Questões de Concurso sobre O poema (poesia)

 
 
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Como Poe, poeta louco americano

Eu pergunto ao passarinho:

Blackbird, assum preto, o que se faz?

Raven, never, raven, never, raven, never, raven, never, raven

Assum preto, pássaro preto, blackbird, me responde: Tudo já ficou atrás


BELCHIOR. Velha roupa colorida. PolyGram, 1976.


Quanto à intertextualidade nos versos de Belchior, assinale a alternativa correta.


A

Os termos em inglês se entrecruzam em seus significados à interpretação geral do texto. Como se pode ver, há uma relação sinonímica provocada por alternância de línguas: “blackbird” (pássaro preto), raven (corvo), assum preto.


B

Há uma composição de um quadro panorâmico nos versos de Belchior, já que “blackbird” (pássaro preto), “raven” (corvo) e “assum preto” são expressões provenientes da poesia de Poe.


C

Os termos em línguas distintas, embora apresentem similaridade de sentido, provocam efeitos antonímicos, ou seja, o paralelismo é por diferença e não por semelhança.


D

Essas interconexões linguísticas são alheias à ideia central do texto. Portanto, é possível concluir que os estrangeirismos provocam simplesmente efeitos estéticos.


E

São relações de efeito poético, as quais desconsideram os cruzamentos de significados existentes em texto de estrutura linguística híbrida.

O poema demonstra:


A

O trabalho doméstico transforma a vida em mesquinha.


B

A criação literária é pessoal e não deve se estender a outros.


C

Ajuntando novas pedras poderá levar o ser a destruição.


D

Para que Aninha se reconstrua, ela precisa refazer sua vida, recriar, reinventar.

Assinale a afirmativa em que todas as palavras são grafadas corretamente com “J”:


A

ultraje, pedájio, refújio, vajem.


B

traje, arranjar, jiboia, despejar.


C

laje, litíjio, escalajem, filmajem.


D

coléjio, relójio, laranjeira, pajem.

A descrição do espaço geográfico na “Canção do expedicionário” é mais abrangente em relação à “Canção do exílio”. É o que se comprova na estrofe:


A

“Por mais terra que eu percorra,

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá;”


B

“Venho do morro, do Engenho,

Das selvas, dos cafezais,

Da boa terra do coco,

Da choupana onde um é pouco

Dois é bom, três é demais,

Venho das praias sedosas,

Das montanhas alterosas,

Dos pampas, do seringal,”


C

“Nossa vitória final,

Que é a mira do meu fuzil,

A ração do meu bornal,

A água do meu cantil,”


D

“Meu pé de jacarandá,

Minha casa pequenina

Lá no alto da colina

Onde canta o sabiá.”

A versificação ou metrificação é um recurso estilístico empregado por vários poetas, cuja essência não se encontra, fundamentalmente, relacionada à ideia de poesia, mas de versificação.


Assinale a opção CORRETA quanto às definições apresentadas.


A

Ritmo: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. No verso, o ritmo é formado pela sucessão de unidades rítmicas como resultado da alternância entre sílabas acentuadas.


B

Rima: é o nome que se dá a cada uma das linhas que constituem um poema.


C

Metro: é a sequência de notas (no caso da poesia, de sons) que, apresentando organização rítmica com sentido musical, relacionam-se reciprocamente, de modo a formar um todo harmônico, uma linha melódica.


D

Melodia: é o nome que se dá à extensão da linha poética. Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.

Leia o Texto I a seguir, estrofe da música “Para Dizer Que Não Falei Das Flores”, de Geraldo Vandré, e responda às questões 01, 02 e 03.


“Vem, vamos embora, que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”


A estrofe lida demonstra que a pessoa deve


A

esperar os acontecimentos, de braços cruzados.


B

pensar que tudo o que se conquista cai do céu.


C

estar preparada para aproveitar as oportunidades.


D

não lutar pelas conquistas.

De acordo com a leitura do poema, assinale a alternativa INCORRETA.


A

O eu lírico se mostra consciente dos problemas do mundo em que vive.


