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O texto tem o Brasil como temática. Assinale a opção em que se faz uma análise correta sobre o poema de Sérgio Milliet.
O autor não apresenta problemas do país.
Embora parta de uma visão mais realista, o autor mostra-se otimista em relação à pátria.
Nota-se o desencanto e forte pessimismo por meio de vocábulos como “seca” e “ódio”,
Parte-se de uma caracterização do brasileiro para chegar à do ambiente.
Há uma total idealização na caracterização do país.
De acordo com o texto, poesia:
É hermética e inumana visto que ela se dá.
É evasão, correção de uma realidade monstruosa e errônea.
É participação.
É um instrumento de fuga da realidade.
A respeito do significado da última estrofe do poema, podemos afirmar que :
Os risonhos sonhos são muitos e ardentes, como as plantas.
Aceita-se a condição da donzela e também viver como seu escravo.
A mente ardente e a inspiração do céu alegram o escravo.
As plantas santas são a inspiração e o abatimento da donzela bela.
O escravo da alma é altivo e busca inspiração do céu .
A respeito do poema acima, pode-se afirmar que:
Há três estrofes.
Possui 14 versos.
Possui apenas versos decassílabos.
Há 12 versos e 2 estrofes.
Há 7 versos brancos e 7 versos sem rima.
Os recursos expressivos utilizados no poema podem ser interpretados como uma metáfora da
incapacidade humana de apreciar os encantos da natureza.
simplicidade da vida no campo, em oposição à agitação urbana.
importância da preservação dos costumes tradicionais.
competição que move as ações humanas ao longo da história.
conjunção de forças visando a um mesmo propósito.
No poema acima, podemos afirmar que:
I. no primeiro verso o poeta afirma que amou muito.
II. no segundo, o poeta repensa e afirma que amou mais ou menos.
III. no terceiro verso, o poeta assegura que quase não amou
IV. o poema é apenas um jogo de aliteração que reforça a forma poética.
V. as palavras “meio” em “meio amei-o” e em “meio não amei-o” pertencem à classe dos advérbios de intensidade.
I, II, III e V estão corretas
III, IV e V estão incorretas
somente II e III estão corretas
somente a V está correta
Leia os versos de João Cabral de Melo Neto.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
É correto afirmar que os versos do poeta pernambucano
mostram o sertanejo amargo e sem preocupação com a família e com o meio em que vive, o que o torna melancólico e amedrontado pela ordem imposta: Seria necessário largar tudo?
abordam tema diferente da obra de Graciliano, enfocando os aspectos positivos da vida no sertão, ao contrário do que se vê na passagem: As alpercatas chiavam de novo no caminho coberto de seixos.
tratam também do tema da seca, mas com uma concepção de sertão diferente de Graciliano, pois este não vê solução para o problema vivido com a seca: Podia continuar a viver num cemitério?
definem o sertanejo vitimado pela seca da mesma forma que Graciliano, ou seja, como um homem que não acredita poder mudar de vida: E os pés dele esmoreciam, as alpercatas calavam-se na escuridão.
abordam o mesmo tema da obra de Graciliano, tendo inclusive relação direta com o trecho transcrito, como se vê pela passagem: Nada o prendia àquela terra dura, acharia um lugar menos seco para enterrar-se.
Assinale a alternativa que apresenta correta análise em relação à organização ou à composição do poema.
Como no poema se prioriza a espacialidade na ordenação dos elementos, pode-se afirmar que ele é predominantemente descritivo.
No que diz respeito aos efeitos sonoros do texto poético, vê-se que o poema em questão é constituído de versos sem rimas.
Na constituição de sentido no poema, há uma contradição, levando-se em conta o que o velho faz (balançar a cabeça) e o que ele diz.
A sequência de emprego dos termos ilustre, subida e vitupérios constitui uma estratégia de articulação textual baseada em uma gradação.
Se fosse um texto em prosa, em português atual, o último verso seria escrito assim: “Nomes com quem o povo néscio se engana.”
O poema de Ferreira Gullar está construído segundo uma estruturação marcada por grande regularidade, para a qual concorrem os seguintes procedimentos:
simetria sintática, divisão binária das estrofes e jogo de antíteses
reiterações abusivas, figuração hermética e dispersão de paradoxos.
perguntas retóricas, versos bimembres e jogo de antíteses.
reiterações abusivas, simetria sintática e figuração hermética
divisão binária das estrofes, dispersão de paradoxos e versos bimembres.
