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A literatura infantil é um instrumento pedagógico que contribui para o desenvolvimento da linguagem e da imaginação, estimulando o gosto pela leitura. Sua principal função consiste em:
contribuir para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, além de estimular a criatividade, a capacidade de expressão, a concentração e a sensibilidade
servir apenas como passatempo, sem relação com o desenvolvimento cognitivo
substituir o ensino formal da leitura e da escrita por atividades recreativas
garantir a memorização de textos e trechos literários, priorizando a repetição
A literatura infantil brasileira tem papel fundamental no processo educativo, pois favorece o desenvolvimento da imaginação, da linguagem e da sensibilidade estética, além de contribuir para a formação de leitores críticos e criativos. Considerando sua relevância no contexto da Educação Infantil, é correto afirmar que:
o contato com a literatura deve ocorrer após a alfabetização, para garantir melhor compreensão textual
a leitura literária deve ser utilizada apenas para ensinar regras gramaticais, pois seu objetivo principal é o domínio da língua escrita
as obras literárias devem ser selecionadas prioritariamente pelo tamanho e quantidade de ilustrações, desconsiderando o conteúdo narrativo
a literatura infantil deve ser trabalhada como instrumento de formação humana, promovendo o contato com diferentes culturas, valores e emoções
A BNCC do Ensino Fundamental – Anos Iniciais enfatiza que, nos dois primeiros anos de escolarização, a ação pedagógica deve ter como foco a ______________________, de modo a garantir amplas oportunidades para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética, articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e escrita.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
alfabetização
ludicidade
criatividade
socialização
memorização
Leitura e escrita são processos interligados e fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, social e da cidadania, onde a leitura é a compreensão de símbolos e a escrita é a forma de expressar ideias. Na Educação Infantil, a leitura e a escrita devem ser trabalhadas:
Mediante correção constante e comparação entre os resultados das crianças no processo de compreender um texto escrito.
Apenas quando as crianças atingem a maturidade motora e cognitiva para escrever corretamente.
Como práticas sociais significativas, nas quais as crianças escrevem e leem com sentido e intencionalidade, vivenciando o prazer da comunicação.
Somente nas atividades de alfabetização formal, envolvendo a decodificação de sinais.
Como exercícios mecânicos de repetição de letras e sílabas isoladas.
De acordo com a BNCC — Língua Portuguesa: Anos Iniciais, sobre o processo de alfabetização, pesquisas sobre a construção da língua escrita pela criança mostram que é preciso:
I. Desenvolver a capacidade de reconhecimento global de palavras (que chamamos de leitura “incidental”, como é o caso da leitura de logomarcas em rótulos), que será depois responsável pela fluência na leitura.
II. Perceber a sílaba em sua variedade como contexto fonológico desta representação.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Em ambos os itens.
Em nenhum dos itens.
No CMEI Cora Coralina, duas professoras conduzem práticas distintas com histórias infantis. A professora Ana seleciona contos clássicos, organiza atividades de identificação de personagens e cenários, acreditando no enriquecimento lexical e o desenvolvimento da escrita para apoiar o processo de alfabetização enquanto a professora Beatriz, realiza a leitura compartilhada de diferentes gêneros, estimula conversas interpretativas, propõe dramatizações, incentivando a criança a produzir sentidos a partir da obra.
Considerando o papel da literatura na Educação Infantil, as práticas das professoras
sugerem contribuições distintas: a prática de Ana favorece a ampliação de vocabulário e a sistematização inicial da escrita, enquanto a de Beatriz amplia experiências estéticas e interpretativas da linguagem.
evidenciam concepções distintas onde a prática da Ana mantém a literatura subordinada ao ensino da língua, enfatizando decodificação e a da Beatriz valoriza a narrativa como experiência estética, dialógica e cultural.
revelam complementaridade parcial, pois a cópia de vocabulário e a identificação de personagens reforçam aspectos formais da língua, enquanto a dramatização e a leitura compartilhada favorecem a construção coletiva de sentidos.
indicam que a da professora Ana é mais adequada para a faixa etária, visto que a prioridade da Educação Infantil é preparar a criança para a alfabetização formal nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
apontam que a prática de Beatriz, embora promova criatividade, pode fragilizar o processo de alfabetização se não houver foco explícito na decodificação, aspecto considerado central para a aprendizagem da leitura.
