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Um paciente foi internado com diagnóstico de Cirrose Hepática avançada, Child-Pugh C e apresenta quadro de Encefalopatia Aguda (EA) exacerbada.
Considerando-se as diretrizes atuais e os aspectos nutricionais nesse caso, assinale a alternativa INCORRETA.
Nos quadros de EA, a restrição de proteína (aproximadamente 0,6 a 0,8 g / kg / dia) pioram a encefalopatia hepática, devido ao aumento catabolismo proteico.
A pré-albumina e a albumina séricas são importantes marcadores de prognóstico de morbidade e de mortalidade em pacientes com essa condição clínica.
Restrição temporária de proteínas (0,6 a 0,8 g / kg / dia) pode, ainda, ser indicada nas exacerbações até que a causa da doença seja determinada e eliminada.
A pré-albumina e a albumina séricas que são produzidas no fígado devem ser consideradas indicadores do estado nutricional.
Adolescente de 15 anos foi internado na enfermaria por reativação da doença inflamatória intestinal apresentando sintomas de dor abdominal, febre, diarreia com muco e emagrecimento. O uso de dieta de exclusão é uma alternativa do tratamento nutricional para aqueles que apresentam constantemente a doença em atividade. Dessa forma, por estarem mais associados à intolerância, deve-se evitar na alimentação desses pacientes:
trigo, ovos e peixes
laticínios, trigo e leveduras
ovos, leveduras e morango
morango, laticínios e peixes
Sobre recomendações nutricionais para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, analise os itens abaixo:
I. Em obesos, deve-se adequar a ingestão calórica para perda de peso, reduzindo 500kcal/dia em relação ao gasto energético diário.
II. A oferta de lipídios deve ser aumentada para 30 a 40% do total da oferta de energia.
III. Em casos de desnutrição, adicionar manteiga, creme de leite e azeite às preparações para aumentar a oferta calórica.
IV. Em casos de desnutrição, aumentar a oferta energética em 500 a 1000kcla/dia.
Quantos estão CORRETOS?
Um, apenas.
Todos.
Dois, apenas.
Três, apenas.
Nenhum.
A doença cardiovascular é uma das principais causas de morbidade e mortalidade, e múltiplos estudos epidemiológicos associam a composição da dieta aos seus principais fatores de risco. Nesse cenário, analise as proposições que se seguem:
I. A dieta contribui (300 mg/dia) para a totalidade do colesterol presente no lúmen e relaciona-se à elevação do colesterol plasmático, cujo efeito é maior quando comparado a outras variáveis alimentares, como ingestão de ácidos graxos saturados e trans, ou mesmo ao consumo total de gordura;
II. Os ácidos graxos saturados provocam redução do mRNA de receptores hepáticos de LDL, ou da sua atividade, talvez por alteração no conteúdo de ácidos graxos das membranas, diminuindo, assim, o catabolismo das LDL. Além disso, encontrou-se menor expressão do “LDL receptor-related protein 1”, como mecanismo alternativo ou adicional para explicar a elevação da colesterolemia;
III. O ácido esteárico não eleva a colesterolemia devido a sua desidrogenação ser mais veloz do que o alongamento da cadeia, fazendo com que seja mais rapidamente convertido em oleico no fígado, por meio das dessaturases;
IV. As moléculas de ácidos graxos saturados empilham-se de maneira coesa por possuírem cadeia retilínea de carbono. Essa forma de empacotamento aumenta a capacidade de transporte de colesterol das partículas de LDL.
Marque a opção CORRETA.
Somente I e II estão corretas.
Todas estão incorretas.
Somente II e III estão corretas.
Somente III e IV estão corretas.
Todas estão corretas.
Nos traumatismos e cirurgias de grande porte em pacientes desnutridos, desenvolvem-se importante perda de massa muscular e carências nutricionais específicas. Torna-se importante um manejo nutricional adequado a fim de minimizar essas repercussões nutricionais. Acerca do tema, analise as assertivas abaixo e assinale a opção INCORRETA.
