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Segundo Alves (2022, p. 43), “Sabe-se que as dificuldades de aprendizagem muitas vezes passam despercebidas até certa idade, é o olhar acentuado de um profissional especializado que consegue identificar reais necessidades e pontuar fatores que podem auxiliar a criança a melhor desenvolver suas habilidades e competências”. Considerando o vasto campo que interfere no desenvolvimento humano, o Psicopedagogo é um dos profissionais mais requeridos quando se trata de dificuldades de aprendizagem. Num conjunto de dificuldades de aprendizagem específicas, é CORRETO elencar:
Fonte: ALVES, C. V. dos S. As Intervenções Psicopedagógicas nas Dificuldades de Aprendizagens. Ano III - Nº 33 - Outubro de 2022 - ISSN: 2675-2573. www.primeiraevolucao.com.br.
Irresponsabilidade, problemas de comportamento e bullying.
Disormofia, transtorno de déficit de isolamento e dificuldade motora.
Timidez, gagueira e transtorno auditivo.
Problemas mentais graves, agressividade e ansiedade.
Dislexia, dislalia, disgrafia e Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Alguns aspectos sobre a avaliação e a intervenção em psicopedagogia foram descritos a seguir. No entanto, apenas uma das asserções foi elaborada corretamente, destaque-a:
A intervengdo é a primeira etapa do processo psicopedagodgico, em que é feita a caracterizagdo do problema de aprendizagem.
A intervenção em psicoterapia possui um fim em si mesma, uma vez que reflete as ações sistemáticas a serem implementadas.
Avaliação em psicopedagogia é toda e qualquer ação de cunho pedagógico em favor do aluno.
Os distúrbios de aprendizagem têm relação com os problemas de ordem pedagógica e/ou sociocultural.
Quadros envolvendo problemas de leitura, escrita, matemática e de atenção podem ser identificados como distúrbios de aprendizagem.
Paulo Freire mostra, em sua obra Pedagogia da Indignação, uma preocupação com um descompasso geracional no que diz respeito ao acompanhamento das transformações dos novos tempos, principalmente diante da aceleração característica dos últimos cem anos. O autor nos propõe forjar em nós uma qualidade sem a qual dificilmente conseguiremos compreender adolescentes e jovens: “a capacidade crítica, jamais ‘sonolenta’ sempre desperta à inteligência do novo. Do inusitado que, embora às vezes nos espante e nos incomode, até, não pode ser desconsiderado, só por isso, um desvalor”. Para validar a importância de se acompanhar as novas tecnologias, Paulo Freire afirma que
é tão urgente quanto necessária a compreensão correta da tecnologia, a que recusa a entendê-la como obra diabólica ameaçando sempre os seres humanos ou a que a perfila constantemente a serviço de seu bem-estar.
os que decidem pela transformação da realidade da mesma forma precisam organizar suas táticas em coerência com sua estratégia, quer dizer, com seu sonho possível ou utopia. Essa exigência, mudar mesmo quando a mudança é difícil, nem sempre teve que ver com a “natureza” da prática educativa. As condições históricas atuais, marcadas pelas inovações tecnológicas, corroboram que as tecnologias atrapalham o processo educativo.
quanto maior é a importância da tecnologia mais se afirma a necessidade de rigorosa vigilância sobre ela, colocando a tecnologia a serviço “das gentes” e do mercado. Por isso mesmo, a formação técnico-científica é mais do que puro treinamento ou adestramento para o uso de procedimentos tecnológicos. É também adestramento para a usar eticamente.
“a alfabetização em televisão” não é lutar contra a televisão, uma luta sem sentido, mas como estimular o jovem a enfrentar o extraordinário poder da mídia, da linguagem da televisão, substituindo-a por hábitos mais saudáveis.
não podemos nos pôr diante de um aparelho de televisão “entregues” ou “disponíveis”, de posse de uma postura crítica desperta. Devemos usá-la, sobretudo, discuti-la.
Gênero, seus papéis, a sexualidade e a diversidade são questões contemporâneas que não podem ficar de fora da escola. Porém, estar na escola não é tarefa fácil. Se outrora a escola foi considerada local ideal para alguns desses debates, a despeito de alguns questionamentos acerca da função social da escola, em tempos mais recentes, tais discussões foram “banidas” sob a alegação de se tratar de “ideologia de gênero”. Sobre essa temática, observe as afirmativas a seguir.
