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Leia um trecho da matéria publicada em abril de 2024 no Jornal da USP:
Até que ponto é necessária uma lei que proteja a liberdade de imprensa no Brasil?
“Talvez seja o caso de se começar a pensar nisso, porque as ameaças à liberdade de expressão têm aumentado no mundo todo e certamente vão aumentar no Brasil também”, adverte Lins da Silva.
Recentemente, a União Europeia aprovou uma lei de liberdade de imprensa para a proteção dos jornalistas. Ao comentar o tema, Carlos Eduardo Lins da Silva diz ver uma aparente contradição no fato de o continente europeu precisar de uma legislação que proteja os profissionais de imprensa, assegurando-lhes a liberdade de expressão, após séculos de respeito a esse direito. (...) O Brasil respeita a garantia do sigilo da fonte, embora tenha extinto a Lei de Imprensa”.
A revogação da Lei de Imprensa ocorreu em
2020, em meio a pandemia de Covid-19 e visava liberar as agências de checagem a atuarem como fiscalizadoras do que era publicado nos veículos jornalísticos.
2013, em alinhamento com o fim da obrigatoriedade da exigência do diploma específico de jornalista para o exercício profissional.
2009, em reconhecimento ao fato de que as sanções previstas na Lei de Imprensa eram incompatíveis com a Constituição Federal, que já garantia as liberdades de imprensa e de expressão.
1995; com a abertura comercial da Internet no e o reconhecimento de que seria impossível fiscalizar as publicações do nascente jornalismo online.
1988, com a publicação da Constituição Cidadã que tornava inconstitucional a censura prévia prevista pela Lei de Imprensa promulgada durante o Regime Militar.
A Lei n.º 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, conhecida como Lei de Imprensa, regulava a atividade jornalística no Brasil, mas teve sua validade questionada após a Constituição de 1988. Sobre a situação legal da referida norma, assinale a alternativa correta:
O Supremo Tribunal Federal declarou a Lei de Imprensa de 1967 incompatível com a Constituição de 1988, revogando integralmente sua aplicação em 2009.
A Lei de Imprensa perdeu validade apenas quanto aos crimes contra a honra, permanecendo plenamente aplicável nas demais disposições.
A Lei de Imprensa de 1967 continua parcialmente em vigor, sendo aplicada nos casos em que não conflita diretamente com a Constituição Federal.
O STF decidiu pela manutenção da Lei de Imprensa com ressalvas, exigindo apenas sua interpretação conforme a Constituição.
A revogação da Lei de Imprensa foi feita por meio de emenda constitucional específica aprovada em 2020.
Os arquivos históricos federais, estaduais e municipais custodiam acervos importantes para pesquisadores de temas diversos. Um estudante de jornalismo dirigiu-se a um desses arquivos municipais para fins de pesquisa histórica e, ao chegar no local, solicitou um documento deste acervo para o funcionário responsável, que, conhecedor da Lei de Acesso a informação, Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, comunicou ao estudante que o documento solicitado estava sujeito ao capítulo II, artigo 7, item II, daquela Lei. O estudante, após ouvir o funcionário:
voltou para casa imediatamente muito decepcionado, pois não conseguiu realizar a pesquisa face à natureza do documento solicitado
acatou o prazo de localização do documento informado pelo funcionário, em concordância aos termos da Lei de Acesso à Informação
obteve a informação contida no documento solicitado e realizou a sua pesquisa histórica
desistiu de realizar a pesquisa histórica “tamanha burocracia” imposta pela Lei de Acesso à Informação
Segundo a Lei nº 5.250/1967, constitui abuso no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e de informação
fazer propaganda de guerra, de processos para subversão da ordem política e social ou de preconceitos de raça ou classe.
noticiar ou comentar, resumida ou amplamente, projetos e atos do Poder Legislativo, bem como debates e críticas a seu respeito.
divulgar, discutir e criticar atos e decisões do Poder Executivo e seus agentes, desde que não se trate de matéria de natureza reservada ou sigilosa.
criticar as leis e demonstrar sua inconveniência ou inoportunidade.
reproduzir, desde que não constitua matéria reservada ou sigilosa, relatórios, pareceres, decisões ou atos dos órgãos competentes das casas legislativas.
