Questões de Concurso sobre O poema (poesia)

 
 
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A partir do conhecimento que se tem dos Gêneros textuais, pode-se dizer que o texto I é um(a):


A

Poesia.


B

Crônica.


C

Fábula.


D

Conto de Fadas.


E

Romance.

Considerando o poema “Traduzir-se “de Ferreira Gullar, analise as proposições a seguir:


I- O poema apresenta um exercício líricoexistencial, cuja elaboração estética articula metáforas sintomáticas de uma subjetividade cindida.

II- O poema alude a uma autorreferencialidade do eu lírico e de suas marcas narcísicas.

III- O poema delineia um horizonte de ordem intersubjetiva, no qual se vislumbra um potencial autoritário do sujeito lírico, a emergência de uma subjetividade que se prenuncia híbrida, conflituosa.

IV- No poema de Gullar, o mote da tradução elabora um conjunto metafórico: o título reivindica uma hermenêutica de si.


Está correto o que se afirma em:


A

I e IV apenas.


B

I, III e IV apenas.


C

I, II e III apenas.


D

II, III e IV apenas.


E

I, II, III e IV.

As árvores


Na celagem vermelha, que se banha

Da rutilante imolação do dia,

As árvores, ao longe, na montanha,

Retorcem-se espectrais à ventania.


Árvores negras, que visão estranha

Vos aterra? que horror vos arrepia?

Que pesadelo os troncos vos assanha,

Descabelando a vossa ramaria?


Tendes alma também... Amais o seio

Da terra; mas sonhais, como sonhamos,

Bracejais, como nós, no mesmo anseio...


Infelizes, no píncaro do monte,

(Ah! Não ter asas!...) estendeis os ramos

À esperança e ao mistério do horizonte.


BILAC, Olavo. Tarde. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 12 jan. 2023.


O poema de Bilac observa determinada organização métrica, própria do tema lírico que desenvolve e da forma poética consagrada que segue, podendo-se resumir tais traços formais típicos como


A

hendecassílabos e dodecassílabos que totalizam 14 versos.


B

padrão na quantidade de estrofes com versos de rima livre.


C

rimas alternadas e mesma quantidade de versos por estrofe.


D

divisão em quatro estrofes e predominância de decassílabos.

É correto afirmar que o poema sugere que o eu lírico está


A

sonhando com perspectivas de uma vida de liberdade.


B

buscando a oportunidade de visitar lugares desconhecidos.


C

vivendo situações aflitivas provocadas pelo uivo de cães.


D

lamentando a falta de perspectiva de seu futuro.


E

recompondo imagens e lembranças de sua existência.

O eu lírico explora como assunto principal do texto


A

a monotonia advinda da canção dos sapos no banhado.


B

a orientação aos pais quanto aos cuidados com a criança.


C

a estranheza causada às pessoas pelos sons da Natureza.


D

a sensação resultante de se escutar os sapos cantando.

A primeira estrofe da “Canção do exílio” estabelece um diálogo mais específico com a seguinte estrofe da “Canção do expedicionário”:


A

“Você sabe de onde eu venho?

Venho do morro, do Engenho,

Das selvas, dos cafezais,

Da boa terra do coco,

Da choupana onde um é pouco”


B

“Por mais terra que eu percorra,

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá;

Sem que leve por divisa

Esse “V” que simboliza

A vitória que virá:”


C

“Você sabe de onde eu venho?

É de uma Pátria que eu tenho

No bojo do meu violão;

Que de viver no meu peito

Foi até tomando o jeito

De um enorme coração.

(...)

Meu pé de jacarandá,

Minha casa pequenina

Lá no alto da colina

Onde canta o sabiá.”


D

“Nossa vitória final,

Que é a mira do meu fuzil,

A ração do meu bornal,

A água do meu cantil,

As asas do meu ideal,

A glória do meu Brasil.”

Tanto o tom exaltado, repleto de ressonâncias, quanto o tema e a forma de estruturação dos versos nas estrofes permitem classificar o poema como parte da poesia inicial de Vinícius de Moraes, impregnada de religiosidade e misticismo neossimbolistas.


C

Certo


E

Errado

Leia atentamente os versos destacados de “Canto ao homem do povo Charlie Chaplin”, de Carlos Drummond de Andrade. Em seguida, assinale a alternativa correta.


