Questões de Concurso sobre Luta Antimanicomial

 
 
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Ano: 2018
Banca: Comissão permanente de Concursos - UFAM - COMPEC
Prova: COMPEC - UFAM - Psicólogo - 2018

A intervenção do psicólogo nas instituições, segundo Guirado (2009), se caracteriza nas relações sociais e não no local material, pois se dá na interação dos membros do grupo. De acordo com Bleger, como se caracteriza a intervenção do psicólogo nas instituições?


A

No âmbito institucional, a intervenção deve estar atrelada à ordem social e aos grupos sociais.


B

A atuação deve considerar o ambiente, os recursos, o conteúdo do trabalho e os profissionais envolvidos.


C

A intervenção psicológica tem um significado social e o objetivo de promover a Pico-Higiene dos integrantes da instituição.


D

Pelo desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à organização e à sociedade.


E

Pela neutralidade, organização e preocupação com o desempenho de cada membro da instituição.

A Reforma Psiquiátrica propõe desafios complexos para o trabalho em saúde mental, mobilizando diversos autores em reflexões sobre o tema, em especial o trabalho em equipe. No artigo “A Estratégia Atenção Psicossocial: desafio na prática dos novos dispositivos de Saúde Mental” (Yasui e Costa- -Rosa, 2008), são apresentadas algumas características do trabalho em equipe multiprofissional. Sobre esta modalidade de atenção é correto dizer que:


A

há uma composição de disciplinas em níveis diferentes, com cooperação sistemática entre os diversos campos disciplinares.


B

é um conjunto importante e numeroso de problemáticas dentro da especificidade da atenção à saúde, impedindo a medicalização e a psicologização.


C

diferentes disciplinas analisam um mesmo objeto; a própria consistência do objeto é transformada.


D

estuda um objeto sob diferentes pontos de vista, sem acordo prévio sobre os métodos e os conceitos a serem utilizados.


E

o processo de trabalho é construído como uma criação coletiva de relações horizontais que aspiram à transversalidade.

Em documento recente do Ministério da Saúde, os ambulatórios de saúde mental foram considerados um desafio à consolidação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica. Estes serviços são um importante palco para a atuação dos psicólogos. A partir do que o artigo de Guimarães, S. B., Oliveira, I. F. e Yamamoto, O. H. (2013) aponta sobre estes serviços, é correto afirmar que:


A

a única ação ofertada nos ambulatórios de saúde mental pelos psicólogos é o atendimento individual (consulta, psicoterapia, dentre outros).


B

nos ambulatórios, a equipe técnica de saúde mental pode incluir psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais e, ainda, médicos generalistas, enfermeiros, auxiliares e agentes comunitários.


C

atendimentos em grupo, como grupo operativo, terapêutico e atividades educativas em saúde ficam sob a responsabilidade somente dos profissionais do serviço social.


D

houve um aumento dos atendimentos grupais para que fossem resolvidas todas as necessidades de um número maior de usuários.


E

atividades como visitas domiciliares não são realizadas pela equipe do ambulatório de saúde mental, cabendo apenas aos profissionais de nível médio de outros serviços de saúde.

Amarante (2007), ao tratar as reformas psiquiátricas que aconteceram em vários países, divide-as em dois grupos, um composto pela Comunidade Terapêutica e pela Psicoterapia Institucional e outro formado pela Psiquiatria de Setor e a Psiquiatria Preventiva.

Sobre esses dois grupos, é correto afirmar que


A

o grupo composto pela Comunidade Terapêutica e pela Psicoterapia Institucional acreditava que o modelo hospitalar estava esgotado e deveria ser substituído por serviços assistenciais (hospitais-dias, centros de saúde, etc.), para que o cuidado terapêutico fosse qualificado.


B

o grupo formado pela Psiquiatria de Setor e a Psiquiatria Preventiva tinha como princípio que o fracasso das instituições psiquiátricas estava na maneira como os hospitais eram geridos e que a solução, portanto, seria introduzir mudanças na instituição.


C

no contexto das reformas, a Comunidade Terapêutica passou a ser compreendida como um processo de mudanças que continham em si mesmas uma luta contra a verticalidade e a hierarquização dos papéis sociais.


D

no Hospital Saint-Alban, no sul da França, na experiência de reforma que ficou conhecida como Psicoterapia Institucional, a noção de trabalho terapêutico foi recuperada, como uma importante atividade que ofereceria oportunidades de assunção de responsabilidades por parte dos médicos.

A Lei nº 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, revogando a legislação de 1934. Ela foi considerada um avanço no modelo assistencial brasileiro e ficou conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica. Entretanto, como afirma Amarante (2007), aprovar leis não basta para que os indivíduos tenham seus direitos e sua cidadania garantidos. Para esse autor, a reforma psiquiátrica resultou também de transformações ocorridas no próprio campo da ciência, tal como


A

a ruptura com um modelo teórico-conceitual da psiquiatria que adotou o modelo das ciências naturais para conhecer a subjetividade.


