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De acordo com a Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 8, de 23 de junho de 2025, que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca (Ministério da Saúde), a adesão a uma dieta isenta de glúten é o único tratamento disponível, atualmente, para indivíduos com diagnóstico de doença celíaca – DC.
Diante disso, assinale a alternativa que apresenta um produto alimentício permitido para pacientes com essa condição clínica.
Extrato de malte.
Farinha panko.
Farinha de rosca.
Bebida de espelta.
Trigo mourisco.
Paciente do sexo masculino, 23 anos, procurou atendimento na Atenção Primária à Saúde relatando fraqueza há dois meses, associada a diarreia, distensão abdominal, dor abdominal, inapetência e perda ponderal. Após avaliação médica e exames complementares, recebeu diagnóstico de doença celíaca. Na avaliação nutricional, constatou-se estatura de 1,70 m, peso atual de 60 kg e peso usual referido de 72 kg. Relata piora dos sintomas após consumo de macarrão, pizza e pães.
Com base nas recomendações atuais para manejo nutricional da doença celíaca, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta nesse caso.
Manter o consumo moderado de alimentos com glúten, priorizando redução da quantidade ingerida.
Excluir leite e derivados da alimentação de forma permanente, independentemente da presença de intolerância à lactose.
Orientar dieta exclusivamente composta por alimentos crus para favorecer a recuperação da mucosa intestinal.
Instituir dieta isenta de glúten de forma rigorosa e permanente, o que abrange trigo, centeio, cevada e derivados.
Introduzir suplementação proteica sem necessidade de ajustes na composição da dieta habitual.
A intolerância à lactose é reconhecida como uma das reações adversas aos alimentos de natureza não imunológica mais prevalentes na população mundial, estando relacionada a alterações na digestão do dissacarídeo lactose e a manifestações clínicas predominantemente gastrointestinais decorrentes de sua má absorção. Sobre a intolerância à lactose, é correto afirmar que:
A intolerância à lactose está associada, predominantemente, à redução ou deficiência da atividade da enzima lactase na mucosa do intestino delgado, comprometendo a digestão adequada desse dissacarídeo.
A intolerância à lactose manifesta-se exclusivamente por alterações cutâneas, sem repercussões gastrointestinais.
A intolerância à lactose constitui condição restrita à população idosa, não sendo observada em outras faixas etárias.
A intolerância à lactose ocorre apenas após ingestão de quantidades muito pequenas de lactose, independentemente da tolerância individual.
Um Nutricionista que atua em serviço de alimentação coletivo está elaborando um cardápio e manipulando preparações para pacientes com doença celíaca. Além da escolha criteriosa dos ingredientes, ele precisa considerar o risco de contaminação cruzada por glúten e o uso de ingredientes isentos desse componente, capazes de substituir, ao menos em parte, as funções tecnológicas conferidas pela farinha de trigo nas massas e produtos de panificação. Diante disso, a conduta MAIS ADEQUADA para garantir segurança e qualidade tecnológica nas preparações para celíacos é:
Utilizar farinha de aveia integral em pães e bolos, desde que o rótulo informe “não contém glúten”, pois, diferentemente do trigo e da cevada, a aveia não é considerada fonte primária de glúten e não há risco de contaminação cruzada no processamento industrial.
Priorizar o uso de espelta e malte como substitutos da farinha de trigo em massas, uma vez que, apesar de derivarem de cereais com glúten, sua fermentação e torrefação reduzem o teor de proteínas tóxicas, tornando-os seguros para indivíduos com doença celíaca.
Empregar apenas farinhas de amaranto, quinoa e castanhas na formulação de pães sem glúten, sem necessidade de associá-las a amidos como milho ou mandioca, pois suas proteínas apresentam as mesmas propriedades viscoelásticas que o glúten, garantindo estrutura e crescimento adequados as massas.
Selecionar amido de milho, fécula de mandioca e polvilho azedo em combinação para o preparo de pães e biscoitos sem glúten, adotando utensílios, formas e óleos de fritura exclusivos para essas preparações, a fim de evitar contaminação por resíduos de trigo, centeio, cevada e seus derivados.
A intolerância à lactose é caracterizada pela diminuição da atividade da lactase na borda em escova do intestino delgado, resultando em má digestão do dissacarídeo e aparecimento de sintomas gastrointestinais como distensão abdominal, flatulência, dor abdominal e diarreia após o consumo de laticínios. A abordagem nutricional adequada busca reduzir sintomas sem comprometer o aporte de cálcio e outros nutrientes associados ao consumo de leite e derivados, considerando o grau de intolerância individual e a tolerância a diferentes formas de laticínios. Nesse caso, a conduta nutricional MAIS APROPRIADA na orientação de um indivíduo com intolerância à lactose confirmada é:
Orientar a redução de alimentos ricos em lactose de acordo com a tolerância individual, priorizando o uso de leites e derivados isentos de lactose, mantendo ou adaptando o consumo de iogurtes e queijos maturados, quando bem tolerados, e garantindo adequado aporte de cálcio.