Considerando o projeto Contos que Encantam, articulado com os Campos de Experiências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil, a abordagem da literatura infantil deve ser orientada para
estimular a imaginação, a oralidade e a interação social por meio de atividades lúdicas e concretas, respeitando o desenvolvimento simbólico e a necessidade de movimento.
priorizar a aquisição de habilidades de decodificação e a formação de leitores autônomos, visando a preparação para a alfabetização formal e o domínio da leitura e da escrita nos anos subsequentes.
focalizar narrativas complexas, esperando que as crianças mantenham a atenção por períodos prolongados, em detrimento da interação e do movimento.
utilizar materiais didáticos com exercícios formais de interpretação textual, direcionando-os à verificação pontual da compreensão e do vocabulário.
O projeto Contos que Encantam visa promover o gosto pela leitura e integrar-se ao currículo dos Anos Iniciais. A ação pedagógica que favorece a interdisciplinaridade desse projeto é o(a)
desenvolvimento de módulos temáticos bimestrais centrados nas obras literárias do projeto, ministrados por especialistas em literatura e oferecidos como atividades de aprofundamento no contraturno escolar.
indicação de um professor com notório saber em literatura com a tarefa de elaborar um roteiro de como cada disciplina pode abordar os contos, cabendo aos demais professores seguir esse planejamento em suas aulas.
exploração de temas, personagens, cenários e conceitos das narrativas literárias e atividades, como a análise de ecossistemas de contos de fadas, o cálculo de distâncias percorridas por personagens ou a recriação de cenas.
planejamento de quinzenas literárias ao longo do ano letivo, durante as quais os conteúdos específicos das demais disciplinas são flexibilizados para dar prioridade às atividades desse projeto, garantindo imersão nas narrativas.
Em relação à construção da língua escrita pela criança, analise as afirmativas e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.
( ) Diferenciar desenhos/grafismos (símbolos) de grafemas/letras (signos) é uma etapa fundamental do processo de alfabetização.
( ) Desenvolver a capacidade de reconhecimento global de palavras não contribui para a fluência na leitura.
( ) Construir a relação fonema-grafema: a percepção de que as letras estão representando certos sons da fala em contextos precisos.
V – F – V
V – V – V
F – V – F
F – F – V
V – F – F
Relacionando os textos 1 e 2, marque a alternativa que apresenta a percepção docente orientada pela função referencial proposta por Choppin (2004).
“Escolho um livro que apresente temáticas sociais essenciais com reflexões sobre o conteúdo da disciplina”.
“Prefiro os livros com sistematização coerente dos objetos de conhecimento da disciplina e transposição didática adequada”.
“Considero adequados os livros que expressam conceitos por meio de elementos variados, como imagens, palavras, mapas e gráficos”.
“Levo em consideração livros que apresentem a norma culta da língua e valores sociais predominantes nos conteúdos apresentados”.
Na rotina da creche, o monitor de creche propõe uma brincadeira em que as crianças identificam sinais como “pare”, “proibido fumar” e “silêncio”. Essa atividade contribui diretamente para:
Alfabetização, por ensinar o código da língua escrita por meio de imagens.
Memorização de sinais, que é uma habilidade independente da linguagem.
Letramento, por colocar as crianças em contato com práticas sociais de leitura.
Desenvolvimento da escrita formal, por envolver símbolos gráficos convencionais.
Ao estudarem a evolução do pensamento de crianças sobre a escrita, as pesquisadoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky evidenciaram a presença de fases distintas nesse processo, resultantes das hipóteses que as crianças constroem durante cada fase. Em conformidade com essas pesquisadoras, quando a criança percebe que a escrita está relacionada com as partes orais que pronuncia ao falar as palavras, supondo que apenas uma letra pode representar as sílabas graficamente, sua hipótese sobre a escrita é:
silábica-alfabética.
pré-silábica.
silábica.
alfabética.
ortográfica.
Um dos nomes de maior relevância para a literatura infantil no Brasil foi Monteiro Lobato. Assim, qual das alternativas abaixo melhor define o seu papel?
Criou a literatura infantil brasileira.
Modernizou a literatura infantil brasileira.
Adaptou a literatura infantil brasileira.
Iniciou a literatura infantil brasileira.
Corrigiu a literatura infantil brasileira.
Em relação ao trabalho com histórias e livros, é correto afirmar que:
O profissional deve incentivar as crianças a escolherem qualquer tipo de livro, sem considerar a faixa etária ou a adequação do conteúdo.
A leitura de histórias deve ser realizada apenas por professores, com os outros profissionais da escola se limitando a observar.
O profissional pode se limitar a ouvir as histórias contadas pelos professores, sem estimular a participação das crianças.
O trabalho com livros e histórias deve ser usado como uma ferramenta pedagógica, promovendo a reflexão e o desenvolvimento de valores nas crianças.