B

O eu lírico faz uma crítica ao Romantismo, movimento literário do século XIX.


C

A palavra "serafim" significa "anjo", "querubim".


D

O eu lírico valoriza o presente em lugar do futuro.


E

O poeta compactua com as tradições poéticas.

No poema, o eu lírico revela-se, sobretudo,


A

nostálgico.


B

satírico.


C

dissimulado.


D

rancoroso.


E

arrogante.

Ao comentar o sentido que a quadrinha popular ganha ao figurar como epígrafe no livro de poemas de Orides Fontela, o autor do texto


A

vê consolidar-se a simplicidade ingênua desses versos aproveitados num livro que os homenageia por essas qualidades.


B

faz crer que a adesão de Orides a uma reminiscência de sua infância se dá em tom nostálgico e ameno.


C

considera que essa poeta recolheu esses versos sobretudo pela admiração que ela tem pela forma fixa das trovinhas.


D

reconhece que nesse novo contexto poético os versos da cantiga ressoam numa dimensão trágica.


E

afirma que a originalidade inicial desses versos ficou comprometida por conta da fragilização de sua poesia.

O Brasil é um poema menino porque é


A

muito pequeno.


B

pouco desenvolvido.


C

novo e lírico.


D

agradável e pacífico.


E

bonito e alegre.

É correto afirmar que, no poema, a expressão é marcada pela presença de


A

comparações insólitas, que se mostram em frases como – os zangões, a poeira.


B

construções pleonásticas, que se mostram em frases como – Ladra seu sonho insone.


C

referências metafóricas, que se mostram em frases como – uivam os cães da memória.


D

onomatopeias, que se mostram em frases como – A mãe no fogão cantando.


E

catacreses, que se mostram em frases como – em saudade, vinagre e doçura.

No poema, o eu lírico expressa um desejo no seguinte verso:


A

Se ao menos endoidecesse deveras! (2a estrofe)


B

Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura (3a estrofe)


C

Eu sou um internado num manicômio sem manicômio. (3a estrofe)


D

Mal sei como conduzir-me na vida (2a estrofe)


E

Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma! (2a estrofe)

Assinale a alternativa correta referente ao poema “A Pátria”, de Olavo Bilac:


A

Os pontos de exclamação ajudam a reforçar o tom imperativo do poema, marcado pelo uso dos verbos amar, olhar, ver e imitar.


B

Em “A Natureza (...) / É um seio de mãe a transbordar carinhos”, o eu lírico vale-se da ironia para mostrar que a Pátria é mãe carinhosa só para certos filhos.


C

O poema exalta a Pátria, mas mantém o senso crítico ao abordar, na primeira estrofe, o problema dos insetos perigosos para a agricultura.


D

Fecundar a terra com o suor do rosto (penúltima estrofe) é um modo literal de dizer que o trabalho é importante para quem quer se enriquecer no Brasil.

Assinale a afirmativa INCORRETA:


A

“Chuva” e “sol” são elementos metafóricos, ou seja, as palavras estão sendo usadas em sentido denotativo.


B

O poema de Oswald de Andrade retrata uma visão positiva dos indígenas.


C

Os tempos difíceis iniciados a partir do contato entre índios e europeus são comparados ao ambiente cinzento de um dia de chuva.


D

Se os indígenas estivessem em vantagem em relação ao poderio português, a situação poderia ser diferente e, tal como uma manhã de sol, eles teriam subjugado os invasores.

Assinale a afirmativa correta:


A

O título “Erro de Português” refere-se ao fato que ao chegar aqui, os portugueses erraram na data escolhida e se depararam com o mau tempo.


B

O poema mostra a preocupação dos portugueses com os índios ao relatar que forneceram roupas para os índios.


C

A expressão “Que pena!” remete à situação de muita chuva enfrentada pelos portugueses.


D

O poema se refere à colonização do Brasil pelos portugueses com uma linguagem coloquial e cômica.