A Lei da Impressa de 1967 proíbe que se faça propaganda de guerra, sendo a pena pelo crime de um ano a quatro anos de detenção.
Certo
Errado


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A imprensa tem o papel fundamental de informar a população e denunciar ações que possam ser prejudiciais ao público. Ao assumir esta posição, a imprensa concede a este mesmo público uma chance de defesa e de expressão de opinião de forma que esta seja levada em consideração pelas entidades competentes a fim de que a opinião pública e o desejo da maioria possam prevalecer, como de direito em uma sociedade democrática como a brasileira, pelo menos a partir de sua Constituição. A Lei de Imprensa que vigorou até 2009 foi criada em 1967, durante o regime militar. A Lei foi considerada liberal para a época, sendo que recebeu dois vetos: um por contrariar a teoria da prova. A Lei de Imprensa Brasileira foi revista em 2009, sendo considerada inconstitucional. Mesmo assim, a Justiça do Brasil continua aplicando-a, de forma subliminar. Com base nessa reformulação de 2009, e tendo em vista a disparidade entre a Constituição e a Lei da Imprensa, podemos afirmar que
com as devidas análises da Lei de Imprensa de 1967, podemos concluir que o Brasil não é um país absolutamente livre de censura, pois a utilização de normatizações tão autoritárias, que restringem a liberdade dos profissionais, denota que a imprensa está sob constante vigilância.
partindo do pressuposto de que o Brasil é um país de imprensa livre, torna-se legal que leis do tempo da ditadura, que contrariam em grande parte a própria Constituição Federal, fiquem em vigor durante tanto tempo.
indica que o interesse dos governantes do país é manter a imprensa sob controle, sendo que este quadro tem origem ainda antes da ditadura militar, pois a Lei de 1967 foi baseada na criada por Getúlio Vargas, em 1989.
é dever dos profissionais e da população como um todo tomar providências para que não sejam aplicadas regras que destoam do restante da Constituição Federal e dos interesses da população, dando base para que os jornalistas se utilizem da liberdade de imprensa, que também é garantida por lei, para divulgar o que interessa realmente para o setor privado.
o interesse de controle sobre a população através dos meios de comunicação perduraram até a década de 90 onde foram registrados casos de jornalistas condenados por manifestarem opiniões e se revoltarem contra o sistema.
Em 2009, a Lei nº 5.520, de 09 de fevereiro 1967, conhecida como Lei da Imprensa, foi considerada:
constitucional, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal
essencial para o combate à censura, pela Associação Brasileira de Imprensa
necessária ao exercício profissional, pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo
inconstitucional, pelo plenário do Supremo Tribunal Federal
A Lei de Imprensa, 5.250/67, foi criada durante o regime militar para disciplinar a atividade jornalística, e revogada na década de 2000, por ser considerada pelo Supremo Tribunal Federal incompatível com a Constituição de 1988. Assinale a alternativa que contém o mês e o ano em que a referida Lei foi revogada.
Abril de 2009.
Fevereiro de 2010.
Março de 2010.
Abril de 2008.
Março de 2009.
De acordo com a Lei de Imprensa, assinale a afirmativa correta.
A responsabilidade e a orientação intelectual e administrativa das empresas jornalísticas caberão, privativamente, a brasileiros natos e/ou naturalizados, assim como estrangeiros na forma da lei.
A autoridade policial poderá apreender todo impresso que, por qualquer meio, exibir em público sem estampar o nome do autor e editor, a indicação da oficina em que foi impresso, a sede da mesma e data da impressão.
As empresas permissionárias ou concessionárias de serviços de radiodifusão deverão conservar em seus arquivos, pelo prazo de 90 dias, e devidamente autenticados, os textos dos seus programas, inclusive noticiosos.
No exercício da liberdade de manifestação do pensamento e de informação é permitido o anonimato. Sendo assegurado o sigilo quanto às fontes ou origem de informações recebidas.


