Questões de Concurso sobre O poema (poesia)

 
 
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Embora o conto seja um gênero fictício, essa passagem corresponde a aspectos autobiográficos. Percebe-se que o excerto faz uma intratextualidade, ou seja, intertextualidade com a própria poesia do autor. Marque a alternativa CORRETA, cujos versos comprovam isso.


A

“Casas entre bananeiras / mulheres entre laranjeiras / pomar amor cantar / Um homem vai devagar. / Um cachorro vai devagar. / Um burro vai devagar. / Devagar... as janelas olham. / Eta vida besta, meu Deus.” (“Cidadezinha qualquer”).


B

“Alguns anos vivi em Itabira. / Principalmente nasci em Itabira. / Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. / Noventa por cento de ferro nas calçadas. / Oitenta por cento de ferro nas almas. / E esse alheamento de que na vida é porosidade e comunicação.” (“Confidência do itabirano”).


C

“No deserto de Itabira / a sombra de meu pai/ tomou-me pela mão. / Tanto tempo perdido; / Porém nada dizia / Não era dia nem noite. / Suspiro? Voo de pássaro? / Porém nada dizia." ("Viagem na família").


D

“Nos áureos tempos / a rua era tanta. / O lado direito / retinha os jardins. / Neles penetrávamos / indo aparecer / já no esquerdo lado / que em ferros jazia. / Nisto se passava / um tempo dez mil.” (“Nos áureos tempos”).

Com esse poema, Alice Ruiz aborda:


A

A dependência da mulher a fatores como filhos e marido, mostrando o vazio que fica após estes partirem.


B

A força que os sonhos da mulher têm, que podem apagar até mesmo a luz da manhã.


C

Alerta para o perigo da hipocondria entre mulheres maduras.


D

A tristeza de um relacionamento que acabou.

De acordo com a letra da poesia, atribua (V) para verdadeiro ou (F) para falso aos itens e assinale a alternativa correta:


( ) Escandindo os seis primeiros versos do poema de Álvares de Azevedo, segunda geração romântica da poesia brasileira, verifica-se que eles são decassílabos.

( ) As estrofes não têm regularidade quanto ao número de versos: a primeira tem vinte versos, a segunda dez, e a última treze versos.

( ) Não há esquema de rimas no poema, os versos são brancos.

( ) No início do poema, o eu lírico descreve seu estado físico, ele tem o rosto pálido, os olhos lânguidos e sente o corpo tremer.

( ) O eu lírico não está apaixonado, ele mente para conseguir uma mulher maliciosa e impura.

( ) A sensualidade da mulher, expressa em alguns versos do poema, sugere um amor platônico, espiritual e imaterial.


A

V – V – F – V – F – V.


B

F – V – F – V – F – F.


C

V – V – V – V – F – F.


D

V – V – V – V – V – V.

O que podemos inferir sobre o verso inicial de Lilás?

"Amanhã, outro dia
Lua sai, ventania
Abraça uma nuvem que passa no ar
Beija, brinca e deixa passar”


A

O verso inicial da música „Lilás? é basicamente uma tela de pintura abstrata, lembra uma fantasia, que imerge o leitor na beleza e na agradável sensação trazidas pelo uso das palavras ventania, abraça, beija e brinca.


B

O verso inicial da música „Lilás? trata de lembrar a todos sobre o futuro, algo que irá acontecer, o autor teoriza para expressar a grande agitação emocional que estava passando.


C

O verso inicial da música „Lilás? lembra que a ventania precede uma tempestade, agitação atmosférica que provoca vários fenômenos no céu, envolvendo a lua, ventos fortes e nuvens.


D

Nenhuma das alternativas.

Considere as alternativas a seguir acerca do poema “Rio abaixo” e marque V nas VERDADEIRAS e F nas FALSAS.


( ) No poema, um grupo de pessoas navega num rio próximo aos bambuais.

( ) A cor do rio é caracterizada como púrpura, sangrenta.

( ) O reflexo do sol no rio forma a imagem de um gládio de prata.

( ) O tempo decorrido durante o poema passa do pôr do sol (ocaso) para a noite.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.


