Questões de Concurso sobre Nutrição

 
 
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Um zootecnista fez a prescrição de uma dieta para um equino velocista que pesa 400 kg de peso vivo e está treinando forte para competir. O profissional prescreveu o fornecimento diário de 4 kg de feno de alfafa + 8 kg de aveia cortada verde + 3 kg de grão de milho + 3 kg de grão de aveia, todos expressos na matéria natural (MN). Estes quatro alimentos apresentam 86%, 18%, 88% e 88% de matéria seca (MS), respectivamente. Assinale a alternativa que apresenta o consumo diário prescrito de MS em kg e o consumo diário de MS expresso em percentagem do peso vivo do equino


A

11,36 kg de matéria seca e 2,88% do peso vivo do animal.


B

10,16 kg de matéria seca e 2,54% do peso vivo do animal.


C

9,56 kg de matéria seca e 2,39% do peso vivo do animal.


D

10,71 kg de matéria seca e 2,68% do peso vivo do animal.


E

11,36 kg de matéria seca e 2,54% do peso vivo do animal.

Vacas leiteiras de alta produção, quando suplementadas com grande quantidade de concentrados, podem desenvolver quadros de acidose, timpanismo e até virem a óbito. Levando em conta esse contexto, assinale a alternativa que mostra características bromatológicas, expressas na matéria seca, de uma dieta desbalanceada que pode levar essas vacas a um quadro de acidose.


A

energia digestível = 2900 kcal/kg e fibras = 24%


B

proteína bruta = 18% e nitrogênio protéico = 2,8%


C

amido = 55% e fibras = 10%


D

relação muito alta entre proteína bruta e nitrogênio proteico


E

relação muito baixa entre energia digestível e proteína bruta

Na produção de animais não ruminantes como aves, suínos e peixes, a nutrição representa a maior parte dos custos de produção. Dessa forma, o zootecnista que trabalha formulando as rações precisa estar atento aos passos importantes que envolvem o balanceamento das rações.


Quanto aos procedimentos mais adequados para a correta formulação de rações para animais não ruminantes e que podem tornar o processo mais eficiente, considere as afirmativas a seguir.


I - Na formulação de rações para animais não ruminantes de produção, utiliza-se a relação dos aminoácidos totais em relação à metionina.

II - Para uma correta formulação de rações, é fundamental considerar a disponibilidade de matérias-primas, relacionar a composição dos ingredientes a serem utilizados, considerando todos os nutrientes de interesse.

III - Para uma correta formulação de rações, é necessário saber as exigências nutricionais e a relação entre nutrientes.

IV - Os softwares de formulação de rações para animais não ruminantes não consideram o custo dos ingredientes e o seu balanceamento final.


Está(ão) correta(s)


A

apenas I.


B

apenas II.


C

apenas I e IV.


D

apenas II e III.


E

apenas III e IV.

A maioria dos alimentos destinados à nutrição dos animais vem com sua composição nutricional expressa nos seus rótulos, mas, para compará-los, é necessário converter suas unidades para uma base-padrão chamada


A

base natural.


B

cinzas.


C

base seca.


D

densidade.


E

extrato etéreo.

Os alimentos utilizados na formulação de rações para animais têm a função de fornecer um ou mais nutrientes. Um alimento com teor de NDT (Nutrientes Digestíveis Totais) de 52%, fibra bruta de 57% e 12% de umidade é classificado como um alimento:


A

Volumoso seco.


B

Concentrado energético.


C

Concentrado proteico.


D

Volumoso úmido.


E

Volumoso energético.

Para se determinar a quantidade de fibra necessária na dieta, primeiramente, é preciso saber quanto de fibra digestível possui o alimento. A fibra em detergente neutro (FDN) é a fração nutricional correspondente à presença de:


A

Proteína bruta.


B

Celulose.


C

Lignina.


D

Lipídeos.


E

Hemocelulose glicada.

Um dos fundamentos da nutrição moderna é o conceito de proteína ideal, que aplicada na produção animal, permite que haja uma menor excreção de nitrogênio e permite maior flexibilidade na formulação das dietas. Nesse contexto, considerando a lisina como aminoácido de referência, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) É um aminoácido orientado metabolicamente para deposição de proteína.

( ) É um aminoácido não essencial, portanto não havendo nenhuma via de síntese endógena.

( ) É um aminoácido dieteticamente limitante e sua suplementação é economicamente viável.

( ) É um aminoácido essencial não havendo via de síntese endógena.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – V – F.


B

F – V – F – V.


C

V – V – F – F.


D

V – F – V – V.


E

F – F – V – V.