Diz-se que há intertextualidade quando um texto interfere ou se faz presente em outro. É o que acontece no último verso do poema “Lisboa: aventuras”, em que o autor incorpora um trecho da “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias. No poema de José Paulo Paes,
as “aves” simbolizam os usuários do Português, e os “gorjeios”, as diferenças entre a variante linguística lusitana e a brasileira.
as aves do Brasil estão representadas pelo sabiá, e os pássaros de Portugal, pelo rouxinol, ave da Europa e da Ásia.
o “aqui” e o “lá” descaracterizam-se semanticamente ao fazer referência à localização geográfica de Portugal e do Brasil.
o tema abordado é um desabafo do colonizado em relação ao colonizador, apesar do tempo decorrido desde o fim da dominação lusa.
os versos de Gonçalves Dias têm o sentido figurado nos dois poemas: a valorização da cultura portuguesa pelos brasileiros.
Em qual alternativa os versos revelam que o eu poético valoriza mais o passado que o presente?
“Eu era feliz e ninguém estava morto.” “Hoje já não faço anos./ Duro.”
“Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos.”/ “No tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...”
“Serei velho quando o for./ Mais nada.”
“Pára, meu coração!/ Não penses! Deixa o pensar na cabeça.”
Os versos “O que eu sou hoje é terem vendido a casa,/ É terem morrido todos,/ É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo/ frio...” significam que
as coisas mais importantes de sua vida se foram, e ele sofre com isso.
o que havia de mais importante na sua vida sobrevive com ele.
suas perdas não o atingiram de forma alguma.
ele vive na mesma situação do passado.
No verso: “Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...”, o eu poético
sente raiva porque era tão feliz quanto é hoje.
traz o passado “nos bolsos”, o que seria para ele sinônimo de tristeza
guarda lembranças felizes da infância, mas se enraivece porque não quer nada do passado.
sente um forte desejo de vivenciar um presente tão prazeroso quanto o foi seu passado.
Nos seis primeiros versos, qual palavra revela que os aniversários eram festejados sempre?
morto
religião
ninguém
tradição
O poema de José Paulo Paes apresenta diferenças linguísticas entre o Português
de diversas regiões do Brasil, no nível fônico.
de épocas diferentes, no nível sintático.
de épocas diferentes, no nível mórfico.
do Brasil e o de Portugal, no nível lexical.
do Brasil e o de Portugal, no nível semântico.
Todas as sentenças harmonizam-se com o que dizem os dois poemas, EXCETO:
O mal alheio pesa como um cabelo. (Barão de Itararé)
Pimenta nos olhos dos outros não arde. (Ditado popular)
Quando a cabeça não pensa, o corpo padece. (Ditado popular)
Suporta-se com paciência a cólica do próximo. (Machado de Assis)
Quanto ao texto de Cora Coralina, é INCORRETO afirmar:
O poema apresenta várias vozes.
Passava, no terceiro verso, pode ser substituído por passou.
As aspas empregadas pela autora apresentam diversas funções.
O termo recreação corresponde ao que Machado de Assis chama de gozo em seu soneto.
I. contrair, em geral de modo súbito, os músculos faciais, em conseqüência de uma impressão alegre ou cômica; achar graça em.
II. assumir expressão alegre, feliz, geralmente esboçando um sorriso de alegria, manifestar fisionomicamente satisfação, prazer; sorrir.
Tendo em conta as acepções de rir, acima, transcritas do dicionário Houaiss, e o emprego desse verbo na segunda estrofe do texto II, assinale a alternativa CORRETA.
Apenas a acepção I é compatível com o significado que o verbo assume no poema, dado que o riso, ainda que admissível para animais, não coaduna com a cena que se descreve.
Apenas II é compatível com o significado que o verbo assume no poema, visto que a ação de rir é tipicamente humana.
Ambas as acepções são perfeitamente aplicáveis, considerando-se que, conforme o próprio autor observa, trata-se de um riso “espúrio e bufão”, manifestado durante uma convulsão.
Nenhuma das duas explica o verbo rir no poema.
O processo estilístico em que um verso se estende no outro, sintática e semanticamente, é conhecido como encavalgamento, ou, muitas vezes, pelo termo francês enjambement. Esse recurso é freqüente na estrutura do texto poemático. Indique a alternativa, com versos de Procura da poesia, em que Drummond se valeu do encavalgamento / enjambement.
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro são indiferentes.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma



Nos versos 42 a 45 do texto III, "Guarde numa caixa preta (a) / A tímida canção (b) / No fundo falso da gaveta (a) / Do coração (b)", as rimas (abab) são classificadas como:
esdrúxulas.
emparelhadas.
opostas
alternadas.
paralelas.