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No verso “Pensem nas crianças, Mudas telepáticas...”, o poeta faz referência ao que está descrito na alternativa:
As crianças que ficaram mudas ainda no ventre da mãe.
As crianças que morreram após o ataque.
As mães que perderam seus bebês.
Aos homens que ficaram estéreis.
As meninas que ficaram cegas.
Ainda a respeito do poema dado, assinale a alternativa INCORRETA.
“Entretendendo” é um neologismo, que faz referência a termos utilizados pelo poeta, como “entre”, “tender” e “tenda”.
É válido afirmar que, nos dois últimos versos, a palavra “tecido” é empregada, primeiro, como particípio do verbo “tecer”, e, depois, como substantivo.
A presença de verbos no gerúndio expressa o caráter dinâmico e continuado da produção de uma “manhã” proposta poeticamente.
Na primeira estrofe, há orações em que alguns de seus termos estão apenas implícitos.
O primeiro verso da primeira estrofe tem caráter proverbial, já que se assemelha a um certo dito popular.
O “Soneto de Separação” é formado por:
quatro estrofes, quinze versos, três quartetos e dois tercetos.
quatro estrofes, quatorze versos, dois quartetos e dois tercetos.
três estrofes, quatorze versos, dois quartetos e sete tercetos.
quatro estrofes, dez versos, dois quartetos e dois tercetos.
Quantos períodos há na primeira estrofe do poema?
2.
3.
4.
5.
6.
Ao longo do poema, estão presentes sons nasais que se difundem nos versos, exceto em um verso da:
Primeira estrofe:
Da alcova na penumbra andavam flutuando Em tênue confusão fantasmas indecisos, Gerados ao fulgor da luz reverberando Nos límpidos cristais e nos dourados frisos.
Segunda estrofe:
Era como um sabbat fantástico e nefando! Das velhas saturnais talvez tivesse uns visos A enorme projeção das sombras vacilando Esguias e sutis sobre os tapetes lisos.
Terceira estrofe:
Havia no ambiente uns mórbidos perfumes; Os bronzes, biscuits, se olhavam com ciúmes Nos dunkerques, de pé, por dentro das redomas.
Quarta estrofe:
Enquanto eu, sem temor, ao lado de uma taça, Um conto oriental relia entre a fumaça Dum charuto havanês de excêntricos aromas.
O texto de Conceição Evaristo, Meia Lágrima, pode ser classificado como:
Um artigo.
Um poema.
Um cântico.
Uma crônica.
Observe o poema e assinale a alternativa correta:
O poeta está sendo eufemista ao utilizar o termo “rosa”, ao invés de “bomba”.
O poema não apresenta rimas.
Vinicius de Moraes estava presente em Hiroshima durante o ataque da bomba atômica.
O poeta pede para que o acontecimento descrito no poema seja esquecido pelas pessoas.
Ninguém foi afetado pelo acontecimento descrito no poema.
A minha tragédia
Tenho ódio à luz e raiva à claridade
Do sol, alegre, quente, na subida.
Parece que a minh’alma é perseguida
Por um carrasco cheio de maldade!
Ó minha vã, inútil mocidade,
Trazes-me embriagada, entontecida!...
Duns beijos que me deste noutra vida,
Trago em meus lábios roxos, a saudade!...
Eu não gosto do sol, eu tenho medo
Que me leiam nos olhos o segredo
De não amar ninguém, de ser assim!
Gosto da noite imensa, triste, preta,
Como esta estranha e doida borboleta
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!...
ESPANCA, F. A minha tragédia. In:__. Sonetos. São Paulo: Global, 2005.
A partir da análise do poema apresentado, avalie as afirmações a seguir.
I. As estrofes são constituídas por versos decassílabos.
II. Cada quadra engloba duas frases, o que dificulta a construção sintática que liga um verso ao outro.
III. As posições das rimas que ocorrem no final dos versos das duas primeiras estrofes privilegiam o esquema ABAB.
IV. No primeiro verso, é perceptível um tom de positividade do eu lírico, comprovado pelo uso das palavras “luz”, “claridade”, “sol”, “alegre” e “quente”.
V. Em “Trazes-me embriagada, entontecida!...”, podemos identificar a presença da aliteração e, em “Duns beijos que me deste noutra vida, / Trago em meus lábios roxos, a saudade!...”, identificamos o uso do hipérbato.
É correto o que se afirma em
I e III, apenas.
I e V, apenas.
II e IV, apenas.
II, III, IV e V, apenas.
I, II, III, IV e V.
Texto I
As cantigas de amigo
As cantigas de amigo surgiram a partir das tradições da península Ibérica. Apresentam um cenário que é costumeiramente ligado à natureza (campo, árvores, rios). O trovador assume a voz da donzela que exprime seus sentimentos pelo amigo, tendo como tema mais frequente a saudade da moça cujo amante partiu para a guerra. A linguagem e estrutura empregadas são simples, sendo marcadas pela forma paralelística, em que as coplas (conjunto de duas estrofes) apresentam versos de sentidos equivalentes.
