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O conhecimento matemático constitui uma ferramenta de vasta aplicabilidade e deve ser explorado de forma ampla no Ensino Fundamental, desenvolvendo no educando a estruturação do pensamento, a agilização do raciocínio dedutivo e a capacidade de resolver problemas, além de possibilitar o apoio à construção de conhecimentos em outras áreas curriculares. Neste sentido, são considerados objetivos do ensino de Matemática para os anos iniciais do Ensino Fundamental, EXCETO:
Estabelecer relações entre o conhecimento matemático e o conhecimento de outras áreas curriculares.
Resolver situações problema, bem como saber validar estratégias e resultados, desenvolvendo diferentes formas de raciocínio, além de utilizar recursos tecnológicos.
Desenvolver a capacidade do trabalho individualizado e competitivo.
Identificar os conhecimentos matemáticos como meios de compreensão e transformação da realidade.
Os programas de Bacharelado em Matemática devem permitir diferentes formações para os seus graduados, quer visando o profissional que deseja seguir uma carreira acadêmica, como aquele que se encaminhará para o mercado de trabalho não acadêmico e que necessita além de uma sólida base de conteúdos matemáticos, de uma formação mais flexível contemplando áreas de aplicação.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. CÂMARA DE EDUCAÇÃO
SUPERIOR. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática, Bacharelado e Licenciatura.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/pdf/CES13022.pdf>. Acesso em: 02 out. 2016.
As Diretrizes Curriculares Nacionais orientam-se pela pretensão de preparar um profissional
capacitado a produzir materiais didáticos.
empregável em qualquer área de atuação.
focado para atuar no mercado de trabalho.
adaptável a situações novas e emergentes.
restrito no estudo de sua área de formação.
Considerando verdadeiras as seguintes afirmações:
• Se a reta r é paralela à reta s, então a reta r é tangente à circunferência C.
• A reta r não é tangente à circunferência C.
• A reta r é tangente à circunferência C ou à circunferência D.
É possível deduzir a verdade de que:
A reta r é tangente à circunferência D e C.
A reta r é tangente à circunferência D, mas não é paralela à reta s.
A reta r é tangente à circunferência D e é paralela à reta s.
A reta r é paralela à reta s e tangente à circunferência D.
A reta r é paralela à reta s e não é tangente à circunferência D.
A Matemática é componente importante na construção da cidadania, na medida em que a sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos, dos quais os cidadãos devem se apropriar.
Indique abaixo a alternativa que NÃO CONTEMPLA princípios decorrentes de estudos, pesquisas, práticas e debates desenvolvidos nos últimos anos sobre a área de Matemática no ensino fundamental.
A Matemática precisa estar ao alcance de todos e a democratização do seu ensino deve ser meta prioritária do trabalho docente.
A atividade matemática escolar é um “olhar para coisas prontas e definitivas”, que envolve a absorção e a memorização de um conhecimento pelo aluno.
No ensino da Matemática, destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações (esquemas, tabelas, figuras); outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos.
A aprendizagem em Matemática está ligada à compreensão, isto é, à apreensão do significado; apreender o significado de um objeto ou acontecimento pressupõe vê-lo em suas relações com outros objetos e acontecimentos.
Leia o trecho a seguir.
“É preciso problematizar o que significa falar em um ensino de Matemática contextualizado, vinculado ‘ao real’, mostrando a complexidade de um empreendimento desse tipo. Ao apontar para tal complexidade, no entanto, é evidente que meu argumento não tem por objetivo defender um ensino de Matemática asséptico, neutro, onde as contas “secas” sejam a tônica, de modo que não haja “qualquer risco” de ambigüidade. O ponto a ser destacado aqui é que não podemos ser ingênuos em pensar que basta trazer estas ‘contas secas’ para um contexto que estaremos realizando um ensino de Matemática menos tradicional, que produza outros efeitos sociais que não sejam os conectados com a reprovação e o fracasso escolar”. (KNIJNIK, 1996, p. 129)
A respeito do ensino de matemática nas séries iniciais do Ensino fundamental considere as afirmativas a seguir.