B

o avanço da indústria química, que possibilitou o uso de medicamentos mais eficazes no tratamento das doenças mentais.


C

a idealização de espaços próprios, para o tratamento de pessoas com transtornos mentais, onde eles possam viver com tranquilidade e longe dos problemas comuns dos cidadãos.


D

a ruptura com um modelo teórico das ciências sociais, que acabava subordinando os assuntos referentes ao processo psicopatológico a questões de cunho mais ideológico.


E

a constatação científica da incurabilidade dos transtornos mentais graves, que levou ao aprimoramento de ações voltadas não para a remissão dos sintomas da doença, mas para o aumento da qualidade de vida daqueles que convivem com o paciente.

O movimento denominado de Reforma Psiquiátrica surgiu nos anos de 1970 quando emergem momentos de debates em torno de conceitos e aspectos filosóficos com implicações diretas no cuidado ao doente mental. Assim, a reforma psiquiátrica significou


A

um questionamento à instituição asilar e à prática médica, reivindicando a humanização na assistência, fazendo com que houvesse ênfase na reabilitação ativa em detrimento da custódia e da segregação.


B

um questionamento à instituição hospitalar e à prática médica, reivindicando a humanização na assistência, fazendo com que houvesse ênfase na reabilitação ativa em detrimento da custódia e da segregação.


C

um questionamento à instituição psiquiátrica, reivindicando a humanização na assistência, fazendo com que houvesse ênfase na reabilitação ativa em detrimento da custódia e da segregação.


D

um questionamento à instituição pública de saúde, reivindicando a humanização na assistência, fazendo com que houvesse ênfase na reabilitação ativa em detrimento da custódia e da segregação.


E

um questionamento às residências terapêuticas, reivindicando a humanização na assistência, fazendo com que houvesse ênfase na reabilitação ativa em detrimento da custódia e da segregação.

Segundo a psicologia institucional de Josef Bleger, o principal instrumento do psicólogo no trabalho institucional é a


A

investigação a partir de uma observação detalhada, cuidadosa e completa, realizada em um enquadramento rigoroso.


B

análise de grupos operativos, visando a resolver contradições dialéticas sem gerar conflitos.


C

identificação das relações de poder presentes na instituição, em especial a burocracia.


D

análise crítica direcionada ao questionamento da eficácia e do lucro das instituições.


E

identificação dos papéis funcionais de uma instituição: porta-voz, bode expiatório, líder, sabotador.

Leia o texto a seguir.


Tudo isso é um processo cultural, político, que incide de forma importante sobre todo o sistema das políticas públicas e sociais. Sobretudo, o tema da desospitalização e do desenvolvimento de serviços comunitários, e o tema da integração entre as intervenções sociais e intervenções sanitárias estão se deslocando da psiquiatria para o campo da saúde em geral.


ROTELLI, F. Formação e construção de novas instituições em saúde mental. In AMARANTE, P. et al. Saúde mental, Formação e Crítica. Rio de Janeiro: Laps, 2015, p. 49.


Ao expressar-se com essas palavras, o autor defende um movimento institucional que vai na seguinte direção:


A

Estímulo à atuação profissional nas instâncias políticas da sociedade, sejam elas político-partidárias, com a candidatura e a eleição de técnicos para vereadores e deputados, ou atuação de militantes nas políticas administrativas com o aparelhamento das secretarias de Estado e Órgãos de Controle Social.


B

Recomposição das instituições de saúde mental com centralidade na psicoterapia e nas práticas comunitárias de produção de bens e serviços para promover, desta forma, progressiva inclusão social.


C

Realocamento dos pontos de gestão e assistência da saúde, deslocando-os dos serviços das especialidades para os serviços comunitários.


D

Criação de uma Agência de Usuários de Serviços Hospitalares que participe ativamente da abertura dessas instituições, permitindo nelas as ações de voluntários e a presença de associações de familiares e serviços de referência e contrarreferência em seus procedimentos.


E

Permissão para o desenvolvimento mais liberal no que se refere à saúde, dando meios para que o usuário se torne mais autônomo e tenha condições de sustentarse em sua própria comunidade.

De acordo com o documento “Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil”, do Ministério da Saúde (BRASIL, 2005), a Reforma Psiquiátrica e os processos de desinstitucionalização da saúde mental no Brasil são caracterizados pelos seguintes aspectos:

I. redução de leitos em hospitais psiquiátricos e criação de leitos em hospitais gerais;

II. construção de residências terapêuticas e implantação do Programa de Volta para Casa;

III. produção da rede de comunidades terapêuticas para a atenção integral aos usuários de álcool e outras drogas;

IV. redução progressiva de hospitais psiquiátricos de grande porte;

V. constituição da rede de cuidados na comunidade.

Dos itens, estão corretos apenas


A

II, III, IV e V.


