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É correta a afirmação de que a relação entre os versos e o título do poema sugere
a linha temática dos versos, que contrasta com o título, num processo de deslocamento semântico de termos como “desmaio”.
a intepretação que o título determina para a sequência dos versos, indicando que eles se caracterizam pela literalidade de palavras como “ápice”.
o resgate do sentido figurado dos versos, que se explicita na referência inusitada à condição do eu lírico, pela expressão “casta viuvez”.
o redimensionamento do sentido do título, tendo em vista a intensidade da reação do eu lírico, que se expressa na criação da palavra “cúmice”.
a constatação de que os versos “ô linda / és uma rainha” não guardam vínculo de sentido com o título, para expressar o ineditismo na composição.
Leia as duas primeiras estrofes de um poema de Olavo Bilac, intitulado Língua Portuguesa:
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura.
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Como o título do poema indica, o tema dos versos acima é a Língua Portuguesa. Interpretando-se o que nele está expresso, assinale a afirmativa inadequada.
O primeiro verso alude à origem latina da Língua Portuguesa.
O adjetivo “bela”, do primeiro verso, tem sua ideia repetida em “esplendor”, no segundo verso.
Os dois últimos versos da primeira estrofe mostram uma inversão sintática nos seus termos.
O poeta mostra nítida preferência por um vocabulário culto, com o emprego de palavras raras.
O verso “Que tens o trom e o silvo da procela” repete a ideia de a Língua Portuguesa ser uma “lira singela”.
Leia o soneto a seguir:
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
-Silencioso e branco como a bruma
---E das bocas unidas fez-se a espuma
--------E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
--De repente da calma fez-se o vento
----Que dos olhos desfez a última chama
---E da paixão fez-se o pressentimento
-----E do momento imóvel fez-se o drama.
----De repente, não mais que de repente
---Fez-se de triste o que se fez amante
--E de sozinho o que se fez contente.
---Fez-se do amigo próximo o distante
----Fez-se da vida uma aventura errante
-----De repente, não mais que de repente.
Fonte: MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 226-227.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um verso do soneto em que há antítese:
Silencioso e branco como a bruma
Que dos olhos desfez a última chama
De repente da calma fez-se o vento
De repente, não mais que de repente
Leia as estrofes do poema Marília de Dirceu, autoria de Tomás Antônio Gonzaga.
Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d' expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha estrela.
(...)
Marque o que não se comprova na estrutura das estrofes apresentadas.
O verso: "Tenho próprio casal, e nele assisto" revela que o eu lírico mora em casa própria.
O eu lírico percebe que está envelhecendo ao ver o semblante dele numa fonte.
O verso "Graças à minha" conota sorte e competência, porque ele era um magistrado.
O eu lírico dirige-se à amada dele por vocativos, comprovando que ele tem interlocutora com que mantém sintonia.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão 7.
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d' expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro, 1957. (Obras completas de Tomás Antonio Gonzaga, I).
No poema, o eu lírico descreve sua vida e atividades, enfatizando sua independência e habilidades. Analise as afirmativas abaixo:
I.O eu lírico é um vaqueiro que vive de cuidar do gado de outros fazendeiros.
II.O eu lírico possui seu próprio gado de quem ele mesmo cuida.
III.O eu lírico é um pastor que toca hábilmente sanfona com e canta músicas famosas de grandes poetas.
IV.O eu lírico é um poeta que acredita ser melhor do que Alceste em habilidade musical.
É correto o que se afirma em:
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas I e III estão corretas.
Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Somente as afirmativas III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
A literatura produzida no Brasil é um patrimônio cultural, uma manifestação genuína do povo brasileiro. Sua força é sentida além do mundo lusófono, com a potência artística representativa de nossa identidade. Sobre a periodização literária no Brasil, assinale a afirmativa correta.
Na poesia, o Cubismo é perceptível pela simplicidade, por uma sintaxe orientada pelo sentido e não pela gramática.
A primeira referência à literatura brasileira registra-se no ensaio “Bosquejo da história da poesia e língua portuguesa”, como introdução da antologia Parnaso Brasileiro, de Almeida Garret.