I Com Garbarino (2021), a manifestação da queixa escolar é sutilmente tonalizada por um modo cultural de entender a distinção masculino × feminino que se perpetua no contexto escolar. As expectativas e crenças das professoras e dos professores em relação ao ser menino × ser menina permeiam, “contaminam” e “deformam” seu olhar sobre o desempenho e a disciplina das alunas e dos alunos. Portanto, os estereótipos de gênero primeiramente precisam ser identificados para poderem ser desconstruídos.
II Com Rosistolato (2009), desde o início do século XX, houve uma série de iniciativas para a criação de espaços escolares no debate sobre a sexualidade dos adolescentes. A partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a escola ganha legitimidade para desenvolver projetos estruturados a partir de três blocos de conteúdo: a) corpo - matriz da sexualidade; b) relações de gênero; e, c) prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (Aids).
III Com Bonfim e Mesquita (2020), de um modo geral, as regras disciplinares do gênero e da sexualidade estiveram e estão presentes em todos os espaços da escola e podem ser aplicadas facilmente em outras instituições, quer sejam escolas de ensino médio, quer sejam de ensino fundamental e até na universidade. A dimensão do controle e da norma é algo amplamente discutido em trabalhos que investigam as relações entre gênero, sexualidade e educação.
IV Com Bonfim e Mesquita (2020), estudantes que, com suas diferentes culturas e inserções, têm, com limites e muitos desafios, questionado uma outra forma de ocupar os espaços dentro da escola e reivindicar o debate em torno do gênero e da sexualidade dentro da instituição.
São corretas as afirmativas:
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
Significa anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural da aprendizagem (MOYSÉS; COLARES, 1992).
A afirmativa se refere:
Psicopatologia.
Dificuldade de aprendizagem.
Distúrbio de aprendizagem.
Transtornos mentais.
Dificuldade social.
Sobre a psicomotricidade como alternativa de intervenção psicopedagógica, qual alternativa está CORRETA?
A psicomotricidade pode estimular o autoconhecimento do aluno, através da corporeidade das vivências na escola, a expressividade das ações do indivíduo, a comunicação verbal e os diálogos corporais.
A psicomotricidade se apresenta como alternativa de intervenção psicopedagógica com vistas ao desenvolvimento da imagem corporal.
A Psicomotricidade atua como possibilidade de intervenção didático-pedagógica com o corpo em movimento e, paralelamente, com as questões afetivas, tônico-emocionais, cognitivas e sociais.
O psicopedagogo institucional pode realizar o trabalho de assessoria a partir de intervenções lúdicas que estimulam o desenvolvimento do corpo do aprendente a partir do movimento.
Em se tratando da atuação psicopedagógica no ambiente escolar, os transtornos de aprendizagens são demandas que se apresentam. Dentre eles, é INCORRETO destacar:
Dislexia fonológica: Problemas com análise do som e memória; Ageometria (ageometresia): Problemas de raciocínio matemático.
Anarritmia: Dificuldades na formação de conceitos básicos e inabilidade para adquirir aptidões de computação; Dislexia (comprometimento da leitura): Problemas com a leitura.
Disgrafia (comprometimento da expressão escrita): Problemas com compreensão, expressões escritas ou grafia; Dislexia superficial: Problemas com o reconhecimento visual das formas e estruturas das palavras.
Disortografia: está relacionado a uma dificuldade na aprendizagem de ortografia, gramática e redação – no nível da palavra, da frase e/ou do texto; Disgrafia: dificuldade para ler e escrever palavras com sílabas muito complexas, bem como mania de escrever muito rápido.
Afasia anômica (disnomia): Dificuldades para recordar palavras e solicitar informações da memória.
A orientação aos pais é uma das atribuições do Psicopedagogo. Qual das alternativas abaixo descreve o principal objetivo dessa orientação?
Atribuir os pais as dificuldades de aprendizagem do filho.
Oferecer informações e estratégias para que os pais possam auxiliar seus filhos em casa.
Atenuar as responsabilidades da escola em relação ao desenvolvimento do aluno.
Inibir a participação dos pais no processo educativo.
O diagnóstico psicopedagógico clínico tem como objetivo identificar as causas dos bloqueios que se apresentam nos sujeitos com dificuldades de aprendizagem. A base de um bom diagnóstico está na construção de hipóteses, pois são elas que guiarão o processo de investigação, possibilitando, ao profissional, fazer uma leitura psicopedagógica do quadro apresentado inicialmente pela família, pela escola ou pelo próprio cliente. Sendo assim, avalie as afirmativas a seguir.