B

I, II, IV e V.


C

I, II e III.


D

IV e V.


E

I e III.

Entende-se por internação involuntária aquela:


A

que se dá com o consentimento do usuário.


B

realizada exclusivamente pela família.


C

determinada pela Justiça.


D

que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro.


E

realizada pela equipe médica a pedido do usuário.

Para a psicologia institucional de Bleger, o psicólogo institucional deve ser um profissional


A

empregado na instituição alvo da análise.


B

contratado como um consultor, garantindo independência profissional para a análise a ser realizada.


C

constantemente convocado pela instituição para resolução dos conflitos entre os gestores e os trabalhadores.


D

um agente privilegiado, que concretiza imediatamente o objetivo institucional.


E

o mandante, diante do qual a instituição responde ou em nome de quem ela age.

O marco legislativo fundamental no processo de transformação das práticas em saúde mental no Brasil foi à aprovação da Lei 10.216, de 06 de abril de 2001, também conhecida como “Lei da Reforma Psiquiátrica”. Seus principais preceitos tiveram significativa influência da chamada Psiquiatria Democrática Italiana, na qual preponderou o processo de desinstitucionalização psiquiátrica como seu pilar fundamental, caracterizada por três aspectos. Os três aspectos da Psiquiatria Democrática Italiana são:


A

1-A construção de estruturas de recreação e lazer dentro dos hospitais psiquiátricos; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são totalmente substitutivas da internação em manicômio.


B

1-A contratação de um maior número de especialistas em saúde mental; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são coadjuvantes da internação em manicômio.


C

1-A construção de uma nova política de saúde mental por meio da mobilização e da participação; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3-A criação de enfermarias mais humanizadas nos antigos hospitais psiquiátricos.


D

1-A construção de uma nova política de saúde mental por meio da mobilização e da participação da sociedade; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são totalmente substitutivas à internação em manicômio.

A luta antimanicomial é uma política de saúde voltada à transformação da sociedade com vistas a um novo atendimento ao sujeito que, no antigo modelo, seria encaminhado aos tratamentos repressivos e excludentes do manicômio. Esse novo modelo ou modelo antimanicomial abarca


A

o atendimento ambulatorial em meio comunitário, fornecimento de medicação, clínica psicoterápica e lazer.


B

a capacitação integral para o trabalho remunerado como meio definitivo e incontestável à inclusão social


C

a composição de estratégias de redução de danos e residência terapêutica monitorada.


D

um conjunto de estratégias abertas que partem da resistência ao modelo biopsiquiátrico para a responsabilização sobre aspectos materiais e não materiais que constituem um sofrimento subjetivo construído em bases históricas e sociais.


E

a adoção de novas clínicas comunitárias, familiares e psicanalíticas que podem influenciar a concepção da doença mental, como tal.

Pode-se definir a tarefa do psicólogo na instituição afirmando que o enquadramento de seu trabalho é institucional, mas sua técnica é fundamentalmente


A

intra e intergrupal.


B

psicanalítica.


C

clínica.


D

de escuta.


E

reflexiva.

De acordo com a Coordenação Geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, em documento produzido em 2005, três dos principais desafios da Reforma Psiquiátrica brasileira seriam:


A

acessibilidade à rede de saúde; equidade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; formação de recursos humanos para a área da saúde mental.


B

acessibilidade à rede de saúde; igualdade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; valorização do debate científico em torno de evidências e ética.


C

equidade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; questões culturais como a aceitação da internação compulsória; o debate científico em torno de fatos e valores morais.


D

formação de recursos humanos para a área da saúde mental; questões culturais como a aceitação da internação compulsória; valorização do debate científico em torno de evidências e ética.


E

igualdade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; questões culturais como estigmas, processos de exclusão social, superação do valor atribuído ao modelo hospitalocêntrico, papel dos meios de comunicação social; valorização do debate científico em torno de evidências e ética.

Sobre reforma psiquiátrica é correto afirmar, EXCETO:


A

As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas. Os hospitais psiquiátricos de grande porte vão sendo progressivamente substituídos.


B

É a ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade;


C

O atendimento não é feito em CAPS – Centros de Atenção Psicossocial, o atendimento será somente realizado em Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência;


D

Significa a mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade;

Um dos discursos que fundamentam a Reforma Psiquiátrica é a necessidade de ruptura com o manicômio para além do fim do hospital psiquiátrico. Deve, pois, exercer a crítica à forma de olhar e conceber o fenômeno da loucura. Para tanto os serviços substitutivos são o elemento basilar deste novo circuito psiquiátrico. Assim, os serviços substitutivos permitem


A

a construção de um modelo que cotidianamente produz novos saberes, práticas e culturas favorecendo o surgimento de instituições protetoras de caráter inteiramente substitutivo.