Demonstrou-se um aumento de complicações para a nutrição parenteral total pré-operatória em pacientes com estado nutricional normal, devido à possível sobrecarga de carboidratos e subsequente hiperglicemia e ainda pela não utilização de glutamina nas soluções parenterais.
Recomenda-se nutrição parenteral pós-operatória como continuação do suporte pré-operatório em pacientes desnutridos, em pacientes com complicações que comprometem a função gastrointestinal e impedem a alimentação oral por mais de 5-10 dias no pós operatório.
O uso de hormônio do crescimento em pacientes com atendimento intensivo revelou-se uma estratégia eficaz para normalizar a glicemia, reduzir a mortalidade e evitar complicações infecciosas, efeitos estes atribuídos a redução do catabolismo das proteínas e função da membrana celular.
O jejum prolongado antes da cirurgia, a administração ad lib de solução salina por via intravenosa contribuem para o catabolismo efetivo, a fadiga pós-operatória e o tempo de recuperação prolongado de uma cirurgia convencional.
Rotinas como a implementação de um suporte da função gastrointestinal normal e retorno precoce da ingestão normal de líquidos e alimentos aceleram o retorno à função normal e recuperação pós operatória.
Com a progressão da doença renal é de essencial relevância a adesão ao tratamento dietético individualizado, visando a reduzir as reações sintomáticas da uremia, do processo inflamatório, da hipertensão, do diabetes e dos demais sintomas associados à doença.
I. A dieta hipoproteica para pacientes que fazem terapia substitutiva renal desacelera a progressão da falência renal, sem que haja efeitos colaterais aos pacientes, desde que bem acompanhados;
II. Com exceção de ferro e cálcio, não parece haver necessidade rotineira de doses suplementares dos minerais e vitaminas, apesar de haver baixas concentrações de vitaminas e minerais na alimentação desses pacientes;
III. Os pacientes com DRC com altos níveis de fósforo em mais de duas análises devem restringir a ingestão desse mineral e em casos em que esta restrição não reduz as concentrações séricas de PTH, calcitriol ou um de seus análogos devem ser administrados para prevenir os distúrbios ósseos;
IV. A redução da ingestão de sódio e líquidos previne o ganho de peso intradialítico, episódios de hipertensão e oligúria.
Assinale a opção que contempla os cuidados nutricionais e/ou dietéticos necessários para minimizar os efeitos da doença renal.
Somente I, II, III.
Somente I, III, IV.
II, III, IV.
Somente I, IV.
Somente II, IV.
A dor é frequente em pacientes com câncer. Para o alívio da dor muitos pacientes fazem uso de opióides, que culmina como efeito colateral em quadro importante de:
Xerostomia
Mucosite
Constipação intestinal
Caquexia Neoplásica
Doença de Crohn
O câncer é um grupo de doenças que envolvem o crescimento celular anormal. Sua etiologia é variada, podendo ser desenvolvida por causas externas ao organismo, como o meio ambiente e hábitos de vida, ou internas, como genéticas. Sobre a etiologia e terapia nutricional do câncer, é INCORRETO afirmar que.
os benefícios da ingestão de frutas, legumes e verduras na prevenção do câncer superam os malefícios do consumo desses alimentos com resíduos de agrotóxicos.
o consumo elevado de alimentos processados e refinados pode favorecer o desenvolvimento do câncer.
o consumo de refrigerantes deve ser reduzido, uma vez que a maioria deles possui corantes de ação cancerígena.
a atividade da lípase lipoproteica está aumentada em pacientes oncológicos, sendo recomendado o aumento na ingestão de alimentos que contenham os ácidos graxos essenciais ômega-3 eicosapentaenóico (EPA) e docosaexaenóico (DHA).
Um paciente com dor abdominal é admitido em uma unidade de internação hospitalar e após realização de exames recebe o diagnóstico de pancreatite aguda moderada a grave. Qual a terapia nutricional imediata para esse paciente?