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Durante a infância, ocorrem mudanças importantes nos padrões de crescimento e na composição corporal, que influenciam diretamente o estado nutricional e o desenvolvimento físico da criança. É CORRETO afirmar:
A gordura corporal aumenta progressivamente durante toda a infância, atingindo o pico entre 4 e 6 anos.
O estirão de crescimento ocorre na mesma idade para meninos e meninas.
O rebote de adiposidade é um fenômeno normal que antecede o estirão puberal.
A massa magra é proporcionalmente maior nas meninas do que nos meninos em todas as fases da infância.
O crescimento da cabeça é mais acentuado entre os 2 e 6 anos de idade.
O acompanhamento sistemático do crescimento e do desenvolvimento infantil é de grande importância, pois corresponde ao monitoramento das condições de saúde e nutrição da criança assistida (1º parte). Os índices antropométricos são utilizados como o principal critério desse acompanhamento. Essa indicação baseia-se no conhecimento de que o desequilíbrio entre as necessidades fisiológicas e a ingestão de alimentos causa alterações físicas nos indivíduos, desde quadros de desnutrição até o sobrepeso e a obesidade (2º parte). O acompanhamento da saúde infantil é proposto pelo Ministério da Saúde segundo um calendário mínimo de consultas para avaliar e acompanhar, de maneira sistemática, o crescimento e o desenvolvimento da criança. Fica estabelecido que a criança deve ir ao serviço de saúde, no mínimo, sete vezes no seu primeiro ano de vida e duas vezes no segundo ano (3º parte).
Quais partes estão corretas?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 3ª parte.
Apenas a 1ª e a 2ª partes.
Apenas a 2ª e a 3ª partes.
Todas as partes.
A magreza acentuada em crianças menores de 2 anos requer uma abordagem rápida e eficaz na APS para prevenir complicações nutricionais e promover o crescimento adequado. Em relação a essa condição, qual das medidas abaixo deve ser priorizada na abordagem inicial?
Prescrever suplementos hipercalóricos para promover ganho rápido de peso, se a criança já tiver iniciado a alimentação complementar.
Complementar o aleitamento materno com fórmula infantil para promover o crescimento rápido.
Suplementar zinco para auxiliar no ganho de peso e crescimento.
Aguardar a próxima consulta pediátrica para verificar se há melhora espontânea.
Avaliar o padrão alimentar da criança e o histórico de desmame.
A criança que usa chupeta também tende a mamar menos tempo no peito. Qualquer tipo de chupeta pode causar deformações na boca e mau alinhamento dos dentes. Além disso, aumenta a chance de a criança ter “sapinho” na boca, nome popular do(a):
Candidíase.
Sarampo.
Aspergillus.
Zigomicetos.
Durante a fase pré-escolar, há redução fisiológica da velocidade de crescimento e das necessidades energéticas, o que repercute no comportamento alimentar. Com base nas diretrizes nacionais em vigor e nos princípios da alimentação responsiva, assinale a alternativa correta.
A variação do apetite nessa fase é sinal de alerta clínico e deve ser investigada como possível deficiência nutricional.
A autorregulação da fome e da saciedade é imatura antes dos 6 anos, sendo necessária orientação coercitiva dos cuidadores.
O uso de alimentos de alta densidade energética é indicado para estimular o consumo alimentar diário.
Estratégias de distração, como uso de telas ou brinquedos, favorecem a aceitação alimentar e devem ser utilizadas durante as refeições.
O menor apetite é um fenômeno fisiológico esperado e não requer aumento da densidade calórica das refeições em crianças eutróficas.
De acordo com a BRASPEN (2019), no documento Campanha “Diga não à Desnutrição Kids”: 11 Passos Importantes para Combater a Desnutrição Hospitalar, a redução do tempo de jejum no pré-operatório tem se mostrado segura e pode resultar em risco reduzido de efeitos metabólicos negativos do jejum. Dessa forma, o tempo de jejum recomendado para procedimentos com anestesia em pediatria, referente à ingestão de líquidos claros, é de
10 horas.
8 horas.
6 horas.
2 horas.
1 hora.
