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De acordo com o texto dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, MEC, 1998), “professores e gramáticos puristas continuam a exigir que se escreva (e até que se fale no Brasil!): O livro de que eu gosto não estava na biblioteca; Vocês vão assistir a um filme maravilhoso; O garoto cujo pai conheci ontem é meu aluno; Eles se vão lavar / vão lavar-se naquela pia (...)” em lugar de outras formas já fixadas na escrita e estendidas na fala. Isso ocorre porque:
a modalidade escrita é um sistema mais bem organizado que a modalidade oral, que permite mais adequadamente a expressão de pensamentos.
há um imaginário supervalorizado de uma língua única, baseada em regras da modalidade escrita que se esperam ser aplicadas à fala.
as modalidades oral e escrita são constituídas de um mesmo sistema e, portanto, devem ser executadas da mesma forma.
deve-se evitar outras formas que não se enquadram na norma-padrão para alcançar o mais alto nível de expressão por meio da linguagem.
a forma correta de se comunicar, tanto na escrita quanto na fala, corresponde ao modelo de correção estabelecido pela gramática tradicional.
São várias as competências do instrutor/tradutor/intérprete que balizam a análise dos processos nos quais ele está envolvido, existindo categorias diversas para fundamentar tal análise. Não é qualquer um que conhece duas línguas e que tem capacidade para transmitir informação de uma língua para a outra. “Competência que envolve habilidade para compreender a articulação do significado no discurso da língua-fonte; para interpretar o significado da língua-fonte para a língua-alvo sem distorções, adições ou omissões, habilidade para conservar uma mensagem oriunda da língua-fonte na língua-alvo sem influência estrutural da língua-fonte e, ainda, para aplicar o conhecimento da língua-fonte e da língua-alvo de forma apropriada do ponto de vista do estilo”. Tais informações dizem respeito à competência
na área.
linguística.
metodológica.
para transferência.
Qual ramo da ciência da linguagem passou a orientar muitos(as) educadores(as) no ensino da Língua Portuguesa e se ergue sob três pilares: 1) o relativismo cultural; 2) a heterogeneidade inerente ao sistema (a língua); e 3) o foco no uso da língua, o que representa uma ruptura com os cânones linguísticos tradicionais?
Monolinguaragem.
Linguagem metacognitiva.
Sociolinguística.
Programação neurolinguística.
A maioria das crianças aprende a falar antes de ler e escrever, dominando desde cedo diferentes formas de comunicação oral adaptadas a diversos contextos. No entanto, o desenvolvimento da oralidade vai além da fala superficial, envolvendo o conhecimento e domínio das práticas orais de linguagem, suas características linguísticas e a relação com a escrita.
Certo
Errado
Segundo a professora e pesquisadora Jucá (2021), discorrer sobre o professor brasileiro de língua estrangeira – nesse caso, de língua inglesa ou, simplesmente, de inglês – pressupõe, inevitavelmente, considerar, ainda hoje, o status desse professor como falante não-nativo da língua que ensina. Jucá aborda essa discussão usando o advérbio de tempo “ainda” fazendo referência a Kumaravadivelu (2016) o qual levanta críticas sobre a aparente resistência contínua daquilo que é comumente conhecido como a ideologia do falante nativo ou o mito do falante nativo. Esse fenômeno persiste, mesmo diante de inúmeros estudos, pesquisas, debates, publicações de artigos e livros, que abordam a posição de submissão na qual essa proposição coloca os professores denominados não-nativos.
Com base no exposto, avalie o que se afirma.
I - Kumaravadivelu (2016) discorre sobre as formas de desvalorização e inferioridade imputadas à carreira do professor de inglês mundo afora onde os espaços de ensino de língua inglesa se revelam (re)ocupados pelo assim chamado nativo ou falante nativo, apesar dos muitos esforços empreendidos para a ocupação desses espaços por meio da criação de políticas e programas locais de ensino e de formação de professores de língua inglesa.
II - Dentre os recursos usados para a manutenção da marginalização do professor não-nativo, Kumaravadivelu (2016) aponta, dentro do campo educacional, aspectos como: os planejamentos curriculares, a elaboração de materiais, os métodos de ensino, os testes padronizados e a formação docente, frisando, no entanto, os métodos e materiais produzidos em países do centro como os meios principais de administração e manutenção da marginalização e os principais responsáveis por impulsionar a estrutura de poder hegemônico.
III - O que fica evidente é uma recente valorização e um reconhecimento do professor não-nativo de língua inglesa, já que este exerce a profissão em seu próprio país, geograficamente distante daquele do falante nativo. Essa valorização do professor não-nativo se dá, segundo Kumaravadivelu, não de forma sutil e subliminar, mas de forma aberta e direta.
Está correto apenas o que se afirma em
I.
I e II.
I e III.
II e III.
Refletindo sobre o processo de aprendizagem, muitas vezes, deparamo-nos com dificuldades e fracassos, que afetam crianças, adolescentes e adultos, levando alguns a desistir. Além das barreiras no aprendizado, enfrentam também preconceitos de familiares, colegas e professores. Profissionais da educação e da saúde há tempos pesquisam e discutem as razões por trás das dificuldades de aprendizagem, especialmente na leitura e escrita.
