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Um paciente de 62 anos de idade, portador de rins policísticos, chega ao Serviço de Nefrologia com um quadro de uremia: ureia plasmática = 320 mg/dl, creatinina plasmática = 18 mg/dL. Um cateter de jugular interna é inserido e a Hemodiálise (HD) é iniciada. Uma fístula AV é confeccionada 2 semanas após, e o cateter de jugular é mantido por mais 6 semanas. Dados iniciais: peso = 62 Kg, altura = 168 cm, PA = 150/100 mmHg, hemoglobina = 13 mg/dl, albumina = 3,8 g/dL, bicarbonato plasmático = 12 mEq/L, cálcio = 8,7 mg/dL, fósforo = 8,2 mg/dL. Durante as 6 semanas de acesso pela jugular interna, seu cateter foi trocado 2 vezes devido a um quadro de febre de 39 °C e calafrios. Uma avaliação clínica no 5º mês de início da HD revelava: peso = 54 Kg. Albumina sérica = 3,0 g/dL, Hemoglobina10 mg/dL. Em função desta redução de peso e da albumina sérica, deve-se iniciar suporte nutricional. Analise as proposições que definem as condutas nutricionais indicadas, assinalando a opção INCORRETA.
Deve-se adotar o procedimento de nutrição parenteral intradialítica (NPID), vez que o paciente apresentou perda de peso não intencional superior a 10%, média de albumina sérica < 3,4mg/dL e estado nutricional comprometido.
Deve-se manter a alimentação oral, pois a NPID é bem sucedida para reversão da perda de peso quando, combinada com a ingestão oral, mantém o balanço nitrogenado positivo, exceto em se tratando de pacientes com grave perda óssea associada ao hiperparatireoidismo.
Inicia-se com a adição de 250 mL de emulsão lipídica a 20% misturada diretamente à glicose e aos aminoácidos, a qual se constitui em uma composição bem tolerada, pois as emulsões lipídicas têm alta densidade calórica e são isosmolares, facilitando a tolerância da infusão.
Doses de 50/60g de proteínas e 1000 a 1300kcal podem ser fornecidas por infusão, podendo suprir as necessidades de proteínas e calorias, sem a necessidade de adição não desejada de líquidos e minerais.
São usualmente fornecidas doses de até 200g de glicose/litro, quando o dialisado não contém glicose ou 150g/litro quando o dialisado contém glicose, e 1000mL de solução parenteral durante cada sessão de hemodiálise.
C.D.M, sexo masculino, 37 anos, soropositivo. Pesando 60 kg e medindo 170 cm (seu peso usual era 74 kg). Está em terapia antirretroviral há 6 anos. Sua última contagem de células CD4 foi 150 cel/mm3.Atualmente, apresenta candidíase oral e diarréia. Assinale com V a(as) afirmativa(as) verdadeira(as) e F a(as) falsa(as):
( ) A recomendação de energia para este paciente é de 35 a 40 kcal/kg de peso atual/dia.
( ) O paciente necessita consumir 1,0 a 1,2g de proteína/ kg de peso atual/dia.
( ) Como o paciente ainda está eutrófico, não há necessidade de prescrever dieta hipercalórica e hiperprotéica.
( ) É importante orientar quanto às alterações metabólicas associadas à terapia antirretroviral.
F,F,V,V
V,F,F,V
V,F,F,F
F,F,F,V
As opções a seguir apresentam atribuições do nutricionista integrante da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional, à exceção de uma. Assinale-a.
Desenvolver e atualizar as diretrizes e procedimentos relativos aos aspectos operacionais da preparação da Nutrição Enteral.
Indicar e prescrever a Terapia de Nutrição Enteral.
Selecionar, adquirir, armazenar e distribuir, criteriosamente, os insumos necessários ao preparo da Nutrição Enteral.
Garantir o registro claro e preciso de todas as informações relacionadas à evolução nutricional do paciente.
Organizar e operacionalizar as áreas e atividades de preparação.
Sobre a terapia nutricional no diabetes mellitus, considere as seguintes afirmativas:
I ) A origem do alimento, o clima, o solo, a forma de preparo, o tempo de cozimento e outros componentes da refeição, como teor de gorduras, proteínas e fibras são fatores que influenciam a resposta glicêmica.
II ) Recomenda-se o consumo de no mínimo 20 gramas de fibras ou 14 g/1000 kcal/dia a partir de frutas, hortaliças, leguminosas e cereais integrais, não sendo necessária suplementação.
III ) A terapia de contagem de carboidratos evidencia que o tratamento nutricional do diabetes não se resume em proibir o consumo da sacarose, mas no estabelecimento de medidas nutricionais que melhorem o controle da glicemia.
IV ) O consumo de álcool pode acarretar hipoglicemia, uma vez que não é convertido em glicose, bloqueia a gliconeogênese e potencializa os efeitos da insulina. Orienta-se o consumo de álcool concomitante com alimento que contenha carboidrato para evitar a hipoglicemia.
