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Considere que o presidente de uma comissão especial de licitação de uma agência reguladora tenha sido excluído dessa função, a pedido, e que outro servidor tenha sido nomeado para presidir a referida comissão. Considere, ainda, que o novo presidente tenha anulado atos praticados anteriormente pela comissão, sob argumento de que não lhe é possível garantir a lisura de procedimentos praticados antes de sua designação para o cargo. Nessa situação, o referido ato de anulação seria ilícito.
Considere que determinado órgão público, por motivo de conveniência e oportunidade, tenha revogado procedimento licitatório aberto para a aquisição de certo bem, circunstância que ensejou o ajuizamento de ação perante o Poder Judiciário. Nessa situação, o Poder Judiciário poderá rever o juízo de conveniência e oportunidade do ato de revogação, para determinar a realização da licitação.
A diferença entre anulabilidade e nulidade nos atos administrativos baseia-se, quase que exclusivamente, na possibilidade de
aplicação do princípio da demanda.
confirmação da iniciativa da parte.
vício da forma.
convalidação.
desvio de finalidade.
O exercício da discricionariedade tanto pode concretizar-se no momento em que o ato é praticado, quanto posteriormente, no momento em que a administração revoga sua decisão.
Caso um ato administrativo de nomeação de notários tenha sido anulado devido à constatação de irregularidades, os notários nomeados são obrigados a restituir, em favor do Estado, os valores recebidos a título de emolumentos e custas durante o exercício de suas funções em cartórios extrajudiciais, ainda que os atos e serviços cartorários tenham sido devidamente praticados e os serviços regularmente prestados.
Caso não seja decretada a invalidade do ato administrativo pela administração pública ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos, como se fosse plenamente válido.
O Poder Judiciário pode revogar um ato praticado pelo Poder Executivo, desde que entenda que o ato é ilegal.
A revogação de ato administrativo ocorre nos casos em que se constata ilegalidade no próprio ato.
A União pretende implementar um grande programa de recuperação de rodovias e firmou convênio com diversos Estados, para repasse de recursos destinados à execução das obras necessárias. A opção da Administração federal foi contestada por diversos setores da opinião pública, que consideram que tal investimento não seria prioritário e sustentam que os recursos orçamentários correspondentes deveriam ser redirecionados para programas de melhoria da mobilidade nos grandes centros e regiões metropolitanas. Com base em tais argumentos, entidade representante da sociedade civil submeteu a matéria ao controle do Poder Judiciário buscando a anulação dos atos administrativos de celebração dos convênios. O Poder Judiciário
poderá anular os atos administrativos se identificar vício de legalidade, inclusive em relação aos motivos e finalidade.
poderá anular os atos administrativos, se discordar dos critérios de conveniência e oportunidade da Administração.
poderá revogar os atos administrativos se identificar desvio de finalidade, consistente na afronta ao interesse público.
poderá alterar os atos administrativos, redirecionando os recursos orçamentários, com base na teoria dos motivos determinantes.
não poderá anular os atos administrativos e, na hipótese de identificar desvio de finalidade, deverá assinalar prazo para a Administração editar novo ato.
Praticado ato ilegal por agente da PRF, deve a administração revogá-lo.
Com relação à revogação do ato administrativo, assinale a alternativa CORRETA:
Pressupõe um ato ilegal, mas que atende o interesse público.
Pressupõe um ato ilegal e inconveniente ao interesse público.
Pressupõe um ato legal, mas inconveniente ao interesse público.
Pressupõe apenas a ilegalidade do ato.
Verifique as proposições abaixo e, em seguida, assinale e marque V para verdadeiro e F para falso:
I ( ). A Administração deve revogar seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode anulá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
II ( ). Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.
III ( ). A revogação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, ressalvado o dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável, promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.
IV ( ). O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
Marque a alternativa correta:
I e II são verdadeiras e III e IV são falsas.
II e IV são verdadeiras e I e III são falsas.
I e IV são verdadeiras e II e III são falsas.
I e III são verdadeiras e II e IV são falsas.
Todas são falsas.
Eduardo Henrique, servidor público estadual, praticou ato administrativo com vício de competência, isto é, praticou ato que, por atribuição legal, competia a outro servidor público, em caráter exclusivo. O ato em questão
deve obrigatoriamente ser convalidado.
deve obrigatoriamente ser reconhecido como válido, haja vista os efeitos dele emanados.
não comporta revogação, haja vista tratar-se de vício passível de convalidação.
deve ser anulado seja pela própria Administração, seja pelo Poder Judiciário.
deve ser revogado.
Qual a forma de extinção de um ato administrativo que é retirado por ter sobrevindo norma superior que torna incompatível a manutenção do ato?
Cassação
Renúncia
Anulação
Caducidade
Contraposição ou derrubada