I. A compreensão dos problemas de aprendizagem exige do psicopedagogo se deter no conhecimento dos processos cognitivos inerentes ao aprender.
II. O levantamento de hipóteses requer um conhecimento profundo do objeto, ou seja, o sujeito em todas as suas dimensões: físicas, cognitivas e psíquicas.
III. O olhar do psicopedagogo, amparado nos fundamentos da psicanálise, pode ir além do diagnóstico, porque é capaz de encontrar possibilidades para resolver o impasse do não aprender por meio da identificação dos elementos que estão atrapalhando o aprender do sujeito.
IV. O levantamento de hipóteses envolve aspectos objetivos e subjetivos observados quanto ao cliente, à família, à escola e ao contexto social.
V. As estratégias metodológicas utilizadas no processo investigativo englobam apenas atividades relacionadas ao eixo horizontal.
Estão corretas as afirmativas dos itens
I, III e IV.
II, III e V.
II, III, IV.
I, II e III.
De acordo com Victor da Fonseca (2016), as emoções desempenham um papel significativo na experiência humana, conferindo sentido à vida durante momentos de adaptação, aprendizado, sucesso e construção de relações. Ao mesmo tempo, também surgem, diante de desafios, eventos adversos e situações dolorosas, oferecendo informações cruciais para a aprendizagem por meio de expressões faciais e gestuais.
Ainda de acordo com o autor e considerando a relação entre as emoções e o processo de aprendizagem, assinale a alternativa INCORRETA.
Para que a aprendizagem ocorra, pela importância que tem a emoção na cognição, é necessário que se crie à volta das situações ou desafios de aprendizagem um clima de segurança, de cuidado e de conforto.
Só num clima de segurança afetiva, o cérebro humano funciona perfeitamente; só assim as emoções abrem caminho às cognições.
As emoções guiam e suportam as funções atencionais, e estas guiam as funções cognitivas de processamento perceptivo, simbólico e lógico, assim como as funções executivas de resolução de problemas.
As emoções podem afetar negativamente a memória, tornando menos relevantes e claras a sua ativação ou excitação somática, prejudicando os vínculos que fortalecem as funções cognitivas.
A cognição sem a emoção não é possível de conceber-se quando se considera que o cérebro do indivíduo opera e atua sistemicamente num todo funcional, harmonioso e melódico.
O psicopedagogo é o profissional graduado e/ou pós-graduado que tem como objeto de estudo a aprendizagem e seus processos. Na perspectiva da psicopedagogia institucional escolar, a atuação desse profissional consiste em
diagnosticar os problemas de aprendizagem dos estudantes e realizar intervenções individuais.
realizar orientação educacional com os agentes educativos, seja em reuniões pedagógicas, palestras, cursos rápidos ou pequenas intervenções no dia a dia escolar.
realizar uma intervenção apoiando-se na utilização de recursos que promovam a operatividade dos estudantes, interferindo na ação dos sujeitos.
trabalhar as questões que obstaculizam o aprender, manipulando, vinculando, cuidando e resolvendo os problemas relativos à aprendizagem.
A Psicopedagogia é um campo de atuação em Educação e Saúde, o qual aborda os processos de aprendizagem e desenvolvimento e consequentes problemas advindos desses processos (Miranda, 2016; 2019). Enquanto campo de estudo, investigação e atuação, de acordo com Miranda (2019, p. 18), “a pesquisa na vertente psicopedagógica contribui para a compreensão da aprendizagem e de seus desafios”.
Fonte: MIRANDA, Maria Irene. Psicopedagogia: trajetória e perspectivas. Uberlândia: EDUFU, 2016.
MIRANDA, Maria Irene. A pesquisa e a produção do conhecimento psicopedagógico. In: MIRANDA, Maria Irene et al. (org). A produção da pesquisa na Psicopedagogia. Curitiba: CRV, 2019.
Sobre a natureza da Psicopedagogia, é correto afirmar que
é de natureza Multidisciplinar e Transdisciplinar.
é de natureza Interdisciplinar.
é de natureza Transdisciplinar e Interdisciplinar.
é de natureza Multidisciplinar, Interdisciplinar e Transdisciplinar.
