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Paciente do gênero feminino foi submetida à ressecção segmentar para tratamento de ameloblastoma. Em um segundo momento, foi submetida à reconstrução mandibular com enxerto autógeno. A respeito da reconstrução de defeitos mandibulares, são princípios importantes, EXCETO
controle dos segmentos mandibulares residuais.
imobilização do enxerto.
obtenção de um bom leito de tecido mole para o enxerto ósseo.
ambiente estéril.
antibioticoterapia sistêmica.
A Disjunção Maxilar Cirurgicamente Assistida é o procedimento de escolha para a correção de deformidade transversa da maxila em pacientes cujo crescimento ósseo cessou e já ocorreu o fechamento completo da sutura palatina.
Sobre este procedimento cirúrgico, assinale a alternativa CORRETA.
A Disjunção Maxilar Cirurgicamente Assistida (DMCA) está indicada na presença das seguintes situações: deficiência maxilar transversal acima de 5mm de discrepância maxilomandibular constatada na análise cefalométrica; tentativa frustrada de expansão ortodôntica-ortopédica prévia; idade esquelética igual ou superior a 18 anos.
Os métodos cirúrgicos para este procedimento baseiam-se na eliminação de determinadas zonas de resistência do esqueleto facial: pilares zigomáticos e caninos e a sutura maxilar.
A ativação do aparelho disjuntor deve acontecer ainda no momento transoperatório, devido a maior proliferação capilar ao longo do gap ósseo, sendo muito importante para a neoformação óssea.
A presença dos terceiros molares superiores contraindica a Disjunção Maxilar Cirurgicamente Assistida (DMCA), aumentando a morbidade cirúrgica.
Cerca de 15% da expansão obtida na região de molares é perdida entre a remoção do aparelho e um período de 3 anos. Quanto mais precoce for realizada a disjunção maxilar, melhores os resultados, contudo menos permanentes.
Paciente do gênero masculino foi vítima de acidente automobilístico com trauma em face. Durante o exame físico, apresentou edema e equimose periorbitária do lado direito, com assimetria facial, degrau ósseo à palpação em margem infraorbitária e pilar zigomático-maxilar direito. O paciente foi diagnosticado com fratura do complexo zigomático maxilar direito. Para o tratamento cirúrgico, deve-se ter controle tridimensional do osso zigomático. Para essa finalidade, qual é o melhor instrumental a ser utilizado?
Gancho de Barros.
Elevador de Gilles.
Senn-Muller.
Gancho de Ginestet.
Parafuso de Carroll-Girard.
Em relação à Regeneração Óssea Guiada (ROG), analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Os requisitos básicos para que as membranas possam ser usadas na ROG são: biocompatibilidade, oclusão celular, integração tecidual, formação e manutenção do espaço, manejo clínico na cirurgia e suscetibilidade limitada às complicações.
II. A biodegradação das membranas de colágeno com ligação cruzada é mais rápida comparada às membranas de colágeno nativo, devido à atividade enzimática dos macrófagos e leucócitos polimorfonucleares.
III. As membranas de colágeno de ligação cruzada têm sido consideradas com pobre integração tecidual, vascularização e biocompatibilidade. No entanto a ligação cruzada com glutaraldeído tem demonstrado maior biocompatibilidade.
IV. Se a membrana colágena de ligação cruzada ficar exposta na cavidade oral, o sítio perderá cerca de 48,5% da enxertia óssea.
Apenas II e III.
Apenas I e IV.
Apenas II e IV.
Apenas I e III.
Apenas I, III e IV.
“Ocorre na presença de fatores de crescimento liberados por partículas de osso autólogo ou adicionados como proteínas recombinantes em um carregador transplantado no defeito ósseo”. O mecanismo biológico dos enxertos ósseos descrito refere-se à
osteocondução.
osteogênese.
osteopromoção.
osteoindução.
regeneração óssea guiada.
