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Um condomínio contrata empresa para manutenção do elevador. Após a manutenção, ocorre acidente com um morador devido à falha no equipamento. À luz do Código Civil, assinale a alternativa correta.
A responsabilidade da empresa depende de demonstração de enriquecimento sem causa.
A responsabilidade do condomínio é afastada, pois delegou a manutenção a terceiro.
A responsabilidade da empresa é solidária com o condomínio, independentemente de culpa.
A responsabilidade da empresa é subjetiva, exigindo prova de culpa.
A responsabilidade da empresa é objetiva, nos termos do art. 927, parágrafo único, do Código Civil.
No que se refere a aspectos do direito civil e processo civil, julgue o item abaixo.
Restará configurada a responsabilidade civil objetiva de determinado agente que, por ato ilícito, vier a causar dano a outrem, hipótese em que deverá responder pelos prejuízos causados ainda que sua culpa não tenha sido comprovada.
Certo
Errado
Daniela, em decorrência de atividade normalmente desenvolvida por ela, causou dano a Conceição. Considerando que a atividade normalmente desenvolvida por Daniela implica, por sua natureza, riscos para os direitos de outrem, considerando apenas as informações fornecidas, em conformidade com o Código Civil, Daniela
não fica obrigada a reparar o dano causado a Conceição, uma vez que referido dano se deu em decorrência de atividade normalmente desenvolvida por ela, a qual, por sua natureza, implica riscos para os direitos de outrem.
fica obrigada a reparar o dano causado a Conceição, apenas se comprovada a culpa.
fica obrigada a reparar o dano causado a Conceição, independentemente de culpa.
fica obrigada a reparar o dano causado a Conceição, apenas se comprovado o dolo.
fica obrigada a reparar o dano causado a Conceição, apenas se comprovados a culpa ou o dolo.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro celebra com XPTO Empreendimentos Ltda. um termo de ajustamento de conduta para promover a recuperação ambiental da fazenda de que ele era proprietário.
Dez anos depois, sem que nenhuma conduta tenha sido efetivamente adotada, a sociedade teve sua falência decretada. Notificado desse fato, o Ministério Público pediu judicialmente a execução do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). em face de anterior proprietário do terreno. Se verificada a impossibilidade de recuperação plena, desde logo, ele postulará também a conversão da obrigação em perdas e danos.
Em embargos, o executado trouxe e comprovou as seguintes teses de defesa:
i) sua irresponsabilidade pelos danos ambientais que, embora tenham natureza propter rem, não foram por si causados, na medida em que sua posse cessou antes de eles surgirem; e
ii) ainda que assim não fosse, diante da concreta impossibilidade de recuperação ambiental, a conversão em perdas e danos faria surgir direito indenizatório de natureza individual sujeito ao prazo prescricional de cinco anos.
O Parquet responde às alegações com as seguintes teses:
a) diante da natureza propter rem da obrigação, o nexo causal perfaz-se pela ligação do proprietário – ainda aquele anterior ao dano – ao imóvel; e
b) a conversão em perdas e danos faz surgir pretensão estatal, que prescreve em dez anos.
Está correto o que se argumenta em
i, apenas.
ii e b.
i e b.
ii e a.
a, apenas.
A sociedade empresária Energiol cobrou de seus consumidores uma tarifa de potencial de energia solar que se revelou ilegal, mesmo após a prolação de várias decisões judiciais no sentido da ilegalidade. Ciente de tal situação, Micaela ajuizou ação perante o Juizado Especial Cível pleiteando a restituição em dobro dos valores cobrados ao longo dos anos, com base no Código de Defesa do Consumidor.
Com base na legislação em vigor e na jurisprudência atualizada dos Tribunais Superiores, como você, na condição de Magistrado(a), se posicionaria ao julgar a causa.
Julgaria improcedente o pedido, uma vez que a restituição do valor indevidamente cobrado exigiria da autora a prova da má-fé da Energiol.
Julgaria improcedente o pedido uma vez que o Código de Defesa do Consumidor é inaplicável aos serviços públicos, como o fornecimento de energia elétrica.
Julgaria procedente em parte o pedido, apenas para devolução do valor indevidamente cobrado, uma vez que sua restituição em dobro exigiria a demonstração da má-fé da Energiol.
