Questões de Concurso sobre O poema (poesia)

 
 
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O poema é de Arnaldo Antunes.


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ANTUNES, Arnaldo.


Agora aqui ninguém precisa de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 89.


Avalie as afirmativas referentes ao poema de Antunes.


I. O sujeito poético estabelece uma espécie de conversa com o leitor, ensinando-o a responder a uma pergunta cotidiana.

II. O sujeito poético usa um toque de humor e ironia para criticar os discursos vazios da atualidade.

III. De forma mecânica e repetitiva, assim como uma máquina, o diálogo exemplifica a superficialidade das conexões humanas, que é repleta de discursos prontos, desinteressados e vazios.


Está correto o que se afirma em:


A

III, apenas.


B

I, II e III.


C

I e II, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I e III, apenas.

Observe as duas produções em língua portuguesa a seguir.


Quadro 1


LÍNGUA PORTUGUESA


Olavo Bilac (1908)


Última flor do Lácio, inculta e bela,

És, a um tempo, esplendor e sepultura;

Ouro nativo, que, na ganga impura,

A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,

Tuba de alto clangor, lira singela,

Que tens o trom e o silvo da procela,

E o arrolo da saudade e da ternura!

[...]


Disponível em: <https://www.academia.org.br/academicos/olavo-bilac/textosescolhidos>. Acesso em: 19 jun. 2024.


Quadro 2


LÍNGUA


Caetano Veloso (1984)


Gosto de sentir a minha língua roçar

A língua de Luís de Camões

Gosto de ser e de estar

E quero me dedicar

A criar confusões de prosódia

E um profusão de paródias

Que encurtem dores

E furtem cores como camaleões

Gosto do Pessoa na pessoa

Da rosa no Rosa

E sei que a poesia está para a prosa

Assim como o amor está para a amizade

[...]


Disponível em: <https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44738/>. Acesso em: 19 jun. 2024.


O primeiro quadro, Língua Portuguesa, refere-se a um poema clássico e famoso de Olavo Bilac (1908), um importante autor da literatura; no segundo, Língua (1984), vemos uma produção mais moderna que destaca o papel de Caetano Veloso para a música brasileira. De acordo com tais elementos apresentados, pode-se afirmar que


A

a letra da canção de Caetano Veloso destaca uma multiculturalidade da língua portuguesa em um contexto modernista não mais preocupado com as métricas, mas com a construção de uma certa identidade nacional.


B

o poema de Bilac e a letra da canção de Veloso são reproduções fiéis da norma da língua portuguesa, destacando a sua importância em ambos os gêneros: poema e música.


C

o autor, Olavo Bilac, é um importante representante do parnasianismo, revolucionando a prática de rimas durante esse período literário em Portugal.


D

a composição rítmica do poema de Bilac é a principal referência do parnasianismo, referenciando uma prática heterogênea sobre a língua e sua relação com o contexto.

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente as emoções e ações descritas no poema.


A

O eu-lírico decide construir uma parede para se proteger do morcego após sentir uma forte sensação de calor. Esta é uma abordagem direta ao problema.


B

Devido à sua ansiedade e irritação com o morcego, o eu-lírico opta por se concentrar na resolução de um problema imaginário de construção.


C

Com o eu-lírico encarando o morcego e as ações como uma experiência cômica e agradável, ele reflete um sentimento de alegria e diversão.


D

O eu-lírico usa a ardência como uma metáfora para o desconforto que um morcego sente, levando-o a tentar resolver o problema com uma solução ridícula e surreal.

Sobre o poema apresentado no texto, é correto afirmar que:


A

todos os versos são dodecassilabos.


B

o oitavo verso tem o mesmo número de sílabas métricas e gramaticais.


C

o nono e décimo versos formam um rima esdrúxula.


D

é composto em versos livres.


E

não há encadeamento no poema.

Qual é a visão do velho sobre o amor, conforme o poema?


A

O amor é uma sensação que se pode tocar e ver.


B

O amor é comparado ao espinho invisível em cada flor.


C

O amor é a vida que chega aberta em pétalas.


D

O amor é algo que os poetas e reis podem descrever com clareza.

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – O poema é direcionado a um/a interlocutor/a, com quem o eu lírico possuiu intimidade.

II – O eu lírico estabelece uma correlação entre o anel de vidro e seu amor com o/a interlocutor/a.

III – Apesar do término do amor, o eu lírico preserva a saudade em relação a/à interlocutor/a em um plano eterno.


É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):


A

Todas.


