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Às informações explícitas no texto é INCOERENTE relacionar o pressuposto
de que Vasco da Gama tenha descoberto terras para Portugal.
de que a linguista citada veja Os Lusíadas como um marco na literatura.
de que Camões tenha conhecido outras línguas.
de que a obra tenha inaugurado o gênero poético ocidental.
de que antes de Os Lusíadas tenha havido poucas obras em português.
Leia o poema de Raimundo Correia e responda a alternativa correta:
MAL SECRETO
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, Raimundo. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1961, p.135-136.
No poema, o eu lírico deixa claro que as pessoas não fingem seus sentimentos, já que cada pessoa mostra sua verdadeira face.
O eu lírico mostra-se sentimentalista quanto a elaboração de cada verso, além disso, o objetivo é trazer emoções e não criticar o comportamento humano.
O eu lírico fala da necessidade do ser humano de se utilizar de máscaras para ocultar os sentimentos, que num outro contexto, seriam expressos explicitamente pelo sujeito.
No primeiro verso do poema é iniciado por um conectivo “se”, expressando um sentido de certeza nas expressões “cólera, dor e ilusão”, dando um novo rumo ao texto.
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Uma característica comum às narrativas mais antigas é contar os feitos extraordinários de um herói. Por meio de longos poemas narrativos, um acontecimento histórico protagonizado por um herói ou por um povo é contado em estilo solene, grandioso.
( ) A poesia lírica surge como uma forma de expressar sentimentos e emoções pessoais pela voz do eu-lírico. Alguns exemplos dessa poesia são a elegia, a écloga, a ode e o soneto.
( ) Na poesia, além do significado das palavras, a sua sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, a rima e o metro.
( ) A cena, num espetáculo teatral, é a unidade de ação das personagens. O mais importante, no gênero dramático, é o texto da obra; logo, corpo do ator na cena, assim como o cenário, o figurino e a iluminação têm pouca importância no desenrolar de uma peça.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V.
V – V – V – F.
V – F – F – F.
F – F – V – V.
F – V – F – V.
Esse texto é do tipo narrativo e o gênero é um(a)
Poema.
Melodia.
Crônica.
Fábula.
Conto.
O autor do texto
traz uma variável alegórica para confirmar a natureza racional e objetiva de seu ponto de vista.
apropria-se da metáfora, em tom poético e narrativo para relevar a inconsistência da vida.
prescinde de estruturas simbólicas da linguagem poética, face à intenção confessional.
mostra que a vida é um paradoxo que se associa à consistência e às certezas.
abdica das metáforas ao falar de incertezas e dúvidas humanas em tom narrativo.
No poema, o eu lírico promete uma entrega total e absoluta, o que demonstra um sentimento infinito de ambas as partes.
Certo
Errado
Leia atentamente as declarações de I a III, que tratam da poesia de Carlos Drummond de Andrade. Em seguida, assinale a alternativa correta.
I. O poeta transita entre a construção gramatical normativa e o experimentalismo modernista com a linguagem, o que pode ser verificado nos seguintes versos: “camabel camabel o vale ecoa/ sobre o vazio de ondalit/ a noite asfáltica/ plkx” (“Os materiais da vida”).
II. A linguagem, na poesia de Drummond, vale-se quase sempre de coloquialismos e desvios gramaticais, subvertendo a norma culta por completo, o que pode ser verificado nos seguintes versos: “Lutar com palavras/ é a luta mais vã./ Entanto lutamos mal rompe a manhã.” (“O lutador”).
III. Drummond segue à risca a gramática normativa, da qual rigorosamente nunca diverge, o que pode ser verificado nos seguintes versos: “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra.”
I é correta.
II é correta.
III é correta.
Todas são corretas.
Nenhuma é correta.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Há, na canção, três blocos compostos por dez versos cada. Cada um desses blocos retrata um assunto relacionado à Beatriz: seu rosto, sua vida e sua casa, respectivamente
II – Durante a canção, o eu-lírico demonstra inquietações e suposições sobre Beatriz.
III – Ocorre, na terceira estrofe, uma quebra semântica, pois tal estrofe é iniciada pela palavra “sim”, uma partícula indicativa de certeza.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
I e II.
Apenas III.
Apenas I.
Todas.