O termo retalho, indica uma seção de tecido mole que é delimitado por uma incisão cirúrgica; contém seu próprio suprimento sanguíneo; permite acesso cirúrgico aos tecidos profundos; pode ser recolocado em posição original; e mantido com suturas. Retalhos de tecido mole são normalmente usados em cirurgia oral, periodontal, e procedimentos endodônticos para ganhar acesso às estruturas profundas de dentes e osso. Para gerar exposição adequada e promover a devida cicatrização, o cirurgião-dentista deve utilizar parâmetros para desenvolver um retalho para uma situação específica. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um desses parâmetros.
A base do retalho deve ser normalmente mais estreita que a sua margem livre para preservar um provimento sanguíneo adequado.
O rebatimento de tecido mole independe do tamanho do retalho para gerar visualização adequada dessa área.
O retalho deve ser mantido fora do campo operatório por um afastador que deve se apoiar em osso intacto, mesmo que o afastador segure o retalho sob tensão.
Para um retalho tipo envelope ser de tamanho adequado, o comprimento do retalho na dimensão anteroposterior normalmente se estende dois dentes anteriores e um dente posterior à área da cirurgia.
Retalhos para remoção dentária devem ser de espessura mucoperiosteal parcial.
De acordo com o Manual de Especialidades Odontológicas, sobre a Especialidade Clínica: Cirurgia e traumatologia bucomaxilo-facial (Ambulatorial), é correto afirmar que as causas mais frequentes de encaminhamentos são:
Cirurgia buco-dentária, patologia cirúrgica, cirurgia buco-maxilo-facial ambulatorial e hospitalar, reconstrução facial.
Cirurgia buco-dentária e patologia cirúrgica, apenas.
Cirurgia buco-dentária complexa, apenas.
Reconstrução facial em caso de trauma.
Cirurgia buco-dentária, patologia cirúrgica, cirurgia buco-maxilo-facial ambulatorial, reconstrução facial.
Os distúrbios hereditários da coagulação resultam de deficiências na estrutura e na quantidade de uma ou mais proteínas plasmáticas. Pessoas acometidas por esse tipo de doença podem apresentar sangramento de gravidade variável ao nascimento ou são diagnosticados ocasionalmente em pré-operatório ou exame periódico. Para um procedimento de exodontia, com sangramento abundante, um paciente portador da doença de Von Willebrandt deverá ser tratado por meio de
reposição do fator VII e de plaquetas.
sutura e reposição do fator IX.
reposição volêmica e correção do fator IX.
curetagem do alvéolo, sutura, correção do fator VII.
reposição do fator VIII e de plaquetas.
Sobre as combinações das osteotomias sagital e vertical do ramo, assinale a alternativa INCORRETA.
Nos casos em que o avanço mandibular for superior a 10 ou 15 mm, o procedimento extrabucal em combinação com componentes do ramo vertical e de osteotomia sagital tem sido bastante eficaz.
A incisão e dissecção na pele devem ser estendidas para expor o corpo da mandíbula no sentido anterior, no nível do forame mandibular.
Esses procedimentos devem ser feitos em pacientes com deformidades do tipo Classe III.
Os processos coronoides devem ser separados na fase inicial, permitindo sua retração juntamente com o músculo temporal.
Ao final das osteotomias com o auxílio de um splint oclusal, a mandíbula deve ser avançada e colocada em bloqueio maxilo mandibular de acordo com o plano.
As fraturas zigomático orbitais podem envolver a porção lateral e inferior da margem orbital, produzindo aumento do volume da órbita e apresentar variáveis níveis de gravidade. De aspecto quadrangular, articula-se com os ossos frontal, maxilar, temporal, e com a asa maior do esfenoide, compondo o complexo zigomático-maxilar. Notando-se a importância anatômica desta estrutura, torna-se essencial o conhecimento desde a etiologia as formas de abordagem terapêuticas. Dentro desta temática, assinale a alternativa CORRETA.
Para auxiliar no planejamento do tratamento a ser instituído nas fraturas faciais e o prognóstico, na literatura científica da área de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, podem ser encontradas algumas classificações. Assim, em 1961, Knight e North classificaram as fraturas do complexo zigomático em seis grupos, onde no Grupo V – Fraturas do corpo com rotação lateral – a fratura pode se apresentar acima da margem infraorbital ou para fora da sutura zigomático-frontal.
