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O documento do CREPOP (Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas) “Referências Técnicas para atuação do(a) psicólogo(a) no CRAS/SUAS” ( Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2007, 2ª. ed/ reimpressão junho de 2008, p. 14 ) afirma, no item I – Dimensão ético-política da Assistência Social, que “Reconhecer a trajetória percorrida pela Assistência Social nas últimas duas décadas instrumentaliza-nos para enfrentar os desafios próprios de processos de mudanças e transformações sociais que, queremos nós, não sejam superficiais nem ‘de fachada’. Os processos gerados a partir da Constituição Federal de 1988, no que dizem respeito à Assistência Social, tiveram implicações fundamentais, uma vez que colocaram suas ações articuladas com a Saúde e a Previdência Social. Constituiu-se assim, o Sistema Brasileiro de Seguridade Social, a partir do qual, desde 1.993, com a vigência da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), esta passa a ser reconhecida enquanto política pública ( ... ) “.
Considere neste contexto, as decorrentes afirmativas I e I abaixo, e assinale em seguida a alternativa que contém informação correta a respeito:
I- Após a primeira metade da década de 1990, significativas alterações institucionais foram operadas em torno das políticas públicas de Assistência Social, com uma abordagem que conciliava iniciativas do Estado e do terceiro setor. Assim, destacou-se o papel da filantropia e da solidariedade social e a participação do setor privado, lucrativo ou não lucrativo, na oferta de serviços e bens.
II- A partir das deliberações da IV Conferência Nacional de Assistência Social (2003) e das diretrizes estabelecidas pela LOAS (1993) aprovou-se a construção e implementação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Estabeleceu-se, assim, com a Política Nacional de Assistência Social (PNAS/ 2004), um caminho sem volta, pautado pela ruptura de uma história (e prática) atravessada por ações que tinham em sua intenção a lógica das benesses, dos clientelismos e, principalmente, a manutenção da condição de subalternidade aos que a ela recorriam.
A afirmativa I está certa e a afirmativa II está errada.
A afirmativa II está certa e a afirmativa I está errada.
As duas afirmativas I e II estão erradas.
As duas afirmativas I e II estão certas.
De acordo com a Lei nº 13.840/2019, entende-se por Sisnad o conjunto ordenado de princípios, regras, critérios e recursos materiais e humanos que envolvem as políticas, planos, programas, ações e
projetos sobre drogas, e a internação de dependentes de drogas somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes multidisciplinares.
intervenções sobre criminalidade, e a institucionalização do infrator da lei somente será realizada em unidades de reabilitação, dotadas de equipes com capacitação específica.
prevenções em saúde pública, e a internação de indivíduos enfermos somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes ambulatoriais voltadas ao pronto acolhimento.
avaliações em saúde mental, e a internação de indivíduos mentalmente transtornados somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes que contem com serviços de Psicologia e Psiquiatria.
normatizações em saúde da família, e o acompanhamento do grupo familiar somente será realizado por unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes autorizadas a realizar visitas domiciliares.
O documento do CREPOP (Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas) “Referências técnicas para Prática de Psicólogas (os) no Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS” (Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2012, 2013, p. 45 e segs.) afirma, no item ‘EIXO 2: Psicologia e a Política de Assistência Social’ que, segundo pesquisa citada, ”( ... ) 83,9 % das(os) psicólogas(os) consideram sua atuação profissional inserida no campo das políticas públicas. (...) uma nova realidade política teve início com a mobilização de trabalhadores, estudantes, comunidades e outros movimentos sociais populares da década de 1970 que defendiam o retorno da democracia e a melhoria das condições de vida. Nesse processo de redemocratização no Brasil, a Constituição Brasileira de 1988 definiu os direitos sociais da população brasileira que foram traduzidos em deveres do Estado por meio de Políticas Públicas”.
Analise as alternativas abaixo e, dentro deste contexto, assinale a alternativa que não se coaduna com o tema:
O fato de elevado número de profissionais psicólogos considerarem sua atuação inserida no campo das políticas públicas indica, denota o compromisso da categoria com questões mais coletivas, com a defesa de direitos e o reconhecimento do âmbito público como espaço de atuação.