Disponível em: http://www.acrobatadasletras.com.br/. Acesso em: 26 jul. 2017
Texto II
A meu amigo, que eu sempr’amei,
des que o vi, mui mais ca mim nem al,
foi outra dona veer por meu mal;
mais eu, sandia, quando m’acordei,
nom soub’eu al em que me del vengar
senom chorei quanto m’eu quis chorar.
Mailo amei ca mim nem outra rem,
des que o vi, e foi-m’ora fazer
tam gram pesar que houver’a morrer;
mais eu, sandia, que lhe fiz por en?
Nom soub’eu al em que me del vengar
se nom chorei quanto m’eu quis chorar.
Sab’ora Deus que no meu coraçom
nunca rem tiv[i] ¿no seu logar,
e foi-mi ora fazer tam gram pesar;
mais eu, sandia, que lhe fiz entom?
nom soub’eu al em que me del vengar
se nom chorei quanto m’eu quis chorar.
Glossário
al (em frases negativas) - mais nada
mais ca mi/m nem al - mais do que a mim mesmo ou a qualquer outra coisa
por em - por isso
rem – coisa
sandia – louca
Disponível em: https://cantigas.fcsh.unl.pt/. Acesso em: 2 set. 2021 (adaptado)
Texto III
O meu coração ateu quase acreditou
Na tua mão que não passou de um leve adeus
Breve pássaro pousado em minha mão
Bateu asas e voou
Meu coração por certo tempo passeou
Na madrugada procurando um jardim
Flor amarela, flor de uma longa espera
Logo meu coração ateu
Se falo em mim e não em ti
É que nesse momento já me despedi
COSTA, Sueli. Coração ateu. In: Coração ateu. Intérprete Maria Bethânia. Brasil. EMI-Odeon, 1975. 1 LP.
Texto IV
Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa eu não douro a pílula
Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo o mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Noutras palavras sou muito romântico
MUITO romântico. CAETANO VELOSO. In: Muito – Dentro da estrela azulada. 1978. LP. Acesso em: 14 set. 2021.
Texto V
Quando ele chegou,
O estranho rapaz,
seu olhar estrangeiro olhou para mim,
Eu nunca tinha ouvido a fala do amor, o frio o calor,
Eu logo entendi que quando o rapaz,
seu olhar estrangeiro olhou para mim,
Seu olhar estrangeiro falava uma língua que eu logo entendi,
senti no meu corpo uma coisa tão louca,
Que eu nunca senti
ESTRANHO rapaz. CAPINAN, José Carlos; MENDES, Roberto. Tempo Tempo Tempo Tempo. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2005. 1 DVD. Intérprete Maria Bethânia
Algumas letras de canções populares brasileiras atualizam certas marcas idiossincráticas das cantigas de amigo, apesar de estas serem de origem medieval, portanto oriundas da tradição literária galego-portuguesa.
Considerando as informações apresentadas nos textos, avalie as afirmações a seguir.
I. A letra de canção “Coração ateu” de Sueli Costa (texto III) expressa características de cantigas de amigo, como a interlocução objetiva da voz poética amiga com seu amante.
II. A letra de canção “Muito romântico” de Caetano Veloso (texto IV) tem aspectos comuns às cantigas de amigo, já que exibe excesso de romantismo do sujeito lírico masculino.
III. A letra de canção “Estranho Rapaz” de José Carlos Capinan e Roberto Mendes (texto V) dialoga com as cantigas de amigo, porque o eu-lírico feminino expressa seus sentimentos pelo amigo amante, fazendo referência a ele.
É correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Em relação aos textos 1 e 2, assinale a opção correta.
Em “[...] ter feito o que eu queria fazer" (1a estrofe, texto 2) e “A partir daí, comecei a fazer coisas que nunca havia feito.” (3º§, texto 1), há uma aproximação de ideias, uma vez que ambos os trechos retratam a vontade de realização de um feito.
Em “Queria ter aceitado / As pessoas como elas são” (2a estrofe, texto 2) e “E agora cometi a loucura jamais pensada, [...] trouxe um bichano de três meses para casa” (7º§ e 8º§, texto 1), há uma oposição de sentido em relação à aceitação a outro ser.
Em "O acaso vai me proteger / Enquanto eu andar distraldo" (3a estrofe, texto 2) e “Apenas abri o leque, me permitindo ser um 'eu' mais amplo.” (5º§, texto 1), há uma complementação de ideias, visto que, em ambos, entrega-se o destino ao acaso.