B

Apenas II.


C

Apenas I.


D

I e III.

Feijoada à minha moda

Amiga Helena Sangirardi

Conforme um dia prometi

Onde, confesso que esqueci

E embora — perdoe — tão tarde

(Melhor do que nunca!) este poeta

Segundo manda a boa ética

Envia-lhe a receita (poética)

De sua feijoada completa.

Em atenção ao adiantado

Da hora em que abrimos o olho

O feijão deve, já catado

Nos esperar, feliz, de molho.

Uma vez cozido o feijão

(Umas quatro horas, fogo médio)

Nós, bocejando o nosso tédio

Nos chegaremos ao fogão

[...]

De carne-seca suculenta

Gordos paios, nédio toucinho

(Nunca orelhas de bacorinho

Que a tornam em excesso opulenta!)

[...]

Enquanto ao lado, em fogo brando

Desmilinguindo-se de gozo

Deve também se estar fritando

O torresminho delicioso

Em cuja gordura, de resto

(Melhor gordura nunca houve!)

Deve depois frigir a couve

Picada, em fogo alegre e presto.

[...]

Dever cumprido. Nunca é vã

A palavra de um poeta... — jamais!

Abraça-a, em Brillat-Savarin,

O seu Vinicius de Moraes.

MORAES, V. In: CÍCERO, A.: QUEIROZ, E. (Org.). Vinicius de Moraes:

nova antologia poética. São Paulo: Cia. das Letras, 2005 (fragmento).

Apesar de haver marcas formais de carta e receita, a característica que define esse texto como poema é o(a)


A

nomeação de um interlocutor.


B

manifestação de intimidade.


C

descrição de procedimentos.


D

utilização de uma linguagem expressiva.


E

apresentação de ingredientes culinários.

A árvore da serra

— Às árvores, meu filho, não têm alma!

E esta árvore me serve de empecilho...

É preciso cortá-la, pois, meu filho,

Para que eu tenha uma velhice mais calma!

— Meu pai, por que sua ira não se acalma?!

Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!

Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...

Esta árvore, meu pai, possui minh'alma...

— Disse — e ajoelhou-se, numa rogativa:

“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”

Enquanto a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,

O moço triste se abraçou com o tronco.

E nunca mais se levantou da terra.

(Augusto dos Anjos)

Assinale a única alternativa que caracteriza a poesia de Augusto dos Anjos:


A

A dramatização evidente no soneto representa a dualidade presente na alma do poeta entre o racionalismo de base científica e a religiosidade que persistia em seu íntimo.


B

A natureza no soneto ilustra a busca do indivíduo pelo esforço acolhedor, pelo lugar ameno em que a artificialidade da vida humana não tem valor.


C

O soneto, ornamentado com referências neoclássicas, afirma uma crença no progresso da humanidade, no triunfo do belo, do santo e do justo, pelo exercício da razão.


D

Os versos são repletos de sinestesias e hipérbatos que valorizam uma experiência sensorial e leva quem lê a perceber a existência de uma dimensão que se esconde além da realidade concreta.


E

O soneto apresenta uma visão antropocêntrica do eu-lírico ao recuperar modelos da Antiguidade Clássica a fim de elevar a clareza, a harmonia e o equilíbrio poéticos.

Levando-se em consideração os estudos do discurso, no poema de Leminki, para a compreensão global, explicita-se o fenômeno do (a)


A

incorporação.


B

polifonia.


C

balizamento.


D

alusão.


E

paródia.

A partir da leitura do poema, assinale a alternativa CORRETA.


A

Na Sacra História, há uma enorme alegria quando a ovelha se perde.


B

O eu-lírico se coloca e se vê na posição do sagrado Pastor divino.


C

Para o eu-lírico, por ele ter pecado, ele perdeu a alta clemência.


D

Para o eu-lírico, quanto mais ele peca, mais ele perde o perdão.


E

Para o eu-lírico, o Senhor perderia a glória caso não o perdoasse.

No poema, o eu lírico afirma: Vejo-o e amo-me, porque ser uma coisa é não significar nada. Ser uma coisa é não ser suscetível de interpretação. A partir dessa afirmação, o eu lírico sugere que:


A

A simplicidade das coisas é menos valiosa do que suas complexidades.


B

A percepção da ausência de significado leva à autoaceitação.


C

A interpretação das coisas é a chave para a felicidade.


D

A busca por significados é essencial para o amor-próprio.

O poema não pode ser considerado um soneto, porque apresenta esquema regular de rimas.