Pode-se dizer que os fatos revelados na pesquisa acima apontam para um novo perfil profissional, já que a profissão foi historicamente caracterizada como elitista, sem atuação no espaço público e com uma visão descontextualizada dos fenômenos sociais.
Já consolidado os fatos da conscientização profissional do Psicólogo pela atuação voltada às Políticas Públicas, e de que as Políticas Públicas são dever do Estado e um direito do cidadão, tendo como base os princípios da universalidade e da equidade na consolidação da justiça social, não se faz tão mais necessário um debate mais amplo sobre Políticas Públicas para se compreender a presença da Psicologia na Política de Assistência Social.
Por meio das Políticas Públicas os bens e serviços sociais são distribuídos, redistribuídos, de maneira a garantir o direito coletivo e atender às demandas da Sociedade.
O conceito "são políticas públicas feitas pelo governo ou pela iniciativa privada com o objetivo de corrigir desigualdades raciais presentes na sociedade, acumuladas ao longo de ano." É referente a:
Ações Sociais de desigualdade racial.
Ações desestruturantes de preconceito.
Ações igualitárias.
Ações afirmativas.
Marque a alternativa que contempla as diretrizes básicas para fins de garantia da gestão participativa do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde (Decreto n° 7.508, de 28 de junho de 2011):
Identificação das necessidades de saúde locais e regionais, adequação das ações e dos serviços dos entes federativos em relação às atualizações realizadas na RENASES e critérios de avaliação dos resultados e forma de monitoramento permanente.
Estabelecimento de estratégias que incorporem a avaliação do usuário das ações e dos serviços, como ferramenta de sua melhoria, apuração permanente das necessidades e interesses do usuário e publicidade dos direitos e deveres do usuário na saúde em todas as unidades de saúde do SUS, inclusive nas unidades privadas que dele participem de forma complementar.
Criação de comissões intergestoras, criação de instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS e mecanismos para garantir a transparência, a integralidade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde.
Integralidade, equidade da atenção e coordenação e verticalidade do cuidado na gestão da saúde.
O Mapa da Saúde será utilizado na identificação das necessidades de saúde e orientará o planejamento integrado dos entes federativos, o planejamento da saúde em âmbito estadual deve ser realizado de maneira regionalizada, a partir das necessidades dos Municípios e o processo estratégico da saúde será ascendente e integrado, do nível local até o federal, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde.
O documento do CREPOP (Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas) “Referências Técnicas para atuação do (a) psicólogo (a) no CRAS/SUAS” (Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2007, 2ª. ed.; reimpressão junho de 2008, p. 22) afirma, no item II – Psicologia e Assistência Social, que “(...) Uma Psicologia comprometida com a transformação social toma como foco as necessidades, potencialidades, objetivos e experiências dos oprimidos. Neste sentido, a Psicologia pode oferecer, para a elaboração e execução de políticas públicas de Assistência Social − preocupadas em promover a emancipação social das famílias e fortalecer a cidadania junto a cada um de seus membros − contribuições no sentido de considerar e atuar sobre a dimensão subjetiva dos indivíduos, favorecendo o desenvolvimento da autonomia e da soberania”.
Neste contexto, considere as decorrentes afirmativas I e II abaixo e assinale em seguida a alternativa correta:
I− As práticas psicológicas não devem categorizar, patologizar e objetificar as pessoas atendidas, mas buscar compreender e intervir sobre os processos e recursos psicossociais, estudando as particularidades e circunstâncias em que ocorrem.
II− Tais processos e recursos psicossociais devem ser compreendidos de forma dissociada aos aspectos histórico-sociais da sociedade em que se verificam, posto que se excluem mutuamente.
A afirmativa II está certa e a afirmativa I está errada.
A afirmativa I está certa e a afirmativa II está errada
As duas afirmativas I e II estão certas.