A

F, F, V, V


B

F, V, V, F


C

V, F, F, V


D

V, V, F, V


E

V, V, F, F

Considere as seguintes afirmações:


I) O eu poético busca nas imagens, aparentemente inconciliáveis e repetidas, a criação do sensorialismo, fazendo brotar a novidade estética literária recebida com grande prestígio pela crítica oficial do fim do século XIX.

II) Na tentativa de sugerir sensações aos leitores, a musicalidade trabalhada no poema pode ser identificada nas rimas, no uso das aliterações e na presença marcante de fonemas nasais.

III) A expressão vaga e imprecisa da realidade constitui-se em traço importante da poesia do final do século XIX e pode ser percebida nas expressões que aproximam campos sensoriais distintos.

IV) O poema apresenta elementos que se alinham com um programa de renovação estética que permeia produções literárias da modernidade que valorizam a originalidade e a manifestação por meio do singular.


Estão CORRETAS as afirmativas:


A

apenas I e III.


B

apenas II e III.


C

apenas I, III e IV.


D

apenas I, II e IV.


E

apenas II, III e IV.

Considere as afirmações abaixo, em relação ao texto de Álvares de Azevedo:


I) Observa-se no poema um traço marcante da poesia de Álvares de Azevedo, o efeito irônico que contrapõe o sublime ao prosaico ao explorar o tema.

II) Percebe-se que valores ideais tradicionais como o sentido da vida e o amor são postos em confronto com a necessidade real e cotidiana.

III) O sarcasmo com que o poeta trata o tema constitui-se em uma forma de fuga e de egoísmo que se difere de outros poemas presentes na obra Lira dos vinte anos.

IV) O poema em questão consta na obra Lira dos vinte anos e apresenta traços de ironia e do forte engajamento social, comum à poesia ultrarromântica.


Assinale a alternativa que contém as afirmativas CORRETAS:


A

apenas I e II.


B

apenas II e III.


C

apenas III e IV.


D

apenas I, II e III.


E

apenas II, III e IV.

A genealogia da poesia está marcada, no poema, por duas palavras: “descomeço” e “começo”. Tendo isso em vista, indique a interpretação coerente com a poética de Manoel de Barros:


A

Há, no poema, uma crítica severa à origem da linguagem, de acordo com a tradição religiosa. Isso mostra que a poética de Manoel de Barros marca a supremacia do homem e a desvalorização das coisas.


B

Nota-se, no poema, um jogo de inversões de sentidos e uma crítica exclusiva à instituição escolar, pois a poética de Manoel de Barros se baseia no didatismo e no moralismo.


C

O poeta faz referência a duas genealogias: a religiosa e a antropológica. Mas não demonstra, em todo o poema, qualquer crítica infundada às instituições religiosa e escolar. O tom utilizado, no poema, é lúdico.


D

O poeta enfatiza o “delírio” do verbo em vários momentos históricos, inclusive antes do aparecimento do homem na Terra.


E

Para o poeta, poetizar é “pegar delírio”, que significa “escrever com maturidade”.

“Em toda sua poesia o achincalhe e a denúncia encorpam-se e movem-se à força de jogos sonoros, de rimas burlescas, de uma sintaxe apertada e ardida, de um léxico incisivo, quando não retalhante”. O excerto de Bosi (2013) aborda sobre:


A

Frei José de Santa Rita Durão.


B

Padre Antônio Vieira.


C

José Basílio da Gama.


D

Gregório de Matos Guerra.


E

Padre José de Anchieta.

Assinale “V” (VERDADEIRO) ou “F” (FALSO) em cada afirmação referente ao texto. Em seguida, escolha a sequência CORRETA:


( ) O eu poético descreve uma voz, comparando-a a “finas pratas” (verso 1), sugerindo-lhe atributos estéticos. Esse recurso criador e pouco convencional aos poetas da época está a serviço de sua expressão poética.

( ) Sabendo-se que a sonata é uma composição musical feita para ser executada por um ou mais instrumentos, diferentemente de uma composição vocal, depreende-se dos versos 3 e 4 que o poema trata de uma voz que evoca um instrumento.