E falam as flores que tanto amas quando pisadas,

falam os tocos de vela, que comes na extrema penúria, falam a mesa, os botões,

os instrumentos do ofício e as mil coisas aparentemente fechadas,

cada troço, cada objeto do sótão, quanto mais obscuros mais falam.


A

a linguagem é pouco elaborada, pois visa a descrever materialmente a realidade, desprovida de qualidades estéticas.


B

são versos livres, de ritmo fluido, nos quais a elaboração da linguagem busca tirar os objetos cotidianos da banalidade.


C

a dimensão estética do cotidiano é apagada pela fama da pessoa a quem o poema é dedicado, elogiada nos versos.


D

a métrica desses versos é rígida, para imitar a forma geométrica dos objetos descritos.


E

o uso das rimas raras e do ritmo afastado da linguagem comum transfigura a realidade material em uma dimensão estética rebuscada, de difícil acesso para o leitor.

Considerando a leitura do poema de Charles Baudelaire e os conhecimentos quanto à teoria do poema, assinale a alternativa correta.


A

A poesia Uma carniça foi responsável por fundar o Modernismo francês.


B

A despersonalização efetuada na poesia de Baudelaire se contrapõe à ideia de unidade entre o eu lírico e a pessoa do poeta, e será uma das premissas da lírica moderna.


C

Um sentimentalismo cru e exacerbado, que coloca em evidência a amargura do poeta em relação à vida, é um dos traços da poesia baudelairiana que reverberará na lírica moderna.


D

A lírica europeia, desenvolvida a partir da segunda metade do século 19, apresenta, no que diz respeito à forma e aos temas evocados, poucas mudanças em relação à lírica do século precedente.


E

O tema evocado na poesia Uma carniça faz parte do grande repertório de temas do movimento romântico, recuperados do Classicismo.

Sobre o poema, assinale a alternativa INCORRETA:


A

É de autoria feminina e traz um eu-lírico também feminino.


B

Termina de maneira pessimista.


C

Não encara a dor como amargura.


D

O uso de linguagem subjetiva, a fragmentação da forma e o uso de figuras de linguagem são recursos utilizados no poema.


E

A mulher é posta como flexível e pronta para se adaptar e reinventar.

Sobre os recursos estilísticos presentes na construção do Texto II, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Nos versos “As aves, que aqui gorjeiam, / Não gorjeiam como lá.”, a supressão das vírgulas altera a classificação sintática da oração subordinada mas mantém o sentido ufanista proposto neste trecho.


B

A redação do termo “Sabiá” com inicial maiúscula é uma prosopopeia que não interfere no sentido ufanista proposto pela “Canção do exílio”.


C

Comparando-se os versos 09 e 15, observa-se que o sentido básico de ambos é o mesmo, porém a representação da solidão passa por um processo de gradação, sendo mais enfática no verso 15, devido à substituição das vírgulas pelos travessões.


D

A repetição do pronome “nosso(a)(s)”, na 2ª estrofe do poema, é um recurso linguístico que tem por objetivo enfatizar a superioridade da terra natal do eu lírico em relação à terra estrangeira.

Os limites entre gênero discursivo e gênero textual são muito tênues. Entretanto, alguns são facilmente classificáveis.


Nesse contexto, assinale a opção que apresente um exemplo inequívoco de gênero discursivo.


A

artigo científico


B

blog


C

redação escolar


D

poemas

No poema, o eu lírico manifesta, sobretudo,


A

esperança.


B

inquietação.


C

indiferença.


D

nostalgia.


E

indignação.

Quanto à intertextualidade nos versos de Belchior, assinale a alternativa correta.


A

São relações de efeito poético, as quais desconsideram os cruzamentos de significados existentes em texto de estrutura linguística híbrida.


B

Essas interconexões linguísticas são alheias à ideia central do texto. Portanto, é possível concluir que os estrangeirismos provocam simplesmente efeitos estéticos.


C

Os termos em línguas distintas, embora apresentem similaridade de sentido, provocam efeitos antonímicos, ou seja, o paralelismo é por diferença e não por semelhança.


D

Há uma composição de um quadro panorâmico nos versos de Belchior, já que “blackbird” (pássaro preto), “raven” (corvo) e “assum preto” são expressões provenientes da poesia de Poe.