Qual o sinônimo das palavras sublinhadas na frase:
Essa é uma situação inédita na eleição e período de maior vulnerabilidade para os candidatos
original – fragilidade
incomum – transitoriedade
nunca vista –benefício
ignorada – insegurança
Leia o poema.
Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens
presentes,
a vida presente.
(https://www.passeiweb.com/maos_dadas_poema_drummond/. Acessado em 14.06.2022)
Para a construção de sentido do poema de Drummond, é preciso considerar as seguintes estratégias didáticas:
estudo da estrutura composicional da forma fixa, verificação dos elementos de metalinguagem do poema; contextualização histórico social.
estudo da metalinguagem do poema; contextualização estético-histórica; observações sobre o uso da versificação tradicional na estrutura composicional.
contextualização histórico social do poema; estrutura composicional de forma livre; recursos linguísticos relacionados às repetições lexicais e sintáticas.
estudo dos recursos linguísticos ligados à ironia; observações sobre o uso da forma livre na estrutura composicional; contextualização estético-histórica.
contextualização histórico social do poema, observações sobre o uso da versificação tradicional; estudo dos recursos linguísticos ligados à ironia.
O tom predominante no poema é de
frustração.
nostalgia.
sarcasmo.
esperança.
hesitação.
PALAVRA – As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas, e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. A palavra fogo queima. A palavra faca corta. A palavra carro corre. A palavra “palavra” diz. O que quer. E nunca desdiz depois. As palavras têm corpo e alma, mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito, e pronto.
FALCÃO, A. Pequeno dicionário de palavras ao vento. São Paulo: Salamandra, 2013 (adaptado).
Esse texto, que simula um verbete para a palavra “palavra’’, constitui-se como um poema porque
tematiza o fazer poético, como em “Os poetas classificam as palavras pela alma”.
utiliza o recurso expressivo da metáfora, como em “As palavras têm corpo e alma”.
valoriza a gramática da língua, como em “substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção”.
estabelece comparações, como em “As palavras têm corpo e alma, mas são diferentes das pessoas”.
apresenta informações pertinentes acerca do conceito de “palavra”, como em “As gramáticas classificam as palavras”.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Para o eu-lírico, amar é um ato linear.
II – Na terceira estrofe, os objetos da ação “amar” são elementos vazios, ou sem vida ou violentos.
III – No poema, o amor se apresenta em “concha vazia”, retratando a capacidade de saciar a carência do eu-lírico.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Apenas II.
Apenas I.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Em relação ao poema dado, assinale a alternativa correta.
A condição feminina é o centro da frustração existencial do eu poético.
O tema central do poema é a sororidade.
O uso intensivo de pronomes em primeira pessoa atenua a autorreferência do eu poético.
A coesão textual no poema está toda estruturada com o uso dos pronomes possessivos.
Como sinalizado em seu título, o poema trata de uma reflexão identitária em seu limite.
Assinale a alternativa que apresenta o tema principal abordado no poema.
A importância da religiosidade e da espiritualidade durante o processo de morte.
O amor do eu lírico pela natureza e pelas estrelas.
O sofrimento do eu lírico diante da morte da mulher amada.
A linha tênue entre vida e morte.
Ao realizar a leitura do texto, nota-se, que se trata de:
Um conto.
Uma narrativa.
Um artigo.
Um poema.
Sobre a organização do poema, pode-se afirmar que:
Os travessões sugerem um diálogo, o que não é permitido no gênero poema.
Os travessões presentes no texto marcam um bate-papo entre amigos.
Na 1ª estrofe, o “doente” está contando seus sintomas para o médico.
A 1ª estrofe funciona como uma apresentação solitária e contextual.
No poema há diferentes tipos textuais como: diário, consulta médica, bate-papo, receita e bula.
Acerca dos recursos empregados para a construção de sentidos do poema, pode-se afirmar que:
O sentido conotativo não se faz presente no poema.
Alguns elementos da natureza foram personificados.
Predomina a função metalinguística da linguagem.
Há vocábulos que estabelecem uma relação de sinonímia entre si.
A poesia acima, melhor se classifica como:
Narração objetiva.
Dissertação comparativa.
Narrativa subliminar.
Descrição subjetiva.
As obras Eurico, o Presbítero; Flores sem Fruto; Amor de Perdição; As Pupilas do Senhor Reitor; pertencem, respectivamente a:
Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Antônio Feliciano de Castilho, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Júlio Dinis, Soares Passos.
Soares Passos, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.