Entre essas dificuldades de aprendizagem, está a dislexia, que representa:
Um transtorno do desenvolvimento da coordenação, é um distúrbio neurológico que afeta a capacidade de planejar e executar movimentos coordenados de forma precisa e eficaz. Esse transtorno está relacionado à dificuldade em processar informações sensoriais e transmiti-las aos músculos para a realização de movimentos voluntários.
Um transtorno específico de aprendizagem, de origem neurobiológica. Trata-se de um conjunto de sintomas, que resultam em pessoas com dificuldades em habilidades específicas de linguagem, particularmente a leitura, e é caracterizada por uma dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração.
Um transtorno específico de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa escrever de forma legível e fluente. Essa condição se manifesta por meio de dificuldades na coordenação motora fina necessária para escrever, resultando em uma caligrafia desorganizada, ilegível e, muitas vezes, inconsistente.
Um transtorno que afeta a linguagem de forma mais abrangente, incluindo compreensão e expressão verbal, caracteriza-se por dificuldades na compreensão da linguagem oral, expressão verbal, articulação de palavras, gramática e construção de frases e pode ocorrer em indivíduos com habilidades intelectuais normais ou abaixo da média e está associada a problemas na fala e na compreensão da linguagem oral.
Um distúrbio neuropsiquiátrico que afeta a capacidade de concentração, controle de impulsos e regulação do comportamento. É caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem se manifestar de forma persistente e prejudicar o funcionamento acadêmico, profissional e social do indivíduo.
Com base nas normativas curriculares e metodológicas para o ensino da Língua Portuguesa no Ensino Fundamental (anos iniciais), asseveradas nos documentos legais que regem a política curricular da Educação Básica no Brasil, tem-se a seguinte orientação:
Enfatizar uma prática pedagógica que valorize o ensino e a aprendizagem, ressaltando a importância de um sistema amplo de comunicação, que abrange não só a língua, mas outros elementos, tais como gestos, expressões faciais, sinais, sons, entre outros (BRASIL, 2018).
Essa orientação destaca uma prática pedagógica que valoriza
a representação.
a sonoridade.
a linguística.
a linguagem.
Todos os indivíduos, independentemente de sua posição na sociedade, embarcam em uma jornada para compreender a linguagem escrita, atravessando diferentes estágios de pensamento estrutural. Emília Ferreiro (1999) identificou esses estágios como pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético.
As primeiras concepções das crianças sobre a escrita envolvem diversas hipóteses que buscam compreender o sistema alfabético de forma única. No início, elas percebem que escrever não é o mesmo que desenhar.
Segundo Ferreiro (1999), essa diferenciação entre desenho e escrita geralmente já acontece mesmo antes da criança entrar na escola, pois ela está inserida:
em um ambiente sociocultural.
em um campo alfabetizador.
em uma sociedade grafocêntrica.
em um espaço culturalmente letrado.
Ao analisar os diferentes gêneros discursivos, é necessário reportar às teorias que contextualizam sua estruturação e características. Assim, a partir da teoria de Bakhtin, leia os enunciados a seguir e marque a alternativa falsa.
Os gêneros discursivos, enquanto organizadores da atividade discursiva, podem apontar caminhos para a compreensão do processo da aquisição da linguagem verbal, sendo que a criança é vista, desde o início, como sujeito na relação com a palavra do outro.
A linguagem é organizada em gêneros que se formam nas esferas de atividades, sendo compostos por forma, conteúdo e estilo, podendo ser categorizados como primários e secundários.
Não há discurso sem gênero. Os gêneros do discurso são transmitidos quase da mesma forma que a língua materna, ou seja, de maneira livre até que se comece o estudo teórico da gramática.
Se os gêneros não existissem, se precisassem ser inventados, a comunicação discursiva seria praticamente impossível.
A vinculação dos gêneros por campos de atividade humana ratifica a tradicional classificação tipológica que estratifica as atividades humanas de linguagem.
Na área de Linguagens, a utilização do termo linguagens, no plural, aponta para:
a integração dos quatro componentes que busca romper com uma lógica de dissociação e hierarquia entre as linguagens, considerando que, na vida social, os sentidos de textos, objetos e obras são construídos a partir da articulação de vários recursos expressivos.
o carácter bilíngue que o documento traz, abordando os assuntos sempre em duas línguas, permitindo que o aluno, para ler e escrever, possa escolher qual idioma utilizar.
o desenvolvimento de práticas de compreensão e de produção de texto são constitutivas da experiência de aprender e, por isso, presentes em duas línguas escolhidas pelo aluno para integração das atividades, assegurando o direito à formação de sujeitos leitores e produtores de textos.
o registro dos diversos componentes curriculares, de forma escrita ou falada, salvaguardando as singularidades do aluno para que ele possa se expressar pelas práticas de linguagem que estão no espaço escolar, tais como leitura e escrita.
