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Gênero textual
(1) Poesia.
(2) Tirinha.
(3) Artigo de opinião.
Estruturação
( ) “se estrutura em torno de um ponto de vista e da argumentação em sua defesa.”
( ) “se estrutura em enunciados curtos, (...) destacando-se nessa composição o imbricamento entre verbal e não-verbal.”
( ) “se estrutura em estrofes e versos com rimas ou sem rimas.”
A sequência correta dessa classificação é:
(3); (2); (1).
(2); (3); (1).
(2); (1); (3).
(1); (3); (2).
O poeta exprime em seus versos:
O desejo de continuar estático, apenas apreciando, por isso se prende à imagem do espelho.
Os versos apresentam um gênero discursivo em que a métrica é condição obrigatória.
O afã presente na emissão do pensar do poeta, evidencia o âmago pessimista, sem ansiar por mudança.
O sentido da não mudança, de querer parar por não perceber incentivo para dar continuidade a sua caminhada.
O anseio de sair em liberdade, sem amarras, sem olhar a passagem do tempo, lançando ao léu, o passado.
Um tipo de poema que faz críticas usando a ridicularização de pessoas ou costumes:
soneto
ode
haicai
hino
sátira
A partir da leitura do poema, é correto afirmar que o eu-lírico
deseja tanto ver a pessoa com quem deveria se encontrar que não se dá conta, ao sair, de para onde estava se dirigindo.
expressa a dor de não ver a pessoa com quem deveria se encontrar no lugar que havia sido combinado anteriormente.
corre com tanta pressa para ver a pessoa com quem deveria se encontrar que não percebe que esta já não o ama mais.
se lamenta por não ter recebido, da pessoa com quem deveria se encontrar, orientações corretas sobre onde poderia encontrá-la.
deixa em casa o mapa por estar certo de poder encontrar facilmente o local onde está a pessoa com quem deveria se encontrar.
Leia este primeiro trecho do texto de Camões e encontre a alternativa que não está correta com relação ao assunto tratado nesse quarteto:
“Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho”.
Nesta estrofe, vemos que o sujeito faz um “desabafo” ao amor, dizendo que busque “novos corações” uma vez que ele não pode mais aguentar a dor.
Nesta estrofe, vemos que o sujeito faz um “desafio” ao amor, dizendo que busque “novas artes” e “novo engenho” para matá-lo, uma vez que não pode mais lhe tirar esperanças que já não tem.
Estes versos expressam o desgosto de alguém profundamente magoado, que sofreu por um prolongado período através de variadas maneiras, e agora ironiza o próprio sofrimento como pedindo ao amor novas decepções e mais criatividade.
O eu do narrador também quer, com tais versos, fazer-nos pensar que o amor já não pode contra ele, posto que já lhe destruiu o que tinha de mais caro para destruir, ou seja, o eu lírico parece dizer-nos que já não pode sofrer.
Morte e Vida Severina, do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, é um poema narrativo que conta a história de Severino, saindo do sertão em busca de vida digna no litoral pernambucano, mas que encontra no caminho morte e sofrimento.
Certo
Errado
O auto-retrato
No retrato que me faço
— traço a traço —
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
— pouco a pouco —
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
QUINTANA, Mário. Apontamentos de História Sobrenatural. 1. ed. São Paulo: Globo, 1976.
Considerando a linguagem do poema, é correto afirmar que o autor se utiliza da
conotação para se pintar de várias maneiras, como nuvem, árvore, coisas e lembranças.
denotação para se pintar até mesmo com sonhos que um dia existirão.
denotação para mostrar que o retrato foi pintado por uma criança.
simplicidade para mostrar que é semelhante à qualquer pessoa.
conotação para se lembrar de que um dia foi criança.
O texto IV está organizado em dois quartetos e dois tercetos, com um jogo de rimas. Esse tipo de poema é classificado como:
trova
haicai
soneto
epopeia
É CORRETO afirmar que o texto lido é do gênero:
Carta.
Poema.
Música.
Receita.
O texto trata da poesia
barroca.