Assinale a alternativa CORRETA.
As afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I. II e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
M.R.C, sexo feminino, 49 anos de idade, hospitalizada com quadro de ausência do nível de consciência após queda da própria altura. Respira normalmente e com boa condição hemodinâmica. A tomografia cerebral mostra fratura de crânio sem comprometimento de massa encefálica. No exame físico apresenta abdome com ruído hidroaéreo presente. Qual a melhor via para nutrição nesse caso?
Via enteral exclusiva.
Via parenteral.
Via oral com dieta branda.
Via enteral e oral líquida-pastosa.
As dietas oferecidas aos pacientes podem ser modificadas em relação à consistência. Na dieta líquida restrita os alimentos recomendados são:
água, chás, bebidas lácteas.
gelatina, bebidas isotônicas e caldo coado de legumes.
café descafeinado, sopa batida, gelatina.
sucos de frutas coados, sopa batida, café.
Uma formulação enteral com densidade calórica de 1,2 kcal/ml é categorizada em:
hipocalórica.
normocalórica.
hipercalórica.
acentuadamente hipercalórica.
A contaminação microbiológica em nutrição enteral pode comprometer a evolução clínica dos pacientes submetidos a esta terapia. Para reduzir o risco microbiológico relacionado à manipulação da fórmula enteral, recomenda-se:
trocar o sistema de alimentação a cada 36 h.
usar bomba de infusão para administração contínua das dietas.
utilizar fórmulas industrializadas estéreis.
irrigar a sonda com água destilada rotineiramente.
Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada referente ao Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Enteral, a equipe multidisciplinar deve ser composta, obrigatoriamente, por
nutricionista, psicólogo, médico e farmacêutico.
psicólogo, assistente social, médico e nutricionista.
médico, nutricionista, enfermeiro e farmacêutico.
assistente social, médico, enfermeiro e nutricionista.
psicólogo, enfermeiro, nutricionista e farmacêutico.
Em relação à terapia nutricional do paciente grave, assinale a alternativa correta.
A dieta oligomérica deverá ser usada no paciente grave que tenha diarreia e/ou intolerância a dietas poliméricas.
A oferta calórica total deverá ser feita em até 18 horas, sendo esta de 30 cal/kg até as primeiras 48 horas e depois aumentando-se a oferta para 45 cal/kg.
A quantidade de proteína a ser oferecida ao paciente grave deverá respeitar a DRI, sendo 0,8 – 1,0 g/kg de peso por dia ou 350:1 calorias/grama de nitrogênio.
O exame de proteínas séricas deverá ser realizado semanalmente para o acompanhamento do estado nutricional, em vez de se realizarem medidas antropométricas.
Pacientes queimados e com quadros infecciosos devem receber dieta enriquecida de arginina para a melhora do catabolismo proteico.
Qual fitoterápico tem sido usado com sucesso na terapia de suporte para o fígado, após este ser exposto a várias substâncias tóxicas?
Silibum marianum.
Panax ginseng.
Gymnema sylvestre.
Cúrcuma longa.
Avena sativa.
Com relação às vantagens e desvantagens da localização da sonda em terapia nutricional enteral, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo, assinalando a seguir a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A localização gástrica promove maior tolerância a fórmulas variadas.
( ) A localização duodenal/jejunal propicia maior facilidade de saída acidental da sonda.
( ) A localização gástrica promove baixo risco de aspiração em pacientes com dificuldades neuromotoras de deglutição.
( ) O posicionamento da sonda é fácil quando sua localização é duodenal/jejunal.
( ) Uma desvantagem da localização duodenal/jejunal é que esta requer fórmulas norma ou hiposmolares.
(V) (F) (V) (F) (F)
(F) (V) (F) (F) (V)
(F) (V) (V) (V) (F)
(V) (V) (V) (F) (F)
(V) (F) (F) (F) (V)
J.A.F., sexo feminino, casada, 50 kg, 68 anos, 1,60m, professora, portadora de Doença de Crohn, informa que há mais ou menos 10 meses vem cursando com dor abdominal em cólica e diarreia mucossanguinolenta, semilíquida em grande volume, 6 a 7 vezes por dia; perdeu 5,5 kg nesse período; e há 7 dias a dor abdominal e a diarreia intensificaram-se, e a paciente procurou serviço médico, onde foi internada com os sintomas descritos acima.
Exame Físico Geral: Paciente orientada, hipocorada, hipohidratada, edema de MMI (+++/4+) frio, mole e indolor, formando cacifo. Aparelho Digestivo: Paciente com diarreia mucossanguinolenta, semilíquida de grande volume; refere náuseas, anorexia e tenesmo; dor abdominal em cólica, na fossa ilíaca esquerda, meteorismo; sinais de estomatite angular; glossite e gengivite.
Com relação às características que a dieta deve apresentar para se adequar ao estado da referido paciente, assinale a opção INCORRETA.
