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Leia o poema a seguir e analise as assertivas a seu respeito:
Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
I. Trata-se de um poema formado por seis estrofes, cada uma delas, um quarteto.
II. Os versos do poema são todos heptassílabos.
III. Trata-se de um poema formado somente por versos brancos.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas l e II.
Apenas l e III.
Apenas Il e III.
De acordo com a habilidade EF69LP48 do do Currículo do Ensino Fundamental II de Itatiba, espera-se que os alunos interpretem “em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc)”.
No caso dos versos de Quental e de Quintana, fica evidente nas estrofes transcritas o recurso a
versos brancos e livres.
rimas emparelhadas ou alternadas.
versos em redondilhas maiores.
versos em redondilhas menores.
rimas interpoladas e preciosas.
Considere o texto abaixo:
Os bons vi sempre passar
No mundo, que os não estima;
E os maus sempre a prosperar,
Na sua má usança, sublima.
Assim que o mundo é tal,
Que premeia a quem não deve,
E castiga o leal;
E, se por bom se houve,
Não há prêmio nem favor,
Que lhe faça melhor
Luís Vaz de Camões
O poema camoniano em evidência, pela forma e pelo conteúdo que apresenta, trata-se de um(a)
cantiga, uma vez que apresenta uma crítica social com estrutura poética em mote e glosa.
esparsa, já que retrata a injustiça e a arbitrariedade no mundo em uma forma poética monostrófica.
trova, pois apresenta reflexões filosóficas em uma estrutura de sete sílabas poéticas de rimas alternadas.
elegia, poema composto de versos hexâmetros e pentâmetros alternados, que aborda a fragilidade dos temas morais.
vilancete, composto por um mote (três primeiros versos) e uma glosa (desenvolvimento do mote em sete versos) sobre uma temática popular.
O poema apresenta sequências de versos rimados e métricas regulares, como em “Seus olhos que brilham tanto / Que prendem tão doce encanto”. Essa organização formal caracteriza principalmente:
A prosa poética, marcada pela ausência de métrica e rima estruturada.
O verso livre, que permite liberdade total na extensão e ritmo.
A poesia clássica ou lírica, com preocupação rítmica e sonoridade musical.
O haicai, pela condensação de imagens em poucas sílabas.
“Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!” (Mário Quintana)
No poema acima, o autor elabora um jogo de palavras que pode ser descrito corretamente da seguinte maneira:
numa leitura, “passarinho” é associado ao diminutivo de “pássaro”; numa outra leitura, entende-se “passarinho” como um verbo no tempo futuro.
numa leitura, “passarão” é associado ao futuro de “passar”; numa outra leitura, entendese “passarão” como um aumentativo de “pássaro”.
“passarão” e “passarinho”, em todas as leituras possíveis, são interpretados respectivamente apenas como formas aumentativa e diminutiva de “pássaro”.
“passarão” e “passarinho”, em todas as leituras possíveis, são interpretados apenas como formas verbais de “passar”.
o autor se propõe a realizar uma conjugação verbal nos últimos versos, mas ela não se concretiza por não haver palavras suficientes para todas as pessoas do discurso
Considerando o poema a seguir, do poeta Sérgio Vaz, analise as assertivas a seguir:
Adubar a terra
com número e letras
asas e poemas.
Para colher lírios,
cravos e alfazemas.
Agricultor,
o bom mestre sabe,
que espinhos e pétalas
fazem parte da primavera.
Porque ensinar
é regar a semente sem
afogar a flor.
Fonte: https://www.facebook.com/poetasergio.vaz2/posts/adubar-a-terracom-n%C3%BAmero-e-letrasasas-epoemaspara-colher-l%C3% ADrioscravos-e-alfazem/3289853277760733/
I. O poema apresenta três estrofes: uma quintilha, uma quadra e um terceto.
II. O poema é todo construído com versos brancos.
llI. O eu-lírico assemelha a educação ao cultivo e preparação da terra.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
A respeito dos mecanismos estruturantes do verso — métrica, ritmo e rima — e de suas implicações na configuração estética do texto poético, assinale a alternativa correta.
A função da rima no texto poético é mais relevante em termos métricos do que semânticos, pois sua principal finalidade é manter a simetria sonora entre os versos, sem produzir implicações interpretativas sobre o conteúdo poético.
O ritmo, embora relacionado à métrica, é uma categoria mais ampla e sutil, pois emerge da interação entre estrutura fônica, organização sintática e intencionalidade discursiva, podendo subsistir mesmo na ausência de padrão métrico regular.
A métrica poética, ao determinar o número de sílabas canônicas de cada verso, limita-se ao aspecto quantitativo da linguagem, razão pela qual não interfere na construção simbólica ou emocional da poesia.
A rigidez do esquema rímico tradicional tende a ser incompatível com práticas poéticas modernas, que rejeitam a musicalidade formal como estratégia expressiva e priorizam o esvaziamento do som em prol da significação direta.
Analise a construção do poema em evidência, de modo a assinalar o item correto a seguir.
