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Em relação à artéria carótida externa, qual é o primeiro ramo a sair dessa artéria e que, eventualmente, também pode ser originado da porção distal da carótida comum?
Artéria lingual.
Artéria facial.
Artéria mandibular.
Artéria tireóidea inferior.
Artéria tireóidea superior.
Na cavidade oral, quais níveis linfonodais são mais frequentemente comprometidos e, portanto, prioritários na avaliação do pescoço?
Níveis IIb, IV e V.
Níveis Ia, Ib, II e III.
Níveis III, IV e VI.
Níveis IIB, V e VII.
Níveis I, IV e VII.
A.F.C., homem de 70 anos, com diagnóstico de doença arterial periférica (DAP) sintomática, apresentando claudicação intermitente leve. Já faz uso de estatina e IECA. ITB: 0,65. Duplex scan mostra lesões ateroscleróticas moderadas em artérias femorais. Está clinicamente estável e sem contraindicações farmacológicas. Segundo a diretriz ACC/AHA 2024, qual é a conduta medicamentosa que deve ser adicionada ao tratamento desse paciente? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Suspender estatina por ausência de doença coronariana documentada.
Introduzir anticoagulação plena com rivaroxabana 20 mg/dia.
Iniciar cilostazol para melhora da claudicação intermitente.
Associar beta-bloqueador de rotina para prevenção de eventos vasculares.
M.F.A., mulher de 76 anos, diabética e hipertensa, procura atendimento por dor intensa em repouso no pé esquerdo há 2 semanas, que piora à noite. Apresenta lesão ulcerada no hálux esquerdo com sinais de necrose seca. ITB: 0,38. Exame físico revela ausência de pulsos distais. Duplex scan demonstra oclusão da artéria femoral superficial à esquerda. Está em uso de estatina e AAS. Segundo a diretriz ACC/AHA 2024, qual é a abordagem prioritária para essa paciente? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Encaminhar para revascularização urgente devido à presença de isquemia crítica.
Manter tratamento clínico com aumento da dose de estatina.
Iniciar antibiótico empírico e observar evolução da necrose.
Realizar amputação digital como medida inicial.
J.C.F., homem de 59 anos, com história de varizes volumosas e dor em membros inferiores. Ao exame físico, observa-se edema leve e presença de veias tortuosas nos dois membros. Duplex scan revela refluxo significativo na veia safena magna direita. Após falha do tratamento conservador com meias compressivas e analgesia, o paciente persiste sintomático e busca solução definitiva. Segundo a diretriz da ESVS 2022, qual é a melhor conduta a ser considerada neste caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Iniciar anticoagulação por risco aumentado de trombose venosa.
Manter terapia compressiva contínua, independentemente dos sintomas.
Indicar tratamento ablativo da veia safena magna com técnica térmica endovenosa.
Adiar qualquer intervenção até que surjam complicações tróficas.
Em relação à doença aterosclerótica no território aorto-ilíaco com estenose hemodinamicamente significativa (maior ou igual a 75%), qual é o valor do índice de velocidade sistólica encontrado no exame de ultrassonografia com Doppler vascular?
>1,5.
<2.
<3,5.
>4.
Entre 2 e 4.
De acordo com a classificação CEAP, um paciente com lipodermatoesclerose é classificado como:
Classe 3.
Classe 4a.
Classe 4b.
Classe 5a.
Classe 5b.
A varicocele é definida quando as veias do plexo pampiniforme medem:
>1 mm.
>2 mm.
>3 mm.
>4 mm.
>5 mm.
Conforme o posicionamento da Society for Cardiovascular Angiography and Interventions (SCAI), analise as assertivas abaixo sobre as recomendações atuais para o fechamento percutâneo do Forame Oval Patente (FOP):
I. Em mergulhadores com antecedente de doença descompressiva, sem histórico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) relacionado ao FOP, a diretriz sugere contra o fechamento de rotina do FOP. Força de recomendação: condicional. Certeza da evidência: muito baixa.
II. Em pessoas com síndrome de platipneia-ortodeoxia (POS) e sem histórico de AVC relacionado ao FOP, nas quais outras causas de hipóxia foram excluídas, o painel de diretrizes da SCAI sugere o fechamento do FOP. Força de recomendação: condicional. Certeza da evidência: muito baixa.
III. Em pacientes com histórico de fibrilação atrial que sofreram um AVC isquêmico, o painel de diretrizes da SCAI sugere contra o fechamento rotineiro do FOP. Força de recomendação: condicional. Certeza da evidência: muito baixa.
