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A respeito da estrutura e interpretação do texto, é possível afirmar que é:
um texto jornalístico que faz uso do vocabulário pertencente ao campo da gramática, com fins humorísticos.
um texto poético que faz uma sátira com o vocabulário gramatical, no intuito de demonstrar a inutilidade destes termos.
um poema que combina vocábulos pertencentes ao campo do conhecimento gramatical ao fazer uma narrativa, com intenções de expressividade.
uma narração cuja intenção é demonstrar a falta de objetividade dos termos gramaticais.
As três afirmações seguintes, dizem respeito ao segundo poema, em comparação com o primeiro:
I) Há mais orações subordinadas no poema de Drummond.
II) Somente no poema de Drummond há o discurso direto.
III) Nos dois poemas, há frases formadas com verbos intransitivos.
Agora, indique qual opção abaixo é a CORRETA:
Somente a primeira.
Somente a segunda.
Somente a terceira.
As três estão corretas.
A primeira e a segunda.
A letra dessa canção é estruturada pela oposição do tempo presente ao tempo passado.
O “eu” que se expressa, no Texto III, apresenta o seguinte posicionamento diante da passagem do tempo:
realista, porque espera resignadamente a morte.
sonhador, porque confia nas potencialidades do futuro.
saudosista, porque vive da lembrança de um amor da juventude.
conformado, porque aceita em seu corpo as marcas do tempo.
Verso é o nome que se dá a cada uma das linhas que constituem um poema. Ele apresenta quatro elementos principais: metro, ritmo, melodia e rima:
I - Metro: é o nome que se dá à extensão da linha poética. Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.
II - Ritmo: é a sequência de notas (no caso da poesia, de sons) que, apresentando organização rítmica com sentido musical, se relacionam reciprocamente, de modo a formar um todo harmônico, uma linha melódica.
III - Melodia: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. No verso, a melodia é formada pela sucessão de unidades rítmicas resultantes da alternância entre sílabas acentuadas (fortes) e não-acentuadas (fracas); ou entre sílabas construídas por vogais longas e breves.
IV - Rima: é a igualdade ou semelhança de sons na terminação das palavras: asa, casa; asa, cada. Na rima asa, casa há paridade completa de sons a partir da vogal tônica; na rima asa, cada a paridade é só das vogais. As rimas do primeiro tipo se chamam consoantes; as do segundo, toantes.
Está CORRETO o que se afirma em:
Todas as afirmativas.
Apenas II, III e IV.
Apenas I e IV.
Nenhuma das alternativas.
À TELEVISÃO
Teu boletim meteorológico
me diz aqui e agora
se chove ou se faz sol.
Para que ir lá fora?
A comida suculenta
que pões à minha frente
como-a toda com os olhos.
Aposentei os dentes.
Nos dramalhões que encenas
há tamanho poder
de vida que eu próprio
nem me canso em viver.
Guerra, sexo, esporte
me dás tudo, tudo.
Vou pregar minha porta:
já não preciso do mundo.
(PAES, José Paulo. Prosas seguidas de odes mínimas. São Paulo: Companhia das letras, 1992, p. 71)
Acerca do poema acima, é correto afirmar:
A televisão, apesar de trazer diversas funcionalidades no cotidiano das pessoas, não mudou em nada o comportamento delas.
O poema fala do alto grau de confiança que as pessoas têm nas previsões do tempo.
O poema fala do impacto que a televisão pode ter no comportamento humano, sendo um deles o isolamento. Isso fica claro nos dois últimos versos: “vou pregar minha porta: já não preciso do mundo”.
Na última estrofe do poema, o verso: “me dás tudo, tudo” trata de uma oração de agradecimento que o poeta faz por nada lhe faltar.
Assinale a única alternativa que NÃO contém a ideia que se passa no poema:
A bailarina é perfeita demais para existir na realidade.
Qualquer um pode ser perfeito como a bailarina, basta querer.
Se a bailaria realmente existisse, teria problemas ou medos assim como todas as pessoas.
Nenhuma das alternativas.
O gênero lírico tem como principal matéria a subjetividade. Os poetas utilizam vários recursos estruturais com a intenção de despertar emoções, seja através da voz de um eu lírico ou através da voz de um eu biográfico. Entre os principais elementos do gênero lírico, estão a poesia, o poema e o soneto. De acordo com os textos apresentados e seus gêneros, analise as afirmativas a seguir:
I – O texto I é um exemplo de poesia, pois ela pode estar em tudo: em uma situação cotidiana, em uma paisagem, em uma fotografia, nas artes plásticas e em um poema. Isso significa que a poesia não é exclusividade da literatura, tampouco do poema. A poesia está associada a uma atitude criativa, e não a um gênero literário. É uma definição mais ampla, que pode estar presente em diversas manifestações artísticas.
