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A prática do psicodiagnóstico é uma ferramenta essencial na psicologia clínica, proporcionando uma compreensão aprofundada dos processos mentais e comportamentais do indivíduo. Realizado por meio de técnicas e instrumentos validados, o psicodiagnóstico contribui para a formulação de intervenções terapêuticas eficazes, promovendo a saúde mental e o bem-estar do cliente.
Certo
Errado
O diagnóstico psicológico desempenha um papel crucial no entendimento das questões emocionais e comportamentais dos indivíduos, permitindo uma intervenção precisa e personalizada. Ele contribui para a formulação de planos terapêuticos eficazes, promovendo a saúde mental e o bem-estar.
Certo
Errado
Arzeno (2003) in Araújo (2007), ao detalhar as etapas do psicodiagnóstico, trata da realização das primeiras entrevistas, momento em que se busca
observar como é feito o contato inicial, quais as primeiras impressões sobre o paciente, pais e/ou família, bem como entender como se dá sua comunicação verbal e não verbal e linguagem corporal.
avaliar o paciente com objetividade, dando ênfase aos sintomas, no uso da classificação nosológica e na aplicação de testes para identificar determinadas características patológicas da personalidade do indivíduo.
refletir sobre o material colhido e analisar as hipóteses iniciais, com o objetivo de planejar os passos seguintes e escolher os instrumentos diagnósticos a serem empregados em uma próxima etapa.
analisar e integrar os dados levantados nas entrevistas e na história clínica, para obter uma compreensão global do caso.
identificar o motivo latente e manifesto da consulta, as ansiedades e defesas que o paciente, pais e/ou família apresentam, as expectativas e fantasias de doença e de cura que trazem.
Relacione as alternativas da segunda coluna com os termos da primeira e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta das relações.
Coluna 1 Itens
1. Raiva.
2. Período de latência.
3. Psicometria.
4. Inteligência emocional.
5. Psicomotricidade.
Coluna 2 Descrição
( ) Apresenta como objetivo melhorar os movimentos do corpo, a noção do espaço onde se está, a coordenação motora e o equilíbrio.
( ) Área da Psicologia que faz vínculo entre as ciências exatas e os fenômenos psicológicos.
( ) Designa a capacidade do ser humano em lidar com as emoções.
( ) É uma emoção primária.
( ) Energia da libido fica temporariamente deslocada dos seus objetivos sexuais.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
2 • 3 • 4 • 5 • 1
2 • 3 • 5 • 4 • 1
2 • 5 • 4 • 1 • 3
5 • 3 • 2 • 4 • 1
5 • 3 • 4 • 1 • 2
Com base em Dalgalarrondo (2019) sobre o diagnóstico psicopatológico, é CORRETO afirmar que:
Há sinais ou sintomas psicopatológicos específicos de determinado transtorno mental que facilitam o diagnóstico.
O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é quase sempre baseado, preponderantemente, nos dados clínicos como exames de neuroimagem estrutural (tomografia) e funcional (tomografia computadorizada).
Há sintomas patognomônicos em psicopatologia que, aliados a uma história clínica bem colhida e um exame do estado mental minucioso, culminam no diagnóstico correto.
O diagnóstico psicopatológico, com exceção dos quadros psico-orgânicos (delirium, demências etc.), de modo geral, é baseado em mecanismos etiológicos supostos pelo avaliador.
O diagnóstico psicopatológico é, em inúmeros casos, apenas possível com a observação do curso do transtorno.
Sobre diagnóstico e prognóstico dentro do processo psicodiagnóstico, assinale a alternativa CORRETA.
Com base na classificação e em aspectos específicos da história clínica, poderá fazer planejamento da intervenção terapêutica adequada (prognóstico).
Para chegar à inferência clínica, chamada de diagnóstico, o psicólogo deve examinar os dados de que dispõe, em função de determinados critérios, podendo considerar, assim, várias alternativas diagnósticas. Se certos critérios específicos são atendidos, pode classificar o caso numa categoria nosológica.
Deve utilizar uma das classificações oficiais conhecidas, como o DSM-IV.
Segundo a Resolução CFP 015/96, é obrigatório que o psicólogo faça uso do Código Internacional de Doenças - CID, ou outros códigos de diagnóstico, científica e socialmente reconhecidos, como fonte de enquadramento de diagnóstico.
A identificação do problema inclui sinais, que são observações pessoais feitas pelo paciente, e também sintomas, que são descritos pelo psicólogo.
Certo
Errado
A relação terapêutica é alvo de diversos estudos em psicoterapia, o que não ocorre a respeito dessa relação no processo psicodiagnóstico. Sobre a relação terapêutica no psicodiagnóstico, analise as afirmativas correlatas e a relação proposta entre elas.
I. “Em um processo psicodiagnóstico a relação estabelecida extrapola a relação avaliador-paciente, abrangendo o paciente com psicólogos de tratamentos futuros.”
