Questões de Concurso sobre O poema (poesia)

 
 
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Esse texto de Fernando Pessoa constitui-se num .............., organizado em ....................... e ....................... Assim, a alternativa que completa essas lacunas de forma CORRETA é a seguinte:


A

poema / métrica / dois versos.


B

poema / duas estrofes / doze versos.


C

soneto / sextilhos / doze estrofes.


D

soneto / sextilhos / doze versos.

Podemos afirmar, pelo entendimento do texto, que:


A

( ) Apresenta uma contextualização mística, estando o poeta contente com a ideia de morte, mas percebe-se, no final do texto, que tudo não passa de um delírio, de um sonho do poeta.


B

( ) Demonstra o medo que o poeta tem de morrer, pois ele deixa claro que morrendo, a sua obra também morrerá.


C

( ) Exprime uma visão da morte como descanso, serenidade e superação do sofrimento.


D

( ) Demonstra uma vontade muito grande que o poeta tem de morrer, pois morrendo ele encontrará a eternidade e a glória como poeta.


E

( ) Exprime uma caracterização de escapismo, pois o poeta deixa transparecer claramente a sua vontade de voltar aos tempos de criança.

Poderia ser outro tema do poema: A


A

caducidade da vida.


B

rapidez do tempo.


C

surda corrosão.


D

importância da reflexão.


E

tristeza da morte.

Antiode


Poesia, não será esse

o sentido em que

ainda te escrevo:

flor! (Te escrevo:

flor! Não uma

flor, nem aquela

flor-virtude — em

disfarçados urinóis).

Flor é a palavra

flor; verso inscrito

no verso, como as

manhãs no tempo.

Flor é o salto

da ave para o voo:

o salto fora do sono

quando seu tecido

se rompe; é uma explosão

posta a funcionar,

como uma máquina,

uma jarra de flores.


MELO NETO, J. C. Psicologia da composição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento).


A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem necessariamente explicá-lo. Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de


A

uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode ser comparada, a fim de assumir novos significados.


B

um urinol, em referência às artes visuais ligadas às vanguardas do início do século XX.


C

uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma imagem historicamente ligada à palavra poética.


D

uma máquina, levando em consideração a relevância do discurso técnico-científico pós-Revolução Industrial.


E

um tecido, visto que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu lírico.

O trecho do poema de Manuel da Fonseca faz parte do movimento literário que via a literatura como uma arte engajada. Assim sendo, o papel desempenhado pelo chamamento amigo no poema é


A

chamar a atenção do leitor para o valor da poesia, já que a descreve como o fruto da paz e da imaginação.


B

fazer um alerta aos poetas descompromissados, pois procura atrair o olhar desse grupo para as questões sociais.


C

referir-se ao texto como um amigo exilado, visto que personifica o fazer poético e se reporta a ele.


D

prevenir uma pessoa querida sobre a morte, porquanto destaca que a certeza de que ela virá para todos.

Levando em consideração a tipologia textual, podemos afirmar que:


A

( ) É sem dúvida um texto em prosa, embora apresente sua composição em estrofes e rimas.


B

( ) É sem dúvida, uma poesia em função, principalmente, da sua composição em estrofes e em versos.


C

( ) Está escrito em prosa, visto que o autor parece conversar com o leitor.


D

( ) Está escrito em versos, mas a presença de estrofes e rimas faz com que ele seja caracterizado como um texto em prosa.


E

( ) Está escrito em versos, mas é caracterizado como um texto em prosa, em função do caráter conotativo que os versos apresentam.

Leia o poema que segue.


Epigrama no 10


A minha vida se resume,

desconhecida e transitória,

em contornar teu pensamento,


sem levar dessa trajetória

nem esse prêmio de perfume

que as flores concedem ao vento.


(Cecília Meireles. Viagem: vaga música, 1982)


É correto afirmar que o poema


A

expressa a angústia do enunciador diante da transitoriedade da vida, vendo malograda sua tentativa de sentir o perfume das flores, que se dissipa com o vento.


B

retrata um contexto de encontro harmônico do enunciador com a natureza, embora essa harmonia seja temporariamente suspensa pela recordação da perda do ente amado.


C

apresenta um tom melancólico, já que o enunciador fala de sua tentativa frustrada de acessar os pensamentos de alguém que é tomado como seu interlocutor direto.


D

exprime um sentimento de grande inquietação interna, pois o enunciador percebe que não fez nada de verdadeiramente útil com sua vida, além de contemplar a natureza.


E

trata da temática do amor por um viés inusitado, uma vez que não há idealização do ente amado e os desejos expressos do enunciador aparentam ser satisfeitos.

A estrofe que REFORÇA a ideia de que o momento presente define o eu lírico:


A

Primeira;


B

Segunda;


C

Terceira;


D

Quarta.

Ocorre licença poética nos versos “Te adorando pelo avesso” e “te humilhar” porque:


A

os dois versos apresentam o pronome pessoal do caso oblíquo em início de oração e depois de vírgula, o que foge dos padrões da gramática normativa.


