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Assinale a alternativa que descreve um achado provavelmente benigno e que NÃO seja considerado sinal ou sintoma suspeito de câncer de mama.
Nódulo mamário endurecido e fixo em mulher de 47 anos.
Retração da pele da mama observada recentemente.
Descarga papilar sanguinolenta unilateral.
Nódulo mamário móvel que regride após o ciclo menstrual em mulher de 28 anos.
Lesão eczematosa de aréola que não responde a tratamento tópico.
A. M. D., 47 anos, sexo feminino, portadora de obesidade e hipertensão arterial sistêmica, comparece à Unidade Básica de Saúde para realização de consulta de rotina com o médico e a enfermeira da UBS com fins preventivos de câncer de colo uterino e de mama. De acordo com o Ministério da Saúde, as afirmativas que são fatores relacionados ao aumento do risco de câncer de mama são:
I- história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos).
II- menopausa tardia (após os 55 anos).
III- primeira gravidez após os 30 anos.
IV- nuliparidade.
V- uso de contraceptivos orais (estrogênio-progesterona).
VI- terapia de reposição hormonal pós-menopausa (estrogênio-progesterona).
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e IV apenas.
I, II, III, IV, V e VI.
II, III e VI apenas.
III, V e VI apenas.
II, IV e V apenas.
Com relação ao câncer de mama, analisar os itens.
I. Os locais mais comuns de metástases a distância são fígado, pulmões e ossos.
II. A punção com agulha fina também é útil no diagnóstico de lesões de mama e apresenta baixa taxa de falso-negativo, e um resultado negativo normalmente não necessita de abordagens diagnósticas adicionais.
III. A terapia de conservação da mama mostrou-se superior à mastectomia em termos de sobrevida para pacientes em estádio I ou II.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Além do sistema T/N/M (Tumor, Nódulo e Metástase) adição de informações sobre o status de ER (Receptor de Estrógeno), PR (Receptor de Progesterona) e HER2 (Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico Humano 2), junto com o grau, tornou o estadiamento do câncer de mama mais complexo.
Assinale a alternativa que indica corretamente os tumores que se beneficiam da terapia endócrina, utilizada para bloquear a ação hormonal no câncer de mama.
O status ER+/PR+.
O status ER+.
O status PR+.
O status HER2+, ER–/PR–.
O status HER2–, PR–, ER–.
Sobre o desenvolvimento das mamas nas meninas, é correto afirmar que:
A telarca é um sinal da puberdade a partir dos 14 anos.
A pubarca é um sinal da puberdade normal entre 8 e 13 anos.
A pubarca é um sinal da puberdade a partir dos 14 anos.
A telarca é um sinal da puberdade normal entre 8 e 13 anos.
A ginecomastia é um sinal da puberdade a partir dos 14 anos.
Uma mulher de 35 anos, nulípara, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando dor bilateral nas mamas há 3 meses, mais intensa na fase pré-menstrual, com sensação de peso e sensibilidade ao toque, mas sem nódulos palpáveis, secreção mamilar, alterações na pele ou perda de peso. Ela menciona uso de anticoncepcional oral há 2 anos e consumo moderado de cafeína. Ao exame físico, as mamas estão simétricas, sem massas ou linfonodos axilares aumentados, e o exame ginecológico é normal. A paciente está ansiosa quanto à possibilidade de câncer, mas sem histórico familiar.
Considerando o contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) no SUS para mastalgia cíclica não complicada, qual é a conduta inicial mais apropriada?
Solicitar imediatamente mamografia bilateral e ecografia mamária, suspender o anticoncepcional oral e referenciar para mastologista, sem intervenções sintomáticas na APS.
Prescrever terapia hormonal com progestágenos por 3 meses empiricamente, sem exame físico detalhado, e orientar observação domiciliar com retorno apenas se piorar.