O farelo de arroz pode ser utilizado como ingrediente energético na fabricação de rações animais. Para obtenção do farelo, ele deve passar por um processo de estabilização com a aplicação de tratamento térmico ou hidrotérmico, objetivando a destruição de


A

lipases, lipoxigenases e peroxidases ativas.


B

inibidores de proteases, lecitinas e ácido fítico.


C

taninos, ácidos fenólicos e flavonoides.


D

gossipol, ácido fítico e peroxidades ativas.


E

inibidores de proteases, ácido fítico e taninos.

Sobre a suplementação com fontes de carboidratos não-estruturais para animais ruminantes, é INCORRETO afirmar que


A

os nutrientes mais exigidos pelos microrganismos ruminais são as proteínas e os carboidratos. Ambos são exigidos para o máximo crescimento microbiano, porém atuam de maneira diferenciada no processo. Proteínas na quantidade exata proporcionam o balanço de amônia, peptídeos, aminoácidos e têm maior impacto sobre a eficiência do crescimento microbiano ruminal. Essa eficiência em parte está relacionada com a quantidade de carboidrato disponível fermentado.


B

os carboidratos em geral incluem os açúcares solúveis, amido, pectinas, hemiceluloses e celuloses. Açúcares solúveis e amidos são mais intensamente fermentados no rúmen em relação às hemiceluloses e celuloses. Para maximizar o total de carboidrato fermentado no rúmen é comum aumentar os carboidratos fibrosos da ração de animais ruminantes e reduzir açúcares e amido. Porém, em quantidades elevadas, poderão causar disfunção ruminal, decréscimo na taxa de crescimento microbiano e resultar em distúrbios metabólicos.


C

o efeito da digestão dos açúcares influencia a proporção de ácidos graxos voláteis (AGV) produzidos no processo fermentativo, e esses valores variam consideravelmente em função dos substratos utilizados. Inclusões de açúcares em níveis abaixo de 15% da MS parecem não provocar grande mudança na produção de AGV. Entretanto, o aumento da produção de propionato e butirato está frequentemente associado a altos níveis de açúcares nas rações. Não somente o nível de açúcar da ração, mas também a fonte e o tipo de açúcar parecem ter efeito nas concentrações de AGV e pH ruminal.


D

o efeito benéfico dos açúcares para os animais ruminantes está relacionado a fatores como o rápido aumento no crescimento microbiano causado pelo nível de energia prontamente disponível e a maior eficiência de utilização das formas de nitrogênio solúvel ou não-proteico. De maneira geral, pode-se afirmar que a adição de monossacarídeos solúveis à dieta de ruminantes suprime a digestão de matéria seca e dos componentes fibrosos da parede celular sem interferir no pH, ocasionando assim um efeito direto do carboidrato no processo fermentativo.


E

a adição de açúcares na dieta de ruminantes deve sempre estar associada ao fornecimento de nitrogênio proteico ou não-proteico. Sabe-se que a concentração de amônia ruminal é reduzida pela adição de carboidratos com lactose mais efetiva, seguida pelo amido, sacarose e glucose. Um exemplo dessa relação seria o fornecimento de cana-de-açúcar combinada com silagem de milho em ração para vacas leiteiras que, em adequadas concentrações, podem garantir redução da amônia ruminal e maior eficiência na utilização de compostos nitrogenados solúveis da ração seguida de aumento concomitante no crescimento e metabolismo microbiano.

A análise bromatológica dos alimentos é uma importante ferramenta para que se possa definir a composição química, seu valor nutricional, seu valor energético e suas propriedades físicas de maneira que podemos definir como seu consumo vai influenciar a performance e a eficiência dos animais. Considerando que você tenha recebido a análise bromatológica de uma silagem de milho, que será utilizada na alimentação de vacas leiteiras, analise as seguintes assertivas:


I. A análise de extrato etéreo é importante, pois demonstra a quantidade de gorduras na silagem, que tem 2,25 vezes mais energia que carboidratos, influenciando na qualidade total.

II. A fibra em detergente neutro (FDN) corresponde a celulose, hemicelulose e lignina e é usada como um indicativo de qualidade da silagem, pois está diretamente correlacionado ao consumo da silagem pelos animais.

III. A fibra em detergente ácido (FDA) está contida no FDN e quanto maior o FDA maior a digestibilidade da silagem.

IV. Uma silagem com teor de matéria seca (MS) alta >40% terá dificuldade de compactação, deterioração aeróbica aumentada, maior atuação de fungos e leveduras, redução na digestibilidade do ámido.


Quais estão INCORRETAS?


A

Apenas I e III.


B

Apenas II e III.


C

Apenas II e IV.