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“Os onze ministros do Supremo Tribunal Federal encerraram na noite da última quinta-feira um capítulo da história do país. Por uma maioria de sete votos, o STF decidiu extinguir [...] um fóssil que remontava aos tempos do regime militar e cujo objetivo era silenciar jornais e revistas. Editada em 1967 pelo marechal Humberto Castello Branco, a norma deu aos militares o controle maior do noticiário político do país, de modo que a população não fosse informada sobre os crimes praticados sob os auspícios da caserna – que iam desde casos prosaicos de corrupção no governo até a tortura e execução de líderes oposicionistas” - Revista Veja, edição 2111, 6 de maio de 2009.
A que dispositivo legal ligado à profissão de jornalista o trecho se refere?
Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.
Decreto-Lei que regulamenta a profissão de jornalista.
Código Brasileiro de Telecomunicações.
Lei de Imprensa.
A Lei da Imprensa, revogada em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, foi instituída durante a ditadura militar para restringir a liberdade de expressão da imprensa e dos jornalistas. Com a sua extinção
eventuais crimes ou litígios cometidos pela imprensa ou por jornalistas passam a depender de decisões judiciais fundamentadas nos códigos penal e civil.
a prisão preventiva dos jornalistas não pode mais ser solicitada por qualquer crime por eles cometido.
as multas e penas de detenção para todos os responsáveis por matérias jornalísticas caluniosas ou difamatórias foram limitadas a 10 anos.
acabou a obrigatoriedade do diploma de jornalista, exceto para cargos de direção de veículos informativos.
o pleno direito de resposta continua em vigor, com duras punições aos jornalistas em casos de calúnia, injúria e difamação.
Uma decisão do STF afirmou haver “Incompatibilidade material insuperável entre a Lei n.º 5.250/67 e a Constituição de 1988. Impossibilidade de conciliação que, sobre ser do tipo material ou de substância (vertical), contamina toda (...): a) quanto ao seu entrelace de comandos, a serviço da prestidigitadora lógica de que para cada regra geral afirmativa da liberdade é aberto um leque de exceções que praticamente tudo desfaz; b) quanto ao seu inescondível efeito prático de ir além de um simples projeto de governo para alcançar a realização de um projeto de poder, este a se eternizar no tempo e a sufocar todo pensamento crítico no País. São de todo imprestáveis as tentativas de conciliação hermenêutica da Lei n.º 5.250/67 com a Constituição, seja mediante expurgo puro e simples de destacados dispositivos da lei, seja mediante o emprego dessa refinada técnica de controle de constitucionalidade que atende pelo nome de ‘interpretação conforme a Constituição’. Total procedência da ADPF, para o efeito de declarar como não recepcionado pela Constituição de 1988 todo o conjunto de dispositivos da Lei Federal n.º 5.250, de 9 de fevereiro de 1967”.
A decisão refere-se à Lei
sobre o Conselho de Comunicação Social.
de Direitos Autorais.
de Acesso à Informação.
de Imprensa.
sobre Capital Estrangeiro nas Empresas de Mídia.
A Lei de Imprensa foi instituída no segundo governo de Getúlio Vargas e vigorou até 2010, quando foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal.
Está escrito na Lei de Imprensa nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, no Primeiro Parágrafo do Artigo Segundo:
a exploração dos serviços de televisão não depende de permissão.
a exploração dos serviços de radiodifusão é livre em todo o território nacional.
a exploração dos serviços de radiodifusão depende do pagamento de uma taxa anual.
a exploração dos serviços de radiodifusão depende de permissão ou concessão federal, na forma da lei.
a exploração dos serviços de radiodifusão não depende de permissão ou concessão federal, na forma da lei.


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Os crimes de honra — injúria, difamação e calúnia — passam à condição de inimputáveis, por representar obstrução à liberdade de imprensa, agora cláusula pétrea com base na CF.
A decisão do STF impede a exigência de diploma de curso superior como diferencial curricular para a contratação de jornalistas.
A decisão do STF desconsidera a exigência de diploma de curso superior em jornalismo para a obtenção de registro profissional.
A Lei de Imprensa estabelece que a exploração dos serviços de radiodifusão não depende de permissão ou concessão do governo federal.
Embora os crimes de calúnia, difamação e injúria previstos na lei de imprensa estejam com a validade suspensa em razão de determinação do Supremo Tribunal Federal, permanece possível a criminalização das condutas de calúnia, difamação e injúria praticadas por jornalistas, mediante a utilização do Código Penal.


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