árcade.
romântica.
parnasiana.
simbolista.
Ao dizer que a sintaxe do rio foi cortada, (v.11 ), o poema conota:
o acúmulo de detritos orgânicos no fundo do rio.
que a censura prejudica a fluidez discursiva.
que a mensagem lançada está obsoleta.
que não se navega mais pelo rio assoreado.
que houve interrupções prejudiciais à compreensão.
Analise as afirmações seguintes:
I- É um soneto do gênero lírico.
II- Os versos são brancos.
III- Há predomínio da função metalinguística.
IV-Há 24 versos no poema.
Estão corretas somente as afirmativas:
l, ll, Ill e IV.
I e IV.
II e lII.
II, IlI e IV.
III e IV.
Leia o poema a seguir, extraído do livro “Morte e vida severina”, de João Cabral de Melo Neto.
O retirante resolve apressar os passos para chegar logo ao Recife
– Nunca esperei muita coisa,
digo a Vossas Senhorias.
O que me fez retirar
não foi a grande cobiça;
o que apenas busquei
foi defender minha vida
da tal velhice que chega
antes de se inteirar trinta;
se na serra vivi vinte,
se alcancei lá tal medida,
o que pensei, retirando,
foi estendê-la um pouco ainda.
Mas não senti diferença
entre o agreste e a caatinga,
e entre a caatinga e aqui a mata
a diferença é a mais mínima.
Está apenas em que a terra
é por aqui mais macia;
está apenas no pavio,
ou melhor, na lamparina:
pois é igual o querosene
que em toda parte ilumina,
e quer nesta terra gorda
quer na serra, de caliça,
a vida arde sempre com
a mesma chama mortiça.
Agora é que compreendo
por que em paragens tão ricas
o rio não corta em poços
como ele faz na Caatinga:
vive a fugir dos remansos
a que a paisagem o convida,
com medo de se deter,
grande que seja a fadiga.
Sim, o melhor é apressar
o fim desta ladainha,
fim do rosário de nomes
que a linha do rio enfia;
é chegar logo ao Recife,
derradeira ave-maria
do rosário, derradeira
invocação da ladainha,
Recife, onde o rio some
e esta minha viagem se fina.
Fonte: ELO NETO, João Cabral de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003. p. 186-187.
Sobre os versos, é INCORRETO afirmar que:
O retirante se dirige aos leitores, dizendo, como se estivesse desfiando uma ladainha, quais são suas pretensões ao se retirar.
Os desejos do retirante não são imensos, pois ele demanda apenas uma vida minimamente digna.
Nos versos “e quer nesta terra gorda / quer na serra, de caliça, / a vida arde sempre com / a mesma chama mortiça”, o retirante nos diz da efemeridade da vida humana, o que promove no poema uma crítica social e também uma reflexão existencial.
O fato de o rio não se deter nos remansos “a que a paisagem o convida” é o medo de que a sua vida pare; mas isso, no poema, não tem nada a ver com a vida do retirante.
Sobre o gênero textual poema, analise as sentenças a seguir e marque V para a(s) sentença(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
(__) O poema é normalmente escrito em prosa.
(__) Para que o poema seja válido, o uso de rimas é obrigatório.
(__) Os poemas podem tratar de temas ficcionais ou reais.
(__) Os poemas são gêneros textuais literários.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
F – F – V – V
F – V – F – V
V – V – F – F
V – F – V – F
V – F – F – V
É correta a afirmação de que a relação entre os versos e o título do poema sugere
a linha temática dos versos, que contrasta com o título, num processo de deslocamento semântico de termos como “desmaio”.
a intepretação que o título determina para a sequência dos versos, indicando que eles se caracterizam pela literalidade de palavras como “ápice”.
o resgate do sentido figurado dos versos, que se explicita na referência inusitada à condição do eu lírico, pela expressão “casta viuvez”.
o redimensionamento do sentido do título, tendo em vista a intensidade da reação do eu lírico, que se expressa na criação da palavra “cúmice”.
a constatação de que os versos “ô linda / és uma rainha” não guardam vínculo de sentido com o título, para expressar o ineditismo na composição.