I. Ao se trabalhar determinado conteúdo dentro da sala de aula é preciso primeiro problematizar o “saber popular” e usá-lo como ponto de partida para se ensinar matemática.
II. É fundamental dentro do processo ensino-aprendizagem a alteração de “como ensinar” para “como os alunos aprendem e o que podemos fazer para favorecer este aprendizado”. Para isso, devemos entender que os conteúdos direcionam o processo ensino-aprendizagem e que devemos oportunizar situações em que os educandos interajam com o objeto de conhecimento e estabeleçam suas hipóteses para que estas sejam, posteriormente, confirmadas ou reformuladas.
III. Desenvolver a capacidade de resolução de problemas nos alunos é considerada uma das finalidades importantes do ensino da Matemática. A resolução de problemas é considerada uma situação de aprendizagem, em que o aluno se confronta com questões às quais não consegue responder de forma imediata, mas que o levam a refletir no como e no porquê, sempre na procura da solução.
Estão corretas as afirmativas:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III
I e III, apenas.
A respeito do conhecimento matemático, considere as seguintes afirmações.
I. É importante que tanto alunos como professores tenham, em algum grau, conhecimento acerca da história da matemática, pois este auxilia no processo de contextualização do conhecimento.
II. Por ser um tipo de conhecimento que pouco envolve a mediação social, a matemática precisa ser contextualizada de modo adequado no ambiente escolar, para que os alunos sintam-se motivados.
III. O processo de aprendizagem da matemática contribui para o desenvolvimento de funções psicológicas, tais como análise, síntese, comparação, abstração e generalização.
São verdadeiras:
I, III
II, IIIe
I, II
I, II, III
A respeito da escrita numérica, as pesquisas de Garcia e Ramires demonstram que esse grafismo, chamado pelas autoras de símbolos gráficos, é composto por quatro níveis de produção que correspondem a uma gênese de representação gráfica de quantidades e são evidenciados na escrita numérica espontânea da criança. No momento em que a criança já realiza tentativas de escrita numéricas, no entanto, ela usa a correspondência termo a termo para fazer essa representação. Isto é, se precisa informar que há 6 lápis sobre a mesa, escreve da seguinte forma: 1, 2, 3,4, 5 e 6 lápis, por exemplo. Tal momento corresponde ao nível:
Nível I.
Nível II.
Nível III.
Nível IV.
Em relação ao ensino das operações com números naturais nos anos iniciais do Ensino Fundamental, analise as afirmações seguintes, assinalando verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) A principal dificuldade no ensino da matemática envolve a compreensão das estruturas aditivas e subtrativas, que são abstratas e distantes do contexto da criança.
( ) Um modo eficaz de se trabalhar os conceitos de adição e subtração é estimular a atividade espontânea da criança e sua motivação ao resolver situações-problema.
( ) É preciso considerar a fase de desenvolvimento da criança, e no ciclo inicial, deve-se ressaltar a aprendizagem da simbolização do número e seus algoritmos.
( ) O principal objetivo é estimular a compreensão conceitual das operações básicas, ou seja, significado das operações deve preceder o ensino dos modos de resolução.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V, V, V, F
F, V, V, V
V, F, V, F
F, V, F, V
Leia atentamente o trecho a seguir.
“Geralmente, a mente infantil desenvolve primeiramente as estruturas aditivas. Porém, o professor deve matematizar as muitas situações propícias que aparecem na rotina de sala de aula, algumas delas envolvendo multiplicação e divisão.” (Cusati e Alves, 2008, p. 62 – Diretrizes Curriculares de Matemática)
A partir da afirmação das autoras, pode-se concluir que:
O professor não deve intervir nas situações de aprendizagem que envolvam estruturas aditivas, e mediar somente as experiências com multiplicação e divisão.
Em situações práticas em sala de aula que envolvam multiplicação e divisão, o professor deve procurar contribuir para que o aluno construa a base conceitual dessas operações.