IV. Em pacientes com trombofilia e que tiveram um AVC prévio associado ao FOP, o painel de diretrizes da SCAI não indica o fechamento do FOP, pois esses pacientes já possuem indicação de anticoagulação crônica. Força de recomendação: condicional. Certeza da evidência: muito baixa.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
As Anomalias das Artérias Coronárias (AAC) apresentam ampla variabilidade anatômica e importância clínica heterogênea. Determinadas configurações anatômicas estão associadas a um maior risco de isquemia miocárdica induzida pelo esforço e morte súbita, especialmente em indivíduos jovens fisicamente ativos. Com base nos conhecimentos atuais sobre anomalias coronárias potencialmente malignas, assinale a alternativa correta.
As anomalias coronárias com trajeto interarterial produzem compressão da coronária entre a aorta e a pulmonar durante a sístole e são o principal mecanismo determinante de isquemia.
A presença de trajeto intramural na parede aórtica, associada a orifício em forma de fenda e ângulo de emergência agudo, aumenta o potencial de limitação dinâmica de fluxo coronário.
As anomalias com trajeto retroaórtico estão entre as principais causas de morte súbita em atletas jovens.
A angiotomografia coronariana possui baixa acurácia para avaliação do trajeto proximal das coronárias anômalas, sendo superada pela angiografia invasiva.
A origem anômala da coronária direita a partir do seio esquerdo é invariavelmente benigna e não requer estratificação funcional.
R.J.F., homem de 68 anos, com antecedente de varizes de longa data, apresenta úlcera crônica na perna direita há 4 meses, de bordas irregulares e base limpa, sem sinais de infecção. Está em uso de meias compressivas e realiza curativos regulares. Duplex scan revela refluxo venoso profundo e safeno. Refere dor moderada e dificuldade de locomoção. Exame de glicemia e hemograma normais. De acordo com a diretriz ESVS 2022, qual deve ser a conduta terapêutica prioritária nesse cenário? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Realizar biópsia da úlcera antes de qualquer intervenção terapêutica.
Manter somente curativos locais até cicatrização espontânea da lesão.
Iniciar antibiótico empírico e suspender a compressão.
Intensificar a terapia compressiva e indicar tratamento ablativo do refluxo venoso.
L.M.S, mulher, 64 anos, diabética e hipertensa, relata dor em membros inferiores ao caminhar duas quadras, com melhora ao repouso. Ao exame físico, os pulsos femorais são palpáveis, mas os tibiais posteriores e pediosos estão diminuídos bilateralmente. O índice tornozelo-braquial (ITB) em repouso é de 0,94. Devido à persistência dos sintomas, foi solicitado ITB pós-exercício, que apresentou queda para 0,73. Segundo a diretriz da ESC 2024 sobre doenças arteriais periféricas e aórticas, qual é a conduta diagnóstica mais adequada diante desse quadro? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Considerar o diagnóstico de PAD confirmado com base na queda de ITB após o exercício.
Descartar PAD, pois o ITB em repouso é > 0,90.
Indicar angiotomografia de membros inferiores como primeiro exame.
Solicitar ultrassonografia venosa para excluir trombose venosa profunda.
J.R.S., masculino, 60 anos, obeso, com antecedente de câncer de próstata em remissão, procura o pronto-socorro por dor e edema assimétrico no membro inferior esquerdo há 2 dias. Ao exame físico, nota-se aumento de temperatura local, edema de panturrilha e dor à dorsiflexão. Não há febre nem sinais de celulite. O escore de Wells modificado é 3 pontos. Não há disponibilidade imediata de ecografia com doppler venoso. De acordo com as diretrizes da SBACV 2024, qual é a melhor conduta diagnóstica inicial nesse caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Encaminhar diretamente para angiotomografia de membros inferiores.
Solicitar dosagem de dímero-D para decidir necessidade de ecografia.
Iniciar antibiótico empírico para possível celulite.
Iniciar anticoagulação empírica e adiar exames para 72 horas.
A.K.L., 72 anos, tabagista ativo, diabético e hipertenso, relata dor progressiva em panturrilhas ao caminhar 100 metros, com melhora após repouso. Ao exame físico, pulsos femorais estão presentes, mas tibiais posteriores e pediosos são ausentes bilateralmente. Não há lesões tróficas ou dor em repouso. O ITB é de 0,92 à direita e 0,87 à esquerda. Segundo a diretriz da ACC/AHA 2024 sobre doença arterial periférica, qual é a classificação clínica mais compatível com este caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Doença arterial periférica sintomática bilateral com claudicação intermitente.
Doença arterial periférica assintomática com limitação funcional.
Doença arterial periférica sintomática com claudicação intermitente unilateral.