De acordo com o documento Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde – Cuidados Gerais (Ministério da Saúde, 2014), é considerado como um problema grave de nutrição, perda de peso, na primeira semana de vida, maior que
1,5%.
3%.
5,5%.
7%.
10%.
Crianças que consomem leite de vaca no segundo semestre de vida, em comparação às que consomem leite materno ou fórmula infantil, apresentam maior chance de ganho de peso excessivo apenas quando o volume de leite consumido é elevado. Qual volume de leite de vaca é considerado alto para essa faixa etária?
Superior a 600mL/dia.
Superior a 700mL/dia.
Superior a 800mL/dia.
Superior a 1000mL/dia.
A doença crítica gera grandes alterações metabólicas e endócrinas, sendo caracterizadas por catabolismo, resistência à insulina e alterações na utilização do substrato. No paciente pediátrico crítico, essas alterações relacionam-se diretamente com o estado nutricional (European Society of Pediatric and Neonatal Intensive Care - ESPNIC). Desse modo, avalie se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinale a sequência correspondente.
( ) A avaliação do estado nutricional de crianças gravemente doentes é recomendada na admissão e durante todo período de internação na UTI Pediátrica, sendo recomendada a primeira avaliação em até 48 horas da admissão.
( ) Para avaliação antropométrica do paciente pediátrico crítico, recomenda-se a utilização do peso e da altura/comprimento, calculando escores z do índice de massa corporal para a idade (peso para comprimento <2 anos) ou peso para a idade (se preciso, caso a altura não estiver disponível).
( ) Para a triagem do risco nutricional nessa população, deve ser utilizado o protocolo Strong Kids.
( ) A nutrição enteral deverá ser indicada para todas as crianças gravemente doentes, a menos que haja contraindicação, com início precoce durante as primeiras 24 a 48 horas após a admissão na UTI Pediátrica.
C - E - C - E.
E - C - E - C.
C - C - E - C.
C - C - C - C.
Sobre a ingestão de vitaminas e minerais e o risco de deficiências na infância, assinale a alternativa correta.
Crianças de 1 a 3 anos apresentam baixo risco de anemia por deficiência de ferro devido ao menor ritmo de crescimento.
A ingestão inadequada de micronutrientes raramente afeta o crescimento, desde que a ingestão energética seja suficiente.
A necessidade de cálcio é a mesma para todas as faixas etárias da infância, variando entre 700 e 800 mg/dia.
A deficiência de ferro é particularmente prevalente entre 1 e 3 anos, período em que o crescimento rápido aumenta a demanda por hemoglobina e ferro total.
A deficiência de cálcio na infância é pouco relevante clinicamente, pois a mineralização óssea só se intensifica na adolescência.
Durante o acompanhamento nutricional de uma criança de 18 meses com suspeita de desnutrição energética proteica, a nutricionista precisa selecionar o indicador antropométrico mais adequado para avaliação da condição nutricional atual e monitoramento a curto prazo. Nessa faixa etária e nesse contexto clínico, o indicador mais apropriado é:
estatura para a idade, por identifi car precocemente défi cits nutricionais recentes
peso para a estatura, por ser sensível à variação ponderal e indicar desnutrição aguda
IMC absoluto, por permitir a comparação direta com valores populacionais médios
peso para a idade, por refl etir diretamente a massa corporal acumulada ao longo do tempo
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as faixas etárias com os procedimentos alimentares adequados:
Primeira coluna: faixa etária
1.Lactentes (0 a 12 meses)
2.Crianças pequenas (1 a 3 anos)
3.Crianças maiores (4 a 6 anos)
Segunda coluna: procedimentos alimentares
(__)Incentivo à autonomia com uso de talheres, pratos e copos adequados.
(__)Oferta de mamadeira com técnica adequada de posicionamento.
(__)Introdução gradual de alimentos sólidos e adaptação de texturas.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
2 − 3 − 1.
3 − 2 − 1.
3 − 1 − 2.
2 − 1 − 3.
1 − 2 − 3.
Uma creche municipal recebe um lactente de 8 meses que foi amamentado exclusivamente até os 6 meses e iniciou recentemente a alimentação complementar, ainda com pouca variedade de alimentos. A criança permanece em período integral e apresenta peso no limite inferior da curva para a idade. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que representa uma forma adequada de planejar a alimentação do lactente na creche.