B

a reconstrução de um novo modelo que coloca em debate e transforma cotidianamente os saberes, práticas e culturas, produzindo instituições inovadoras de caráter inteiramente substitutivo.


C

a construção de um novo modelo que coloca em debate e transforma cotidianamente os saberes, práticas e culturas, produzindo instituições agregadoras de caráter inteiramente substitutivo.


D

a reconstrução de um novo modelo que reforça cotidianamente os saberes, práticas e culturas existentes no sistema de saúde mental, produzindo instituições inovadoras de caráter inteiramente substitutivo.


E

a construção de um novo modelo que coloca em debate e transforma cotidianamente os saberes, práticas e culturas, produzindo instituições inovadoras de caráter inteiramente substitutivo.

Segundo Amarante (1999), o processo de reforma psiquiátrica em suas diversas dimensões, todas entrecruzadas e interdependentes. Onde há um plano teórico-conceitual, no qual está em debate a construção e a desconstrução do objeto da psiquiatria; um plano técnico-assistencial – que é o lócus privilegiado da busca de novas formas de atendimento e de acolhimento àqueles que estão em sofrimento, da problematização dos modos de interação entre usuário e profissionais e das respectivas implicações na implementação de práticas terapêuticas mais humanizadas; o jurídico-político, que trata dos direitos e do exercício da cidadania, e o plano sociocultural, no qual estão inseridas as noções de loucura presentes no imaginário popular. Com relação à inserção do psicólogo no contexto das políticas, novos desafios foram traçados, necessitando voltar o seu olhar para macrocontextos.

Considerando a prevenção como um eixo importante de ação, pesquisadores diferenciam três tipos. São eles


A

Prevenção individual, coletiva e social.


B

Prevenção primária, secundária e terciária.


C

Prevenção inicial, moderada e superficial.


D

Prevenção de recaídas, tratamento e reabilitação.


E

Prevenção primária, reabilitação e prevenção de recaídas.

José Bleger, em seu livro “Psico-Higiene e Psicologia Institucional” (1984, p. 62) afirma: “Por responder às mesmas estruturas sociais, as instituições tendem a adotar a mesma estrutura dos problemas que têm de enfrentar”, e vê nessa repetição


A

que toda instituição, em sua função, reproduz os valores hegemônicos da sociedade envolvente.


B

uma das razões da resistência ao trabalho do psicólogo hospitalar, uma vez que sua presença representa o retorno do reprimido, pois há uma dissociação mentecorpo operada pelo modelo da própria instituição


C

que a burocracia é sempre uma estrutura de poder montada para manter os meios de produção que garantam a existência da instituição que a suporta.


D

os mecanismos de poder exercidos pela ideologia prevalente para a naturalização da dependência da clientela institucional.


E

o funcionamento preciso dos dispositivos da sociedade disciplinar.

Dimenstein (2013) ainda destaca que o processo de reforma psiquiátrica, em suas diversas dimensões, todas entrecruzadas e interdependentes. Com plano teórico-conceitual, no qual está em debate a construção e a desconstrução do objeto da psiquiatria; um plano técnico assistencial – que é o lócus privilegiado da busca de novas formas de atendimento e de acolhimento àqueles que estão em sofrimento, da problematização dos modos de interação entre usuário e profissionais e das respectivas implicações na implementação de práticas terapêuticas mais humanizadas.

Com relação ao psicólogo, no manejo da crise, é CORRETO afirmar


A

Em condições traumáticas, a pessoa fica fragilizada, desorganizada, incoerente, assustada, paralisada, precisando de intervenções que a distancie da situação, pois evitar o assunto e a melhor alternativa para superar uma crise é privilegiando a relação transferencial.


B

Buscar desenvolver em cada usuário capacidades de enfrentar as crises, se isto não gerar mudanças significativas comportamentais, foca-se na neurose de transferência.


C

É neste momento da crise que o psicólogo possuí a melhor oportunidade de apresentar seu repertório teórico técnico a fim de propiciar equilíbrio psíquico, alívio de sintomas habilitando o usuário para uma vida mais segura sem descompensação maiores, desenvolvendo capacidades de enfrentar futuras crises.


D

Quando uma pessoa se encontra em crise psiquiátrica, com episódios de delírios e alucinações, uma das modalidades interventivas eficazes é um ambiente seguro e o uso do divã no processo psicoterapêutico.


E

O psicólogo deve tomar cuidado para não estimular um mecanismo de tamponamento da reação das pessoas em crise, devendo-se abrir espaço para falar sobre o assunto e não desviar a conversa do tema, tendo em vista que cada pessoa a enfrentará com seus recursos singulares, mesmo que em circunstâncias semelhantes. Então isso deve ser considerado na terapêutica abordada na crise.

   
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