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Para uma parcela da população obesa, quando o índice de massa corporal supera 40kg/m², as mudanças de estilo de vida culminam com fracassos recorrentes, sendo recomendada a cirurgia bariátrica. No que tange às recomendações nutricionais do pós-operatório dessa cirurgia, pode-se afirmar que:
a primeira dieta após o jejum pós-operatório deverá ser líquida completa
na fase de dieta normal, as refeições deverão ser fracionadas em 4 a 5 refeições/dia
após o primeiro ano de cirurgia, é recomendado o consumo mínimo de 80g de proteínas/dia
na fase de dieta líquida de prova, são incluídas preparações com leite, carne e outras fontes proteicas
Mulher de 57 anos, hipertensa e diabética, com insuficiência renal crônica, foi encaminhada para consulta nutricional. Exames bioquímicos apresentaram: ureia = 84mg/dL, creatinina = 1,4mg/dl, taxa de filtração glomerular = 42ml/min, albumina = 3,4mg/dL, potássio = 5,5mg/dL, fósforo = 4,5mg/dL e cálcio = 8,6mg/dL. O estágio da doença em que a paciente se encontra e as recomendações de fósforo, em mg/dia, e potássio, em mEq/dia, respectivamente, são:
estágio 3a / 800 / 50 a 70
estágio 3b / 700 / 50 a 70
estágio 3a / 700 / 70 a 100
estágio 3b / 800 / 70 a 100
A crescente incidência das doenças cardiovasculares (DCV) no último século incrementou a busca incessante para descobrir os fatores de risco (FR) relacionados ao seu desenvolvimento. Ainda que a genética e a idade tenham importância nesta evolução, há muitos outros fatores de risco que podem ser influenciados por modificações no estilo de vida, de forma a reduzir os problemas cardiovasculares e a aumentar a sobrevida de pacientes portadores ou em risco de coronariopatias. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os fatores de risco mais relevantes no panorama da saúde cardiovascular no Brasil são: tabagismo, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus, obesidade e dislipidemias. O tratamento não medicamentoso para minimizar estes fatores está relacionado com a mudança comportamental e a adesão a um plano alimentar saudável. Com base no texto e considerando um plano alimentar cujo objetivo é diminuir os fatores de risco que possam contribuir para o aumento de ocorrência das DCV, avalie as afirmações a seguir.
I. O consumo de fibras alimentares insolúveis resulta em benefícios diretos para a redução das DCV, por diminuir as concentrações séricas da LDL-C, melhorar a tolerância à glicose e controlar o diabetes tipo 1.
II. O consumo regular de ácidos graxos saturados, como o ômega 3, reduz os triglicerídios séricos, melhora a função plaquetária e promove ligeira redução na pressão arterial de pacientes hipertensos.
III. A carência de minerais - como potássio, cálcio e, possivelmente, o magnésio - associada ao excesso de sódio na alimentação, pode estar relacionada a níveis mais altos de pressão arterial.
IV. O maior consumo de frutas e vegetais ricos em flavonoides pode reduzir o risco para DCV, por sua ação antioxidante na LDL-C e da modesta atividade antiplaquetária e anti-inflamatória.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
I e II.
I e III.
III e IV.
I, II e IV.
II, III e IV.
Leia o relato do caso a seguir.
Paciente S.R.N., de 48 anos, portador de desnutrição moderada, com insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória, intubado há quatro dias na UTI, com câncer de esôfago e estômago estadiamento III. O paciente apresentou distensão abdominal, sinais de desidratação e sintomas de diarreia antes da intubação.
Diante deste quadro, qual é a melhor conduta para a terapia nutricional de S.R.N.?
Gastrostomia com dieta polimérica, hiperproteica.
Jejunostomia com dieta polimérica, hiperproteica.
Terapia por sonda nasogástrica, dieta oligomérica, hiperproteica
Terapia nutricional parenteral.
Ao atender um paciente obeso (IMC = 35kg/m2 ) em uma unidade básica de saúde, o nutricionista o orientou a
substituir alimentos fonte de carboidratos por alimentos fonte de proteínas
retirar alimentos com glúten e lactose da dieta.
aumentar a ingestão diária de cafeína e chá verde.
reduzir gradativamente a ingestão de alimentos hipercalóricos.
ingerir, no mínimo, 4 colheres de sopa de óleo de coco por dia.
A desnutrição proteico-calórica, problema comum em pacientes portadores de câncer, eleva as taxas de complicações e mortalidade. Tumores do trato digestório, tais como o câncer colo retal (ou do canal anal), levam a obstruções que interferem na absorção de nutrientes, resultando perda ponderal. Entre os sintomas do câncer colo retal estão dores, sangramentos e diarreia. Nesse contexto, o tratamento radioquimioterápico pode ser recomendado. Todavia, esse tipo de tratamento pode agravar o estado nutricional do paciente induzindo o surgimento de náuseas, vômitos, diarreia e fibrose do canal anal. Dessa forma, faz-se necessária a utilização de dietas pobres em resíduos, a fim de prevenir a impactação fecal, reduzir a frequência e esforço nas evacuações e o volume fecal, com vistas a evitar a piora do quadro clínico. Considerando o texto e as condutas nutricionais a serem adotadas com pacientes acometidos de câncer colo retal, avalie as afirmações a seguir.
I- O uso de fórmulas com baixo teor de resíduos e com aporte calórico e proteico adequados parece ser mais indicado para evitar o agravamento da depleção nutricional em pacientes com tumor colo retal tratados com radioquimioterapia associada.
II- A dieta líquida artesanal, com alimentos in natura e com baixo teor de resíduo, não atinge as recomendações nutricionais preconizadas para um paciente adulto com câncer colo retal e desnutrição proteico-calórica instalada.
III- A dietoterapia para pacientes com câncer colo retal deve incluir cereais integrais, leites e derivados, para se garantir um aporte energético e proteico mais adequado, favorecendo a melhora do quadro nutricional.
IV- Os pacientes devem ser estimulados a receber dietas pela via enteral, através de sonda nasogástrica, pois essa é a forma fisiológica de alimentá-los e estimulá-los a contribuir para o seu tratamento, dado o efeito psicológico positivo que ela causa.
V- A terapia nutricional no paciente oncológico deve prevenir ou tratar a desnutrição, modular a resposta orgânica, controlar os efeitos adversos do tratamento e melhorar a qualidade de vida.
É CORRETO apenas o que se afirma em:I, II e V.
I, III e IV.
I, III e V.
II, III e IV.
II, IV e V.