Questões de Concurso sobre Teoria da Invalidade dos Negócios Jurídicos (Art. 166 ao 184)

 
 
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O negócio jurídico praticado pelo absolutamente incapaz, sem a devida representação, será:

A
nulo

B
anulável

C
nulo, se lhe causar prejuízo aparente

D
anulável, se envolver quantia de relativa monta

E
nulo, se não houver autorização expressa do juiz, ouvido o Ministério Público

Na celebração de um negócio, a simulação gera a sua nulidade absoluta, cujo reconhecimento não pode prejudicar os efeitos jurídicos produzidos nem ser oposto frente a terceiros estranhos ao negócio simulado. Assim, os atos simulados são eficazes e produzem todos os efeitos jurídicos até a data em que a sentença os declare nulos, ressalvados os direitos de terceiros.


C

Certo


E

Errado

Haverá nulidade absoluta,


A

se houver lesão contratual e relativa, se a parte celebrar negócio jurídico mediante coação.


B

se o negócio jurídico for celebrado por pessoa absolutamente incapaz e relativa, se tiver por objetivo fraudar lei imperativa.


C

se a parte incidir em erro substancial de direito e relativa, se praticado por pessoa relativamente incapaz.


D

se o negócio jurídico for simulado e relativa, se for celebrado em estado de perigo.


E

no caso de dolo, se o seu autor for a outra parte e relativa, se o seu autor for terceiro.

Considere a seguinte situação hipotética.

Daniel recebeu por herança de sua avó um imóvel rural. Ao completar 16 anos, ele decidiu administrar pessoalmente o bem herdado e firmou contrato de arrendamento rural com Severino, que desconhecia a menoridade civil do primeiro contratante. No curso do contrato, Daniel alienou o imóvel arrendado sem respeitar o direito de preferência do arrendatário.

Nessa situação, Severino deverá ajuizar ação de perdas e danos contra os genitores de Daniel, pois os contratos firmados por este são nulos de pleno direito.


C
Certo

E
Errado
Como a situação considerada envolve um relativamente incapaz, o juiz deve conhecer de ofício, caso haja vício que contamine o negócio jurídico que o torne anulável, declarando a sua anulação independentemente do requerimento das partes.

C
Certo

E
Errado
Para o Código Civil vigente, o erro ou a simulação são vícios de consentimento capazes de tornar nulo o negócio jurídico.

C
Certo

E
Errado

Com relação à invalidade de negócio jurídico, é correto afirmar:


A

O juiz poderá suprir as nulidades, a requerimento das partes, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos.


B

É anulável o negócio jurídico quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz.


C

O negócio jurídico nulo, em qualquer hipótese, é suscetível de confirmação, e convalesce pelo decurso do tempo.


D

É nulo o negócio jurídico por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.


E

É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.

Dois particulares, ao celebrarem contrato de compra e venda de imóvel, fazem constar da escritura pública preço inferior ao real, a fim de reduzir o quantum do imposto de transmissão da propriedade. Está correto afirmar:


A

restou caracterizada, na hipótese narrada, caso de simulação relativa, sendo o negócio jurídico simulado nulo, mas o negócio jurídico dissimulado subsistirá.


B

restou caracterizada, na hipótese narrada, caso de simulação relativa, sendo o negócio simulado anulável pela Fazenda Pública.


C

restou caracterizada, na hipótese narrada, caso de simulação absoluta, sendo o negócio jurídico simulado nulo.


D

restou caracterizada, na hipótese narrada, caso de simulação absoluta, sendo o negócio jurídico simulado anulável pela Fazenda Pública.


E

restou caracterizada, na hipótese narrada, caso de simulação relativa, sendo nulos os negócios jurídicos simulado e dissimulado.

A simulação nulifica o negócio jurídico. Deve a nulidade ser alegada pela parte prejudicada ou pelo Ministério Público, não cabendo apreciação de ofício pelo juiz.

C
Certo

E
Errado

Considere a seguinte situação hipotética.


Com o intuito de impedir que o que lhe restava do seu patrimônio — dois carros — viesse a ser penhorado em futuras execuções promovidas pelos seus credores, Antônio, já insolvente, combinou com Fábio a simulação de uma reclamação trabalhista. Assim, no bojo da reclamação, Antônio e Fábio ajustaram uma conciliação, por meio da qual os dois veículos foram dados em pagamento da dívida trabalhista simulada. Sobrevindo o trânsito em julgado da homologação do acordo, efetivou-se, então, a transferência de titularidade dos bens no registro do DETRAN, embora a posse dos veículos tenha continuado com Antônio.

Nessa situação, apurada e provada a fraude, ainda assim, a nulidade do acordo não poderá ser pronunciada de ofício pelo juiz que o homologou.


C
Certo

E
Errado
   
Gerar simulado