A utilização de dietas elementares (com aminoácidos) e não-elementares (com peptídeos ou proteínas integrais) revelam-se igualmente efetivas como terapia primaria na DII, pois o efeito terapêutico primário da NE (nutrição enteral) não parece depender do tipo de fonte de nitrogênio.
Usa-se sonda nasoentérica de fino calibre, com bomba de infusão contínua em situações de megacólon tóxico, perfuração intestinal, oclusão intestinal completa, sangramento gastrointestinal maciço.
A dieta deve ser isenta de lactose, para prevenir quadro de diarreia osmótica propiciado pela situação de intolerância a lactose e pelo achatamento das vilosidades.
A adequação da dieta preconizada impõe um aporte proteico aumentado, tendo em vista que a patologia em questão cursa com perda proteica crônica e, consequentemente balanço nitrogenado negativo, devido ainda ao quadro anorético da paciente e ao uso crônico de corticosteroides.
A hipocalcemia é uma importante complicação metabólica desses pacientes, deixando-os predispostos à osteoporose, osteomalácia, sendo assim, faz-se necessário a suplementação dietética e/ou medicamentosa de cálcio.
A composição da nutrição parenteral pode ser dividida em sistema 2 em 1 e sistema 3 em 1. Constitui uma vantagem do sistema 2 em 1:
Menor risco de hipertrigliceridemia
Menor osmolaridade
Impede a deficiência de ácidos graxos essenciais
Menor oferta de carboidratos
No tratamento da hipercapnia, uma das complicações metabólicas da nutrição enteral, consiste em
adequar a oferta calórica, que está aumentada.
aumentar a oferta hídrica.
aumentar a oferta de cálcio.
restringir a oferta de potássio.
restringir a oferta hídrica.
Pacientes com função gastrointestinal moderadamente reduzida e intolerância aos alimentos sólidos devem receber dieta do tipo leve
PORQUE
esse tipo de dieta caracteriza-se por preparações de consistência espessadas, constituídas de líquidos e alimentos semissólidos, cujos pedaços encontram-se em emulsão ou suspensão, permitindo repouso digestivo.
Em relação às afirmativas acima, pode-se concluir que:
as duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
as duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
as duas afirmações são falsas.
a primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa.
Após a fase de identificação do paciente candidato à terapia nutricional enteral, segue-se a difícil tarefa de elaborar um plano alimentar dietoterápico. Em função da grande variedade de produtos disponíveis para uso enteral, algumas variáveis têm sido consideradas na prática clínica, visando facilitar a escolha da fórmula enteral mais apropriada para o paciente com indicação de terapia nutricional. Sendo assim, marque a alternativa que NÃO se trata de um indicador comum para seleção de dietas enterais.
Via de administração.
Complexidade dos nutrientes.
Osmolaridade.
Elevação da cabeceira.
A respeito do Regulamento Técnico para a Terapia de Nutrição Enteral (TNE), assinale a alternativa correta.
A TNE é definida como o conjunto de procedimentos exclusivos para a recuperação do estado nutricional do paciente.
A Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional é um grupo formal que, obrigatoriamente, deve ser constituído de, pelo menos, um profissional de cada categoria, com treinamento específico para essa atividade, incluindo: médico, nutricionista e enfermeiro.
A TNE deve abranger, obrigatoriamente, as seguintes etapas: indicação e prescrição médica, preparação, conservação e armazenamento, transporte, administração e controle clínico laboratorial.
O controle do paciente em TNE deve ser realizado periodicamente e contemplar: ingressos de nutrientes, tratamentos farmacológicos concomitantes, sinais de intolerância à NE, alterações antropométricas, bioquímicas, hematológicas e hemodinâmicas, assim como modificações em órgãos, sistemas e suas funções.
A Nutrição Enteral não industrializada pode ser administrada até 4 dias (sob refrigeração adequada) após a sua manipulação.
Assinale a alternativa que descreve atribuições do nutricionista na prática da terapia de nutrição enteral enquanto participante da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN).
Assegurar a colocação de sonda nasogástrica e a manutenção da via de admnistração.
Avaliar o estado nutricional do paciente e realizar a prescrição dietética.
Indicar e prescrever a terapia de nutrição enteral e estabelecer a melhor via de administração.
Preparar o paciente para o acesso enteral e zelar pelo adequado funcionamento das bombas de infusão de dieta enteral.
Avaliar a compatibilidade físico-química droganutriente e nutriente-nutriente da formulação prescrita pelo médico da equipe.
Assinale a alternativa correta quanto à terapia de nutrição parenteral.
A terapia de nutrição parenteral deve ser a única alternativa quando o paciente apresenta qualquer dificuldade para alimentação por via oral.
O nutricionista é o profissional responsável pela preparação da nutrição parenteral.
Toda indicação da terapia de nutrição parenteral deve ser precedida da avaliação nutricional do paciente.
É facultativo manter amostras para contraprova de cada nutrição parenteral preparada.
Após o preparo, a nutrição parenteral deve ser mantida sob refrigeração, com temperatura entre 5°C e 12°C.