Focado na abordagem cirúrgica Jackson, em 1989, publicou uma classificação simplificada das fraturas zigomáticas relacionando o tipo de deslocamento e tratamento. Assim a do tipo II caracteriza-se por fratura segmentada no rebordo infraorbitário que requer exposição, redução e fixação interna rígida (FIR).
Em uma abordagem do paciente com trauma de face, é imperativa uma anamnese e um exame clínico perfeito apesar da apresentação clínica, dor e principalmente o nível de consciência poderem influenciar. Apesar de o exame clínico não tornar possível a avaliação da órbita interna, sinais como enoftalmo – que resulta de uma discrepância entre o conteúdo orbitário e o volume ósseo da órbita; e o deslocamento vertical do globo ocular os quais indicam sério dano na órbita interna, são quadros que não podem passar desapercebidos na avaliação inicial.
Para o tratamento das fraturas incluídas dentro do complexo zigomático orbital, a técnica de Gilies para fratura do arco zigomático consiste em um acesso por via intrabucal pelo sulco gengivogeniano na região do pilar zigomático do lado fraturado, onde existe a mobilização lateral do arco fraturado e consequente redução. Já a técnica de Keen se dá pela via temporal onde o instrumento é inserido em sentido superior, entre a fáscia e o músculo temporal, até atingir a face proximal do arco zigomático, permitindo a redução da fratura.
Quando a opção é um tratamento cruento, o tipo de acesso deve ser baseado no tipo de fratura e nos pontos a serem abordados para a fixação. O acesso subtarsal permite a exposição da região ínfero-lateral da órbita, e a incisão é localizada 1mm abaixo da margem ciliar, tendo como possíveis complicações o ectrópio e exposição da esclera; no acesso subciliar a incisão está 4 a 6 mm abaixo da margem ciliar, podendo apresentar como complicação o ectrópio, eversão do cílio, necrose da pele, hematoma e exposição da esclera.
O quadro clínico marcado pelo alongamento do terço inferior da face, nariz estreito, exposição excessiva dos incisivos e da gengiva, além de incompetência labial, é característico de
excesso de maxila.
deficiência horizontal de maxila.
excesso mandibular.
deficiência mandibular.
deficiência transversa de maxila.
Considerando os princípios de cirurgia bucomaxilofacial em relação às exodontias, assinale a alternativa correta.
Não devem ser realizadas exodontias em pacientes gestantes.
A técnica II emprega para a extração dentária pinças extratoras (fórceps).
Não se deve extrair dentes cujos tecidos de sustentação estejam sob efeitos de radioterapia.
Não está indicada a extração dentária em mulheres durante o ciclo menstrual.
A técnica I emprega, para extração de dentes inclusos, brocas cirúrgicas.
Durante uma cirurgia ortognática, o septo nasal pode ser desviado, particularmente na osteotomia Le Fort I. Entre os movimentos da maxila, qual é o que apresenta maior chance de mudar a posição do septo durante a cirurgia?
Reposição inferior da maxila.
Recuo da maxila.
Avanço da maxila.
Reposição superior da maxila.
Durante um planejamento pré-operatório, um cirurgião bucomaxilofacial se deparou, em uma telerradiografia lateral de uma paciente, com uma estrutura radiopaca de densidade uniforme, oval, de contornos definidos e lisos, com tamanho aproximado de 2 a 4 mm de largura e 7 a 9 mm de comprimento, situada dentro do espaço aéreo inferior da faringe, próxima ao corno maior do osso hioide e adjacente ao bordo superior da vértebra C4. O profissional solicitou, então, uma radiografia anteroposterior de crânio (também conhecida como radiografia anteroposterior de Manzi) e, ao analisar essa projeção radiográfica, observou que a estrutura radiopaca anteriormente citada não era mais visível. Tais aspectos sugerem qual estrutura, dentre as opções abaixo?
Rinolito.
Antrolito.
Cartilagem tritícea.