( ) O uso de expressões sensoriais destaca-se dentre os recursos estilísticos presentes no poema, prevalecendo as sensações auditivas sobre as demais sensações por se tratar da descrição de uma voz.

( ) Pode-se depreender do título do poema uma síntese do elemento poético descrito nos versos, há uma voz cristalina, semelhante ao som que se desprende de objetos de cristal quando batidos ou tocados.

( ) Nota-se que o poeta demonstra a mesma preocupação estética formal típica de poetas da época ao fazer uso do soneto, contudo mostra uma tendência à apresentação plástica e original da expressão artística.


Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:


A

V, V, V, V, V


B

V, F, V, V, V


C

V, V, F, V, V


D

V, V, V, F, V


E

V, V, V, V, F

Assinale a alternativa que NÃO corresponde às ideias sugeridas no poema:


A

O eu poético expressa-se como um homem negro que vive cativo, contudo permanece com a alma livre.


B

O eu poético assume um ponto de vista culturalmente identificado e se nega à passividade expressa em outras produções poéticas da época.


C

O eu poético apresenta um idealismo, pois sua alma não se rende e se recusa a abandonar a esperança de liberdade, contrariando a postura encontrada em produções de mesmo tema.


D

O eu poético expressa o anseio de liberdade tão próprio de sua etnia, sem indiferença a sua circunstância em relação ao mundo.


E

O eu poético apresenta uma postura de resignação em relação à escravidão e se alimenta de lembranças e memórias dos tempos em que viveu livre.

O poema foi publicado no livro “A rosa do povo”, de 1945, que reúne textos escritos por Drummond durante a Segunda Guerra Mundial e a ditadura do Estado Novo, instaurada por Getúlio Vargas no Brasil. Considerando esse fato, indique a afirmativa falsa.


A

No poema, a contradição entre dia e noite expressa o descontentamento do eu lírico com a passagem do tempo.


B

A noite, representa para o eu lírico um momento de tristeza e de desesperança, possivelmente relacionado com a guerra e a ditadura.


C

Apesar do descontentamento com o momento político, o poema manifesta a esperança de um futuro melhor.


D

As palavras noite e dia, empregadas de forma conotativa, representam respectivamente um tempo de dificuldades e um tempo de redenção.


E

Nenhuma das respostas anteriores.

No tocante à interpretação de “Esses textos”, está CORRETO afirmar:


A

A função do leitor é primordial para o texto existir, segundo está enunciado no poema desde a primeira estrofe.


B

Há um certo didatismo sobre o tema “leitura”, no discurso poético de Silviano Santiago nesse texto em questão, pois o leitor deveria respeitar aquilo que o próprio texto indica para sua leitura.


C

Na afirmação “(Mas o importante é o leitor. / Você.)”, está dito que o leitor pode fazer a leitura do jeito que quiser, porque essa liberdade de interpretação cabe simplesmente a ele. Isso quer dizer que o texto literário não tem um fio condutor, conforme é explicado, a seguir, quando o poeta fala em “abotoar/desabotoar” o texto.


D

Pela leitura dos versos que falam sobre os cliques de colchete, “Quando dois ou mais / se engatam, / fecha-se um sentido / único e exclusivo.”, isso significa que a explicação, no poema, prima pelo sentido literal próprio de todos os tipos de textos.


E

O sentido contextual de “Cada camisa, / depois de surrada, / é fonte / de novo esforço.” refere-se, somente, ao esforço do autor, na construção de um texto poético.

Dadas as afirmativas sobre o poema e seu título,

-

I. No título do poema, há uma hipérbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes proporções fora do normal.

II. No título do poema, está presente a figura de linguagem metonímia na palavra “ombros”, os quais substituem “pessoas”, baseando-se numa relação de parte (ombros) pelo todo (pessoas).

III. Na primeira estrofe, a palavra tempo é empregada três vezes, constituindo uma figura de linguagem: repetição ou reduplicação.

-

verifica-se que está(ão) correta(s)


A

II, apenas.


B

III, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I e III, apenas.


E

I, II e III.