A transformação de experiências envolvendo multiplicação e divisão em situações problema deve ser realizada somente quando as estruturas aditivas estiverem plenamente construídas nos alunos.
O professor deve matematizar essas operações para que os alunos possam ultrapassar o nível dos esquemas de ação, desenvolvendo esquemas abstratos.
Ao se falar sobre o ensino de matemática nas séries iniciais do ensino fundamental muito se discute sobre a importância da resolução de problemas, o qual os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (PCNs) destaca como recurso imprescindível ao ensino. Dessa forma, os PCNs sugerem que:
Resolver problemas com o objetivo de ensinar matemática.
Ensinar matemática por meio das resoluções de problemas, com o intuito de transformar a resolução de problemas em uma ferramenta para o ensino de matemática e não um fim em si mesmo.
Resolver problemas com intuito de motivar e reforçar conhecimentos e conceitos matemáticos.
Ensinar matemática para resolver problemas, isto é, utilizar os problemas para avaliar se os alunos são capazes de empregar os conceitos que lhes foram ensinados.
Leia a tabela a seguir, utilizada em uma classe de crianças de 5 anos:

A professora da classe utiliza esta tabela para:
Avaliar o nível de leitura de seus alunos.
Acompanhar o conhecimento de seus alunos sobre as letras do alfabeto.
Fazer um diagnóstico das hipóteses de escrita de seus alunos.
Conhecer a homogeneidade de sua turma no que se refere à construção do código alfabético.
Avaliar a escrita de seus alunos para manter as atividades coletivas previstas para todo o grupo.
Os insumos utilizados para o cálculo da NPD são o número total de docentes vinculados à Unidade i cuja titulação seja maior ou igual ao Doutorado e o número total de docentes desta Unidade. Assim, a medida X utilizada no cálculo da NPD corresponde à proporção de docentes da Unidade i com, no mínimo, Doutorado (Eq. 8).
PD=total docentesdocentes ≥Doutorado (8)
Essa medida é padronizada e transformada para dar origem à Nota Padronizada referente aos Professores Doutores (NPD i), um valor entre 0 e 5. Neste cálculo, é preciso considerar que:
I a informação referente à titulação dos docentes de cada curso de cada IES é extraída do módulo de docentes do Censo da Educação Superior.
II as IES devem cadastrar, à época do censo, cada um de seus professores, vinculando-os a cada curso em que lecionam.
III a Unidade que não tiver nenhum docente com a referida titulação terá a Nota de Professores Doutores (i NPD) computada como 0 (zero) para o cálculo do CPC.
Dentre as considerações acima:
somente I e II estão corretas.
somente II e III estão corretas.
somente I e III estão corretas.
somente I está correta.
todas estão corretas.
Em uma escola pública da rede estadual, a Diretora indicou três professores de Matemática para fazer um curso de cinco dias, oferecido pela Secretaria de Educação.
Um dos indicados procura o Gerente de Organização Escolar e diz que não tem interesse em fazer esse curso por considerá-lo “perda de tempo e sem aplicação no trabalho em sala de aula”, solicitando a retirada do seu nome da relação de indicados.
Sabendo que a Diretora está ausente e que o curso se inicia no dia seguinte, o funcionário deve
fazer o que o professor solicitou.
sugerir que o professor vá ao primeiro dia do curso e depois converse diretamente com a Diretora.
afirmar que esse assunto não cabe a ele resolver e que vai enviar a lista de nomes como está.
solicitar ao professor que ele encontre outro professor que queira ir, para, então, fazer a troca de nomes.
recusar-se a atender o professor.
Uma professora de matemática planejou e desenvolveu um projeto em sua escola denominado "Pipas". Vários professores de outras disciplinas foram convidados a participar desse projeto, desenvolvendo diversas atividades, tais como: a construção de pipas; a redação de cartazes e convites aos pais e à comunidade sobre o concurso de pipas; e soltar, no dia do concurso, a pipa construída. De acordo com Nogueira (2012), quais tipos de inteligência foram marcadamente desenvolvidos em cada uma das atividades, respectivamente?