O Currículo de Ensino Fundamental do Estado de Pernambuco, no que se refere ao ensino de Língua Portuguesa, aponta para a necessidade de se trabalhar com o multiletramento, o qual diz respeito
às múltiplas dificuldades que interferem no processo de ensino e aprendizagem e que devem envolver diferentes profissionais para sua abordagem.
à multiplicidade cultural das populações e à multiplicidade semiótica de constituição dos textos que integram o mundo contemporâneo.
à diversidade de metodologias de ensino que podem ser adotadas ao se trabalhar com textos escritos de gêneros diversos.
às variedades linguísticas de prestígio que devem ser ensinadas na escola por meio de recursos digitais.
ao eixo de produção textual, especificamente, que deve levar em consideração as diversas modalidades didáticas disponíveis.
A linguagem oral, o diálogo e a interação entre professores e alunos é o componente principal do cotidiano das salas de aula. Assim, entender como funcionam essas trocas comunicativas e como, nelas, as crianças vão construindo sua linguagem e seu conhecimento linguístico, é uma das competências necessárias a qualquer professor, principalmente aos que lecionam no primeiro ano do ciclo de alfabetização.
(Disponível em https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Considerando a relação entre oralidade e escrita, assinale o INCORRETO.
A oralidade e a escrita são práticas discursivas inerentes a diferentes contextos sociocomunicativos e são dicotômicas.
Desenvolver diversas práticas discursivas tanto orais quanto escritas possibilita a compreensão das intrínsecas relações entre essas modalidades da língua e, por conseguinte, amplia, dessa forma, as competências linguísticas do aluno.
A oralidade e a escrita são práticas que o aluno desenvolve para relatar as situações vividas em seu dia a dia, no qual envolve a sua variedade linguística que deve ser entendida pelo aluno do campo, como mais uma das variantes da língua materna.
A oralidade é fator de identidade social, regional, grupal dos indivíduos, pois é por meio dessa prática discursiva que o indivíduo enriquece a sua comunicação numa troca de experiência na sociedade. Já a escrita não serve como fator de identidade individual ou grupal, porque é elaborada em uma variante que exige mais padronização, isto é, há muitas regras que envolvem essa modalidade da língua.
Quais são as características que definem a dislexia como um dos distúrbios da aprendizagem?
Dificuldade para realizar operações mentais e entender os conceitos da Matemática.
Desatenção, impulsividade e agitação motora.
Dificuldade na leitura, na escrita e na soletração.
Alteração das funções do neurodesenvolvimento, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento.
Marcuschi em sua obra: “Da Fala para a Escrita – Atividades de Retextualização tece algumas reflexões sobre as relações existentes entre a fala e a escrita. Dentro da perspectiva apresentada na referida obra, destaque o enunciado impertinente.
As relações entre a fala e a escrita podem ser mais bem compreendidas quando observadas no contínuo dos gêneros textuais.
Ideologicamente, a escrita é considerada libertária dentro das relações de poder.
A escrita não representa a fala.
A fala não é o lugar do pensamento concreto.
A fala e a escrita são alternativas de atualização da língua nas atividades sociointerativas diárias.
Segundo a Associação Internacional de Dislexia (2002), esta é um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, que caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente das palavras e pela baixa habilidade de decodificação e soletração. Nesse sentido, a dislexia
compromete a inteligência.
afeta o processamento fonológico.
pode ser diagnosticada no sujeito com outro transtorno de ordem cognitiva.
não afeta o desempenho acadêmico da criança no seu processo de alfabetização.
De acordo com Bechara, “a linguagem humana articulada se realiza de maneira concreta por meio de formas específicas chamadas atos linguísticos, que se organizam em sistemas de isoglossas”, que são denominados tradicionalmente como:
Línguas
Fonemas
Morfemas
Sonoridade
Signos
Sobre as concepções de língua e suas implicações para o ensino, são características da cultura letrada, exceto:
Pensamento abstrato
Raciocínio prático
Atividade tecnológica
Inovação constante
Analiticidade
A partir dos parâmetros curriculares, observase que a linguagem possui uma ação interindividual orientada para uma finalidade específica, um processo de interlocução que se realiza por meio das práticas sociais existentes nos diferentes grupos sociais em contextos históricos distintos. Dentro dessa abordagem, qual seria a perspectiva assumida pela linguagem?
Sociodiscursiva
Sociointeracionista
Enunciativo-discursiva
Sociocrítica
Enunciativo-reflexiva
A palavra "amido" segue a regra geral de pluralização da língua portuguesa, ou seja, seu plural é "amidos".
Certo
Errado
Em relação ao ensino-aprendizagem de língua estrangeira, assinalar a alternativa CORRETA:
Para que a aprendizagem ocorra, é necessário que o material entregue ao aluno esteja de acordo com o nível da competência terminológica a ser desenvolvida, excluindo as demais competências.
O que o aluno já sabe pode ser desconsiderado, uma vez que ele pode adicionar trejeitos que não condizem com a realidade do ensino.
O conhecimento prévio que o aluno traz não deve ser considerado ao elaborar um determinado material.
É de conhecimento que a exposição do estudante a vídeos, músicas, etc., de língua estrangeira se torna muito útil enquanto ocorre a aprendizagem.