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Sabendo que o “eu lírico” é um termo usado dentro da literatura para designar o pensamento geral daquele que está narrando um poema. Na leitura textual da Canção de Toquinho, podemos afirmar corretamente que:
O eu lírico tem a impressão de estar em Itapuã por causa dos efeitos da bebida que remete essa imagem.
O eu lírico mora e vive em Itapuã, tem uma vida plena e realiza todas as suas atividades lá.
O eu lírico faz uma descrição detalhada de suas tardes em Itapuã, suas predileções e momentos vividos nesse período.
O eu lírico seria algo utópico, aquém do real, fantasioso.
O texto de Manuel Bandeira publicado no livro Estrela da manhã (1933) está em prosa, entretanto apresenta-se em um livro de poemas, isso ocorre porque:
Há nessa obra um estilo narrativo, portanto é necessário que esteja em estrofes.
O texto insere-se no Modernismo, que propunha uma nova estética renovando aspectos formais.
Os elementos trágicos pertencentes ao Modernismo são abordados somente em prosa.
O autor pertencia ao Modernismo, momento que valorizava os gêneros narrativos e poéticos.
A música “Disparada” (Texto 01) foi inscrita no Festival da Record de 1966, e defendida pelo intérprete Jair Rodrigues.
Pode-se inferir da letra que o “eu-lírico”:
Contesta, com seus versos, a alienação por que passa o povo (“boi”), mas não sinaliza para a capacidade de tomada de consciência daqueles que são oprimidos.
Releva indignação com o comportamento das pessoas (“gente é diferente”), uma vez que, ao não se permitirem ser “ferradas”, assumem uma postura alienada acerca da realidade.
Pede licença para cantar “as coisas” que irá “contar: o direito à terra e a viver dela, em uma defesa explícita da reforma agrária.
Assume uma postura crítica da realidade, em uma linguagem metafórica, no combate às opressões e às injustiças sociais, muito bem sintetizada no trecho “num reino que não tem rei”.
Defende a tomada de consciência daqueles tidos como oprimidos em uma sociedade marcada pela exclusão e opressão, mas se percebe incapaz de transformar sua própria condição de “boi” (oprimido / manobrado).
Ao longo dos anos, letras da música brasileira representam as questões do seu tempo (políticas, sociais e culturais). Na década de 40, por exemplo, composta por Mário Lago e Ataulfo Alves, foi lançada a canção "Ai que saudade da Amélia", em que se evidenciava uma visão conservadora sobre a mulher. Como estratégia crítica a essa visão, a compositora Pitty, em 2009, lançou sua canção "Desconstruindo a Amélia". No contexto da letra (TEXTO 03), o trecho em que se evidencia uma crítica ao processo de dominação da mulher (estado de submissão aos valores conservadores) está presente em:
"vira a mesa, assume o jogo".
"já não quer ser o outro".
"ela foi educada para cuidar e servir".
"ainda vai pra night ferver".
"ela é muita, se você quer saber".
Considerando a estrutura e as ideias do texto, pode-se afirmar que se trata de um(a):
Notícia.
Artigo.
Crônica.
Poema.
Reportagem.
De acordo com o poema, assinale a alternativa incorreta.
O eu lírico pergunta quem é este amor que faz com que ele ouça músicas românticas.
O eu lírico reclama que este amor, quando ele precisa, está sempre ausente, não lhe faz companhia, não pode contar com ele.
O eulírico, diz que este alguém, é seu herói, é tudo que ele precisa.
O eu lírico menciona, que ao mesmo tempo que este amor a faz sorrir, também a faz chorar.
O eu lírico afirma “eu posso ser tudo que você precisa.”
Texto I
A Carlos Drummond de Andrade
Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.
NETO, J. C. de M. Obra completa. Editora Nova Aguilar: Rio de Janeiro, 1994.
Texto II
Dez poemas mais um
E, por último, sem que isto seja o fim,
não há guarda-chuva, João,
contra os enguiços do poema,
o qual jamais é a deusa
tal como o poeta a viu
(em silêncio e na matriz).
Razão por que, fingindo,
ele inventa pedaços
de um canto
que ouviu por inteiro.
VIEIRA, A. Mitografias. Mindelo: Ilhéu Editora, 2007.
