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Quanto à imputabilidade penal, assinale a alternativa correta.
A embriaguez é a intoxicação aguda e permanente causada pelo álcool ou por substância de efeitos análogos que privam o agente de sua capacidade de discernimento.
A emoção e a paixão excluem a imputabilidade penal do agente.
O Código Penal adotou critério puramente biológico ao conferir inimputabilidade aos menores de 18 anos.
A inimputabilidade é a capacidade que o agente tem para compreender a ilicitude de sua conduta e de agir de acordo com esse entendimento.
É inimputável aquele que, embora portador de doença mental, tem capacidade de entender a ilicitude de seu comportamento e de se autodeterminar conforme este entendimento.
De acordo com o Código Penal, são inimputáveis
os que cometem o crime sob emoção ou paixão.
aqueles que cometem o crime em legítima defesa, estado de necessidade ou estrito cumprimento do dever legal.
apenas os menores de 18 (dezoito) anos.
aqueles que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, eram inteiramente incapazes de determinarem-se de acordo com o entendimento da ilicitude do fato.
aqueles que, em virtude de perturbação de saúde mental, não eram inteiramente capazes de entender o caráter ilícito do fato.
”A”, menor de 18 anos, efetua disparos de arma de fogo contra a vítima que, em virtude dos ferimentos recebidos, vem a falecer um mês depois, quando “A” já havia atingido aquela idade. Nesse caso, “A”:
não será tido como imputável, porque se considera como tempo do crime o momento da ação ou omissão.
só será considerado inimputável se provar que, ao tempo do crime, não possuía a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato.
será tido como imputável, pois o Código Penal considera como tempo do crime tanto o momento da ação quanto o momento do resultado.
não será considerado imputável se provar que cometeu o delito sob estado de necessidade ou em legítima defesa.
será considerado imputável, pois a consumação do crime ocorreu quando já era maior de 18 anos.
Marcos Alexandre, nascido às 22:00 do dia 15 de julho de 1990, subtrai no dia 15 de julho de 2008, às 10:00 horas a bolsa de Marinilda Peixoto, sendo imediatamente detido por Agente Policial, que o conduz a Delegacia de Polícia. Ao prestar seu depoimento, declara Marcos Alexandre ser menor de idade, uma vez que somente completaria os 18 anos após as 22:00 horas do referido dia 15 de julho de 2008. Com relação ao fato narrado é correto afirmar:
Marcos Alexandre é considerado menor de idade, até as 22:00 horas do dia 15 de julho de 2008.v
Marcos Alexandre é considerado maior de idade, se o depoimento tiver sido prestado após as 22:00 horas do dia 15 de julho de 2008.
Marcos Alexandre é considerado maior de idade, porque praticou o ato no dia em que completou 18 anos.
Marcos Alexandre é considerado maior de idade, a partir do dia 16 de julho de 2008.
Marcos Alexandre é considerado menor de idade, uma vez que a maioridade penal se alcança aos 21 anos.
No sistema constitucional brasileiro, a imputabilidade penal
exclui a ilicitude da ação delituosa, isentando o agente de penalidade.
é a capacidade de, ao tempo da ação ou da omissão, entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
é sinônimo de potencial consciência da ilicitude.
é irrelevante para a aplicação da pena.
Vavá, investigador de polícia, depara-se, em rua mal iluminada do centro de Manaus, com Zezé, assaltante de bancos que tinha jurado, em declaração pública, matá-lo na primeira oportunidade. Zezé leva a mão ao bolso interno de seu paletó e retira um objeto brilhante. Imaginando encontrar-se diante de uma agressão iminente, Vavá saca seu revólver e desfere um único e certeiro tiro no coração de Zezé, que morre imediatamente. Vavá ao se aproximar constata que Zezé tinha na mão um pequeno vasilhame de bebida. Vavá agiu acobertado:
pela legítima defesa real.
por causa excludente da antijuridicidade.
pelo estrito cumprimento de dever legal.
por uma excludente da culpabilidade.
A imputabilidade penal pode ser excluída pela embriaguez
proposital
pré-ordenada
voluntária.
culposa.
por caso fortuito.
Acerca da inimputabilidade penal, pode-se afirmar que:
I. A emoção ou a paixão não prejudicam a imputabilidade penal.
II. É inimputável o agente que, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteira ou parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
III. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
IV. Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente imputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial.
Somente as proposições II, III e IV estão corretas.
Somente as proposições I, II e IV corretas.