Pereira (2003), em sua dissertação “Violência nas Escolas: visão de professores do Ensino Fundamental sobre esta questão”, elabora uma reflexão sobre a violência no contexto escolar e suas diversas características e complexidades.
Considerando as contribuições dessa autora em seu estudo, assinale a alternativa correta.
A violência explícita é a que se manifesta de forma velada, disfarçada em comportamentos indiferentes, além de ausência de diálogo e cooperação. Ela acaba por ser incorporada ao cotidiano escolar.
A violência implícita surge no interior da escola por meio de depredações e agressões verbais e físicas. Elas são facilmente detectadas quando impossibilitam o bem-estar.
A compreensão do fenômeno da violência é uma tarefa de grande complexidade. Envolve esforços de diversas disciplinas e diferentes campos do saber. Consequentemente, as estratégias para lidar com a violência devem ser interdisciplinares e intersetoriais.
Apesar de ser um problema de grande relevância, deve-se dizer que a questão da violência não tem impactos no aproveitamento escolar dos alunos. Seus impactos se voltam para as situações relacionadas a convivência escolar e processos de socialização.
Para Freud, a função da educação é a de colaborar para que as crianças aprendam a controlar seus instintos, seus impulsos, de maneira a coibir, proibir, reprimir, a fim de evitar sofrimentos maiores.
Fonte: PILETTI, 2017. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir sobre esse assunto e assinale a alternativa CORRETA.
O psicanalista Freud apoia a severidade na educação das crianças e a aponta como forma de resolução de possíveis neuroses e traumas educacionais.
A criança, quando desenvolve uma antipatia pelo professor, tende a aprender mais e melhor a matéria e a disciplina do referido professor.
O professor deve, secundariamente, se conectar emocionalmente com o aluno, pois, em relação à aprendizagem, o que importa é a questão cognitiva.
O impulso instintivo da criança deve ser suprimido, para que ela possa produzir resultados menos indesejáveis, como a indisciplina.
A verdadeira preparação do professor, nos processos educacionais, envolve uma contundente formação psicanalítica, pois é necessário reconhecer a individualidade constitucional da criança.
Sobre as correntes teóricas da psicopedagogia, assinale a alternativa CORRETA:
Surgiram os primeiros pensadores os quais se debruçaram nos estudos a respeito da não aprendizagem ou do fracasso escolar.
A partir da pedagogia e psicologia, juntas, é suficiente para apreender o objeto de estudo da psicopedagogia − o processo de aprendizagem e suas variáveis - e nortear a sua prática.
Busca compreender de forma integradora, o processo de ensino e aprendizagem, quando ocorre apenas no espaço extraescolar.
A psicopedagogia nos espaços intra e extraescolar se refere aos espaços de escuta psicopedagógica (ou clínica).
A atuação do psicólogo nas escolas deve ter como um de seus norteadores o Código de Ética Profissional e também a legislação vigente vinculada à educação educacional, como a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Nesse contexto, assinale a alternativa incorreta.
O princípio fundamental do fazer psicológico, que diz que o profissional deverá atuar com responsabilidade social, deve articular-se com o princípio da Lei nº 9.394/96 no que se refere ao respeito à diversidade étnico-racial.
O dever dos psicólogos de prestar serviços psicológicos de qualidade vincula-se ao princípio da Lei nº 9.394/96 no que se refere à garantia de um padrão de qualidade na educação nacional.
O princípio da gestão democrática do ensino, observado na Lei nº 9.394/96, pode ser aproximado ao princípio do Código de Ética do Psicólogo que pontua sobre a necessidade de os psicólogos considerarem as relações de poder existentes nos contextos nos quais atua de forma crítica.
A responsabilidade de o psicólogo assumir apenas a execução de atividades para as quais esteja capacitado se relaciona com o princípio da Lei nº 9.394/96, que defende a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.
O assessoramento psicopedagógico é uma estratégia importante na busca de respostas aos desafios institucionais presentes no atual cenário educacional do Brasil. Assim, as mudanças propostas têm suas raízes em aspectos relacionados à cultura, atitudes, pensamentos e ideias implícitas no trabalho do professor, gestores e de toda a comunidade escolar. Em relação ao paradigma colaborativo de ação ou prática, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Trabalhos desenvolvidos em rede, como metodologia que permite a participação de vários agentes de diferentes áreas na análise das situações.
