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Uma das tarefas do arquiteto contemporâneo é conceber projetos de manutenção, conservação e restauro em edificações e conjuntos patrimoniais. Sendo assim, identifique o tipo de vedação representada numa armação estrutural, comum no barroco mineiro.

Tabique.
Blocos de adobe assentados no baldrame.
Pau-a-pique.
Estuque.
A deterioração dos edifícios históricos decorre muitas vezes da infiltração de água em seus interiores. A respeito da restauração de peças de telhados danificados de edifícios históricos, considere:
I. Podem ser utilizadas novas junções entre as peças de madeira com o auxílio de novas ferragens ou de vergalhões.
II. Podem ser utilizadas técnicas e materiais tradicionais, empregar a própria matéria-prima ou materiais utilizados na época.
III. Podem ser empregadas técnicas e materiais contemporâneos com uso de materiais novos que não eram fabricados ou encontrados na época em que o telhado foi construído.
IV. As técnicas tradicionais são as mais criticadas, muitas vezes consideradas como um falso histórico, pois reproduzem uma peça antiga e “original”.
Está correto o que se afirma em
III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
Dentre as competências do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), de acordo com as atribuições que o Decreto-Lei Nº 25/37 lhe confere, está a de autorizar intervenções em bens edificados tombados e nas suas áreas de entorno. Visando o zelo e a integridade dos bens culturais, a Portaria Nº 420, de 22 de dezembro de 2010, dispõe os procedimentos a serem observados quanto à concessão de autorização para que sejam realizadas intervenções em espaços definidos pelo mencionado Decreto. O propósito de prevenir e prolongar o tempo de vida de um bem móvel é conhecido como
restauração.
reforma.
recuperação.
manutenção.
conservação.
Todo imóvel possui um potencial construtivo definido por meio de parâmetros urbanísticos específicos de cada zona, conforme a lei de zoneamento de cada município. Um imóvel tombado segue
parâmetros negociados pelo coeficiente (índice construtivo privado) de determinada zona urbana.
decisões construtivas definidas pela análise e com aprovação do IPHAN.
decisões predeterminadas pelos agentes comunitários, que atendam a critérios da prefeitura.
parâmetros construtivos definidos pelo Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas para qualquer modificação.
A Carta de Veneza (1964) consagrou internacionalmente a importância da relação entre usos e a conservação de bens culturais, estabelecendo que, para que a conservação possa ser autorizada, a conservação dos monumentos
deve ser sempre favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, sendo, portanto, desejável, mas não pode nem deve alterar a disposição ou a decoração dos edifícios.
deve sempre ser favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, podendo alterar a disposição ou a decoração dos edifícios.
deve sempre ser favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, sendo, em alguns casos, recomendável que tal destinação altere a disposição ou a decoração dos edifícios dentro de limites exigidos por órgãos de tutela do patrimônio cultural.
pode ou não ser favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, sendo, porém, desejável, mas não devendo alterar a disposição ou a decoração dos edifícios.
não deve ter sua destinação associada a uma função útil à sociedade, tendo em vista que tal destinação pode danificar e alterar a disposição e a decoração dos edifícios.
A restauração pressupõe o expurgo de elementos superpostos ou desfiguradores e a recomposição das características originais dos elementos arquitetônicos.
Certo
Errado
O tombamento é um instrumento de reconhecimento e proteção do patrimônio cultural e pode ser feito pela administração federal, estadual e municipal. Sobre o tombamento no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.
Um bem de direito privado poderá ser tombado de forma voluntária ou compulsória
Os bens tombados não poderão sofrer qualquer tipo de reparo, pintura ou restauro sem autorização do IPHAN.
Foi instituído em 1937, por meio do Decreto-Lei nº 25, o primeiro instrumento legal de proteção do patrimônio cultural no país.
O proprietário de bem tombado, quando não dispuser de recursos para realização de obras de conservação e reparação, deve informar ao IPHAN.
Os bens tombados, em hipótese alguma, poderão sair do país, podendo, nesse caso, serem sequestrados pela União ou Estado em que se encontrem.
O conceito de preservação é amplo e engloba várias ações do Estado que visam a resguardar a memória de bens culturais de uma Nação. Já o tombamento tem como finalidade a proteção, restringindo o direito de propriedade.
De acordo com a discussão acerca de tombamento, proposta por Sônia Rabello de Castro (2009), é correto afirmar que:
O tombamento definitivo dos bens de propriedade particular está isento da análise do chamado “uso natural” da coisa que examina suas funções sociais e sua natureza física.
Coisas tombadas podem ser destruídas, demolidas ou mutiladas, com prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico Nacional.
No caso de extravio ou furto de qualquer objeto tombado, o respectivo proprietário fica isento da responsabilidade de comunicar o fato ao serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, para que sejam tomadas as devidas providências.
São indenizáveis as restrições à propriedade resultantes do tombamento que retirarem do proprietário, temporária ou definitivamente, a exclusividade de propriedade, mesmo quando não houver qualquer restrição ao uso ou desvalorização da propriedade.
O tombamento tem como finalidade a proteção através da imposição de um regime jurídico especial sobre a propriedade, seja ela pública seja privada, tornando-a tutelada pelo poder público em virtude de seu valor cultural.
Sônia Rabello de Castro (2009) discute casos em que o tombamento de um bem não é o instrumento adequado para sua preservação. A principal consequência do ato administrativo do tombamento é a “obrigação de conservar a coisa tombada”.
Baseando-se no texto acima, analise as afirmativas abaixo.
I- Será inadequado fazer-se incidir tombamento sobre bens cujo valor cultural necessite de sua mutabilidade.
