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O transplante de células-tronco hematopoiéticas tem por objetivo a infusão venosa de células progenitoras hematopoiéticas para reestabelecimento da hematopoese após aplasia medular. Entretanto, o tratamento exige adaptações nutricionais.
A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
É comum alteração de paladar, como gosto metálico causado pela ciclofosfamida, que leva a rejeição de alimentos de origem vegetal.
Apesar de quadros recorrentes de diarreia, o uso de probióticos não é indicado, pois há imunossupressão.
Durante a terapia imunossupressora, é recomendado que todos pacientes de transplante alogênico recebam suplementos de vitaminas e minerais.
Ciclosporina, imunossupressor, tem sido associado a alterações de lipídeos séricos.
Analise o caso clínico a seguir.
Paciente, sexo feminino, 65 anos de idade, com diagnóstico de Diabetes mellitus tipo 2, insuficiência renal crônica em hemodiálise. Foi admitida no hospital com quadro de fraqueza, edema discreto de membros inferiores e hipoalbuminemia. Após sete dias de internação, recebeu alta e vem sendo acompanhada em domicílio por equipe multiprofissional.
Medicamentos em uso: propanolol, hidroclorotiazida, complexo vitamínico, insulina NPH 2x/dia.
Peso atual: 60 kg, estatura: 1,50 m → IMC = 26,7 kg/m2.
Volume urinário residual: 300 mL/dia.
Pressão arterial: 120 x 70 mmHg.
Potássio sérico: 6,0 mEq/L.
A prescrição dietética diária deve contemplar
dieta hipossódica, hipocalêmica, para diabete com aproximadamente 1.800 kilocalorias, 72 g de proteína e restrição hídrica de 800 mL.
dieta hipossódica, hipercalêmica, para diabete com aproximadamente 2.200 kilocalorias, 60 g de proteína e sem restrição hídrica.
dieta normossódica, hipocalêmica, para diabete com aproximadamente 1.800 kilocalorias, 72 g de proteína e restrição hídrica de 1000 mL/dia.
dieta normossódica, hiperfosfatêmica, para diabete com aproximadamente 2.000 kilocalorias, 60 g de proteína e sem restrição hídrica.
Os portadores de síndrome do intestino curto costumam apresentar um conjunto de sinais e sintomas clínicos, como diarreia crônica, desidratação, distúrbios eletrolíticos, perda de peso e desnutrição. Com relação à dieta recomendada para essa patologia, é correto afirmar:
A terapia de nutrição enteral é a via de nutrição preferencial na fase inicial da doença, período caracterizado por diarreia maciça.
A água de coco verde é indicada para hidratação oral de pacientes logo após a ressecção intestinal.
A realimentação oral pode ser retomada gradativamente, respeitando a tolerância individual, assim que haja estabilização das perdas hidroeletrolíticas e controle das perdas fecais.
A ingestão de fibras solúveis é estimulada na alta hospitalar para aumentar o peristaltismo.
A adição de gordura é feita antes da proteína para aumentar a oferta calórica, preferindo‐se o triglicérides de cadeia média.
Assinale a opção correta sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).
A síndrome consumptiva, provoca quadro de desnutrição comum entre os pacientes com AIDS, ocorrendo apenas nos estágios finais da doença de pacientes com HIV.
Os nutrientes imunomoduladores, como ômega-6, glutamina, vitaminas (A,C e E) e minerais antioxidantes, como ferro e cobre, são indicados para pacientes com AIDS com o objetivo de melhorar o apetite, a imunidade e estabilizar a perda de peso associada ao HIV.
Os pacientes com AIDS são altamente suscetíveis à desnutrição e desenvolvimento de tumores e infecções oportunistas. Ela é caracterizada pela perda da imunidade celular e pelo aumento gradativo dos linfócitos T4.
A hipoalbuminemia sérica, além de ser manifestação de desnutrição, pode contribuir para a piora da diarréia, o que determina sua monitoração.