O poema intenciona a busca por equilíbrio entre forma e conteúdo, trazendo temáticas existenciais e universais, como a morte e o sentido da vida, características inerentes à Terceira Fase Modernista, em que há espaços para questionamentos sobre a existência humana, a solidão e a finitude.
O poema é marcado por uma postura revolucionária, irreverente e experimental, rompendo com as normas estéticas do passado, especialmente o parnasianismo e o simbolismo, em busca de uma linguagem brasileira autêntica, moderna e livre, características típicas da Primeira Fase Modernista.
O autor salienta uma preocupação com o “fazer poético” ao associar prosa e poesia em um poema que espelha um gênero jornalístico, a notícia, aproximando-se dos temas universais das tradições da literatura ocidental, com caráter mais reflexivo e existencial, embora mantendo a inovação da Primeira Fase do Modernismo brasileiro.
O texto se enquadra na Segunda Fase do Modernismo brasileiro que se destaca especialmente na prosa. Ele surge como uma resposta madura à realidade social do Brasil, com foco nas desigualdades, nos problemas sociais e nas condições humanas fora dos grandes centros urbanos, imbricando elementos da prosa e da poesia, caraterística da chamada prosa poética.
O autor mistura gêneros e registros ao apresentar a própria ideia do poema como recorte da realidade, rompendo com a arte pura e incorporando fragmentos do mundo real na poesia, ao mesmo tempo em que explora, com mais profundidade, a realidade social e humana, sem perder a força expressiva, característica que enquadra o poema na Segunda Fase da poesia modernista brasileira.
Leia atentamente o texto “Cinco” abaixo, de José Lino Grünewald. A seguir, assinale a alternativa que faz uma afirmação correta sobre o texto:
1
2 2
3 3 3
4 4 4 4
c i n c o
Trata-se de um poema concreto, em que o autor explora o recurso visual, além dos sentidos dos elementos textuais.
Trata-se de um poema concreto, em que o autor explora o recurso sonoro através do ritmo e das rimas.
Faltam elementos verbais e sentido nesse texto, o que nos leva a desconsiderar o seu enquadramento em qualquer gênero literário.
A ausência de pontuação no texto leva a enquadrá-lo numa categoria literária extremamente formalista e tradicional.
Trata-se de uma estrofe que deve ser analisada e interpretada sob os mesmos critérios de qualquer texto tradicional.
No verso “Navegar é preciso; viver não é preciso” o eulírico manifesta que:
Sua prioridade é a criação, e não apenas a existência.
Viver exige esforço físico constante.
A vida sem navegação seria sem sentido.
Navegar é uma metáfora para a vida racional.
O poema “Tomara”, de Vinicius de Moraes, apresenta uma estrutura em que o uso reiterado do termo “Tomara” não apenas expressa um desejo, mas reflete uma postura linguística de impotência do eu lírico frente à possibilidade de afastamento da pessoa amada. Tal construção reforça semanticamente que o sujeito poético reconhece a inexistência de qualquer controle racional ou objetivo sobre os rumos da relação amorosa, sendo essa ideia corroborada em passagens como “Que você não se despeça nunca mais do meu carinho”, na qual a súplica expõe tanto a esperança quanto a fragilidade afetiva.
Certo
Errado
Estrutura repetitiva dos versos cria um ritmo que reflete:
A previsibilidade do fracasso dos galos tecerem a manhã.
A dinâmica da vida em grupo, na qual a colaboração é definitiva para alcançar grandes objetivos.
A independência dos indivíduos na construção de realidades paralelas.
Que a manhã é resultado da liderança de um galo, que ao conclamar os demais, consegue levar a comunidade ao avanço.
Como a realidade do mundo animal não se aplica à vida humana, pois o homem não é capaz de tecer a manhã.
Em se tratando da forma do poema em análise, é verdadeiro o que se afirma em:
Evidencia a arte nonsense da contradição, da incoerência proposital, em que o poema dispõe de neologismos soltos que subvertem a lógica gramatical sintático-semântica.
Estrutura-se por meio do uso de aliterações, assonâncias e ritmos suaves para criar um efeito musical no poema e, embora haja um caráter técnico nesse aspecto, sua finalidade é sensorial.
Apresenta uma espécie de concretude na imagem poética construída por meio das palavras, em detrimento da estrutura gráfica, ao mesmo tempo em que desafia os limites da linguagem lógica e convencional, em uma perspectiva onírica e surrealista.
Há um abandono da pontuação, da sintaxe e da métrica convencionais, credibilizando onomatopeias, neologismos, tipografia livre na montagem de palavras, criando, portanto, uma linguagem visual e sonora, que se aproxima da arte cultista.
Traduz, na fragmentação da linguagem, da narrativa e da linearidade, uma certa geometrização da disposição dos versos, caracterizando o multiperspectivismo, em que as ideias e os objetos apresentados no poema podem ser representados simultaneamente por vários ângulos.