Contrapondo-se aos exageros emotivos do Romantismo, o Realismo é um estilo que se manifesta nas produções artísticas a partir de meados do século XIX. Na Literatura, há a predominância da narração em terceira pessoa, a objetividade e a busca pela descrição o mais fiel possível da realidade.
O Pré-Modernismo é um período de transição, marcado, dentre outros aspectos, pela busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial, regionalismo e valorização dos problemas sociais. Os principais representantes foram: Mário de Andrade; Oswald de Andrade; Cassiano Ricardo; e, Manuel Bandeira.
Sobre o poema não se pode inferir:
Em estado de dicionário, a palavra está inerte.
Após a Interrupção do fluxo, há difícil reapropriação do discurso.
Há necessidade de fluidez liquida para que exista comunicação.
O sentido de uma palavra é construído nas poças paralíticas.
É na sintaxe do discurso que a palavra se movimenta.
O Soneto é um poema de forma fixa, formado por:
catorze versos (dois quartetos e dois tercetos).
catorze versos (três quartetos e um terceto).
catorze versos (um quarteto e três tercetos)
doze versos (dois quartetos e dois tercetos)
doze versos (três quartetos e um terceto).
Sobre a estrofe seguinte, analise as assertivas:
"Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas, / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas".
(Cruz e Souza. Violões que choram.. (armazemdetexto.blogspot.com)).
I.Os versos estão estruturados no estilo do simbolismo brasileiro.
II.A mensagem dos versos é transmitida no âmbito da sugestão.
III.O efeito sonoro produzido pelos versos acentua o efeito mórbido da estrofe.
IV.A repetição do fonema [ V ] comprova a construção feita com aliteração e contribui para o efeito sonoro dos versos, evidenciando o uso da função poética da linguagem.
Marque a alternativa com a sequência CORRETA:
II, III e IV apenas.
I e III apenas.
I, II, III e IV.
II e IV apenas.
I, II e III apenas.
Leia o poema Triste Bahia do poeta barroco Gregório de Matos abaixo:
Triste Bahia! ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.
A ti tocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz brichote.
Oh se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!
Após análise, assinale qual das afirmações que descreve a mensagem transmitida pelo poema.
O poema é uma crítica à indústria da música e à fama.
O poema é uma expressão da luta do poeta contra a injustiça social.
O poema é uma celebração da beleza e da cultura da Bahia.
O poema é uma declaração de ódio ao Estado da Bahia.
O poema é uma crítica à sociedade baiana, destacando a corrupção e a decadência.
Do ponto de vista da escrita literária pode-se afirmar que o poema:
trata-se de um poema em redondilha maior, frases formadas de versos de sete sílabas.
trata-se de um poema com versos que possuem cinco sílabas poéticas. Portanto, são chamados versos de redondilhas menores.
Trata-se de um soneto com Versos Brancos, também chamados de “Versos Soltos” são aqueles que não apresentam esquemas de rima, entretanto podem apresentar métrica (medida).
trata-se de um poema basicamente formado por Versos Brancos, apresentando apenas uma rima.
O texto pode ser classificado como:
Poema.
Dissertação.
Notícia.
Crônica.
Texto literário.
Considerando-se os elementos estruturais da linguagem poética a seguir, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Chama-se metro a medida das sílabas que formam o verso. Para fazer a escansão, isto é, a contagem das sílabas métricas, basta que se siga a contagem de todas as sílabas do verso. Assim, o verso “Eu/fui/à/ta/re/fa/num/tem/po/de/dra/ma” apresenta 12 sílabas métricas.
( ) Denomina-se rima a semelhança sonora dos fonemas da última sílaba tônica do verso. Quando as palavras que rimam pertencem à mesma classe morfológica, tem-se rima rica (caso de “morrer”/“dizer”, ambos verbos); já quando se trata de palavras pertencentes a classes gramaticais diferentes, há rima pobre (caso de “mar”/“passar”, substantivo e verbo, respectivamente).
C - E.
E - E .
E - C.
C - C.
O soneto de Vinícius de Moraes é formado por:
Quatro quartetos, três tercetos e quatro versos
Três quartetos, quatro tercetos e quatro versos
Dois quartetos, três tercetos e quatorze versos
Dois quartetos, dois tercetos e quatorze versos
Leia o poema abaixo.