Propõe sopas líquidas coadas com predominância de tubérculos e macarrão, adoça sucos de frutas nos lanches e posterga a oferta de carnes para após o primeiro ano de vida, buscando uma adaptação considerada mais lenta e gradual.
Indica uso rotineiro de fórmula infantil hipercalórica nas principais refeições da creche, reduz o volume das papas para pequena quantidade e delega à família a inclusão posterior de frutas e legumes em casa, sem ajustes no cardápio institucional.
Define cardápio baseado em frutas em pedaços e legumes crus em pequenos bastões desde o primeiro dia na creche, prioriza experiências de mastigação e considera secundária a densidade energética e proteica das refeições oferecidas.
Organiza papas principais no almoço e no jantar com cereais, leguminosas, hortaliças variadas, carne e óleo vegetal em consistência pastosa espessa, prevê lanches com frutas amassadas e combina com a família a manutenção do aleitamento materno em livre demanda fora da creche.
Alinha o planejamento do lactente ao cardápio dos pré-escolares, adapta apenas o tamanho das porções e inclui preparações como arroz, feijão, carne em cubos e saladas cruas já no primeiro mês de permanência na instituição.
Assinale a alternativa que indica uma forma correta de organizar a dieta normal de uma criança pré-escolar de 4 anos que frequenta a educação infantil em período parcial.
Prevê quatro a cinco refeições diárias, organiza cardápio com cereais, leguminosas, hortaliças, frutas, lácteos e fontes magras de proteína animal, distribui a energia diária com predominância de carboidratos complexos, quantidade moderada de lipídios e aporte adequado de proteínas para crescimento saudável.
Estrutura plano alimentar com três refeições principais volumosas, concentra a maior parte da energia em preparações ricas em gordura saturada e restringe o consumo de frutas e hortaliças para lanches esporádicos ao longo da semana.
Define intervalo prolongado entre café da manhã e almoço, utiliza lanches líquidos à base de bebidas adoçadas para compensar eventuais atrasos e reduz a oferta de alimentos sólidos durante a manhã escolar.
Direciona a dieta para alto aporte proteico, próximo do dobro do recomendado para adultos, associa essa estratégia a baixa ingestão de carboidratos e considera essa combinação mais favorável ao crescimento infantil.
Baseia o cardápio em produtos ultraprocessados de preparo rápido, recorre a embutidos e salgadinhos em vários dias da semana e introduz verduras e frutas em baixa frequência, como itens mais decorativos do prato servido.
Assinale a alternativa correta quanto à introdução da alimentação em bebês não amamentados, conforme descrito pelo Guia Alimentar para Menores de 2 anos (2019), do Ministério da Saúde.
Crianças que recebem fórmula infantil podem receber novos alimentos a partir dos 6 meses de idade, inclusive água. A partir dos 9 meses, a fórmula infantil pode ser substituída pelo leite de vaca integral.
Crianças que recebem leite de vaca em pó reconstituído podem receber frutas amassadas a partir dos 3 meses de idade, inclusive água. Aos 4 meses, recomendam-se 1 refeição salgada e 2 lanches ao dia.
Crianças que recebem fórmula infantil podem receber novos alimentos a partir dos 4 meses de idade, inclusive água. A partir dos 6 meses, a fórmula infantil pode ser substituída pelo leite de vaca integral.
Crianças que recebem leite de vaca do tipo UHT diluído podem receber novos alimentos a partir dos 3 meses de idade, inclusive água. A partir dos 4 meses, não há mais necessidade de diluição do leite.
Crianças que recebem leite de vaca modificado podem receber novos alimentos somente a partir dos 6 meses, inclusive água. A partir dos 12 meses, não há mais necessidade de modificação do leite.
Durante o período pré-escolar (2 a 6 anos), o crescimento infantil é caracterizado por:
Maior ganho de peso em relação à altura.
Estagnação do crescimento, sem aumento significativo de peso ou altura.
Crescimento acelerado semelhante ao observado no período neonatal.
Necessidades energéticas equivalentes às de um adolescente devido ao crescimento estável.