Por dêixis entende-se a característica da linguagem humana que consiste em fazer um enunciado referir-se a uma situação definida, real ou imaginária, que pode ser: a) quanto aos participantes do ato de enunciação (1ª pessoa – o que fala; 2ª pessoa – aquele a quem se dirige a fala; 3ª pessoa – todo assunto da comunicação, que não sejam a 1ª e a 2ª pessoas); b) quanto ao momento da enunciação (dêixis temporal); c) quanto ao lugar onde ocorre a ação, estado ou processo (dêixis espacial). Os chamados dêiticos, portanto, são termos linguísticos cuja interpretação depende da pessoa, do lugar e do momento em que são enunciados.
Verifica-se um exemplo de dêixis espacial no seguinte verso:
“Mudança eterna os seres afadiga!” (1ª estrofe).
“Gira no espaço e se equilibra a terra.” (1ª estrofe).
“Quando rompe os andrajos morredouros,” (2ª estrofe).
“Tudo se muda aqui! Somente o afeto,” (3ª estrofe).
“Semelha estátua erguida entre ruínas,” (3ª estrofe).
A sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, o metro e a rima. Dessa forma, em relação à primeira estrofe do poema A vingança da porta, é correto o que se diz em
as rimas são entrecruzadas.
é constituída por rimas ricas.
todos os versos são alexandrinos.
as rimas são pobres e encadeadas.
a estrofe é estruturada em um dístico.
A partir do Soneto de Fidelidade (Texto VI) e das declarações destacadas na enumeração a seguir, assinale a alternativa que melhor justifica a sua versificação:
I- É um poema escrito em redondilha maior, com versos de sete sílabas, chamados de heptassílabos.
II- É um poema com versos decassílabos ou alexandrinos, agrupados em duas quadras e em dois tercetos.
III- Os versos são compostos por três rimas, “ento”, “ure” e “ama”.
IV- Os versos possuem tercetos não tradicionais aos que se estudam em sonetos italianos.
Apenas a I está correta.
As opções I, II e III estão erradas.
As opções II e IV estão corretas.
As opções II, III e IV estão corretas.
Todas as declarações estão erradas.
Analise as afirmativas, julgue-as com C(Certo) e E(Errado) e marque a alternativa na sequência correta.
(...) O poema é uma paródia da obra homônima de Gonçalves Dias.
(...) Os dois poemas são metricamente iguais.
(...) Há, em ambos, forte nacionalismo ufanista.
(...) О рoeta moderno avalia positiva sua mudança existencial.
(...) Constata que, mesmo se quisesse. não haveria retorno, pois se perdeu no caminho.
(C); (C); (C); (E); (E).
(E); (E); (C); (E) ; (C).
(C); (E); (E) ; (C); (E).
(C); (C); (E) ; (E); (C).
ESTAVA LÁ AQUILES, QUE ABRAÇAVA
Estava lá Aquiles, que abraçava
Enfim Heitor, secreto personagem
Do sonho que na tenda o torturava;
Estava lá Saul, tendo por pajem
Davi, que ao som da citara cantava;
E estavam lá seteiros que pensavam
Sebastião e as chagas que o mataram.
Nesse jardim, quantos as mãos deixavam
Levar aos lábios que o atraiçoaram!
Era a cidade exata, aberta, clara:
Estava lá o arcanjo incendiado
Sentado aos pés de quem desafiara;
E estava lá um deus crucificado
Beijando uma vez mais o enforcado.
Mário Faustino. Poesia de Mário Faustino. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1966, p. 85.
Identifique, por meio do poema em análise, a alternativa, na qual, percebe-se uma das marcas da poética de Mário Faustino.
Retextualização de temáticas mitológicas e religiosas para enfatizar, por meio de um tom jocoso e debochado, o caráter ferino de sua poética.
Intertextualidade com temáticas mitológicas e religiosas, sintetizando sentimentos divergentes de episódios originais, demonstrando o experimentalismo de sua poética.
Pastiche com temáticas mitológicas e religiosas, a fim de ironizar correntes como o racionalismo e o paganismo.
Paródia com temáticas mitológicas e religiosas, para construir uma crítica jocosa à historiografia e ao catolicismo.
Intercontextualidade com temáticas mitológicas e religiosas, ratificando, em sua poética, episódios trágicos da literatura greco-latina.
Como o velho descreve o amor em relação às flores no poema?
O amor é comparado à beleza visível das pétalas das flores.
O amor é representado pelo perfume agradável das flores.
O amor é comparado ao espinho invisível presente nas flores.
O amor é retratado como uma flor que desabrocha na primavera.
"Texto curto em que um narrador conta uma história desenvolvida em torno de um enredo - uma situação que dá origem aos acontecimentos de uma narrativa. Há poucos personagens e poucos locais, pois como a história é breve não é possível incluir vários lugares e personagens diferentes. A estrutura desse gênero textual é composta por quatro partes: apresentação do enredo, desenvolvimento dos acontecimentos, momento de tensão - clímax, e solução - desfecho."
O gênero textual que apresenta as características citadas acima é:
Poema.
Crônica.
Novela.
Romance.
Conto.