Excluir totalmente os laticínios (incluindo iogurtes e queijos maturados) e evitar qualquer traço de lactose, independentemente dos sintomas.
Substituir todos os laticínios por bebidas vegetais não enriquecidas, dispensando a avaliação de cálcio e vitamina D, pois retirar a lactose já garante a segurança nutricional.
Manter o consumo de laticínios sem modificações, recomendando apenas antidiarreicos para o manejo dos sintomas, sem aplicar restrições na dieta.


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Um adolescente de 15 anos apresenta diagnóstico de intolerância à lactose confirmado após investigação clínica e dietética. O paciente refere distensão abdominal, flatulência e episódios de diarreia após ingestão de leite integral. Durante o acompanhamento nutricional, foi proposta a adoção de uma dieta com restrição de lactose associada a estratégias que favoreçam a digestão desse dissacarídeo e o equilíbrio da microbiota intestinal. Considerando o uso de probióticos nesse contexto, assinale a alternativa correta.
A suplementação com probióticos contendo cepas produtoras de β-galactosidase pode melhorar a digestão da lactose, sendo considerada estratégia suficiente para permitir a manutenção do consumo habitual de lactose.
A intolerância à lactose contraindica o uso de alimentos ou suplementos contendo probióticos, pois estes aumentam a fermentação intestinal e agravam os sintomas gastrointestinais.
Probióticos contendo cepas de Lactobacillus e Bifidobacterium podem ser utilizados de forma complementar à dieta com restrição de lactose, pois algumas cepas apresentam atividade da enzima β-galactosidase, auxiliando na digestão da lactose e na redução dos sintomas.
Probióticos apresentam principalmente a ação imunológica, com pouca participação em processos digestivos relacionados à lactose.
O uso de probióticos é mais indicado em casos de alergia à proteína do leite de vaca, apresentando utilidade muito limitada para indivíduos com intolerância à lactose.
Em relação às intolerâncias alimentares, considerando agentes farmacológicos nos alimentos, sintomas e alimentos associados, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Histamina.
(2) Tiramina.
(3) Feniletilamina.
( ) É um composto orgânico nitrogenado (possui moléculas de nitrogênio) que desempenha papel importante na função imunológica, no sistema digestivo e no sistema nervoso central. Níveis elevados levam a sintomas em diversos sistemas corporais. Sua intolerância caracterizase por sintomas como vasodilatação, urticária, eritema, corrimento nasal, dores de cabeça, angioedema, hipotensão, taquiardia, dentre outros. Exemplos de alimentos associados: alimentos fermentados (p. ex., chucrute, iogurte, kefir), carnes processadas (p. ex., salsicha, Bolonha, salame), peixe enlatado e defumado, dentre outros.
( ) É uma substância que atua como neuromoduladora, liberando os neurotransmissores dopamina, noradrenalina e serotonina no sistema nervoso central, servindo para melhorar o foco, o bem-estar e o humor. Sua intolerância caracteriza-se por sintomas como enxaquecas. Exemplos de alimentos associados: chocolate, queijos curados e vinho tinto.
( ) É formada a partir de um aminoácido e pode causar reações adversas em indivíduos que estão tomando inibidores de monoamino oxidase (IMAOs). Sua intolerância caracteriza-se por sintomas como: enxaquecas, tontura, rubor, urticária, eritema, corrimento nasal, dores de cabeça, náusea, vômitos, falta de ar e edema. Exemplos de alimentos associados: queijos curados, alimentos fermentados (p. ex., chucrute, iogurte, kefir), vinhos, vinagres, produtos do tomate, chocolate, cacau, dentre outros.
1 - 3 - 2.
3 - 2 - 1.
2 - 3 - 1.
3 - 1 - 2.
Situação hipotética: Um paciente com doença celíaca recebe orientação nutricional. Assertiva: O nutricionista deve explicar que a dieta consiste na exclusão total de alimentos que contenham trigo, cevada e centeio, mas que a aveia pode ser consumida, desde que seja certificada como livre de contaminação por glúten.
Certo
Errado
Estudantes diagnosticados com Doença Celíaca necessitam de adaptações no cardápio escolar. Segundo a legislação, o nutricionista deve excluir rigorosamente alimentos que contenham:
Lactose e proteínas do soro do leite.
Fenilalanina e corantes artificiais.
Glúten (trigo, centeio, cevada e aveia).
Frutose e sacarose refinada.
Fibras insolúveis e leguminosas cruas.
Um grupo de turistas formado por crianças e adultos oriundos de países do Continente Africano estavam visitando Pernambuco, conhecendo praias, engenhos e a cultura regional. No penúltimo dia de viagem visitaram a cidade de Caruaru e algumas fazendas da região e comeram bastante queijo de coalho e tomaram leite. Ao chegar ao hotel, parte destes turistas apresentou diarreia e dores abdominais. Foram levados a uma UPA e você nutricionista estava de plantão. Para estas pessoas, uma conduta adequada de dieta, nesta ocasião, deve evitar, principalmente,
Glúten.