C

Certo


E

Errado

Qual é a alternativa CORRETA quanto à ideia central do poema?


A

O maquinista está pedindo ajuda ao foguista para acelerar a locomotiva.


B

O poema retrata a rotina de um maquinista em uma locomotiva a vapor.


C

O poema descreve a importância do café com pão na vida do maquinista.


D

O foguista é elogiado pelo seu trabalho em manter a locomotiva funcionando.

Nessa canção de Chico Buarque, a última palavra de cada verso


A

apresenta rima perfeita com as outras.


B

é acentuada segundo a mesma regra.


C

pertence à mesma classe gramatical.


D

faz referência ao mesmo termo no texto.

A respeito das ideias do poema, analise as assertivas que seguem:


I. O eu lírico acredita que ser uma coisa implica que ela não tem nenhum valor.

II. O eu lírico defende que a busca por significados profundos é a melhor maneira de se relacionar com a realidade.


Das assertivas, pode-se afirmar que:


A

Ambas estão incorretas.


B

Apenas I está incorreta.


C

Apenas II está incorreta.


D

Ambas estão corretas.

Quando lemos um texto, a nossa atenção costuma se voltar para o sentido das palavras. Ao fazer isso, analisamos seu aspecto semântico. As palavras, porém, também têm uma sonoridade muito explorada pela literatura. Essa sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, o metro e a rima. No poema em tela (Texto IV), quanto à presença desses recursos, só NÃO é correto afirmar que:


A

A análise métrica da poesia revela que ela está estruturada em versos decassílabos, ou seja, com dez sílabas métricas cada.


B

O poema segue um esquema de rima “abba” em seus quartetos e “cdc” e “dcd" nos tercetos, podendo ser classificados como intercalados e alternados, respectivamente.


C

Os versos são sáficos (as sílabas tônicas são a 4.ª), a 8ª e a 10).


D

Os versos 5, 9, 10, 11, 12 e 13 constroem-se com a omissão do verbo, já referido no 1º verso - “correndo vou”, o que denota o procedimento estilístico denominado zeugma.


E

Outro recurso estilístico utilizado pelo autor é a anáfora.

Assinale a alternativa que contraria as ideias expostas pela voz (eu poético) que fala no texto.


A

Admite que este livro que foi escrito é diferente, pois se compõe de versos e poesia.


B

Refere-se a um livro o qual foi escrito por uma mulher que já não é mais uma jovem.


C

Declara que, no livro, a temática sobre a qual a mulher escreve é a sua própria vida.


D

Refere-se a uma mulher que, na escalada da vida, enfrentou e venceu dificuldades.


E

Descreve uma mulher que, na vida, enfrentou dificuldades e também cultivou alegrias.

A partir da leitura atenta do poema "Aula de Português", analise as afirmações a seguir:


I. O texto emprega diferentes recursos estilísticos e figuras de linguagem para tratar do tema abordado.

II. Ao dizer que "O português são dois", existe um erro de concordância que desqualifica a construção poética no texto.

III. O poema aborda a linguagem cotidiana, que as pessoas empregam em seu dia a dia, e tece considerações a respeito da forma como aprimoramos esse conhecimento na escola.

IV. Ao fim do poema, percebemos que o eu-lírico deixa de empregar sua língua coloquial para substituí-la completamente pela forma como aprendeu na escola.


É correto o que se afirma em:


A

I e IV, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I, II, III e IV.


D

I e III, apenas.


E

II e IV, apenas.

Na primeira estrofe do Texto I, Santa Rita Durão retrata uma imagem heroica. Essa imagem está construída com base no/a:


A

força do “Filho do Trovão”, que soube lidar com os índios tupinambás, considerados canibais


B

intrepidez dos indígenas do Recôncavo Baiano, que sempre foram reconhecidos pela sua resistência


C

mística religiosa, caracterizada pelas referências espirituais a Deus Pai, à Virgem Maria e ao Espírito Santo


D

poder transformador da literatura brasileira, que é capaz de embevecer os leitores, especialmente no gênero épico

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – Os substantivos “pálida” e “caída”, presentes na primeira estrofe, dão indícios da atmosfera melancólica do eu lírico.

II – O eu lírico recebe o primeiro beijo da amada quando está deixando sua terra natal.

III – Em terras portuguesas, o que consolava o eu lírico eram as orações ferventes da amada que havia ficado em seu país natal.


É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):


A

Todas.


B

II e III.


C

I e II.


D

Apenas III.

   
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