As duas afirmativas I e II estão erradas.
As opções a seguir identificam uma característica da história das políticas de saúde no Brasil ao longo do século XX, à exceção de uma. Assinale-a.
Na Era Vargas, a atenção sanitarista ocupou-se com a saúde das áreas rurais, atingidas por endemias, como a da doença de Chagas e a esquistossomose.
No período militar, o sistema previdenciário foi unificado no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), dando-se continuidade à tarefa de erradicação e controle de endemias.
Desde a criação do SUS em 1990, a saúde pública é responsabilidade das redes municipais e é financiada pelos entes da federação, com participação da iniciativa privada.
A Constituinte de 1988 definiu a saúde como um direito de todos e um dever do Estado, seguindo diretrizes de universalidade, integralidade e participação popular.
O Conselho Federal de Psicologia criou o Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop) com o objetivo de “consolidar a produção de referências para atuação dos psicólogos em Políticas Públicas, por meio de pesquisas multicêntricas coordenadas nacionalmente” (Conselho Federal de Psicologia, 2005).
Analise as afirmativas sobre a atuação do psicólogo nas Políticas Públicas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Análise da situação e planejamento de ações e recursos para enfrentamento das situações de risco.
II. Atuação técnica, liberal e autônoma, dentro da concepção de proteção integral.
III. promoção, prevenção, atendimento, acesso a direitos e articulação com segmentos governamentais, não-governamentais e sociedade civil como um todo.
IV. emissão de laudos e diagnósticos, de perspectiva individualizante, voltada a garantia de direitos.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
O trabalho do psicólogo no contexto das políticas públicas requer deste profissional uma compreensão da dimensão subjetiva daquilo que envolve seu trabalho. Sobre a consideração da dimensão subjetiva nesses campos de trabalho, é correto afirmar:
I. A atuação profissional do psicólogo requer uma compreensão da realidade para além de aspectos globais, de relações amplas e de movimentos de grupos. É preciso também compreender as subjetividades aí envolvidas, como se manifestam, como contribuem para a constituição desses processos, e como são por eles afetadas.
II. A consideração da subjetividade deve envolver sua condição natural, o que faz com que o sujeito possa ser potencializado cientificamente para atender a demandas de um modo de produção específico que exija controle individualizado e eficiente. Para tanto, pode ser buscada a colaboração de outros campos científicos.
III. O espaço das políticas públicas requer a consideração de uma dimensão subjetiva porque envolve afirmação de direitos, estabelecimento de relações humanas e o que a elas se relaciona: afetos, poderes, identificações, disputas, resistências, adesões, preconceitos, hierarquizações, subalternidades, entre outros.
Assinale a alternativa correta:
Estão corretas as assertivas I, II e III.
Estão corretas apenas as assertivas I e II.
Está correta apenas a assertiva III.
Estão corretas apenas as assertivas I e III.
Sobre planejamento familiar (Lei 9263/1996) é correto afirmar:
É dever do Estado, através do Sistema Único de Saúde, em associação, no que couber, às instâncias partes do sistema educacional, promover condições e recursos informativos, educacionais, técnicos e científicos que restrinjam o planejamento familiar, ao considerar condições socioeconômicas das famílias.
As ações de planejamento familiar serão cumpridas pelas instituições públicas, com exclusividade, nos termos das normas de funcionamento e mecanismos de fiscalização constituídos pelas instâncias gestoras do SUS.
Compete ao Ministério da Saúde definir as normas gerais de planejamento familiar.
É consentida a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros nas ações e pesquisas de planejamento familiar, desde que autorizada, fiscalizada e controlada pelo órgão de direção nacional do Sistema Único de Saúde.
É permitida a esterilização cirúrgica da mulher durante os períodos de parto por cesariana ou aborto.
É considerado um princípio norteador presente na Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social – NOB-SUAS (Resolução nº 33, 2012):
A universalidade: a assistência social deve ser prestada sem exigência de contribuição ou contrapartida para todo cidadão brasileiro.