B

os versos apresentam respectivamente gerundismo e cacofonia.


C

o primeiro verso apresenta paradoxo e o segundo se forma por duas palavras, o que não caracteriza verso.


D

os versos não apresentam rimas ricas.

Com base na leitura do poema, assinale a alternativa correta.


A

Por meio do poema, observam-se questionamentos da autora no que se refere à concepção da razão do viver.


B

No poema, observa-se o paradoxo que permeia as reflexões acerca do significado da vida.


C

A autora exalta a simplicidade dos detalhes subjetivos por ela entendidos como o que dá sentido à existência de cada um.


D

O poema sugere que a vida da autora não tem sentido.


E

A autora elenca uma série de aspectos não vivenciados pela maioria das pessoas.

O primeiro verso em cada estrofe se repete. Com isso:


A

O eu lírico enfatiza a sua preocupação com a identidade, reforçando sua insegurança e demonstrando seu medo de não estar se revelando como realmente ele deveria ser.


B

O eu lírico tenta se justificar uma vez que há uma necessidade de autoafirmação de quem realmente ele gostaria que as pessoas pensassem que ele fosse.


C

O eu lírico reforça seu egocentrismo, se colocando único e superior a todos que fazem parte de seu meio.


D

O eu lírico enfatiza a própria identidade e as características que o definem, consciente de si mesmo, aceitando-se dessa forma.

Com relação à compreensão de trechos do texto, assinale a alternativa correta.


A

O personagem lia e relia porque não conseguia dormir em razão da grande emoção que sentia.


B

O personagem andava pela província, mas não conseguia praticar a caridade.


C

À noite, na província, havia um grande barulho em torno do personagem.


D

O sossego excessivo da noite fazia o personagem se perguntar sobre o que queria do mundo.


E

A vela substituiu a eletricidade inexistente no local onde o personagem, na cama, lia.

O texto permite o entendimento de que poesia e simplicidade são necessárias para a descrição da velhinha em decorrência, principalmente:


A

de ser ela uma pessoa encantadora, pela firmeza dos princípios subjacentes ao seu caráter.


B

do fato de suas feições serem extremamente belas, uma beleza comparável à da atriz e princesa Grace Kelly.


C

de sua inteligência, que a tornou capacitada para ensinar várias línguas estrangeiras, como autêntica poliglota.


D

de seus valiosos hábitos de cuidado e limpeza, bem como do apurado e exigente paladar.

“Canto do Piaga” – Gonçalves Dias.


Não sabeis o que o monstro procura?

Não sabeis a que vem, o que quer?

Vem matar vossos bravos guerreiros,

Vem roubar-vos a filha, a mulher!


Fragmento extraído de Norma Goldstein, “Versos, sons, ritmos”. 13ª edição. São Paulo, 2001, pág. 28-29.

Neste fragmento de “Canto do Piaga” todos os versos obedecem ao mesmo esquema rítmico. Neste caso temos versos de:


A

dez sílabas.


B

nove sílabas.


C

oito sílabas.


D

sete sílabas.

Analise o poema.


Poema de sete faces


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.


O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode.


Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


(Disponível em: www.revistabula.com)


O poema é de autoria de


A

Ziraldo.


B

Fernando Pessoa.


C

Vinicius de Moraes.


D

Carlos Drummond de Andrade.

No poema, alguém


A

faz elogios à madrugada.


B

imagina uma situação futura.


C

se diverte com as folhas ao vento.


D

sente saudade de sua cidade natal.


E

relembra momentos do seu passado.

O texto explora os desencontros amorosos. Assinale o vocábulo que melhor contribua para a construção do humor no poema.


A

“amor”


B

“nascemos”


C

“agora”


D

“só”

Assinale a afirmação correta sobre a construção estética do poema.


A

O poeta muitas vezes opta pela linguagem coloquial, especialmente no emprego dos pronomes, a exemplo da primeira e da terceira estrofes.


B

A conjunção mas, presente em todas as estrofes, ocorre para estabelecer a relação de causa entre as ideias.


C

No último verso, os verbos constituem uma gradação decrescente, que evidencia a frustração de expectativas do eu-lírico.


D

O poeta escreveu em versos decassílabos, já que estes são próprios para textos que exaltam feitos heroicos.


E

A musicalidade do poema está fundamentada no emprego constante de versos metrificados e brancos.

O poema mostra uma dualidade em conflito, explicada na seguinte alternativa:


A

O eu lírico declara sua incapacidade de resistir a um interlocutor incógnito, temido e desejado.


B

A mulher amada não permite a reaproximação do eu lírico por temer suas atitudes autodestrutivas.


C

A imaginação do poeta supõe que as lembranças de um amor antigo jamais serão totalmente superadas.


D

O poeta está diante de uma miragem que o atormenta com figuras fantásticas de seu passado.


E

As visões alucinantes de um passado de dor são suficientes para levar o poeta ao desespero e à morte.

   
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