Doença arterial periférica com apresentação atípica, sem confirmação diagnóstica.
A.J.P., masculino, 55 anos, com queixa de sensação de peso e dor em membros inferiores ao final do dia, principalmente após longos períodos em pé. Refere edema vespertino e escurecimento progressivo da pele da perna esquerda. Ao exame, observam-se varizes visíveis e dermatite ocre. Sem sinais de trombose venosa profunda. Duplex scan evidencia refluxo na veia safena magna à esquerda. Segundo a diretriz ESVS 2022, qual é a classificação CEAP mais adequada para esse caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
C4 — Alterações tróficas cutâneas associadas à hipertensão venosa crônica.
C2 — Presença de varizes visíveis com sintomas.
C1 — Telangiectasias com desconforto leve.
C6 — Presença de úlcera venosa ativa.
Sobre o diagnóstico de Trombose Venosa Profunda (TVP), assinale a alternativa correta:
A ultrassonografia vascular com doppler colorido é o método diagnóstico de escolha para confirmação da TVP, devido à sua alta sensibilidade e especificidade.
Quando alta suspeição clínica, dispensam-se exames complementares.
A flebografia é o exame padrão-ouro e o recomendado para ser o exame inicial de escolha em pacientes com suspeita de TVP.
A Angiotomografia computadorizada possui maior especificidade e acurácia para TVP em avaliação incial do que o ecodoppler colorido.
Doenças da aorta referem-se a um grupo de condições patológicas que afetam a estrutura ou função da aorta, a maior artéria do corpo humano. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta.
Os aneurismas da aorta torácica são muito mais comuns do que os abdominais.
A ultrassonografia é a modalidade preferida para monitorar aneurismas abdominais, e a Tomografia Computadorizada (TC) é usada para aneurismas torácicos.
Aneurismas da aorta abdominal não podem ser detectados pela palpação abdominal profunda.
Aneurismas da aorta torácica geralmente podem ser palpados ao exame físico, especialmente quando atingem grandes dimensões.
A TC não é um método preciso para detectar ou medir aneurismas torácicos, nem permite o monitoramento confiável do seu diâmetro ao longo do tempo.
Em uma clínica vascular, houve aumento na demanda de consultas em curto espaço de tempo. A equipe, sobrecarregada, passou a atrasar procedimentos endovasculares já agendados. O gestor propôs escalonar os atendimentos e melhorar a triagem de casos. Assinale a alternativa que contém a medida que otimiza a oferta sem prejudicar a qualidade assistencial.
Agrupar todos os pacientes em um único dia, independentemente da complexidade, para que a isonomia seja observada.
Adiar todos os procedimentos por prazo indefinido.
Restringir consultas a pacientes com convênios específicos, reduzindo a demanda.
Implementar protocolo de classificação de risco vascular, priorizando urgências, e organizar escalas de profissionais para atendimento sequencial.
Uma paciente de 32 anos, escriturária, sem comorbidades, vem para a avaliação por apresentar queixa de mudança na coloração dos quirodáctilos direitos, especialmente relacionados à exposição ao frio. Refere apresentar parestesia em membro superior direito, associada a dor irradiada para região cervical ipsilateral. Seu exame físico não apresenta achados significativos, com exceção de uma discreta diminuição de pulso em membro superior direito à abdução do membro.
Assinale a alternativa correta em relação à conduta adequada e ao provável diagnóstico.
Informar a paciente de que provavelmente trata-se de uma alteração constitucional; com fortalecimento muscular e uso de miorrelaxantes, ocorrerá melhora.
Solicitar exames gerais, incluindo angiorressonância de troncos supra-aórticos, já que pode se tratar de uma arterite de Takayasu.
Indicar uma angiotomografia de troncos supra-áorticos, incluindo membro superior, tendo em vista que pode se tratar de uma doença da artéria subclávia, incluindo aneurisma.
Indicar Doppler arterial de membro superior direito com objetivo de identificar displasia fibromuscular de artéria subclávia.
Solicitar raio X cervical em três incidências, com intuito de excluir costela cervical e encaminhar paciente para reeducação postural/fisioterapia.
As úlceras de perna apresentam diferentes etiologias. Sobre os princípios de diagnóstico e manejo, analise as afirmativas:
I. As úlceras venosas são geralmente localizadas na região maleolar medial.
II. As úlceras arteriais apresentam bordas regulares e dolorosas.
III. O desbridamento é uma medida fundamental no manejo de úlceras venosas infectadas.
IV. A terapia compressiva é indicada para todas as etiologias de úlceras de perna.
Estão corretas as afirmativas:
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III, apenas.