Leia as duas primeiras estrofes de um poema de Olavo Bilac, intitulado Língua Portuguesa:
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura.
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Como o título do poema indica, o tema dos versos acima é a Língua Portuguesa. Interpretando-se o que nele está expresso, assinale a afirmativa inadequada.
O primeiro verso alude à origem latina da Língua Portuguesa.
O adjetivo “bela”, do primeiro verso, tem sua ideia repetida em “esplendor”, no segundo verso.
Os dois últimos versos da primeira estrofe mostram uma inversão sintática nos seus termos.
O poeta mostra nítida preferência por um vocabulário culto, com o emprego de palavras raras.
O verso “Que tens o trom e o silvo da procela” repete a ideia de a Língua Portuguesa ser uma “lira singela”.
Leia o soneto a seguir:
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
-Silencioso e branco como a bruma
---E das bocas unidas fez-se a espuma
--------E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
--De repente da calma fez-se o vento
----Que dos olhos desfez a última chama
---E da paixão fez-se o pressentimento
-----E do momento imóvel fez-se o drama.
----De repente, não mais que de repente
---Fez-se de triste o que se fez amante
--E de sozinho o que se fez contente.
---Fez-se do amigo próximo o distante
----Fez-se da vida uma aventura errante
-----De repente, não mais que de repente.
Fonte: MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 226-227.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um verso do soneto em que há antítese:
Silencioso e branco como a bruma
Que dos olhos desfez a última chama
De repente da calma fez-se o vento
De repente, não mais que de repente
Leia as estrofes do poema Marília de Dirceu, autoria de Tomás Antônio Gonzaga.
Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d' expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha estrela.
(...)
Marque o que não se comprova na estrutura das estrofes apresentadas.
O verso: "Tenho próprio casal, e nele assisto" revela que o eu lírico mora em casa própria.
O eu lírico percebe que está envelhecendo ao ver o semblante dele numa fonte.
O verso "Graças à minha" conota sorte e competência, porque ele era um magistrado.
O eu lírico dirige-se à amada dele por vocativos, comprovando que ele tem interlocutora com que mantém sintonia.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão 7.
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d' expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro, 1957. (Obras completas de Tomás Antonio Gonzaga, I).
No poema, o eu lírico descreve sua vida e atividades, enfatizando sua independência e habilidades. Analise as afirmativas abaixo:
I.O eu lírico é um vaqueiro que vive de cuidar do gado de outros fazendeiros.
II.O eu lírico possui seu próprio gado de quem ele mesmo cuida.
III.O eu lírico é um pastor que toca hábilmente sanfona com e canta músicas famosas de grandes poetas.
IV.O eu lírico é um poeta que acredita ser melhor do que Alceste em habilidade musical.
É correto o que se afirma em:
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas I e III estão corretas.
Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Somente as afirmativas III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
A literatura produzida no Brasil é um patrimônio cultural, uma manifestação genuína do povo brasileiro. Sua força é sentida além do mundo lusófono, com a potência artística representativa de nossa identidade. Sobre a periodização literária no Brasil, assinale a afirmativa correta.
Na poesia, o Cubismo é perceptível pela simplicidade, por uma sintaxe orientada pelo sentido e não pela gramática.
A primeira referência à literatura brasileira registra-se no ensaio “Bosquejo da história da poesia e língua portuguesa”, como introdução da antologia Parnaso Brasileiro, de Almeida Garret.
Contrapondo-se aos exageros emotivos do Romantismo, o Realismo é um estilo que se manifesta nas produções artísticas a partir de meados do século XIX. Na Literatura, há a predominância da narração em terceira pessoa, a objetividade e a busca pela descrição o mais fiel possível da realidade.
O Pré-Modernismo é um período de transição, marcado, dentre outros aspectos, pela busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial, regionalismo e valorização dos problemas sociais. Os principais representantes foram: Mário de Andrade; Oswald de Andrade; Cassiano Ricardo; e, Manuel Bandeira.