PORQUE
II. “Durante a coleta de diversas informações sobre o paciente, há necessidade de assegurar consistência e confiabilidade do processo, bem como manter o foco na demanda e nos objetivos do psicodiagnóstico para o encaminhamento, na maioria das vezes, para a psicoterapia.”
Assinale a alternativa correta.
A afirmativa I é falsa sobre o psicodiagnóstico, mas a II é verdadeira nas condições para realizá-lo.
As afirmativas I e II são verdadeiras; a I se refere à relação terapêutica no psicodiagnóstico e a II adverte quanto às exigências para realizá-lo.
As afirmativas I e II são falsas e ambas se referem, respectivamente, à relação terapêutica e à forma de realização do psicodiagnóstico.
A afirmativa I é verdadeira em relação aos aspectos da relação terapêutica no psicodiagnóstico; a II é falsa em relação aos fatores inerentes ao processo.
As afirmativas I e II são verdadeiras; a I se refere à relação terapêutica no psicodiagnóstico e a II explica os fatores que caracterizam e explicam a relação no processo psicodiagnóstico.
O diagnóstico psicológico em saúde mental é um produto de uma avaliação psicológica. Ele tem a possibilidade de indicar qual o melhor tratamento para o paciente, visando melhorar a qualidade de vida do mesmo. Segundo Oliveira et al (in IRIGARAY, 2020, p. 11): “No campo das neurociências, o conhecimento sobre funções cognitivas, transtornos, patologias e seus efeitos devem estar sob domínio do avaliador”.
Assinale a alternativa incorreta, levando-se em consideração os autores.
O instrumento psicológico escolhido para ser contemplado na bateria de testes, deve ser compatível com algumas características do avaliando
Os testes psicométricos não buscam descrever os fenômenos psicológicos e nem medir e avaliar as aptidões do indivíduo
Na neuropsicologia, a avaliação está mais focada nas áreas cerebrais
O neuropsicólogo busca investigar alterações do sistema nervoso central que refletem no comportamento do indivíduo
No texto "Para uma crítica da razão psicométrica", Maria Helena Souza Patto discorre sobre os paradigmas cientificista e histórico-cultural e suas consequências para a produção da psicologia como ciência e profissão. Considere o posicionamento da autora e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A tradicionalização da prática psicológica de diagnóstico de estudantes centrada em testes de avaliação de inteligência reflete o predomínio tecnicista na formação da(o) psicóloga(o), em conformidade com a ciência psicológica pragmática.
(__)A superação da divisão que os paradigmas científicos implicam ao fazer psicológico pode ser encaminhada a partir da reflexão compartilhada, isto é, instaurar a possibilidade do diálogo sobre o impedimento do próprio diálogo.
(__)A crítica central às técnicas de exame psicológico não reside na construção teórica de tipos psíquicos, mas na transformação de tipos arbitrários de personalidade em paradigmas de saúde mental.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
F - F - V
F - F - F
V - V - V
V - V - F
V - F - V
Considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), assinale a alternativa INCORRETA em relação ao Transtorno por Uso de Álcool.
Para se chegar ao diagnóstico de Transtorno por Uso de Álcool, o indivíduo deve apresentar sintomas durante, pelo menos, um período de 12 meses.
O uso do álcool é frequentemente feito em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido e os esforços do indivíduo são malsucedidos para controlar ou interromper o uso.
O indivíduo abandona ou limita as atividades sociais, profissionais ou recreacionais em virtude do uso de álcool.
O indivíduo faz uso recorrente de álcool, resultando no fracasso em desempenhar papéis importantes no trabalho, na escola ou em casa.
O Transtorno por Uso de Álcool é uma condição intratável, pois os indivíduos que se apresentam para tratamento têm, geralmente, histórias de muitos anos de problemas graves relacionados ao álcool.
Sobre o psicodiagnóstico, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Procura avaliar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. Tem propósitos clínicos.
( ) Para medir forças e fraquezas no funcionamento psicológico, não se deve considerar como parâmetros os limites da variabilidade normal.
( ) O processo psicodiagnóstico tem características específicas: tempo ilimitado para entrevista e aplicação de técnicas e testes que facilitem o diagnóstico.
C - C - E.
E - E - C.
E - E - E.
E - C - C.
C - E - E.
Quais as funções do Diagnóstico Psicológico?
Identificar se há risco de vida, identificar possíveis riscos na vida dos envolvidos no transtorno. O retrato disso são os riscos de suicídio ou de automutilação, que são presentes em diversos quadros psicológicos.
Identificar possíveis riscos de suicídio, principal fator no diagnóstico psicológico.
Identificar risco de surtos que podem levar o indivíduo a matar os próximos.
Identificar risco de surtos psicológicos, risco de suicídio, risco de alteração do transtorno e adquirindo mais transtornos.
Lucas, um jovem de 17 anos, relata vivências frequentes de estar desconectado do ambiente. Em seu histórico constam episódios recorrentes de violência sexual durante a infância. Esses dados são compatíveis com o diagnóstico de transtorno
fóbico.
esquizotípico.
dissociativo.
psicótico.
histeriforme.