A letra da canção “Domingo no parque” (GIL, 1982, p. 26, 27), um frevo, fala de um triângulo amoroso envolvendo dois amigos e uma moça chamada Juliana. Leia-a atentamente para, depois, escolher apenas uma opção correta que se refira a ela.


O rei da brincadeira – ê, José

O rei da confusão – ê, João

Um trabalhava na feira – ê, José

Outro na construção – ê, João


A semana passada, no fim da semana,

João resolveu não brigar.

No domingo de tarde saiu apressado

E não foi pra Ribeira jogar

Capoeira.

Não foi pra lá, pra Ribeira,

Foi namorar.

O José, como sempre, no fim da semana

Guardou a barraca e sumiu.

Foi fazer, no domingo, um passeio no parque,

Lá perto da Boca do Rio.

Foi no parque que ele avistou

Juliana,

Foi que ele viu

Foi que ele viu

Juliana na roda com João,

Uma rosa e um sorvete na mão.

Juliana, seu sonho, uma ilusão,

Juliana e o amigo João.


O espinho da rosa feriu Zé

E o sorvete gelou seu coração.

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi dançando no peito – ê José

Do José brincalhão – ê, José

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi girando na mente – ê José

Do José brincalhão – ê José


Juliana girando – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

O amigo João – oi João

O sorvete é morango – é vermelho

Oi girando e a rosa – é vermelha

Oi girando, girando – é vermelha

Oi girando, girando – olha a faca

Olha o sangue na mão – ê José

Juliana no chão – ê José

Outro corpo caído – ê José

Seu amigo João – ê José


Amanhã não tem feira – ê José

Não tem mais construção – ê, João

Não tem mais brincadeira – ê José

Não tem mais confusão – ê, João


A

O poema é descritivo e mostra as fragilidades de um amor que sucumbiu ao ciúme doentio de José, que não aceitou o caso de Juliana e João.


B

Trata-se de uma história banal (crime passional), que conta de forma simples o ocorrido com uma mulher que traiu o marido com o melhor amigo e por isso foi assassinada juntamente com este.


C

O personagem José namora Juliana e é apaixonado por ela. Tem um amigo chamado João que também corteja a moça sem José saber. José surpreende os dois juntos e, louco de ciúme, mata os dois e depois se mata.


D

Com muita sensibilidade, musicalidade e poesia, conta-se um caso de amor e seu final infeliz, com feminicídio e outro assassinato.


E

Primeiro apresentam-se as personagens que farão parte desse conto, depois acontece a complicação (traição), seguida do clímax (crime de honra) e do desfecho (não há mais ninguém para contar a história).

São características presentes no poema de Manoel Bandeira:


I - Liberdade formal

II- Poesia libertária e não comprometida com a tradição

III-Versos livres


Está (ão) correta(s)


A

I apenas


B

II apenas


C

I e III apenas


D

I, II e III


E

II e III apenas

O poema de Murilo Mendes mostra a poesia como atividade humana marcada pelas ações de “desdobrar-se” e “responder por”.


Assinale a alternativa que relaciona a forma do poema com essas ideias.


A

A enumeração desordenada e ilógica de ações no poema por meio de estrutura rítmica e regular e rimas ricas reflete o estado de espírito fragmentado de quem se sente massacrado pelo cotidiano, mas quer “desdobrar-se”.


B

A sonoridade do poema contraria a impressão rítmica e sintática de desdobramento de um eu lírico que se apresenta juntando as várias facetas humanas e responsabilizando-se pelas adversidades sociais.


C

Articulam-se campos de ação semanticamente semelhantes, mas dissociados entre si, que se desdobram e se substituem. Ver, ouvir, mover representam objetivamente a mesma ação para o poeta.


D

O poema de Murilo Mendes assume, em sua estrutura, a lógica do “desdobrar de planos”, o que se percebe no ritmo do poema, predominantemente fluido, na ordenação sintática que apresenta frases em ordem direta e na sonoridade construída a partir de sons que recorrem uns aos outros e se espelham.


E

“Desdobrar-se” caracteriza-se, no poema, por uma postura estática e de resignação do eu lírico diante da vida, cujo movimento é contínuo.

   
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