Com base no poema do brasileiro João Cabral de Melo Neto e no do cabo-verdiano Arménio Vieira, avalie as afirmações a seguir.
I. A intertextualidade entre os poemas torna-se evidente porque ambos fazem referência a um renomado poeta.
II. Nos poemas, encontram-se reflexões acerca do fazer poético, entendido como trabalho racional.
III. A expressão “não há guarda-chuva contra” possui significação diferente em cada poema.
IV. A referência às “regiões onde tudo é surpresa” (Texto I) e aos “enguiços do poema” (Texto II) remetem ao esforço da produção poética.
É correto apenas o que se afirma em
I e III.
II e III.
II e IV.
I, II e IV.
I, III e IV.
Perfeitos. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
Entretanto, queremos nós mesmos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
Todavia, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemo-nos
De exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos espirituais
Ficamos. Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se justificar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
Oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E perceber que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos entornos. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostre que somos tão importantes
Quanto o outro, e não mais importantes do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Tulius – Entreatos – Páginas Editora)
Nos últimos versos, o poeta conclui:
Que somos todos significativos, sem distinção, ou seja, importantes um para o outro sem grau de hierarquia.
Somos todos diferentes e singulares, e devemos reconhecer a importância de alguns em relação à gente.
Somos todos repletos de potencialidades, entretanto devemos reconhecer que há uma hierarquia em poderes de um em relação ao outro.
Somos de etnias distintas, e devemos proteger aqueles que pertencem ao nosso grupo específico.
De acordo com o poema, assinale a alternativa incorreta.
O eu lírico, já na primeira estrofe, afirma que mesmo hoje, ela voltando seu rosto, quando ele passa ao lado dela, não se consegue apagar o passado, que juntos construíram.
Hoje, ela o trata indiferentemente, como se nunca o tivesse visto, como se ele nunca a tivesse amado.
O eu lírico se julga um coitado, por passar esquecido de olhar para ela, quando se cruzam; ela, também vai como coitada, esquecendo que ele ainda existe.
Quando acontece, mesmo sem querer, os dois se encontrarem, o olhar de ambos se cruzarem, não existe mais nenhuma lembrança, daqueles tempos que não voltam mais.
Analise as proposições sobre o poema a seguir, de Patativa do Assaré.
“Avida aqui é assim” de Patativa do Assaré.
Aquele povo que veve
Nas rua da capitá,
Não sabe o quanto padece
Os trabaiadô de cá.
Esse povo da cidade,
Que só veve de vaidade
Nunca foi agricurtô,
Uma roça não conhece,
Não sabe o quanto padece
O povo do interior.
Fonte: ASSARÉ, Patativa. Cante lá que eu canto cá. Petrópolis: Vozes, 1989, p. 81.
I- A estrofe expressa a riqueza poética transmitida em linguagem popular.
II- O poeta procura alcançar a alma do povo e a identificação de seu código de valores.
III- A estrofe resume uma visão de mundo que o sertanejo intui dividido entre a cidade e o campo.
A alternativa CORRETA é:
I apenas.
I e II apenas.
II e III apenas.
I, II e III.
III apenas.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Embora o eu lírico demonstre uma pressa por viver, há momentos em que ele deseja calmaria.
II – O eu lírico receia aventurar-se pelo desconhecido.
III – A noção de velocidade é frequentemente empregada ao longo da canção.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
I e III.
Apenas II.
Apenas I.
Apenas III.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – O eu lírico expressa veladamente seu desejo de se aventurar solitariamente pelo mundo.
II – A figura de linguagem presente em “meu coração é como vidro” é metonímia.
III – O eu lírico demonstra ser uma pessoa racional, pois apenas toma decisões pensadas.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Apenas II.
I e III.
Todas.
Apenas III.
Nos dois últimos versos do poema, o poeta:
incentiva o consumo de comida caipira.
afirma que só pode reclamar da comida quem a preparou.
afirma, metaforicamente, que só quem viveu uma experiência pode falar sobre ela.
afirma, metaforicamente, que a comida só pode ser ingerida pelas pessoas que viram o seu preparo.