A metodologia de Rotação por Estações de Aprendizagem, quando aplicada ao desenvolvimento da competência leitora nos anos iniciais do Ensino Fundamental, proporciona diferentes experiências com o texto em um mesmo ambiente de aprendizagem. De acordo com essa abordagem metodológica, o principal objetivo das estações de leitura é:
facilitar o controle do professor sobre o comportamento dos alunos durante as atividades de leitura, organizando-os em grupos que realizam as mesmas tarefas simultaneamente.
padronizar o ritmo de aprendizagem da turma, garantindo que todos os estudantes adquiram as mesmas habilidades de decodificação textual no mesmo período letivo.
proporcionar experiências diversificadas com o texto, permitindo que os alunos desenvolvam diferentes estratégias de compreensão leitora através de atividades complementares e colaborativas.
substituir a mediação direta do professor pelo trabalho autônomo, permitindo que o aluno aprenda a ler de forma independente através da repetição sistemática de exercícios.
Desde o seu surgimento, em meados do século XVIII, a literatura infantil vem sendo permeada de preconceitos, rótulos e banalizações acerca de sua importância. De acordo com os estudos, a literatura infantil está em crise, principalmente pela dúvida que paira em relação à própria literatura em questão. Surgem, então, duas hipóteses claras para o crescimento desse problema, que são:
O conceito de infância-criança e o caráter pedagógico;
O conceito mercadológico e o caráter da psicanálise dos contos de fada;
O conceito de infância-criança e o caráter da psicanálise dos contos de fada;
O conceito mercadológico e o caráter pedagógico;
O conceito de infância-criança e o conceito mercadológico.
Quando estão em fase de alfabetização, as crianças necessitam de apropriar-se da decodificação dos símbolos e da escrita , e necessitam do adulto como agente estimulador. Ao utilizar histórias e contos para desenvolver estes objetivos, o professor deverá considerar:
Utilização de textos de linguagem simples, com começo, meio e fim, rico em imagens e personagens variadas como animais, humanos e robôs, que tenham traços de comportamento evidentes, cujo enredo é facilmente assimilado.
Buscar histórias verossímeis com a realidade do aluno, de modo que possam se identificar com o contexto e com os personagens, a fim de construir noção de qual seu papel e lugar no mundo.
Buscar histórias complexas e com final “aberto” que permitam a utilização da imaginação para criar o enredo final da história de modo que nunca se repita.
Para que as crianças possam aprendê-los, é necessário que o professor e todos os profissionais que integram a instituição possam refletir sobre os valores que são transmitidos cotidianamente e sobre os valores que se quer desenvolver
"As crianças evidenciam, ao tentar escrever, em qual estágio desse percurso se encontram — as hipóteses de escrita —, oferecendo as informações necessárias para o professor fazer intervenções e planejar atividades que lhes permitam avançar."
Acesse:https://novaescola.org.br/conteudo/21637/ana-teberosky-quem-foi-e-seu-legado-para-a-alfabetizacao-e-letramento#:~:text=%E2%80%9CDevemos%20ler%20para%20as%20crian%C3%A7as,entrevista%20para%20a%20NOVA%20ESCOLA.
Defendendo que a aquisição da escrita é um processo de construção baseado na forma como os estudantes pensam e entendem o universo letrado, o pensamento acima diz respeito a:
Telma Ferraz Leal e Siane Gois Cavalcanti Rodrigues.
Magda Soares e Emília Ferreiro.
Emília Ferreiro e Ana Teberosky.
Paulo Freire e Dermeval Saviani.
Muitos fatores, em relação às crianças, determinam uma compreensão maior ou menor da língua escrita como sistema. As crianças vão adquirindo capacidade e imagens dos vários tipos de textos, de suas partes, de suas organizações espaciais no papel e de suas características que têm função fundamental na escrita de seus próprios textos. Nesse sentido, afirma-se que, ao analisar aspectos sobre os modos de aprender de forma eficaz, é fundamental que as crianças tenham a oportunidade de:
absorver formas cristalizadas do simbólico social nos textos
manusear e ouvir leituras, falar sobre textos e discutilos
ter acesso ilimitado e irrestrito a textos legitimados socialmente
começar a escrever do modo que atendam às normas estabelecidas
Um trecho no qual se pode reconhecer claramente o uso metafórico/simbólico da linguagem é:
“Ainda não anoitecera e a notícia tinha sido confirmada” (1º§).
“Papai me pegou pela mão e diante de todos me sentou no colo” (2º§).
“Nenhuma árvore deveria ser tão linda na vida, como a Rainha Carlota” (14º§).
“Ele era uma velha árvore de raízes escuras. Era um pai-árvore” (16º§).