Cartilagem tireoide.
A cirurgia de articulação temporomandibular (ATM) deve ser considerada apenas quando a disfunção ou a dor não pode ser corrigida para um nível de satisfação do paciente, pelas modalidades não cirúrgicas. O papel dos procedimentos minimamente invasivos, no tratamento cirúrgico dos desarranjos do disco da ATM estão bem identificados na literatura porém divergem das modalidades não-cirúrgicas. Para o tratamento não-cirúrgico inicial de desarranjos da ATM, quais condutas devem ser preconizadas inicialmente ao paciente acometido?
Alimentação leve, relaxantes musculares e calor úmido.
Analgésicos, tratamento ortodôntico convencional e terapia comportamental.
Artrocentese, relaxantes musculares e compressas frias em região pré-auricular.
Anti-inflamatórios estereoidais, placas oclusais de mordida e terapia comportamental.
O acréscimo de fármacos vasoativos a um anestésico local prolonga a duração e a profundidade da anestesia pulpar e dos tecidos moles. Segundo Malamed (2021), qual é o tempo aproximado da lidocaína em tecido duros e pulpar, sem a adição do fármaco vasoativo?
30 minutos.
25 minutos.
40 minutos.
10 minutos.
Paciente ECS, 54 anos, sexo masculino, internado em hospital de referência em decorrência de doença cardíaca, queixa-se de dor de dente eventual ao médico que o acompanha. Imediatamente, o médico solicita parecer do cirurgião bucomaxilofacial. Durante a avaliação do prontuário, cirurgião-dentista verifica que o paciente está fazendo uso de heparina subcutânea. O exame intraoral mostra dente 37 com coroa extensamente destruída, indicativa da necessidade de exodontia. Diante desse quadro, qual a conduta mais adequada para esse paciente?
Realizar imediatamente a exodontia.
Aguardar 6h antes de realizar a exodontia.
Aguardar 12h antes de realizar a exodontia.
Aguardar 24h antes de realizar a exodontia.
Grande atenção tem sido dada nos últimos anos à fixação das fraturas mandibulares com sistemas de placas de menor perfil e parafusos monocorticais. Contudo, a fixação com esses sistemas, apesar de facilitar a cirurgia e diminuir sua morbidade, falha por vezes em superar a previsibilidade da fixação rígida com sistemas de reconstrução. A fixação com o uso de uma miniplaca com parafusos monocorticais de 2,0 mm é classificada como
Fixação rígida.
Fixação compressiva.
Fixação Lag screw.
Fixação semirrígida.
Fixação funcionalmente estável.
Para a cirurgia ortognática, lança-se mão de diversas técnicas, dentre elas a osteotomia Lefor I, que pode oferecer riscos de acidentes e/ou complicações. Qual é a complicação mais provável para esta técnica no trans e pós-operatório?
Sangramento.
Reposicionamento incorreto.
Necrose avascular.
Fratura de placas, bilateralmente.
Ruptura do nervo acessório (craniano XII par).
Em relação à cirurgia ortognática, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A análise facial pode ser dividida em macroestética (proporções verticais e horizontais), miniestética (forma dental, altura gengival, perfis de emergência e angulação dos incisivos) e microestética (exposição dos incisivos, simetria do sorriso e apinhamento).
II. As cirurgias simuladas em modelos são realizadas utilizando uma plataforma de Erickson, que é um bloco de orientação com um calibrador unido o qual torna possível marcar e medir modelos com 0,01 mm de exatidão.
III. A avaliação do comprimento dos incisivos superiores é fundamental para o planejamento e traçado predictivo. Dessa forma, um comprimento considerado normal desse dente é de 9,5 a 11,5 mm e a quantidade de sobremordida normal é de 5 mm.
IV. A análise cefalométrica deve ser realizada em cefalogramas laterais obtidos com a cabeça em posição natural, os côndilos assentados na fossa, com o registro de mordida em cera no lugar e os lábios em repouso.
Apenas I, II e III.
Apenas III e IV.
Apenas II e IV.
Apenas II e III.
Apenas I e III.