Mãos dadas

Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

[...]

ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 39.



Segundo os versos, é correto afirmar que o trabalho poético está associado


A

à vida presente e ao engajamento à realidade.


B

às reminiscências e às revelações da memória.


C

ao mundo que pode ser revelado a partir da imaginação.


D

à possibilidade de cantar o futuro, embora preso ao mundo presente.


E

à busca por atos do cotidiano, os quais se estabelecem desde o mundo pretérito.

Observe os destaques, nas frases retiradas do poema, e escolha a opção que apresenta uma explicação CORRETA quanto à sintaxe:


A

A função da palavra “só”, no segundo verso, primeira estrofe, é de adjunto adverbial, pois esse caso pode gerar confusão, uma vez que, em outro contexto, a mesma palavra poderia ter a função de adjunto adnominal.


B

“É preciso ter calma. Saber ir abotoando os elementos vários à espera do clique de colchete.” (Ambos os termos destacados têm função de sujeito.)


C

“Quando dois ou mais se engatam, fecha-se um sentido único e exclusivo.” (Oração adverbial, completamente independente do restante do período.)


D

Há elipse na seguinte frase: “Depois, o leitor institui outra linha, lendo.”


E

“Cada camisa, depois de surrada, é fonte de novo esforço. Ou então vira camisa-de-força.” (Substituindo a palavra “depois” por “apesar” não alteraria o tipo de circunstância da frase.)

Os ombros suportam o mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

[...]

Disponível em: <http://www.releituras.com/drummond_osombros.asp>. Acesso em: 16 out. 2017.


Dadas as afirmativas sobre o poema e seu título,

I. No título do poema, há uma hipérbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes proporções fora do normal.

II. No título do poema, está presente a figura de linguagem metonímia na palavra “ombros”, os quais substituem “pessoas”, baseando-se numa relação de parte (ombros) pelo todo (pessoas).

III. Na primeira estrofe, a palavra tempo é empregada três vezes, constituindo uma figura de linguagem: repetição ou reduplicação.


verifica-se que está(ão) correta(s)


A

II, apenas.


B

III, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I e III, apenas.


E

I, II e III.

O Bicho

-

Vi ontem um bicho

Na imundice do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa;

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

-

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

-

Manuel Bandeira. Rio, 27 de dezembro de 1947.


Ainda considerando o poema de Manuel Bandeira, assinale a opção INCORRETA.


A

O poema é composto por quatro (4) frases.


B

Em “O bicho”, O é artigo e bicho é substantivo.


C

Na frase ‘O bicho, meu Deus, era um homem.’, a retirada de uma vírgula altera seu sentido.


D

Detrito é um sinônimo para lixo.


E

Voracidade é antônimo de ferocidade.

Os poemas “Pronominais” e “Brasil”, de Oswald de Andrade, pertencem à 1ª fase do Modernismo brasileiro. Considerando as características do autor e ideais da época, escolha as assertivas adequadas, marcando a sequência correspondente:


I) Autores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, comumente, refletiam sobre os erros gramaticais. Embora modernos, esses autores não admitiam a informalidade da linguagem.

II) Em “Pronominais”, há, claramente, um elogio à cultura acadêmica em detrimento à cultura popular.

III) O poema “Brasil” parodia um clássico poema indianista de Castro Alves.

IV) O dois poemas referem-se à cultura portuguesa como formadora da cultura brasileira.


A

Estão corretas as opções I, II e III.


B

Estão corretas as opções II, III e IV.


C

Estão corretas as opções II e III.


D

Somente a opção III está correta.


E

Somente a opção IV está correta.

No verso “- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”, o médico, pelas mãos do poeta, sintetiza o estado de seu paciente tuberculoso.


Considerado todo o poema, é correto afirmar que nesse verso final:


A

predominam o otimismo e o bom humor diante da adversidade.


B

a esperança da cura é entregue ao acaso.


C

aparecem, combinados, o drama, a ironia, a tragédia, a resignação.


D

estão representados o abandono, a solidão, a insensibilidade.


E

o escárnio e o cinismo sobrepõem-se à misericórdia.

   
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