Julgaria procedente o pedido, uma vez que violada a boa-fé objetiva na cobrança indevida cabe a devolução do valor em dobro, independentemente de qualquer prova de má-fé da Energiol.
Julgaria improcedente o pedido uma vez que não há base legal para a restituição do valor cobrado indevidamente em dobro, sob pena de caracterizar enriquecimento sem causa da autora.


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A prática médica está sujeita a uma tríplice esfera de responsabilidade, podendo o profissional responder simultaneamente nas searas civil, penal e administrativa por um mesmo ato. Sobre a natureza jurídica dessa responsabilidade e suas implicações no cotidiano assistencial, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A responsabilidade civil do médico, em sua regra geral de atuação liberal, é caracterizada como obrigação de meio, exigindo a comprovação de culpa nas modalidades de negligência, imprudência ou imperícia.
(__)O erro médico ocorrido em instituição hospitalar pública gera responsabilidade subjetiva direta do profissional frente ao paciente, afastando o dever de indenizar do Estado quando não houver dolo comprovado.
(__)A condenação criminal transitada em julgado por crime praticado no exercício da profissão vincula a decisão administrativa do Conselho Regional de Medicina (CRM), impedindo a absolvição ética pelo mesmo fato.
(__)A responsabilidade civil objetiva é aplicada ao médico em procedimentos estéticos de natureza embelezadora, admitindo-se a inversão do ônus da prova em favor do paciente conforme entendimento jurisprudencial.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, V, V.
V, F, F, F.
F, F, V, F.
F, V, V, V.
Determinada empresa do ramo siderúrgico utiliza ponte rolante para movimentar chapas de aço (atividade que envolve exposição habitual a risco especial). Roberto, operador da ponte rolante, durante operação rotineira e sem descumprir ordens ou usar substâncias que prejudicassem sua atenção, sofreu esmagamento parcial de sua mão direita por queda de carga em razão do rompimento do cabo do guindaste. Os registros da empresa demonstram inspeções periódicas; a perícia técnica concluiu que a ruptura decorreu de fadiga do material, sem indícios de violação por terceiro ou de conduta manifestamente imprudente do empregado. O juízo de primeiro grau absolveu a empresa, por entender não comprovada a sua culpa. Roberto recorre pleiteando indenização com fundamento na responsabilidade civil do empregador. Com base no Código Civil e na jurisprudência, trata-se do fundamento jurídico mais adequado para a pretensão indenizatória do empregado:
Responsabilidade subjetiva do empregador, com fundamento no caput do art. 927 c/c art. 186 do Código Civil, impondo ao empregado o ônus de provar a culpa da empresa para obter o pleito indenizatório.
Responsabilidade do empregador baseada no art. 932, inciso III, do Código Civil, por se tratar de ato culposo do empregado no exercício do trabalho, consubstanciada na responsabilização por fato de outrem.
Ausência de responsabilidade do empregador, em virtude das inspeções periódicas e da manutenção, atuando como excludente de responsabilidade, sendo cabível a pretensão exclusiva do empregado contra o fabricante do cabo por vício de produto.
Responsabilidade objetiva do empregador conforme art. 927, parágrafo único, do Código Civil, fundada na responsabilidade pelo risco da atividade, aplicável quando a atividade normalmente desenvolvida pela empresa expõe habitualmente os trabalhadores a risco especial.
Barnabé é proprietário de um casebre de dois andares que se encontra em más condições de conservação, na Rua das Flores, e celebrou contrato de locação com Cleonice, cedendo-lhe o imóvel em troca do pagamento de um aluguel proporcional à qualidade do casebre. Entretanto, não é a locatária que ocupa o imóvel, mas sua filha Diná, que nele reside desde o início da vigência do contrato.
Cleonice, a pedido de Diná, vinha alertando Barnabé sobre a reforma da fachada, que se encontrava em manifesta necessidade de conservação, sem retorno do proprietário. Na última sexta-feira, um pedaço da fachada se desprendeu, em virtude da falta de conservação, e atingiu um transeunte.
Assinale a opção que indica de quem é a responsabilidade pelos danos causados ao transeunte
Objetiva e somente de Barnabé.
Subjetiva e somente de Cleonice e Diná.
Objetiva e solidária de Barnabé e Cleonice.