Realizar punção aspirativa fina (PAF) na UBS para descartar malignidade, associada a antibiótico profilático e compressas frias, com suspensão temporária de atividades físicas.
Realizar anamnese para identificar fatores desencadeantes, exame físico completo das mamas, sutiã de suporte, redução de cafeína/ sal, analgesia sintomática, e reavaliação em 4-6 semanas, com solicitação de mamografia se persistir ou houver sinais de alerta.
Orientar apenas repouso e hidratação, sem medicação ou exames, atribuindo o quadro a estresse psicológico, e agendar consulta com psicólogo na APS para manejo comportamental.
Na Atenção Primária à Saúde (APS), em relação ao diagnóstico de câncer de mama, a queixa mais frequente costuma ser:
Assimetria de mama com retração cutânea.
Alterações na pele como vermelhidão, inchaço ou o aspecto de “casca de laranja”.
A presença de um nódulo, mesmo que não cause dor nas axilas ou perto da clavícula.
Descarga mamilar sanguinolenta espontânea.
Aparecimento de um nódulo ou espessamento na mama ou axila.
O Ministério da Saúde anunciou em 2025 uma mudança na política nacional de rastreamento do câncer de mama com mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS), que passa a ser realizado:
Em mulheres de 50 a 69 anos, com repetição a cada dois anos, independentemente de histórico familiar ou sintomas.
Em mulheres de 40 a 49 anos, com alguma suspeita semiológica da doença, e em mulheres de 50 a 69 anos, mesmo sem sinais ou sintomas da doença.
Em mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas da doença, mediante decisão conjunta com o profissional de saúde.
Somente em mulheres a partir de 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas da doença, mediante decisão conjunta com o profissional de saúde.
Somente em mulheres a partir de 49 anos, com alguma suspeita semiológica da doença.
Determinado por lei, o tempo entre o diagnóstico definitivo e o início do tratamento do câncer de mama deve ser de até quantos dias?
30.
60.
90.
120.
150.
Mulher de 36 anos apresenta nódulo palpável de 3 cm no quadrante superolateral da mama direita. Realizou ultrassonografia das mamas, que revelou um cisto de 2,8 cm com conteúdo espesso. Foi realizada punção aspirativa (PAAF), com saída de líquido seroso e amarelado, e subsequente desaparecimento da lesão ao controle ultrassonográfico.
Qual a conduta mais apropriada a seguir?
Solicitar citologia do líquido da punção.
Solicitar ressonância magnética das mamas.
Controle clínico.
Indicar exérese cirúrgica da região do cisto.
Realizar mamotomia.
Assinale a alternativa correta sobre o uso da ressonância magnética no rastreamento de mulheres com alto risco para câncer de mama:
RM anual isolada para qualquer mulher com mamas densas.
RM substituindo a mamografia em todas as mulheres acima de 40 anos.
RM apenas no seguimento pós-tratamento do câncer de mama.
RM anual associada à mamografia em portadoras de mutação BRCA, parentes de 1º grau de portadoras, risco calculado >20% e irradiadas no tórax entre 10–30 anos, além de síndromes como Li-Fraumeni e Cowden.
RM não tem papel no rastreamento.
Em câncer de mama associado à gestação/lactação, a melhor escolha para reconstrução imediata no 2.º/3.º trimestres é:
Retalho TRAM pediculado de rotina, com simetrização imediata.
Implante definitivo em um tempo, sempre com mastopexia contralateral.
Expansores temporários, deixando a segunda etapa ≥6 meses após o parto ou após cessar a lactação.
Adiamento obrigatório de qualquer reconstrução até o puerpério.
Retalhos autólogos como primeira opção pela previsibilidade do volume.
Segundo estudo histoquímico com lectinas no estroma do carcinoma ductal invasivo, a associação correta é:
PNA reconhece a MEC em >70% e correlaciona-se a p53+.
UEA-I associa-se à variante pouco diferenciada e reconhece endotélio com maior frequência que a Con A.