( ) Centralização de decisões a fim de que os responsáveis possam ser penalizados.
( ) Criação de estruturas que permitam o acesso de múltiplos colaboradores.
( ) Criação de mecanismos de participação social, fomentando o compromisso com os objetivos a serem alcançados.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – F – V.
F – V – V – F.
F – V – F – V.
V – F – V – V.
V – V – F – F.
Sobre o diagnóstico psicopedagógico, é correto afirmar que:
Existe uma bateria de testes preestabelecida, fixa, que deve ser administrada regularmente a todos os aprendentes, garantindo a cientificidade do esquema.
O esquema sequencial para o diagnóstico psicopedagógico proposto por Jorge Visca, psicólogo argentino, inicia com a EOCA e segue com testagens, anamnese, elaboração do informe e devolutiva do informe ao paciente e/ou pais, ainda que esse esquema não seja uma fórmula rígida.
O processo diagnóstico deve ser objetivo e diretamente relacionado à disciplina em que se manifesta o baixo rendimento escolar.
Por vezes, ocorre a necessidade do psicopedagogo iniciar diretamente pela intervenção psicopedagógica. Caso contrário, os prejuízos escolares e emocionais podem ser negativos e traumáticos para a criança. Deve-se reservar o diagnóstico para as situações em que isso seja possível.
O diagnóstico institucional deve centrar-se na queixa dos gestores a fim de propiciar resultados práticos e objetivos sobre o clima da instituição.
Piaget, ao estudar o jogo de regras, dividiu a evolução da prática e da consciência da regra em três etapas. A anomia abrange as crianças de até cinco ou seis anos. Elas não seguem as regras coletivas e se interessam em satisfazer suas necessidades motoras ou fantasias simbólicas. Na segunda etapa, percebe-se um interesse pelas atividades coletivas e regradas em crianças de até nove ou dez anos. Nesse caso, as crianças jogam mais “uma ao lado da outra” do que “uma contra a outra”. Assinale a alternativa que identifica e caracteriza corretamente a última etapa.
Autonomia – as crianças jogam seguindo as regras com esmero, porque as regras são compreendidas como decorrentes de mútuos acordos. Corresponde à concepção adulta para o jogo.
Independência – as crianças jogam juntas sem questionar as regras e seus acordos.
Utopia – os participantes do jogo criam suas regras e as seguem sem a necessidade de mediação ou possibilidade de conflitos.
Realismo moral – há uma concepção objetiva da responsabilidade, ou seja, julga-se pelas consequências dos atos e não pela intencionalidade daqueles que agiram.
Democracia – o indivíduo leva em consideração o ponto de vista alheio, respeita, faz acordos, negociações com o outro e convive com a pluralidade de opiniões.
A psicopedagogia surgiu com o intuito de ajudar as pessoas com problemas de aprendizagem, e seus ramos de atuação situam-se, sobretudo, nas ações preventivas em instituições e na clínica com atendimentos individualizados (BOSSA, 2011, p.48). Portanto, a psicopedagogia propõe-se a buscar uma resposta para os conflitos na aprendizagem com técnicas de trabalho que podem ser desenvolvidas de maneira individual ou em grupo, para assim resgatar a vontade de aprender, de modo a observar quais fatores, possivelmente, podem contribuir ou não para a processo de ensinoaprendizagem. A psicopedagogia possui um enfoque interdisciplinar abrangendo a Pedagogia, a Psicanalise, a Psicologia, a Epistemologia, a Linguística e a Neuropsicologia, dentre outras áreas do conhecimento. (BOSSA, 2011, p.40). Todavia, torna-se importante compreender que as diversas áreas do conhecimento citadas e que balizam as práticas psicopedagógicas não devem ser utilizadas isoladamente. Pois, o indivíduo deve ser compreendido como um ser social e complexo. Portanto ao iniciar uma investigação de transtorno de aprendizagem o psicopedagogo e o neuropsicopedagogo deve:
I - Visitar a escola e conversar com os professores que acompanham essa criança.
II - Fazer uma entrevista inicial com a família e entender todo contexto social e familiar desta criança.
III - Deve analisar o material escolar e as metodologias escolares.
IV - Aplica testes e escalas.
V - Faz a prescrição de medicamentos.
Assinale a alternativa correta:
Apenas I está correta.
Apenas II está correta.
Apenas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas I, II, III e V estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.