II – O texto II é um exemplo de soneto, considerado o mais longeva forma fixa de poema. É importante observar também que todos os versos são decassílabos, isto é, todos possuem dez sílabas poéticas.
III – O texto III é um exemplo de poema, gênero textual que apresenta características que permitem identificá-lo entre os demais gêneros: é um texto composto em versos e estrofes, em uma oposição aos textos compostos em prosa.
IV - Um bom poema geralmente está carregado de poesia, mas há também poemas que recusam qualquer lirismo. São recursos muito empregados no poema a musicalidade, a repetição e a linguagem metafórica, essa última responsável por conferir ao texto maior subjetividade.
V - O soneto segue um molde literário rígido: é composto por quatro estrofes, sendo as duas primeiras quartetos (estrofes formadas por quatro versos) e as duas últimas tercetos (estrofes formadas por três versos).
As afirmativas CORRETAS são:
I, II e III.
III, IV e V.
I, IV e V.
Nenhuma das alternativas.
Eros e Psique
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A princesa que dormia.
Fernando Pessoa
Sobre o poema é INCORRETO que:
Este texto é um poema narrativo.
O autor ressalta que as forças centrais da alma estão polarizadas em dois focos: um masculino e um feminino.
Eros era apaixonado por sua mãe.
A terceira estrofe focaliza a narração na princesa.
O eu lírico, na segunda estrofe, diz que o infante, para vencer, teria que lutar contra o bem e o mal para não se perder.
Assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação do trecho acima:
São exaltadas, em verso, as navegações e vitórias dos gregos e troianos, tidas por superiores às dos lusitanos.
Graças à ação portuguesa, o Deus judaico-cristão é colocado em par de igualdade com as antigas divindades greco-romanas.
O poeta exalta as proezas dos portugueses de sua época, em detrimento das conquistas da Antiguidade.
A grandeza das navegações portuguesas é comparada aos avanços da astronomia, sendo citados no poema, inclusive, dois planetas do sistema solar.
Em relação ao poema, pode-se fazer qualquer das afirmações a seguir, EXCETO:
pertence ao gênero lírico, sendo fortemente marcado pelo tipo descritivo.
reitera a topicalização dos verbos para enfatizar imagens sensoriais, sobretudo visuais e auditivas.
explora a temática expressa no título, ou seja, a nostalgia do negro que perdeu o vínculo com a terra de origem.
compara o Níger, principal rio da África ocidental, a um “basilisco”, réptil fantástico em forma de serpente.
é dominado pelas reticências, sinal usado pelo poeta para assinalar a interrupção da sintaxe normal da frase.
Observe o segmento a seguir.
-
“Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio”.
-
No terreno da variação linguística, o aspecto a ser centralmente estudado nesse texto de Patativa do Assaré, intitulado “O poeta da roça” é a variação de
construções sintáticas.
situações sociocomunicativas.
estratégias comunicativas.
gêneros textuais realizados na fala.
registros e níveis de fala.
Acerca dos Poemas I, II e III, afirma-se corretamente:
Em I, o poeta emprega uma linguagem impessoal para explorar um tema universal, que diz respeito à relação predatória do homem com a terra.
Em I e II, o poeta descreve experiências de conflito, o que se evidencia no uso de termos com sentidos contrastantes.
Em I e III, o poeta expressa, de maneira enfática, seu desconsolo diante do ato de criação artística, descrito como estafante.
Em II, o amor é tematizado por meio de um discurso racional, o que se constata na ausência de marcas referentes à primeira pessoa do singular.
Em I, II e III, o leitor está inscrito nos versos, como interlocutor direto do poeta, o que se comprova na recorrência de verbos no imperativo.
“Terça-feira gorda! É Carnaval! Brinquemos! Todos estamos nos nossos líricos blocos. Somos todos brincantes, delirantes dos mil encantos. Uma vez por ano: liberdade, sonho e desejo...”.
Consideradas as informações do texto dado, é correto afirmar que a ideia-força que se destaca nesses versos da poetisa refere-se especialmente:
ao delírio carnavalesco.
à utopia da igualdade e da liberdade.
à dor e à delícia da paixão amorosa.
à anarquia dos desejos.
ao drama e à tragédia da alienação foliã.
Leia o poema de Ferreira Gullar.
That is the Question
Dois e dois são quatro.
Nasci cresci
para me converter em retrato?
em fonema? Em morfema?
Aceito
ou detono o poema?
(Ferreira Gullar. Muitas Vozes, 2013)
No poema, o eu lírico questiona
suas conclusões incertas.
seu medo de se expressar.
sua natural incoerência.
seu estado de apatia.
sua condição de poeta.
Sobre o TEXTO II – Memória, assinale a alternativa CORRETA:
Quanto sua forma, vemos que o poeta o trata de modo especial, buscando a harmonia, através de rimas irregulares e estrofes equilibradas, revelando assim a reverência que o poeta tem pela memória, já que a trata pelo princípio da beleza estética, princípios da analogia.
