessoa do singular.


B

disposição estrutural do texto em artigos, parágrafos e alíneas.


C

subjetividade na exposição dos fatos, penas e comandos.


D

formalidade de estilo adotada em determinadas partes do texto.


E

citação da doutrina clássica da área na qual se inscreve o texto.

No trecho: “Se estava tudo bem, nada fora de ordem, se as normas de segurança eram rigorosamente cumpridas, é fácil atribuir a responsabilidade à ‘fatalidade’.” (parágrafo 2), nas duas ocorrências, a conjunção SE expressa:


A

condição.


B

conformidade.


C

causa.


D

consequência.


E

adversidade.

Dentre as estratégias argumentativas relacionadas a seguir, aquela de que o cronista prescinde para persuadir o leitor a concluir como ele é a que se lê em:


A

recorrer à ironia, ou seja, ao artifício de dizer o contrário do que está pensando ou sentindo.


B

apoiar-se no testemunho de terceiros como instrumento de prova.


C

alinhar-se com o leitor, buscando interagir dialogicamente com ele.


D

aludir a fatos de conhecim ento público, divulgados pela imprensa.


E

trazer à baila exemplos destinados a concretizar pontos de vista vagos ou abstratos.

Após fazer concessão a comentário que tende a conduzir a outra conclusão, o autor retoma a linha de orientação argumentativa do texto com as seguintes palavras:


A

“...onde as questões cruciais da coletividade eram debatidas e decididas.” (§ 1)


B

“Como puxamos assunto comum e stranho?” (§ 3)


C

“...mas a questão fica: como quebrar o gelo, como criar um elo?” (§ 3)


D

“Regra suplementar: agradar às mulheres.” (§ 4)


E

“Casanova era grande conversador e sedutor renomado.” (§ 4)

Ao começar seu texto pedindo perdão pelo exagero, o redator se utiliza de


A

uma licença poética que só é possível em textos literários e jornalísticos escritos em língua padrão.


B

um recurso estilístico que permite usar um argumento inesperado como forma de introdução de um texto.


C

uma figura de linguagem chamada hipérbole, a qual sempre se baseia em ideias de exagero expressivo.


D

um diálogo imaginário com o leitor a fim de criar nele uma reação inicial de estranheza ou desconfiança.


E

uma abertura tipicamente jornalística, que consiste em iniciar a notícia com o fato concreto acontecido.

Na organização do texto, o enunciador utiliza recursos para enfatizar as ideias expressas. Do ponto de vista semântico, há gradação das ideias entre


A

o 2º. e o 4º. parágrafos, ao comparar a extensão de propriedades e áreas destinadas a que denominam “defesa nacional”.


B

o 1º. e o 2º. parágrafos, ao intensificar o alerta feito pelo Instituto Socioambiental.


C

o 3º. e 5º. parágrafos, ao descrever as situações de “conflitos” nos diferentes Estados brasileiros.


D

o 5º. e 7º. parágrafos, ao apresentar, de forma discursiva, as situações a que denomina “Pior”.


E

o 8º. e o 9º. parágrafos, ao se referir à insuficiência de aplicação do artigo 231, apontando uma solução para o problema.

O autor explicita no terceiro parágrafo suas ideias a respeito do que ele chama de “pensar sobre as atividades verbais” e inclui nas atividades descritas


A

a ampliação do vocabulário básico.


B

o desenvolvimento científico da atitude.


C

a introdução das informações contidas nos dicionários.


D

a compreensão da língua intuitiva dos fatos.


E

o estudo das variedades linguísticas.

Em defesa do ponto de vista que sustenta no texto, a cronista se vale de todas as estratégias a seguir, COM EXCEÇÃO DE:


A

buscar interagir com o leitor, adotando por vezes formas próprias da conversação.


B

explorar a exemplificação, com o fim de tornar específicas ideias de ordem geral.


C

recorrer a ironia, assinalando-a no texto com o uso de aspas.


D

aludir a verso de letra de conhecida composição da música popular brasileira.


E

apoiar-se no testemunho de terceiros como instrumento de prova.

A estratégia argumentativa utilizada no terceiro parágrafo se sustenta, além da introdução de dados estatísticos, pela presença de


A
analogia.

B
comparação.

C
contradição.

D
exemplo histórico.

E
argumento de autoridade.

A argumentação desenvolvida no texto está orientada no sentido de persuadir o leitor a concluir que:


A

a existência do sexo frágil é um mito que vem sendo desconstruído pelas mulheres dos nosso dias.


B

a plenitude do feminino depende da concretização conjunta de maternidade, amor e sexo.


C

as mulheres, virilizadas na luta pela igualdade entre os sexos, precisam retomar sua identidade instintual.


D

as mulheres se masculinizaram, o que vem tornando sua relação com os homens quase impossível.


E

muitas mulheres fazem sexo como tentativa, geralmente inútil, de romper com o desespero da solidão.

Leia o texto a seguir.


Eu fico indignado com a ideia de que só os católicos devam pagar os custos de viagem do Papa Francisco. Já se viu alguém sem filhos recusar-se a pagar os gastos com a educação, ou os que não possuem automóveis se recusarem a pagar as despesas com a manutenção das rodovias?

(Carta do Leitor, O Globo, 30/07/2013)


Os argumentos do leitor se caracterizam como


A

simplificação exagerada.


B

troca entre causa e efeito.


C

argumentação por analogia.


D

generalização excessiva.


E

estatística tendenciosa.

No segundo parágrafo, ao reconhecer um trabalho que é “a parte central do ensino”, o autor se refere


A

à ampliação do domínio das atividades de fala e escrita por parte dos alunos.