D

Apenas I, II e III.


E

Apenas I, III e IV.

Peixes e mamíferos apresentam diferenças nas exigências nutricionais devido a particularidades das espécies. Avalie as afirmações abaixo e marque a opção INCORRETA.


A

Sendo animais pecilotérmicos, os peixes possuem baixa necessidade energética, gastam menos energia que os demais animais domésticos para manter a temperatura corporal.


B

A utilização da energia é influenciada pela espécie, temperatura, idade, tamanho do corpo, parâmetros químicos da água e estado fisiológico do peixe.


C

Os carboidratos participam em pequenas quantidades na composição do corpo do peixe, por isso esses animais não utilizam este nutriente para o seu crescimento, servindo basicamente como fonte de energia.


D

Os peixes possuem maior exigência proteica em relação aos mamíferos, já que são menos eficientes em utilizar esse nutriente.


E

Os peixes excretam resíduos nitrogenados na forma de amônia, economizando energia no catabolismo das proteínas via brânquias.

Para uma produção de ração, a mistura de matérias-primas em um misturador vertical deve ser realizada seguindo procedimentos que garantam a mistura adequada e homogênea da ração. A seguir são apresentados seis procedimentos que compõe a produção de mistura de ração com óleo em uma fábrica de ração de porte pequeno a médio. Numere os procedimentos de produção de um (1) a (6), de acordo com a sequência adequada de produção de uma mistura de ração com óleo:


( ) Adicionar metade do farelo de soja.

( ) Adicionar o restante do milho e o restante do farelo de soja.

( ) Adicionar lentamente todo o óleo vegetal sobre o farelo de soja, pois o farelo de soja irá absorvê-lo.

( ) Adicionar a pré-mistura, demais matérias primas de origem vegetal (exceto o milho e o farelo de soja), sal e as matérias-primas de alta densidade (calcário, fosfato bicálcico e farinha de ostra) ou farinha de carne e ossos.

( ) Adicionar metade do milho.

( ) Abrir a válvula de circulação e cronometrar (marcar) o tempo de mistura a ser seguido (misturadores verticais com uma rosca: 12 a 15 minutos; e, com duas roscas: 6 a 8 minutos).


Assinale a sequência CORRETA:


A

1, 5, 2, 4, 3, 6.


B

4, 6, 3, 5, 2, 1.


C

1, 3, 4, 5, 2, 6.


D

5, 6, 2, 4, 1, 3.

A monensina sódica é um ionóforo usado como aditivo para compor rações e largamente utilizado no Brasil para dietas de ruminantes. Quando se está confinando bovinos de corte com dietas sem volumoso, a monensina sódica é indicada na concentração de 20 a 28mg/kg de matéria seca da dieta.


Qual alternativa apresenta quatro dos objetivos que se buscam ao usar este ionóforo em dietas sem volumoso para bovinos adultos confinados?


A

Melhorar a síntese de vitaminas, modular o consumo, moderar a ação das bactérias Gram-positivas e aumentar o ganho de peso.


B

Inibir a ação das bactérias Gram-positivas, facilitar a ação das bactérias Gram-negativas, modular o consumo e diminuir a produção de gases.


C

Inibir a ação das bactérias Gram-positivas, aumentar o consumo, facilitar a eliminação de CH4 e CO2 e melhorar a qualidade proteica.


D

Melhorar a síntese de vitaminas, modular o consumo, moderar a ação das bactérias Gram-negativas e facilitar a ação das Gram-positivas.


E

Facilitar a ação das bactérias Gram-positivas, inibir a ação das bactérias Gram-negativas, estimular o consumo e diminuir a produção de gases.

O incremento calórico é representado pelo aumento da produção de calor após o consumo do alimento pelo animal. É constituído basicamente do calor de fermentação e a energia gasta no processo digestivo, assim como o calor de produção resultante do metabolismo dos nutrientes. Existem algumas estratégias nutricionais para reduzir o incremento calórico para animais não ruminantes.


Dentre elas é CORRETO afirmar que:


A

A inclusão de fibras em maiores quantidades tende a reduzir o incremento calórico.


B

O incremento calórico varia entre os nutrientes utilizados nas dietas de não ruminantes, sendo que as proteínas possuem menor incremento calórico quando comparadas aos lipídeos.


C

O incremento calórico varia entre os nutrientes utilizados nas dietas de não ruminantes, sendo que os carboidratos possuem menor incremento calórico quando comparados aos lipídeos.


D

As dietas com utilização adequada de fontes de lipídeos podem auxiliar na redução do incremento calórico, pois aumentam a concentração de energia a partir de um nutriente que possui menor incremento calórico quando comparado aos carboidratos e proteínas.