E

Os termos em inglês se entrecruzam em seus significados à interpretação geral do texto. Como se pode ver, há uma relação sinonímica provocada por alternância de línguas: “blackbird” (pássaro preto), raven (corvo), assum preto.

Sobre as ideias do poema, analise as assertivas: I. A individualidade é afirmada de modo incisivo com a negação do caminho sugerido pelos outros; II. O olhar é essencial para a compreensão da atitude do "eu": olhos cansados e irônicos indicam a atitude em relação às outras pessoas; III. Tomar o seu próprio caminho, em vez de seguir o dos outros, é o modo de viver aceito pelo autor, mesmo que conduza o indivíduo a lugares desagradáveis.


Está(ão) CORRETA(S):


A

Apenas I.


B

Apenas I e II.


C

Apenas II e III.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

Receita para mal de amor


Minha querida amiga:

Sim, é para você mesma que estou escrevendo – você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha e achava que não valia a pena, e acabou me formulando uma pergunta ingênua:

– Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa?

E logo depois me pediu que não pensasse nisso e esquecesse a pergunta, dizendo que achava que tinha bebido um ou dois uísques a mais...

Sei como você está sofrendo, e prefiro lhe responder assim pelas páginas de uma revista – fazendo de conta que me dirijo a um destinatário suposto.

Destinatário, destinatária... Bonita palavra: não devia querer dizer apenas aquele ou aquela a quem se destina uma carta, devia querer dizer também a pessoa que é dona do destino da gente. Joana é minha destinatária. Meu destino está em suas mãos; a ela se destinam meus pensamentos, minhas lembranças, o que sinto e o que sou: todo este complexo mais ou menos melancólico e, todavia, tão veemente de coisas que eu nasci e me tornei.

Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência – Cachoeiro de Itapemirim; Destino – Joana. Pois é somente para ela que eu marcho. No táxi, no bonde, no avião, na rua, não interessa a direção em que me movo, meu destino é Joana. Que importa saber que jamais chegarei ao meu destino?

(...)


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/02/texto-receita-para-mal-de-amor-rubem.html Adaptado.


O título diz “Receita para mal de amor”, mas o texto se organiza como se fosse um(a):


A

Reportagem.


B

Poema.


C

Fábula.


D

Carta.


E

Cartum.

No poema, o eu lírico recorre a um enunciado paradoxal no seguinte verso:


A

Um internado num manicômio é, ao menos, alguém. (3a estrofe).


B

Estou assim... (3a estrofe).


C

Mal sei como conduzir-me na vida (2a estrofe).


D

Esta velha angústia, (1a estrofe).


E

Estou lúcido e louco, (3a estrofe).

Leia o fragmento a seguir e marque a alternativa correta.


Que auroras, que sol, que vida,

que noites de melodia

Naquela doce alegria,

Naquele ingênuo folgar!

O céu bordado d’estrelas,

A terra de aromas cheia,

As ondas beijando a areia

E a lua beijando o mar!


Quanto à estrofe transcrita, é correto afirmar que


A

faz parte de um poema de Olavo Bilac, evidenciando a complexidade do fazer poético.


B

é construída por antíteses, evocando a realidade espiritual e a realidade concreta, respectivamente, “céu” e “terra”- e pertence ao poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens.


C

exalta, com liberdade formal, a natureza brasileira, espaço em que se desenvolvem os temas indianistas – poesia indianista de Gonçalves Dias.


D

explora o tema saudosismo e pertence ao poeta ultrarromântico Casimiro de Abreu.


E

expressa a proposta nacionalista da primeira geração modernista - Manifestos pau-brasil e Nhengaçu verde-amarelo – e pertence a Cassiano Ricardo.

Em inúmeros versos, o eu lírico manifesta-se explicitamente no poema, a exemplo do que se verifica no seguinte verso:


A

“Na beira da noite a gente estava sem rumo.” (verso 33)


B

“Nessa hora já o morro encostava no sol.” (verso 19)


C

“A tarde crescia por dentro do mato.” (verso 21)


D

“Quase todos os caracóis eram viúvos de suas lesmas.” (verso 28)


E

“Bernardo apareceu e disse que vento é cavalo.” (verso 34)

   
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