A integralidade da proteção social: a rede socioassistencial deve operar de forma integrada e articulada com as demais políticas e órgãos setoriais.
A equidade: as diversidades regionais, culturais, políticas, socioeconômicas e territoriais devem ser respeitadas, priorizando as pessoas que estiverem em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social.
A gratuidade: a proteção socioassistencial é um direito de qualquer cidadã(ão) brasileira(o) que dela necessitar e deve ser prestada com respeito à dignidade e à autonomia da(o) usuária(o), sem discriminação de qualquer tipo ou comprovação vexatória da sua condição.
Analise as afirmativas abaixo a respeito da atuação do Psicólogo no Sistema Único de Assistência Social (SUAS):
1. O trabalho do Psicólogo nessa política pública diminuiu com a implantação do SUAS.
2. A psicologia compõe um dos serviços assistenciais em todos os níveis de complexidade, a partir da aprovação da Resolução no 17 de junho de 2011 do CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social.
3. Nesse contexto, entende-se a relação do sujeito e da sua subjetividade de forma separada do ambiente social.
4. A atuação do Psicólogo no SUAS visa a um trabalho fiscalizatório.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 2.
É correta apenas a afirmativa 3.
É correta apenas a afirmativa 4.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Sobre o campo da Assistência Social, assinale a alternativa incorreta.
O SUAS é uma forma de gestão da Assistência Social como política pública, um mecanismo de proteção social não contributivo, de responsabilidade dos três entes federativos que compõem o poder público: municípios, governos estaduais e governo federal.
Os programas, projetos e serviços do SUAS devem ter o território como base de organização de ações e serviços e a família como foco de atenção. Por família compreende-se o agrupamento formado exclusivamente por um pai, uma mãe e suas(eus) filhas(os), em uma unidade econômica, usada como referência para cálculo de rendimento per capita.
A universalidade, a gratuidade e a integralidade são princípios norteadores da Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social.
As ações do SUAS, a partir da política de descentralização, deve ofertar serviços em locais próximos às(aos) usuárias(os), considerando as suas singularidades econômicas, culturais, geográficas e populacionais – dos municípios e das regiões do Brasil.
Sobre o conceito de intersetorialidade no âmbito das políticas públicas, assinale a alternativa ERRADA.
Na implementação das políticas setoriais, a intersetorialidade traz a possibilidade de melhorias na efetividade de suas ações, sendo facultativa sua aplicação por meio da articulação entre instituições governamentais.
A incorporação da intersetorialidade nas políticas públicas trouxe a articulação de saberes técnicos, já que os especialistas em determinada área passaram a integrar agendas coletivas e compartilhar objetivos comuns.
A intersetorialidade pode trazer ganhos para a população, para a organização logística das ações definidas, bem como para a organização das políticas públicas centradas em determinados territórios.
A intersetorialidade das políticas públicas passou a ser uma dimensão valorizada à medida que não se observava a eficiência, a efetividade e a eficácia esperadas na implementação das políticas setoriais.
No trabalho social, alguns critérios são fundamentais para definir qual a estratégia mais adequada para o atendimento de uma família. Dentre os casos que demandam a indicação de um acompanhamento familiar particularizado, podem ser citadas as famílias
que solicitam benefícios de prestação continuada.
em situação de luto recente pela perda de uma das figuras paternas.
com dificuldades para se comunicarem de forma não violenta.
que enfrentam dificuldades de acesso ao sistema escolar.
com adolescentes egressos de medida socioeducativa em meio aberto.
Os programas e ações comunitárias a serem implementados pelos serviços de assistência social
atendem às demandas dos indivíduos e famílias da comunidade, que se encarregam integralmente de sua execução e planejamento.
adotam as prioridades definidas para o território nacional, que estão apresentadas nos documentos que regem a política de assistência.
são pactuados com as famílias do serviço, e incluídos no planejamento da equipe técnica, para sua divulgação e organização.
seguem as prioridades determinadas pelos técnicos de nível superior do serviço, que também se responsabilizam pelo seu planejamento e execução.
precisam se pautar na realização de um diagnóstico territorial, sem o qual ficam inviabilizados o seu planejamento e a sua execução.