Considerando os objetivos possíveis de uma avaliação psicológica e de um psicodiagnóstico, qual a relação entre diagnóstico e tratamento dos sofrimentos psíquicos?
O tratamento apenas poderá acontecer quando em função de um diagnóstico que defina, de acordo com parâmetros éticos e técnicos, o correto transtorno mental que acomete o paciente. Por isso, o diagnóstico é uma etapa fundamental e somente é superada quando está consolidado e não restam dúvidas sobre a etiologia do transtorno. Por isso, frequentemente tem-se a necessidade de um diagnóstico diferencial, para suprir eventuais dúvidas e dar início ao tratamento.
O tratamento não tem nenhuma relação direta com o diagnóstico, pois são fenômenos de natureza distinta. O tratamento acontece em função dos sintomas e da demanda explícita do paciente em relação a estes. Já o diagnóstico, é uma leitura da somatória dos sintomas que se agregam em transtornos. Um mesmo transtorno pode ser composto de conjuntos distintos de sintomas, ou, ser composto de diferentes critérios diagnósticos, o que faz com que os tratamentos possíveis variem muito em um mesmo diagnóstico.
O diagnóstico, quando acertado, ajuda o clínico a saber sobre o prognóstico esperado e na decisão sobre a condução do tratamento. Contudo, o diagnóstico não implica à necessidade do tratamento, pois este decorre de uma decisão clínica complexa que envolve a gravidade dos sintomas, os riscos e benefícios, o sofrimento e a escolha do paciente. Por isso, um tratamento pode ser iniciado mesmo sem o estabelecimento de um diagnóstico conclusivo.
O diagnóstico de transtorno mental é o necessário desencadeador do tratamento e irá abastecer o clínico de informações para as decisões relativas à condução desse tratamento. Diante de um diagnóstico, o não início de um tratamento adequado implica imprudência e irresponsabilidade técnica do profissional de saúde perante o paciente. Contudo, nem sempre o profissional que realiza o diagnóstico será o que conduzirá o tratamento, tendo este, obrigação ética de realizar o encaminhamento.
Não corresponde a uma das etapas do processo do psicodiagnóstico:
Entrevista inicial.
Levantamento das hipóteses iniciais.
Contrato de Trabalho.
Revalidação sintomática.
Bateria de testes.
Alterações comportamentais ou psicológicas problemáticas e clinicamente significativas se desenvolvem durante ou logo após intoxicação por Cannabis. Segundo o DSM 5 TR são critérios diagnósticos de intoxicação por Cannabis, exceto:
boca seca.
agressividade.
taquicardia.
conjuntivas hiperemiadas.
apetite aumentado.
Segundo Jurema Alcides Cunha, sobre os critérios usuais de definição de um problema no processo de psicodiagnóstico clínico, é INCORRETO afirmar que:
Um problema é identificado quando são reconhecidas alterações nos padrões de comportamento comum, que podem ser de natureza quantitativa ou qualitativa.
O problema pode ser as alterações autolimitadas, que se verificam pela presença de um exagero ou diminuição de um padrão de comportamento usual.
Por vezes, as contribuições dos familiares estão mais relacionadas aos sintomas que perturbam a rotina da vida cotidiana, ignorando alguns sintomas mais graves.
Fornece subsídios para questões relacionadas com “insanidade”, competência para o exercício das funções de cidadão, avaliação de incapacidades ou patologias que podem associar-se com infrações da lei e etc.
Dada a relatividade dos critérios usuais na definição de um problema, a abordagem científica atual para a determinação diagnóstica advoga o uso de critérios operacionais.
A realização de um processo psicodiagnóstico infantil pode envolver situações difíceis, como, por exemplo, casos de violência ou segredos familiares. Durante a realização das entrevistas iniciais, em situações como essas, é importante que o terapeuta
evite um contato direto com os responsáveis pela criança, para garantir que ela se sinta à vontade para compartilhar suas percepções com ele.
estabeleça uma relação de colaboração e confiança com os responsáveis, para que esses temas possam ser abordados de forma adequada.
esclareça aos responsáveis que é seu dever, se for identificada uma situação de risco para a criança, encaminhar provas do fato às autoridades competentes.
realize todas as entrevistas diagnósticas em conjunto com os responsáveis e a criança, para diluir as fantasias persecutórias tipicamente observadas nesses casos.
obtenha os dados necessários à avaliação com fontes secundárias, uma vez que, nesses casos, os dados obtidos diretamente dos pais e da criança são distorcidos.
Quanto à caracterização do processo de psicodiagnóstico, assinale a alternativa correta.
É ilimitado no tempo.
Utiliza técnicas e testes psicológicos somente em nível individual.
Identifica e avalia aspectos específicos, seja para classificar o caso e prever seu curso possível, comunicando os resultados, na base dos quais são propostas soluções, se for o caso.
Não é ainda considerado um processo científico.