Em “Devia ter amado mais / Ter chorado mais” (1a estrofe, texto 2) e '[...] ele, por si só, foi meu primeiro 'nunca imaginei um dia.” (2º§, texto 1), há concordância em relação ao amor, pois em ambos os trechos há um esforço para amar.
Em, "Devia ter me importado menos / Com problemas pequenos” (4a estrofe, texto 2) e “E muitas outras coisas vetadas por causa do 'medo do ridículo receberam alvará de soltura," (4º§, texto 1), há uma concordância, já que ambos procuram mostrar que há coisas na vida que não devem ser dignas de atenção.
A poesia acima, melhor se classifica como:
Narração objetiva.
Dissertação comparativa.
Narrativa subliminar.
Descrição subjetiva.
As obras Eurico, o Presbítero; Flores sem Fruto; Amor de Perdição; As Pupilas do Senhor Reitor; pertencem, respectivamente a:
Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Antônio Feliciano de Castilho, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Júlio Dinis, Soares Passos.
Soares Passos, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis.
Com relação ao texto de Fernando Pessoa, podemos afirmar que se trata de:
Um poema.
Uma crônica.
Um conto.
Um artigo.
De acordo com o poema, assinale a alternativa incorreta.
Os dois últimos tercetos, falam da vontade do eu lírico encontrar o amor, o desejo de ser notada, compreendida, amada por um alguém, que nunca a encontrou.
O poema trata da fragilidade do Eu, a busca de algo que não se sabe onde está, há dor, incompreensão padecida pelo eu lírico.
Na primeira estrofe, notamos uma mulher perdida, buscando a sua própria identidade, sem rumo na vida.
O poema mostra que o eu lírico é uma pessoa corajosa, cheia de confiança, sabe o que quer, ama e é muito amada.
Leia o poema a seguir, de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?”
De acordo com a análise do poema, é CORRETO afirmar que:
Trata-se de um soneto.
Trata-se de um poema com três quartetos.
Trata-se de uma epifania.
Trata-se de um poema com três tercetos.
Trata-se de um haikai.
Tendo por base a questão da pontuação, pode-se caracterizar esse poema como predominantemente:
afirmativo.
exclamativo.
interrogativo.
proibitivo.
Com base no poema de Vinicius de Moraes e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta:
O poema faz alusão a explosão da bomba de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial.
A pandemia de COVID é o tema principal do Poema de Vinicius de Moraes.
Segundo o poema, apenas as crianças sofreram com o acontecimento descrito.
A bomba de Hiroshima foi lançada pelo Japão.
A Rússia lançou a bomba de Hiroshima em retaliação ao Japão.
Leia o poema e responda à próxima questão.
O livro sobre nada. (Manoel de Barros).
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
De acordo com a leitura do poema, marque a alternativa incorreta.
O eu lírico escreve sobre a sua relação com o ato de fazer poesia consigo mesmo e com o mundo.
Distante da perfeição, o poeta escreve a partir das coisas diárias, corriqueiras, simples e comuns.
Muito além da lógica, está em jogo a utilização dos sentidos, a beleza, a sonoridade, as imagens que são apresentadas através de seus versos.
O poeta afirma ser mais fácil fazer da tolice uma curtição do que da sensatez.
O eu lírico afirma que só sai de dentro de si, apenas quando vai pescar.
Analise as afirmativas a seguir sobre o poema do TEXTO II:
I. Está escrito na 1ª pessoa do singular, ressaltando a perspectiva intimista e subjetividade da autora.
II. O uso do tempo presente nos versos “Eu canto porque o instante existe” e “a minha vida está completa” valoriza o momento presente.
III. Existem várias antíteses, por exemplo: “Não sou alegre nem sou triste sou poeta”, ressaltando a parcialidade do eu lírico.
IV. Os versos “Irmão das coisas fugidias; não sinto gozo nem tormento” frisam a importância dos sentimentos e coisas duradouras.
É correto o que se afirma
apenas em I e II.
apenas em I e III.
apenas em II e III.
apenas em III e IV.
Atente para os versos abaixo retirados do texto I e para as afirmações a eles relacionadas. Assinale a alternativa que traz uma informação INCORRETA.
Em “Eu sou a Coisa, coisamente.” (verso 64), o neologismo reforça a eficiência da transformação do ser humano em objeto.
Em “Minha gravata e cinto e escova e pente,” (verso 14), o emprego do polissíndeto reforça o desejo de acúmulo de bens imposto pela sociedade de consumo.
Em “Que não fumo, até hoje não fumei.” (verso 7), a expressão “até hoje” estabelece um limite temporal no presente, deixando entrever uma possibilidade de mudança para o futuro.
Versos como “Em minha calça está grudado um nome” (verso 1) e “Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,” (verso 13) mostram que o número de sílabas poéticas não tem relevância no poema.