Subjetiva de Barnabé e subsidiária de Diná.
Somente de Barnabé, mas pressupõe culpa de sua parte.
Quanto à responsabilidade civil do Estado, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Para a caracterização da responsabilidade civil objetiva do Estado, pressupõe-se a existência de três elementos: conduta (comissiva ou omissiva), dano (patrimonial ou moral) e nexo de causalidade entre a conduta e o dano.
II. Diferentemente do que ocorre na teoria do risco administrativo, na qual o Poder Público responde objetivamente pelos danos, mas não lhe é concedida a possibilidade de apresentar qualquer excludente da relação de causalidade entre a conduta e o dano, pela teoria do risco integral, a responsabilidade objetiva do Estado poderá ser afastada nas seguintes hipóteses: (a) fato exclusivo da vítima; (b) fato de terceiro; e (c) caso fortuito ou força maior.
III. As concessionárias de rodovias respondem, independentemente da existência de culpa, pelos danos oriundos de acidentes causados pela presença de animais domésticos nas pistas de rolamento, aplicando-se as regras do Código de Defesa do Consumidor e da Lei das Concessões.
IV. É subjetiva a responsabilidade civil do Estado em relação a profissional da imprensa ferido por agentes policiais durante cobertura jornalística, em manifestações em que haja tumulto ou conflitos entre policiais e manifestantes.
Apenas I.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Apenas II e IV.
Apenas I, III e IV.
A responsabilidade civil objetiva prescinde da comprovação de culpa do agente, bastando a demonstração do nexo causal entre a conduta e o dano para que surja o dever de indenizar.
Certo
Errado


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Lucas, de 16 anos, foi vítima de bullying dentro de sua escola, praticado por outro estudante, que também tem 16 anos de idade. Para fins de reparação de danos, a natureza jurídica da responsabilidade civil dos pais do adolescente agressor e da escola é
subjetiva e subsidiária, respectivamente.
objetiva, para ambos.
subjetiva e objetiva, respectivamente.
subjetiva, para ambos.
objetiva e subjetiva, respectivamente, e solidária entre eles.
João, de 16 anos, estudante do ensino médio, foi a uma festa com seus amigos, em que estava Túlio, um antigo desafeto de João. Em um determinado momento, e sem nenhuma razão aparente, João iniciou uma discussão com Túlio, e acabou desferindo um soco que causou lesões graves no rosto de Túlio, resultando em uma fratura. Túlio foi levado ao hospital e, posteriormente, ingressou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra João e seus pais, Sr. Antônio e Sra. Maria. Em contestação Antônio e Maria alegam que não estavam presentes na festa, que sempre bem educaram seu filho e que são contrários a todo ato de violência, não sendo, portanto, responsáveis pelo ocorrido.
Diante da situação hipotética narrada e com a legislação brasileira, é correto afirmar que
Antônio e Maria não podem ser responsabilizados, pois João não estava na companhia deles quando do fato e, sendo assim, não há que se falar em negligência a eles imputável.
Antônio e Maria respondem, independentemente de culpa, pelos atos de João, sendo irrelevante o fato de terem bem educado seu filho e de serem contrários a todo ato de violência.
João é plena e diretamente responsável pelos danos causados a Túlio, mas seus pais só poderão ser responsabilizados se ficar comprovado que agiram com culpa ao não fiscalizarem devidamente as ações de seu filho.
os pais de João só podem ser responsabilizados se Túlio conseguir provar que houve falha grave na educação e vigilância de João.
Antônio e Maria respondem de forma objetiva pelos atos de João, mas poderão reaver dele as quantias pagas para indenizar Túlio.
A responsabilidade civil no direito civil brasileiro é regida pela teoria subjetiva, que requer a comprovação de culpa ou dolo para que haja a obrigação de indenizar. No entanto, a legislação brasileira também contempla a responsabilidade objetiva, especialmente em relação ao consumidor e em casos de atividades de risco, nas quais não é necessária a comprovação de culpa. Nesses casos, basta a ocorrência do dano e a existência de um nexo causal entre a atividade e o dano para que se configure o dever de indenização. Isso está embasado nos artigos do Código Civil que tratam das pessoas naturais e jurídicas (artigos 1.º a 69), domicílio (artigos 70 a 78), fatos jurídicos e negócios jurídicos (artigos 104 a 184), atos jurídicos lícitos (art. 185), atos ilícitos (artigos 186 a 188), modalidades das obrigações (artigos 233 a 285) e contratos em geral (artigos 421 a 480).