Maior ganho de altura em relação ao peso.
A Assembleia Mundial da Saúde (MAS) estabeleceu como meta global chegar a 2025 com pelo menos 50% dos bebês em aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O objetivo é alcançar 70% em 2030. O Brasil, oficialmente, não atingiu os 50%, mas chegou bem perto. Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) de 2019, a taxa de amamentação exclusiva em bebês de até seis meses alcançou 45,8% no país. O avanço é expressivo: duas décadas atrás, em 2006, o índice era de 37,1%. Há 40 anos, era de apenas 4,7%. Mas é preciso avançar muito mais.
Fonte: Agência Senado (2025).
Quando não é possível que a amamentação ocorra, o nutricionista deve se atentar a alimentação do bebê, objetivando a oferta adequada para o seu desenvolvimento e crescimento. É comum as famílias ofertarem leite de vaca ou fórmulas infantis para o bebê. Quanto a esta condição, analise as afirmativas a seguir:
I.Para as crianças que recebem fórmula infantil, os novos alimentos deverão ser oferecidos a partir dos 6 meses, inclusive a água, e a fórmula infantil pode ser substituída pelo leite de vaca integral nesta idade.
II.A criança que faz uso do leite de vaca modificado deve receber suplementação de vitaminas e minerais sob orientação profissional. O leite de vaca deve ser diluído e, após 6 meses de vida, o leite em pó pode ser preparado de acordo com o recomendado no rótulo.
III.Quando a criança não é amamentada, a primeira alternativa é oferecer a fórmula infantil, pois ela é um produto mais adequado ao organismo ainda imaturo da criança do que o leite de vaca integral.
IV.Os leites de vaca com menores teores de gordura, como desnatado ou semidesnatado, não são indicados para criança menores de 2 anos de idade, pois este nutriente é importante para o desenvolvimento neurológico da criança.
V.Os leites vegetais (como arroz, aveia, inhame, etc) não são recomendados para crianças menores de 6 meses de idade, assim como os compostos lácteos, exceto em casos específicos sob orientação de profissional de saúde.
É correto apenas o que se afirma em:
II, III e V, apenas.
I, II e V. apenas.
I, apenas.
I, II, III, IV e V.
III e IV, apenas.
Para a classificação do estado nutricional de crianças, os índices e parâmetros recomendados pelo Ministério da Saúde são:
Peso / Idade, IMC, CB e pregas cutâneas.
Circunferência abdominal, Peso / Altura e perímetro cefálico.
Circunferência do braço, área muscular do braço e Peso / Idade.
Peso / Idade, Peso / Altura, IMC / Idade e Altura / Idade.
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente L.M. 9 anos de idade, internada na pediatria de um hospital escola com o diagnóstico de doença inflamatória intestinal, apresentando quadro de diarreia mais de 5 vezes por dia, acarretando perda de peso nas últimas semanas. |
Segundo o Manual de Terapia Nutricional na atenção especializada hospitalar, no âmbito do sistema único de saúde – SUS (2016), após ser triada pelo método STRONG kids, qual é o score para classificação do risco nutricional?
1-2, médio. Checar peso 1x/semana, reavaliar o risco nutricional após 1 semana.
1-3, médio. Checar peso 2x/semana, reavaliar o risco nutricional após 1 semana.
2-3 alto. Iniciar suplementação oral até conclusão do diagnóstico.
4-5 alto. Iniciar suplementação oral até conclusão do diagnóstico.
O câncer prejudica o crescimento e desenvolvimento de uma criança, independentemente do tipo de tratamento, a criança está exposta a um risco nutricional pela patologia. No caso de uma criança com câncer e desnutrida, que necessita recuperar seu estado nutricional, analise as assertivas abaixo:
I. O cálculo das necessidades calóricas pode ser baseado no peso do percentil 50 para estatura.
II. Deve-se multiplicar o peso ideal da criança por 1,3 a 1,7.
III. O peso real da criança deve ser multiplicado por 1,5 a 2,0 em casos graves de desnutrição e prejuízo no crescimento.
IV. Não há necessidade de acréscimo energético, nem recomendações para crianças no percentil 50 para peso.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas IV.
Apenas I e III.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.