Sacarose.
Lactose.
Gordura trans.
Proteínas.


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A doença celíaca é autoimune e desencadeada pela ingestão de alimentos que contêm glúten por indivíduos que têm predisposição genética, gerando inflamação e danos à mucosa intestinal. Retirar o glúten da dieta é o único tratamento para os indivíduos celíacos. Assim, para essas pessoas, são substitutos da farinha de trigo os alimentos abaixo, EXCETO:
Farinha de arroz.
Cevada.
Farinha de inhame.
Amido de milho.
A doença celíaca (DC) é uma doença autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos, afetando 1,4% da população mundial. Sobre o assunto, marque V para VERDADEIRO e F para FALSO:
( ) A doença celíaca é caracterizada por uma resposta autoimune ao glúten, que leva à inflamação intestinal e prejuízo na absorção de nutrientes.
( ) Atualmente, existem somente duas estratégias terapêuticas consolidadas no manejo da doença celíaca: dieta isenta de glúten e uso de enzimas que degradam glúten.
( ) A persistência de inflamação em pacientes com doença celíaca está frequentemente relacionada à ingestão intencional de alimentos contendo glúten.
( ) Alimentos rotulados como “sem glúten” podem conter até 20 ppm de glúten (20 mg/kg), conforme regulamentações vigentes.
( ) O risco de contaminação cruzada por glúten é inexistente quando são seguidas as normas de rotulagem de alimentos.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, na ordem de cima para baixo:
V – V – F – V – F.
V – F – F – V – F.
V – V – V – F – F.
F – V – F – V – V.
V – V – F – F – F.
A dieta isenta de glúten é o único tratamento eficaz para indivíduos com Doença Celíaca, devendo ser mantida por toda a vida. Durante o acompanhamento nutricional, é fundamental orientar o paciente quanto à identificação de alimentos e ingredientes que contenham glúten, bem como das alternativas seguras para substituição. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma farinha que não pode fazer parte da alimentação de indivíduos com Doença Celíaca:
Farinha de arroz.
Farinha de milho.
Farinha de trigo sarraceno.
Farinha de mandioca.
Farinha de centeio.
Sobre os mecanismos e características clínicas da intolerância alimentar, assinale a alternativa correta.
A intolerância à lactose resulta de uma resposta imunológica mediada por IgE e cursa com manifestações sistêmicas imediatas.
A hipolactasia do tipo adulto manifesta-se exclusivamente após a adolescência e está associada à ausência congênita de lactase.
A alactasia congênita é uma condição adquirida, reversível e relacionada a infecções intestinais.
A deficiência secundária de lactase ocorre por agressão da mucosa intestinal, reduzindo a enzima no ápice das vilosidades.
A intolerância à frutose decorre de hipersensibilidade alimentar tardia e deve ser diagnosticada por testes imunológicos específicos.
Pessoas com intolerância à lactose não conseguem digerir completamente o açúcar (lactose) do leite. A condição, também chamada de má absorção de lactose, geralmente é inofensiva, mas seus sintomas podem ser desconfortáveis. Qual alternativa descreve os sintomas da intolerância à lactose?
Manchas avermelhadas, inchaços, coceiras.
Estufamento, distensão abdominal, cólicas, diarreia.
Tonturas, perda da consciência, queda da pressão.
Diarreia e cólica, sangue e muco nas fezes.
Tosse, chiado no peito, congestão nasal, coceiras.


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A utilização de extratos vegetais em substituição aos ingredientes lácteos consiste em opção vantajosa de preparo de alimento para indivíduos intolerantes à lactose, pois não aumenta os custos do cardápio e mantém a qualidade nutricional do alimento.
Certo
Errado
A intolerância à lactose ocorre devido à deficiência de qual enzima?
Amilase
Lactase
Pepsina
Lipase
Quais são os cuidados que o nutricionista deve garantir em relação ao preparo das refeições na escola para alunos diagnosticados com doença celíaca?
Inclusão do aluno no cardápio padrão para ofertar menor quantidade de glúten.
Introdução de cardápio especial com substituições adequadas de alimentos sem glúten e uso de utensílios exclusivos.
Preparo de refeições sem glúten na mesma bancada em que são preparadas as demais, desde que sejam bem lavadas com água corrente e sabão.
Adição de pequena quantidade de farinha de trigo para “melhorar a textura” das preparações sem glúten, já que o cozimento elimina a toxicidade para celíacos.
O trigo sarraceno, também conhecido como trigo mourizo ou trigo negro, é um cereal em cuja composição não há glúten; por isso, ele pode ser empregado em preparações de alimentos para indivíduos que apresentem intolerância ao glúten.
Certo
Errado
Os produtos classificados como “zero lactose” podem ser oferecidos com segurança aos indivíduos intolerantes à lactose, pois, em sua elaboração, a lactose é removida de maneira eficaz; além disso, o processo de quebra da lactose não altera nem a textura nem o sabor original do produto.
Certo
Errado