II- O tombamento deve garantir a paralização da dinâmica cultural que envolve a utilização do objeto tombado.
III- O tombamento é um instrumento inadequado para a preservação do fazer cultural.
IV- A desapropriação de imóvel que foi considerado parte do patrimônio cultural é indispensável para sua proteção através do tombamento.
Estão corretas apenas as afirmativas
III e IV.
II e IV.
I e III.
I, II e III.
II, III e IV.
Dentre as afirmativas abaixo, a que apresenta efeito do tombamento de acordo com Sônia Rabello de Castro (2009) é:
A transferência de domínio do bem tombado deve ser comunicada ao órgão do patrimônio responsável.
O bem tombado pode deixar o país com intuito de realização de intercâmbio cultural, mediante transferência do domínio.
O proprietário é responsável pela restauração do bem tombado, mesmo quando este se encontra em estado de deterioração antes do tombamento.
Em nenhum caso é permitida a aplicação de recursos públicos na realização de obras em bens particulares, visando à conservação e à manutenção do valor cultural de interesse público.
O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional não pode impor restrições a obras realizadas em imóveis vizinhos de bens tombados.
Uma prefeitura quer proteger o conjunto arquitetônico de seu centro histórico, situado em terreno plano, no qual predominam ainda o casario residencial, e cujo marco paisagístico é o campanário da igreja. Propõe-se um mecanismo de manutenção das visuais dessa paisagem e estudam-se medidas na legislação urbanística que complementem um eventual tombamento de imóveis isolados.
É mais adequado a essa finalidade, dentre as alternativas apresentadas a seguir, adotar, nas quadras de interesse para a preservação de visuais, limitações de
altura máxima das edificações.
taxa de ocupação máxima.
coeficiente de aproveitamento máximo.
número médio de pavimentos.
taxa de permeabilidade mínima.
O tombamento de um imóvel de valor histórico é um ato administrativo, realizado pelo poder público, com o objetivo de preservá-lo, impedindo que venha a ser destruído ou descaracterizado. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
O tombamento de uma edificação implica necessariamente em desapropriação.
As edificações vizinhas a um imóvel tombado não sofrem quaisquer restrições.
Quando um imóvel é tombado, a responsabilidade da conservação deste passa a ser prioritariamente do poder público.
Uma das desvantagens é que o proprietário de um imóvel tombado não tem o direito de vendê-lo.
O proprietário tem direito de solicitar a impugnação do tombamento de um imóvel.
A Carta de Veneza, ao tratar da Restauração, diz o seguinte:
“Art. 9º A Restauração é uma operação que deve ter caráter excepcional. Tem por objetivo conservar e revelar os valores estéticos e históricos do monumento e fundamenta-se no respeito ao material original e aos documentos autênticos. Termina onde começa a hipótese; no plano das reconstituições conjeturais, todo trabalho complementar reconhecido como indispensável, por razões estéticas ou técnicas, destacar-se-á da composição arquitetônica e deverá ostentar a marca do nosso tempo. A restauração será sempre precedida e acompanhada de um estudo arqueológico e histórico do monumento.”
(CURY, I. Cartas Patrimoniais. CARTA DE VENEZA. Rio De Janeiro, Edições do Patrimônio. 2004. p. 93.).
A Carta, ao rejeitar ações baseadas em hipóteses e conjecturas, indica
a necessidade de reunir documentos materiais e de outras naturezas, inclusive relatos orais, para preceder à restauração.
a composição arquitetônica como nociva aos valores estéticos e históricos do monumento a ser restaurado.
a excepcionalidade da restauração em função da escassez de documentos capazes de identificar técnicas originais utilizadas em monumentos.
a necessidade de restauração em monumentos que tenham perdido todos os documentos capazes de elucidar as técnicas construtivas utilizadas.
o estudo arqueológico e histórico como substituto da composição arquitetônica, por trazerem as informações necessárias para a restauração de monumentos.
A Política de Preservação de Bens Considerados Patrimônio Cultural do Município de Blumenau, instituída pela Lei Complementar N° 793/2011, estabelece que tombamento é o ato administrativo pelo qual a Administração Pública Municipal impõe às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, proprietárias de bens considerados Patrimônio Cultural, condicionantes administrativas para sua preservação e conservação. Nos termos dessa Lei, o processo de tombamento compulsório pode ser começado por iniciativa:
Do Poder Executivo Municipal, por meio do órgão municipal competente, do Conselho respectivo ou de qualquer cidadão.
Apenas do Poder Executivo Municipal.
Apenas do Poder Legislativo Municipal.
Apenas do Governo do Estado.
Apenas do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN).
A Carta de Veneza (1964) é um marco para a proteção e salvaguarda do patrimônio cultural. Sobre esse documento, assinale a alternativa correta.
A conservação e a restauração dos monumentos históricos é atividade exclusiva da arquitetura.
A restauração é a ação fundamental para preservação e resgate dos valores estéticos e históricos dos monumentos.
A conservação e a restauração dos monumentos têm como objetivo salvaguardar a obra de arte, em detrimento do testemunho histórico.
Para conservação e salvaguarda dos monumentos históricos, estes devem ter função útil à sociedade, de preferência voltados ao uso cultural.
Os monumentos históricos não são somente as grandes criações, mas obras modestas que adquiriram significação cultural ao longo do tempo.
Assim como o tombamento do patrimônio arquitetônico, o registro dos bens culturais de natureza imaterial serve para impedir quaisquer modificações que possam descaracterizá-los.
Certo
Errado
O tombamento do toque dos sinos das igrejas das cidades históricas de Minas Gerais — São João Del Rei, Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo e Sabará — foi realizado com base nos dispositivos do Decreto-Lei n.º 25/1937.
Certo
Errado