Apresenta a dimensão que o poeta confere ao passado em sua vida. O passado o confunde, ou seja, permanece no presente de forma inolvidável, e são justamente as memórias, artefatos de matéria intangível, que marcam a sua vida, se ramificando no presente, ao contrário de outras experiências concretas que se esvanecem ao serem tocadas.
Como norteador do motivo literário “memória” na obra do autor, é possível delinear a relação do poeta com o tempo presente e a sua permanência pulsante no tempo passado.
Nenhuma das alternativas.
Analisando a estrutura e composição do TEXTO III - Ouvir estrelas de Olavo Bilac, é CORRETO afirmar que:
É composto por dois quartetos e dois tercetos. No primeiro quarteto as rimas são alternadas (a b a b) e todos os versos são decassílabos. O segundo quarteto apresenta rimas alternadas com o seguinte esquema: (b a b a) e todos os versos também são decassílabos. Por outro lado, o primeiro terceto apresenta rimas mistas (c d c) com versos decassílabos. Da mesma forma, o segundo terceto compõe-se por rimas mistas (e d e) e versos decassílabos.
É composto por dois quartetos e dois tercetos. No primeiro quarteto as rimas são alternadas (b a b a) e todos os versos são decassílabos. O segundo quarteto apresenta rimas alternadas com o seguinte esquema: (a b a b) e todos os versos também são decassílabos. Por outro lado, o primeiro terceto apresenta rimas mistas (d c d) com versos decassílabos. Da mesma forma, o segundo terceto compõe-se por rimas mistas (d e d) e versos decassílabos.
É composto por dois quartetos e dois tercetos. No primeiro quarteto as rimas são alternadas (a b a b) e todos os versos são dodecassílabos. O segundo quarteto apresenta rimas alternadas com o seguinte esquema: (b a b a) e todos os versos também são dodecassílabos. Por outro lado, o primeiro terceto apresenta rimas mistas (c d c) com versos decassílabos. Da mesma forma, o segundo terceto compõe-se por rimas mistas (e d e) e versos decassílabos.
Nenhuma das alternativas.
Com base na leitura compreensiva do texto, é correto afirmar que o eu poético
considera a ciência inútil, pois não vê resultados práticos das descobertas científicas na vida do ser humano comum.
ignora que houve avanços científicos.
revela ter interesse pelos avanços científicos e considera que a ciência deve estar a serviço do bem comum.
conclui que o ser humano comum não tem capacidade de compreender as discussões científicas.
supervaloriza a fé em Deus em detrimento da fé na ciência.
A mensagem que o poeta quis passar nesse texto é:
Que é possível ficar rico vendendo bilhetes de loteria
Que a vida é triste, feita de ilusão
Que riqueza pode ser comprada através de bilhete de loteria
Que comprar bilhetes de loteria é o mesmo que comprar ilusão
Que a vida tem suas ironias e seus contrastes, como desta senhora que oferece riqueza e vive na miséria.
SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Estoril, outubro de 1939
(Vinicius de Moraes. Poema presente no livro Poemas,
Sonetos e Baladas, 1946)
Considere as afirmações a seguir:
I – No último terceto do soneto, composto por decassílabos, para conseguir efeito poético, Vinicius de Moraes faz uso da figura de linguagem conhecida como “paradoxo”;
II – “Dedicar-me a meu amor será, para mim, mais importante do que qualquer outra coisa. Esse cuidado será eterno, e se dará com tamanha intensidade e com tanto carinho que, mesmo que eu encontre possibilidades mais atraentes, o fascínio por meu amor continuará sendo maior” é uma paráfrase possível para o primeiro quarteto do poema;
III – Nos versos “Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure”, Vinicius de Moraes contraria a norma-padrão da Língua Portuguesa ao usar “posto que” com valor explicativo ou causal: as gramáticas tradicionais atribuem à expressão “posto que” valor exclusivamente concessivo. Esse tipo de licença poética aponta para uma valorização, por parte de Vinicius, da língua viva em detrimento da estrita verificação da gramática normativa;
IV – Pode ser afirmado que a ideia central do poema consiste na defesa do caráter imperecível do amor, que deve ser cultivado e mantido ainda que pareça estar prestes a apagar-se, como uma “chama”.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
I, II, III e IV
I, II e III
I e II
III e IV
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito dos poemas.
Não há qualquer intertextualidade nos textos, pois eles pertencem a diferentes períodos literários.
Em “Teresa”, há liberdade na forma e linguagem − características modernas.
O lirismo usado por Bandeira em seu poema é posteriormente desconstruído por Castro Alves.
Em Bandeira, a linguagem é trabalhada e, em Castro Alves, é intencionalmente simples; enquanto Castro Alves registra a perda amorosa, Manuel Bandeira apresenta o encontro.
De acordo com a tradição moderna, Castro Alves se preocupa com a questão formal de seu poema.