Sobre a Política de Saúde no Brasil é CORRETO afirmar que:
Existem situações em que os cuidados de saúde mental na Atenção Básica ganham relevo, apesar de raramente serem motivados por uma demanda do usuário. Uma delas são os chamados transtornos mentais graves e persistentes, que incluem a esquizofrenia e as psicoses afetivas (transtorno bipolar do humor), por causarem grande comprometimento a qualidade de vida do indivíduo, necessitam de ações específicas. Por isso, a internação precisa ser considerada como recurso necessário no quadro de transtornos graves e persistentes. Devendo ser incluída como instrumento do Projeto Terapêutico Singular (PTS). Devendo também ser realizada prioritariamente em hospitais e não nos Caps.
A Estratégia de Saúde da Família (ESF), vertente brasileira da APS, caracteriza-se como a porta de entrada prioritária de um sistema de saúde constitucionalmente fundado no direito à saúde e na equidade do cuidado e, além disso, hierarquizado e regionalizado, como é o caso do SUS. Assim é que, dentro do escopo de apoiar a inserção da Estratégia de Saúde da Família na rede de serviços e ampliar a abrangência, a resolutividade, a territorialização, a regionalização, bem como a ampliação das ações da APS no Brasil, o Ministério da Saúde criou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). A integralidade pode ser considerada a principal diretriz a ser praticada pelos NASF. Ela pode ser compreendida em três sentidos: a abordagem do indivíduo em sofrimento, as práticas de saúde organizadas a partir reabilitação e cura; e a organização do sistema de saúde de forma a garantir o acesso às redes de atenção, conforme as necessidades de sua população.
O CAPS é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS, local de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais. Mas, apesar de não serem pequenos hospitais, os CAPS necessitam de recursos e equipamentos de maior monta por acolherem pacientes mais graves.
Para a Política de Humanização do Sistema Único de Saúde, o Projeto Terapêutico Singular é composto por quatro momentos: o Diagnóstico, a Definição de metas, a Divisão de responsabilidades, e a Reavaliação.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é resultado da experiência acumulada por conjunto de atores envolvidos historicamente com o desenvolvimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), como movimentos sociais, usuários, trabalhadores e gestores das três esferas de governo. A Atenção Básica é desenvolvida com o mais alto grau de centralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas. Ela deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde.
Sobre as Políticas de Saúde no Brasil é CORRETO afirmar que:
A consolidação e o aprimoramento da atenção básica como importante reorientadora do modelo de atenção à saúde no Brasil requerem um saber e um fazer em educação permanente que sejam encarnados na prática concreta dos serviços de saúde. A educação permanente deve ser constitutiva, portanto, da qualificação das práticas de cuidado, gestão e participação popular. Um pressuposto importante da educação permanente é o planejamento/programação educativa descendente, em que, a partir da análise coletiva dos processos de trabalho, identificam-se os nós críticos (de natureza diversa) a serem enfrentados na atenção e/ou na gestão, possibilitando a construção de estratégias contextualizadas que promovam o diálogo entre as políticas gerais e a singularidade dos lugares e das pessoas, estimulando experiências inovadoras na gestão do cuidado e dos serviços de saúde.
Dentro do escopo de apoiar a inserção da Estratégia de Saúde da Família na rede de serviços e ampliar a abrangência, a resolutividade, a territorialização, a regionalização, bem como a ampliação das ações da Atenção Primária à Saúde no Brasil, o Ministério da Saúde criou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), mediante a Portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008. Do ponto de vista das responsabilidades individuais e coletivas dos profissionais do Nasf, algumas considerações devem ser feitas, as metas a serem estipuladas para os profissionais do Nasf dependem da capacidade do profissional apoiador de articular e trabalhar em conjunto com as equipes de Saúde da Família. Como as equipes do Nasf terão dois focos de responsabilidade, população e equipe, suas metas de trabalho deverão conter indicadores de resultado para a população, mas também indicadores de resultado da sua ação na equipe.