Durante a fase de recuperação após uma infecção oportunista, o hipermetabolismo e as necessidades energéticas permanecem aumentadas entre 10 e 15%.
A contagem de carboidratos, utilizada desde 1935, passou a ser recomendada como mais uma ferramenta de apoio nutricional aos pacientes com Diabetes mellitus a partir de 1997 no Brasil, sendo que atualmente vários grupos a utilizam.
Quanto à contagem de carboidratos, é correto afirmar:
A contagem de carboidratos pode ser utilizada apenas por portadores de diabetes do tipo 1 em terapia insulínica convencional e por diabéticos do tipo 2 em uso de insulina.
Alimentos proteicos e lipídicos são fontes exógenas de glicose, influenciando diretamente na elevação da glicemia. Assim, devem ser considerados na contagem de carboidratos apenas quando ultrapassarem as recomendações nutricionais estabelecidas para os mesmos.
Para a contagem de carboidratos, o nutricionista deve estabelecer um plano alimentar prescrevendo a quantidade exata de carboidratos diários que corresponda à quantidade de unidades de insulina diária prescrita pelo médico.
Normalmente 1 unidade de insulina cobre 15 g de carboidrato. Devido a isso é recomendada a ingestão de no máximo 15g de carboidratos nos lanches entre as refeições para que não seja necessário o uso de insulina nesses momentos.
A contagem de carboidratos tem como objetivo otimizar o controle glicêmico em função de menores variações das glicemias pós-prandiais.
A relevância da terapia nutricional no tratamento do diabetes mellitus (DM) tem sido enfatizada desde a sua descoberta, bem como o seu papel desafiador na prevenção, no gerenciamento da doença e na prevenção do desenvolvimento das complicações decorrentes. Qual é a ingestão dietética de macronutrientes recomendada para pacientes com DM tipo 2, considerando-se o valor energético total (VET), em todas as faixas etárias?
Carboidratos totais: 40 a 50% e não inferior a 100 g/dia, sem sacarose e sem frutose. Gordura total: 20 a 30%, < 6% de ácidos graxos saturados, < 200 mg/dia de colesterol. Fibra alimentar: 14 a 28 g/dia. Proteína: 20 a 30%.
Carboidratos totais: 45 a 60% e não inferior a 120 g/dia, 5% de sacarose, 5% de frutose. Gordura total: 15 a 25%, < 6% de ácidos graxos saturados, < 250 mg/dia de colesterol. Fibra alimentar: 10 a 30 g/dia. Proteína: 20 a 30%.
Carboidratos totais: 45 a 60% e não inferior a 130 g/dia, 5% de sacarose, sem adição de frutose. Gordura total: 20 a 35%, < 6% de ácidos graxos saturados, < 300 mg/dia de colesterol. Fibra alimentar: 30 a 50 g/dia. Proteína: 15 a 20%.
Carboidratos totais: 50 a 60% e não inferior a 150 g/dia, 10% de sacarose, 5% de frutose. Gordura total: 20 a 30%, < 7% de ácidos graxos saturados, < 300 mg/dia de colesterol. Fibra alimentar: 40 a 50 g/dia. Proteína: 20 a 25%.
Em casos de mucosite, deve-se sugerir o uso de alimentos como laranja, abacaxi e limão com o objetivo de aumentar a absorção de ferro.
As alterações metabólicas encontradas nos pacientes com sepse causam impacto importante no estado nutricional. Sobre a dietoterapia na sepse, é correto afirmar:
O aporte precoce de energia e proteínas é fundamental para manter a massa celular corporal e reduzir a proteólise.
O paciente necessita de uma dieta hipoproteica para evitar sobrecarga renal.
É indicada a suplementação de arginina como imunomodulador.
A terapia nutricional precoce pode potencializar a gliconeogênese e reduzir a proteólise.
Deve-se utilizar uma dieta enteral com imunomoduladores para preservar a competência imunológica.