Somente as proposições I e III estão corretas.
Somente a proposição III está correta.
Todas as afirmativas estão corretas.
Analise os itens e assinale a quantidade de itens errados.
I - A embriaguez completa, se acidental, exclui a imputabilidade.
II - A coação moral irresistível e a obediência hierárquica afastam a ilicitude da conduta.
III - Para a teoria estrita da culpabilidade o erro sobre a ilicitude do fato é sempre erro de proibição.
IV - O Erro sobre elemento essencial do tipo exclui o dolo e a culpa.
V - Na tentativa o agente não consegue ultimar a execução do crime, porque o dolo que informa a sua conduta não abrange todos os elementos do tipo.
Um.
Dois.
Três.
Quatro.
Cinco.
O estado de necessidade, a legítima defesa, o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito são excludentes da culpabilidade do agente que pratica delito.
As situações que excluem a imputabilidade penal não abrangem
o desenvolvimento mental incompleto.
o desenvolvimento mental retardado.
a doença mental.
a emoção e a paixão não patológicas.
a dependência de substâncias entorpecentes.
São inimputáveis:
os menores de vinte e um anos e maiores de dezoito anos.
os menores de vinte e quatro anos e maiores de dezoito anos.
os menores de vinte e quatro anos e maiores de vinte e um anos.
os menores de dezoito anos.
Considere-se que Alan, com 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade, desferiu golpes de faca em Márcio, que veio a morrer três dias depois. Nesse caso, Alan deve responder pelo crime de homicídio.
Assinale a opção correta a respeito das implicações dos modificadores biopsíquicos na imputabilidade penal.
A embriaguez patológica — aquela em que há alcoolismo crônico como doença ou perturbação mental — leva a redução da pena caso a pessoa que tenha essa doença cometa algum delito.
Se, ao assaltar um posto de gasolina, o autor, sob efeito de cocaína, matar o frentista, a pena do transgressor deverá ser atenuada, pois essa droga impede que seu usuário aja com plena consciência.
A embriaguez fortuita, não-habitual ou por força maior é elemento qualificador agravante da pena.
Conforme a situação, até indivíduos que possuem desenvolvimento mental comprovadamente incompleto são considerados imputáveis.
Do ponto de vista legal, o efeito de substância entorpecente em um indivíduo é uma situação completamente distinta da embriaguez.
Leonardo, sob o efeito de bebida alcoólica, discutiu com a própria esposa, contra quem desferiu três tiros, acarretando-lhe a morte.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção incorreta.
Leonardo não será punido pelo homicídio se a embriaguez for completa, proveniente de caso fortuito ou força maior.
De acordo com o Código Penal, caso a embriaguez seja voluntária, mesmo que completa, não haverá a exclusão da imputabilidade penal.
Se a embriaguez for proveniente de caso fortuito e força maior, mas incompleta, o juiz poderá deixar de aplicar a pena a Leonardo.
Se a embriaguez for patológica, poderá ser reconhecida a inimputabilidade.
Será reconhecida a embriaguez preordenada caso Leonardo tenha se embriagado com a intenção de agredir sua esposa.
Pedro, com 21 anos de idade, após ter sido ofendido moralmente por Caio em uma briga de bar, matou o desafeto com várias facadas. Processado criminalmente pela conduta delituosa, verificou-se, no curso do processo, que Pedro era, ao tempo do crime, inimputável por doença mental. Nessa situação, em decorrência disso, ao final do processo, Pedro deverá ser absolvido tendo como fundamento a inexistência de culpabilidade, embora típica e ilícita a ação praticada.
A responsabilidade penal de um adolescente de 17 anos de idade que comete um crime grave deve ser aferida em exame psicológico e psicotécnico, pois, restando demonstrado em laudo pericial que este tinha plena capacidade de entendimento à época do delito, deverá responder criminalmente, ficando à mercê dos dispositivos do Código Penal brasileiro.
Feliciano, após ingerir, em uma festa na casa de amigos, grande quantidade de álcool, subtraiu o automóvel de propriedade de Euclides, que estava na garagem externa da residência deste, efetuando ligação direta. Nessa situação, o crime só se consuma com a posse mansa e pacífica do bem, e, se ficar constatado por laudo pericial que a embriaguez de Feliciano era completa, a imputabilidade penal deste ficará excluída.
A embriaguez completa e culposa, provocada por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a imputabilidade penal.
É isento de pena o agente que, por doença mental, era, ao tempo da sentença, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.