E

O incremento calórico não tem importância em relação à nutrição de animais não ruminantes.

Considere as afirmativas acerca de aditivos disponíveis para utilização em rações para animais não ruminantes.


I - Os arabinoxilanos, os betaglucanos e o ácido fítico presentes em grãos e cereais podem ser melhor degradados pela utilização de enzimas exógenas específicas nas rações.

II - Os polissacarídeos não amídicos não são facilmente digeridos pelos animais não ruminantes. Para melhorar o seu aproveitamento, recomenda-se utilizar microminerais orgânicos nas rações.

III - Palatabilizantes e aromatizantes são amplamente recomendados para utilização em rações para peixes, aves, cães e suínos, pois aumentam a palatabilidade e o consumo das rações.

IV - Probióticos, prebióticos, adsorventes e enzimas são aditivos utilizados como alternativa para substituir antibióticos promotores de crescimento nas rações.


Está(ão) correta(s)


A

apenas I.


B

apenas I e IV.


C

apenas II e III.


D

apenas III e IV.


E

I, II, III e IV.

O emprego de aditivos na alimentação animal tem a função de promover a melhora da digestibilidade de ingredientes, auxiliar na saúde dos animais, preservar as características nutricionais das rações, suprir nutrientes e melhorar a aceitação do produto final (carne, ovos, leite) pelo consumidor. Quanto ao uso de aditivos e suas implicações, assinale a alternativa correta.


A

Os aditivos nutricionais são: vitaminas, provitaminas, oligoelementos, aminoácidos e ureia.


B

Todos os ionóforos podem ser amplamente utilizados em ruminantes sem restrições.


C

São aditivos profiláticos: antibióticos, enzimas e repartidores de energia.


D

Os aditivos classificados como nutrientes são: antioxidantes, acidificantes, aromatizantes, anticoccidianos e palatabilizantes.


E

São considerados aditivos pró-nutrientes: probióticos, antioxidantes, anticoccidianos e enzimas.

Os lipídeos são conhecidos como as principais fontes energéticas das dietas, pois produzem cerca de 2,25 vezes mais energia que as proteínas e os carboidratos, além disso, possuem elevada palatabilidade. Além de sua função energética, possui também a função:


A

Enzimática.


B

Imunológica.


C

Precursores de sais biliares.


D

Estrutural.


E

Proteica.

Assinale a alternativa incorreta no que diz respeito ao processamento de alimentos e Monitoramento da qualidade da matéria prima para o preparo de rações.


A

Em razão do seu alto teor de fibra e baixa energia, recomenda-se utilizar o farelo de trigo até 5% na fase inicial, 10 a 20% na fase de crescimento e 15 a 20% em poedeiras e suínos.


B

Apesar da riqueza proteica, a farinha de carne e ossos é utilizada somente até 5% na composição das rações de aves e suínos, devido restrições técnicas relacionadas a transferências de sabor para os produtos (carne e ovos) e zoonoses ocasionalmente passiveis de transmissão.


C

Na obtenção do Calcário calcítico, deve-se priorizar a utilização do calcário dolomítico, em virtude do alto teor de magnésio ser benéfico as aves e suínos.


D

Na soja existem fatores antinutricionais como os inibidores de tripsina e quimiotripsina, e as Iecitinas, que causam danos ou impedem a absorção dos nutrientes pelos animais, contudo, são destruídos ou inativados através de tratamento térmico.


E

O milho moído se deteriora rapidamente, sendo recomendável que, a sua moagem na hora de efetuar-se a mistura e o tempo de estocagem, não deve ser superior a 72 horas.

As plantas possuem substâncias que causam resistência à degradação biológica, e uma delas compreendem as fenilopropanóides. Qual dessas substâncias possui o mais alto peso molecular da classe, limitando a disponibilidade dos carboidratos para a digestão dos microorganimos e torna a células da parede uma estrutura rápida?


A

Lignina.


B

Cumarina.


C

Flavonoides.


D

Tanino.


E

Isoflavonoides.

Na formulação de rações para aves, suínos e peixes existem quatro métodos cálculo que permitem a composição das dietas. No método do quadro é verdadeira a seguinte observação:


A

O cálculo se utiliza fósforo total, e não do fósforo disponível em fontes de origem vegetal.


B

Neste método é possível formular rações com vários ingredientes e nutrientes.


C

Nas fontes de origem animal o fósforo disponível é diferente do fósforo total.


D

O fósforo disponível é o último nutriente a ser fechado.


E

Inicialmente fixa-se os ingredientes com maior participação nas rações dentro dos limites de utilização.

   
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