Dividida em três partes, a “Lira dos Vinte Anos” revela as diferentes faces literárias de Álvares de Azevedo. Sobre esse conjunto de poemas, é correto afirmar que é uma obra
típica dos ultrarromânticos, marcada pelo sentimentalismo e egocentrismo.
marcante da escola modernista, iniciada por vários poetas jovens e questionadores.
importante da terceira fase romântica, com temática social e libertária.
característica da primeira fase romântica, com intenso sentimento de brasilidade.
significativa da escola barroca, que funde temas divinos e humanos.
Assinale a alternativa que apresenta características da composição poética SONETO.
Dezesseis versos dispostos em quatro quartetos com rimas ricas.
Quatorze versos dispostos em dois quartetos e dois tercetos.
Quinze versos dispostos em três quartetos e um terceto.
Dez versos decassílabos dispostos em dois quartetos e um dístico.
Doze versos livres com rimas pobres.
Na construção do letramento, é indispensável o trabalho pedagógico com a diversidade de gêneros textuais. Feita a leitura da estrofe do poema abaixo, avalie as proposições que se apresentam na sequência, de modo a indicar qual delas é a CORRETA:
Ser Nordestino (Bráulio Bessa)
Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura
Sou vida difícil e dura
Sou nordeste brasileiro
Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover
Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino
Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser
Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado
Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada
Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer
Mas, mesmo com padecer sou feliz desde menino
Quanto mais sou nordestino mais orgulho tenho de ser [...]
(In: culturagenial.com.cordel.nordestino/poemas/).
As atividades em sala de aula, com um gênero textual deste modelo, devem servir de cobrança posterior para que os alunos “não percam tempo” com teorias de versificação.
A estrofe em foco é de difícil compreensão, pois é revestida poeticamente de figuras de linguagem, imagens e lirismo que exigem um leitor proficiente.
O texto não traz subsídios suficientes para uma interpretação de dimensão global, em que cada uma de suas partes ganhe sentido.
A estrofe não se aplica para o trabalho de uma leitura crítica e à interpretação dos aspectos ideológicos.
A estrofe do poema enseja uma reflexão sobre a honra de ser nordestino, a mentalidade do homem simples, suas lamentações, agruras, dificuldades e preconceitos que esse povo sofre.
Gênero lírico que, em sua origem, esteve associado ao canto e instrumentos musicais e, com o tempo, assumiu apenas a recitação e/ou leitura. Conhecido principalmente por suas temáticas que estão relacionadas aos sentimentos dolorosos associados à perda, ao pranto, ao fúnebre, ao amor não correspondido, entre outros. O enunciado refere-se ao / à:
Ode.
Haicai.
Elegia.
Écloga.
Hino.
Leia o poema de Cecília Meireles e responda ao que se pede.
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
( Fonte: https://www.escritas.org/pt/t/1725/ou-isto-ou-aquilo – acessado em janeiro de 2020 )
A presença da subjetividade é outra marca do poema da autora. O recurso linguístico que melhor evidencia essa presença é o emprego de:
rima.
reticências.
tempo Presente.
advérbios de negação.
primeira pessoa.
Considerando o gênero textual e o contexto, o eu lírico ao se sentir em contato com as palavras evidencia
um sentimento de insuficiência e inquietação que aumenta frente à possibilidade de não encontrar as palavras que aspira.
um desejo de ascendência e satisfação que vai aumentando, à medida que ele encontra uma diversidade de palavras.
uma subjetividade de que há uma luta vã com as palavras diante da contingência dessas palavras e seus sentidos denotativos.
uma complacência do eu lírico com a infinidade de palavras que surgem a todo momento e que ele luta exasperado para combatê-las.
Leia o fragmento do poema a seguir de Cruz e Souza.
Antífona
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas ...
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...
Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.
Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.
[...]
(CRUZ E SOUZA, In: MOISÉS, Massaud.)
Pode-se afirmar que:
O objetivo poético é apresentado de forma direta e apurada conforme o modelo da estética parnasiana.
No poema, pode-se reconhecer características da poesia simbolista como a busca pelo vago, a mistura de sensações e a musicalidade.
Há uma sutil comparação entre o fazer poético e o trabalho feito com perfeição, apresentando como recurso o emprego da metalinguagem.
O poeta recorre a elementos da musicalidade com o objetivo de tornar o poema mais claro, compreensível e objetivo ao seu interlocutor.