Certo
Errado
A responsabilidade civil é um dever jurídico que surge com a finalidade de recompor dano decorrente de um dever originário que foi violado. De acordo com a teoria clássica, a responsabilidade civil subjetiva baseia-se em três pressupostos, que são
a negligência, a imprudência e a imperícia.
o dano, a imprudência e o nexo de causalidade.
o dano, a culpa e a relação de causalidade.
o dano, o dolo e a relação de causalidade.
a conduta, a atividade de risco e a relação de causalidade.
Acerca da responsabilidade civil, assinale a alternativa correta.
A instituição hospitalar privada responde, de forma subjetiva e subsidiária, pelos atos culposos praticados por médicos integrantes de seu corpo clínico.
A responsabilidade civil por ato de terceiro funda-se no modelo de culpa presumida.
A responsabilidade civil do dono ou detentor de animal é objetiva, admitindo-se a excludente do fato exclusivo de terceiro.
A responsabilidade civil dos pais pelos atos dos filhos menores, por ser objetiva, independe da demonstração de que a conduta imputada ao menor, caso o fosse a um agente imputável, seria hábil para a sua responsabilização.
A conduta da vítima pode ser fator atenuante do valor da indenização, mas não do nexo de causalidade na responsabilidade civil objetiva.


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A respeito da responsabilidade civil, assinale a alternativa correta.
O Código Civil de 2002 não admite modalidade de responsabilidade civil objetiva
O juiz não pode condenar em valor menor ao que foi pleiteado pela parte a título de indenização, sob pena de violar o princípio da congruência
De acordo com o Código Civil, a responsabilidade civil contratual é subjetiva, enquanto que a extracontratual é objetiva
A responsabilidade civil do curador pelo curatelado independe da demonstração de culpa
Quando se trata de responsabilidade civil, é correto dizer:
a responsabilidade civil é a aplicação de sanções para ações ou omissões que prejudiquem outras pessoas, desde que intencionais, podendo versar, inclusive, sobre atos cometidos por terceiros.
são civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela imprensa, o autor do escrito e o diretor do veículo de divulgação.
no seguro de responsabilidade civil facultativo, cabe o ajuizamento de ação pelo terceiro prejudicado direta e exclusivamente em face da seguradora do apontado causador do dano.
as instituições financeiras respondem subjetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.
constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
A despeito da responsabilidade civil e da obrigação de indenizar, é INCORRETO afirmar que:
o incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
as empresas respondem por culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação, o que não acontece no caso dos empresários individuais.
aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.
O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança.
Fábio, segurança terceirizado de um shopping center, impediu Flávia, mulher trans, de usar o banheiro em razão do sexo com o qual ela se identifica. O shopping, em defesa, alegou que Fábio havia sido devidamente orientado sobre os direitos de gênero e que se tratou de conduta isolada do funcionário terceirizado e contra as ordens diretivas do estabelecimento. Neste caso, a responsabilidade civil do shopping center é
subjetiva, por ter sido realizada contra as ordens e orientações do empregador.
objetiva, visto que o funcionário teria cometido o ato no exercício do trabalho que lhe competia ou em razão dele.
excluída, por não haver contrato típico de trabalho, tratando-se de contratação terceirizada.
subjetiva, mediante comprovação de dolo ou culpa do empregador.
excluída, por ter sido realizada contra as ordens e orientações do empregador.
Com base na teoria objetiva da responsabilidade civil, disposta no Código Civil, é correto afirmar que:
Aquele que habitar prédio, ou parte dele, é isento, em todas as hipóteses, de responder pelo dano proveniente das coisas que dele caírem.
O dono, ou detentor, do animal responde pelos danos causados por este mesmo em caso de culpa exclusiva da vítima.
O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
Não são responsáveis pela reparação civil o tutor e o curador pelos pupilos e curatelados, em qualquer hipótese.
O dono, ou detentor, do animal responde pelos danos causados por este mesmo em caso de força maior.


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