A principal diretriz da Política Nacional de Saúde Mental, inspirada na reforma psiquiátrica brasileira, consiste na redução gradual e planejada de leitos em hospitais psiquiátricos, priorizando concomitantemente a implantação de serviços e ações de saúde mental de base comunitária, capazes de atender com resolubilidade os pacientes que necessitem de atenção. Dentro dessa perspectiva, a família é requisitada a se responsabilizar como espaço do provimento de cuidado passando a ser concebida cuidadora de seu familiar em sofrimento psíquico.
Uma das competências do ministério da saúde é apoiar e estimular a adoção da Estratégia Saúde da Família pelos serviços municipais de saúde como tática prioritária de expansão, consolidação e qualificação da Atenção Básica à Saúde.
De acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, dentre os idosos independentes, existem aqueles com grande potencial para desenvolver fragilidade. Esse grupo requer menor atenção dos serviços de saúde, mas deve ter acompanhamento regulares do seu estado funcional. Essa condição de independente, mas com risco de fragilização, é determinada pela presença de dificuldades na realização das Atividades Instrumentais de Vida Diária.
Almeida e Pinheiro (2010), ao discutirem as práticas avaliativas, retomam uma análise feita por Silva Jr e Mascarenhas (2006). Dizem: “Traduzindo as práticas avaliativas para a nossa realidade, nota-se que o acompanhamento de diversas experiências de atenção à saúde em curso no país vem se dando principalmente por meio de avaliação normativa, com priorização de aspectos como cobertura, produção de serviços e indicadores de impacto epidemiológico” (p. 255). Para os autores, quando se coloca a integralidade como questão a ser considerada na avaliação da atenção à saúde da população, pode-se apontar para três dimensões de análise. Sobre esse assunto, analise as afirmações abaixo, colocando (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) São dimensões de análise: integralidade na dimensão da organização de serviços; integralidade na dimensão dos conhecimentos e práticas dos trabalhadores; integralidade na dimensão das políticas governamentais.
( ) Sobre a integralidade na dimensão da organização de serviços, pode-se afirmar que basta garantir acesso aos diferentes níveis de sofisticação tecnológica demandados para cada situação, para que o atendimento tenha resolutividade.
( ) Na dimensão dos conhecimentos e práticas dos trabalhadores, a integralidade pode ser qualificada como um dispositivo político, de críticas de saberes e poderes instituídos por práticas cotidianas que habilitam os sujeitos, nos espaços públicos, a engendrar novos arranjos sociais e institucionais de saúde.
( ) A integralidade, na dimensão das políticas governamentais, relaciona-se com a capacidade de as políticas governamentais ordenarem o sistema de saúde, com destaque para proposições e fomento a novos arranjos descentralizados, resolutivos, solidários e permeáveis à participação do sistema local de saúde.
A sequência encontrada, de cima para baixo, é:
V, F, V, V.
V, V, F, F.
F, V, F, V.
F, F, V, V.
V, F, V, F.
Sobre o CRAS – Centro de Referência Social, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. As equipes dos CRAS deverão atuar em conjunto com as equipes de Saúde da Família, apoiando-as para que possam incrementar não só a integralidade, mas também a resolutividade, a qualidade do cuidado, as ações de promoção de saúde e o acompanhamento e monitoramento em seus diversos aspectos.
II. É direito das famílias usuárias do CRAS, à escuta, à informação, à defesa, à provisão direta ou indireta ou ao encaminhamento de suas demandas de proteção social asseguradas pela Política Nacional de Assistência Social.
III. A implantação do CRAS é uma estratégia de descentralização e hierarquização de serviços de assistência social e, portanto, elemento essencial do processo de planejamento territorial e da política de assistência social do município.
IV. O CRAS é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado número de equipes de Saúde da Família e o desenvolvimento de habilidades relacionadas.
Apenas I, II e III estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Apenas I, II e IV estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.