SE EU MORRESSE AMANHÃ
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que amanhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o doloroso afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Álvares de Azevedo
No poema, o eu lírico manifesta que sua morte
encerraria uma vida monótona e sem perspectivas.
significaria o auge de sua gloriosa passagem pela vida.
cessaria sua dor, apesar de lhe privar de um bom futuro.
seria uma compensação pelas diversas frustrações em vida.
Analise as proposições abaixo como VERDADEIRAS ( V ) ou FALSAS ( F ).
( ) A segunda estrofe do poema começa com uma personificação: as casas, como se fossem pessoas, observam o movimento das ruas. Como se estivesse distanciado, apenas numa posição de observador, o sujeito descreve aquilo que está vendo.
( ) Na terceira estrofe, quando fala que vê um monte de pernas, o eu-lírico está fazendo uso da metonímia.
( ) O crescendo de tristeza, solidão e desespero do sujeito atinge o seu pico na quinta estrofe do poema. Aqui, há uma espécie de grito de socorro, de súplica a Deus.
( ) A quinta estrofe reforça a ideia de humanidade do eu-lírico: não é Deus, é apenas um homem, por isso é "fraco", vulnerável, falível.
( ) Refletindo sobre a imensidão do mundo, na sexta estrofe, é notório que o sujeito se sente pequeno, insignificante perante todo o resto. Nesta estrofe, é possível encontrar uma reflexão sobre o próprio fazer poético.
A sequência correta de cima para baixo é:
V – V – F – F – V.
F – V – V – F – V.
V – V – V – V – V.
V - V – V – V – F.
F – F – F – V – V.
Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
O ritmo poético, noção elementar do conceito de versificação, tem como principal característica a repetição e é assegurado pela utilização de alguns elementos, entre eles o(a) ___________, que está relacionado(a) com o desejo de harmonia imitativa, repetindo fonemas em palavras simetricamente dispostas.
aliteração
rima
cesura
distribuição das sílabas fortes e fracas
encadeamento
Analise as assertivas abaixo, considerando o poema “Traduzir-se”:
01- A reiteração, presente até o sexto verso no uso das expressões "Uma parte de mim/outra parte", dá ao poema um tom melódico quase como de um refrão.
02- Enquanto que “Uma parte” vem identificada pelos termos "todo mundo" e "multidão", e recebe em atributivo os verbos “pesa e pondera", indicando ser esta a parte racional. A "outra parte" é "ninguém", "fundo sem fundo", "estranheza e solidão.
04- A estrofe final apresenta a proposta do poeta: a síntese da existência humana. Em outras palavras, Gullar pretende, ainda que apenas no universo poético, traduzir uma parte na outra parte, até que sejam uma.
08- O título aponta a tentativa do eu lírico de tentar traduzir ou explicar, entender suas próprias contradições.
A alternativa que corresponde a soma das alternativas corretas é:
14
15
13
10
11
A poética do TEXTO 2 centra-se:
na performance extasiada da UFRJ sempre à dianteira, como se ressalta em “Na vanguarda desta nação” (v. 16) e em “Em pesquisa, pioneira,” (v. 19).
na figuração axiomática da UFRJ como ente desembaraçador de nós, como se vislumbra em “A chave da vitória” (v. 11) e em “Do país, a solução” (v. 14).
no enlevo semeado da UFRJ não como universidade-ilha, mas como universidade-mundo, como se percebe em “Abro o coração ao mundo inteiro” (v. 7) e em “Abrindo fronteira à globalização” (v. 18).
no antonomasiar figurativamente a UFRJ sob termos que, relativamente, exigem conhecimento prévio da instituição, como em “Oh, deusa da sabedoria!” (v. 1) e em “Universidade do Brasil” (v. 15).
no lirismo de adesão identitária à UFRJ, como se observa em “Tu és a minha inspiração!” (v. 2) e em “O sonho encantado, do povo brasileiro” (v. 10)
Mário Quintana, poeta gaúcho de muito destaque no século XX rompe os padrões da poesia tradicional em alguns aspectos. Assinale a alternativa em que isso NÃO acontece:
Abandono de padrões de estética da poesia como o verso e a estrofe.
Abordagem de temas relacionados ao subjetivismo.
Temática cotidiana, como a linguagem coloquial.
Linguagem próxima à utilizada na prosa.
Ausência de métrica.