Espacial, linguística e cinestésica corporal.
Espacial, interpessoal e intrapessoal.
Cinestésica-corporal, linguística e espacial.
Cinestésica-corporal, espacial e intrapessoal.
Interpesscal, linguística e espacial.
Um professor de matemática do 8º ano ministra aulas sobre o conteúdo de fatoração de polinômios, com aulas expositivas e explicativas, utilizando-se de resolução de exercícios, seguindo fidedignamente o planejamento. No entanto apenas 10% dos alunos obtiveram notas satisfatórias. Qual seria a alternativa correta sobre a atitude do professor:
Seguir para o próximo assunto conforme o planejamento
Mudar sua metodologia e avançar para o próximo assunto para não atrasar o planejamento.
Avaliar que as notas abaixo do esperado têm a responsabilidade apenas dos alunos.
Rever sua metodologia, retomar o assunto problemático no intuito de melhorar a aprendizagem dos alunos, mesmo que esta atitude possa interferir na alteração do planejamento.
Eximir-se totalmente da responsabilidade quanto as notas abaixo da média
Um professor de matemática vem acompanhando uma turma de alunos de 11 e 12 anos em relação à construção de conceitos fundamentais da matemática. Para que os alunos aprendam tais conceitos, esse professor vem desenvolvendo atividades:
I. vários exercícios do mesmo tipo para que os alunos retenham os conceitos fundamentais;
II. resolução de situações-problemas para aplicação dos conceitos fundamentais;
III. exercícios para diagnóstico do conhecimento prévio dos alunos em relação aos conceitos fundamentais;
IV. provas minuciosas com os conteúdos que são pré-requisitos para estudos posteriores.
Dessas ações, assinale as que contribuíram para o alcance da meta da aprendizagem dos conceitos fundamentais.
O professor Bento, em uma aula de Matemática, pediu a seus alunos que pesquisassem e comparassem os percentuais de acidentes automobilísticos antes e depois da adoção da “Lei Seca”. A atividade proposta pelo professor revela uma dinamização do currículo segundo a perspectiva crítica, que compreende que o currículo é um(a)
elenco de saberes universalmente aceitos que são disponibilizados ao aluno, o qual tem o papel de se apropriar dos conteúdos para se integrar à sociedade e à cultura letrada.
conjunto estruturado de disciplinas organizadas segundo uma estrutura sequencial e linear, garantindo plena compreensão e visando a atingir objetivos fixados previamente em um plano educativo.
relação de conteúdos preconizada pelos livros didáticos avaliados positivamente pelo Ministério da Educação e pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.
forma de facilitar o aprendizado de conteúdos situados nos diferentes campos da Ciência e de garantir a apreensão do método científico, de modo a dar acesso a informações imprescindíveis à vida produtiva.
construção parcial que pode colaborar com a manutenção de uma sociedade hegemônica e culturalmente hermética, excluindo aqueles que não compartilham de seus atributos.
Os atuais estudos sobre desenvolvimento e aprendizagem da matemática permitiram reorientar a prática docente no sentido de buscar novos caminhos no trabalho com a criança na educação infantil, dentro do entendimento de que aprender é construir significados e atribuir sentidos. À luz dessa nova concepção de trabalho com a matemática, é CORRETO afirmar:
Deve-se trabalhar inicialmente os conceitos matemáticos no concreto para depois trabalhá-los no abstrato.
As crianças aprendem as operações de classificação e seriação por meio de jogos mesmo quando manipulam peças e regras livremente.
De forma planejada e orientada pelo professor, ao manipular, cortar, seriar e posicionar objetos em suas brincadeiras, a criança está desenvolvendo estruturas abstratas como os esquemas de seriação e classificação.
As crianças aprendem a matemática através da repetição e memorização e por meio de uma sequência linear de conteúdos.
Na pré-escola não é aconselhável desenvolver atividades com agrupamentos em diferentes bases de contagem.