B

à ação reflexiva sobre a própria língua a ser estimulada pelo professor.


C

à exploração exclusiva de atividades escritas no ensino de português.


D

à prática pedagógica voltada sobretudo para os exercícios de memorização.


E

à integração das atividades verbais ao ato de pensar sobre elas.

Os autores citados no texto dizem que a geração homo zappiens é digital e que a escola é analógica. Isso contrasta, respectivamente, as atitudes de


A

sentir inquietação & sentir quietude.


B

ter voluntarismo & ter sedentarismo.


C

adquirir universalidade e produzir resistência.


D

mostrar modernidade e estar superado.


E

preferir acomodação e semear precariedade.

O Brasil é sertanejo


Que tipo de música simboliza o Brasil? Eis uma questão discutida há muito tempo, que desperta opiniões extremadas. Há fundamentalistas que desejam impor ao público um tipo de som nascido das raízes socioculturais do país. O samba. Outros, igualmente nacionalistas, desprezam tudo aquilo que não tem estilo. Sonham com o império da MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso. Um terceiro grupo, formado por gente mais jovem, escuta e cultiva apenas a música internacional, em todas as vertentes. E mais ou menos ignora o resto.

A realidade dos hábitos musicais do brasileiro agora está claro, nada tem a ver com esses estereótipos. O gênero que encanta mais da metade do país é o sertanejo, seguido de longe pela MPB e pelo pagode. Outros gêneros em ascensão, sobretudo entre as classes C, D e E, são o funk e o religioso, em especial o gospel. Rock e música eletrônica são músicas de minoria.

É o que demonstra uma pesquisa pioneira feita entre agosto de 2012 e agosto de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). A pesquisa Tribos musicais — o comportamento dos ouvintes de rádio sob uma nova ótica faz um retrato do ouvinte brasileiro e traz algumas novidades. Para quem pensava que a MPB e o samba ainda resistiam como baluartes da nacionalidade, uma má notícia: os dois gêneros foram superados em popularidade. O Brasil moderno não tem mais o perfil sonoro dos anos 1970, que muitos gostariam que se eternizasse. A cara musical do país agora é outra.


GIRON, L. A. Época, n. 805, out. 2013 (fragmento).


O texto objetiva convencer o leitor de que a configuração da preferência musical dos brasileiros não é mais a mesma da dos anos 1970. A estratégia de argumentação para comprovar essa posição baseia-se no(a)


A

apresentação dos resultados de uma pesquisa que retrata o quadro atual da preferência popular relativa à música brasileira.


B

caracterização das opiniões relativas a determinados gêneros, considerados os mais representativos da brasilidade, como meros estereótipos.


C

uso de estrangeirismos, como rock, funk e gospel, para compor um estilo próximo ao leitor, em sintonia com o ataque aos nacionalistas.


D

ironia com relação ao apego a opiniões superadas, tomadas como expressão de conservadorismo e anacronismo, com o uso das designações “império” e “baluarte”.


E

contraposição a impressões fundadas em elitismo e preconceito, com a alusão a artistas de renome para melhor demonstrar a consolidação da mudança do gosto musical popular.

Considerado o contexto, há relação de causa e efeito, nessa ordem, entre


A

o elogio de Suassuna à imitação como ato de criação / a intenção de Suassuna de levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas.


B

a disseminação do nome literatura de “cordel” / o fato de folhetos literários serem expostos em cordões nas feiras livres.


C

a ligação de Ariano Suassuna a um grupo de jovens escritores e artistas aos 19 anos / a influência do maracatu rural na peça Auto da Compadecida.


D

a noção existente na cultura popular de que uma história é um patrimônio universal / a originalidade conferida por cada autor a sua história.


E

a infância passada no sertão / a influência da literatura de cordel no estilo do escritor Ariano Suassuna.

No texto, todos os enunciados a seguir, introduzidos pela adversativa MAS, têm como papel argumentativo refutar ponto de vista contrário à legalização das drogas, EXCETO:


A

“[Mas] não é possível proibir o uso de droga por razões morais com uma mão ao mesmo tempo em que se cultiva a atitude subjetiva típica das drogadições com a outra.” (§ 2)


B

“...mas sobretudo de imagens, todas elas associadas a sensações alucinantes, emoções avassaladoras e prazeres transgressivos.” (§ 2)


C

“Mas o mercado de trabalho não aproveita nem metade das forças a sua disposição e a rede pública escolar deixa de fora milhares de crianças e jovens que nunca se drogaram.” (§ 3)


D

“Mas são casos-limite.” (§ 4)


E

“Mas também o alcoolismo, perfeitamente legal. E o abuso de cigarros.” (§ 4)

Para a finalização de seu texto, o enunciador utiliza a seguinte estratégia:


A

Ratifica o exposto no artigo 227 da Constituição, exemplificando com caso concreto.


B

Retoma o exposto no 3º§, apresentando as propriedades da Conanda e da Constituição.


C

Fixa as diretrizes de novas ações para evitar novos abusos.


D

Descreve a necessidade de cumprimento das obrigações internacionais.


E

Determina diretrizes efetivas para novos procedimentos em âmbito nacional.

Para persuadir o leitor a chegar à mesma conclusão que ela, vale-se a autora de todas as estratégias argumentativas a seguir, EXCETO a que se lê em:


A

ilustrar ponto de vista com elemento de natureza ficcional.


B

apoiar-se em dados estatísticos.


C

recorrer à exemplificação.


D

apelar para o testemunho pessoal e de terceiros.


E

basear-se na evidência objetiva dos fatos.

   
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