Con A não reconhece endotélio e não se relaciona a p53.
PNA correlaciona-se significativamente à invasão linfonodal.
Nenhuma lectina mostrou potencial como marcador estromal.
Em paciente clinicamente N0 candidata à quimioterapia neoadjuvante, a estratégia axilar que pode evitar esvaziamento de rotina quando negativa é:
Realizar biópsia do linfonodo sentinela antes da neoadjuvância e, se negativa, dispensar esvaziamento mesmo com mastectomia posterior.
Realizar esvaziamento axilar níveis I–II antes da neoadjuvância.
Aguardar a resposta clínica e fazer apenas ultrassonografia axilar no pós-tratamento.
Fazer biópsia do sentinela somente após a neoadjuvância e sempre completar com esvaziamento.
Indicar esvaziamento apenas se a mama apresentar resposta patológica completa.
Sobre micrometástases axilares no câncer de mama, a afirmação correta é:
Correspondem a depósitos >2,0 mm e indicam pN2.
Têm o mesmo significado das células tumorais isoladas, sem impacto prognóstico.
São ≤0,2 mm e devem ser ignoradas no estadiamento.
Correspondem a depósitos >0,2 mm e ≤2,0 mm; associam-se a maior risco de recidiva e, segundo St. Gallen, sugerem esvaziamento axilar.
Não se relacionam com positividade de linfonodos não sentinelas e não influenciam a conduta.
Na avaliação pós-tratamento conservador da mama, o método de imagem com alta sensibilidade para distinguir recidiva de fibrose e a faixa temporal típica de recidiva local:
Ultrassonografia; recidivas concentram-se após 10 anos.
Mamografia; 5–10% ao ano nos primeiros 2 anos.
Tomografia computadorizada; pico nos primeiros 12 meses.
Ressonância magnética; 1–2% ao ano, sobretudo nos primeiros 5 anos.
Termografia; recorrência estável ao longo de toda a vida.
Sobre a biópsia do linfonodo sentinela na gestação, assinale a conduta aceita e segura:
Realizar com radiofármaco (Tc-99m) em dose ajustada, evitando corante azul, pois o risco fetal é mínimo.
Contraindicar durante toda a gestação por suposto alto risco fetal.
Adiar obrigatoriamente para o puerpério, independentemente do estágio tumoral.
Realizar apenas com azul patente, sem radiofármaco, para reduzir radiação.
Indicar esvaziamento axilar de rotina pela chance de falso-negativo.
No seguimento pós-tratamento do câncer inicial de mama, deve-se:
Evitar ganho de peso, desde que não esteja com IMC baixo.
Realizar tomografia anual para rastreamento de metástases.
Realizar ressonância magnética anual para rastreamento de metástases.
Realizar exames de marcadores tumorais específicos para câncer de mama anualmente.
Realizar exames de imagem da mama a cada 6 meses por 5 anos, para detectar possíveis recidivas locais ou locorregionais.
Sobre a marcação pré-operatória de lesões não palpáveis com semente radioativa, e também comparando ela com outros métodos de marcação, é correto afirmar que é:
Considerada inferior em permitir margens livres.
Pelo menos equivalente ao ROLL e superior ao fio metálico quanto à logística operatória.
Um método antigo e em desuso.
Considerada duvidosa quanto à segurança.
Contraindicada após quimioterapia neoadjuvante.
Maria Carla, 67 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama metastático. Foi acolhida pelo seu médico assistente, ouviu as possibilidades disponíveis e seus prognósticos, aproveitou a consulta para tirar todas as dúvidas que possuía sobre o tema. No retorno, comunicou ao profissional de saúde que não deseja realizar tratamento para a sua condição.
Qual princípio ético nesse caso deve ser respeitado pelo médico assistente?
Justiça.
Beneficência.
Autonomia.
Equidade.
Não Maleficência.