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Diz-se consumado o crime quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal, e considera-se tentado o crime quando, iniciada a execução, ele não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
A respeito do dolo e da culpa, é correto afirmar que
João aciona o gatilho do revólver (cujo porte legal possuía) contra seu desafeto, contudo a arma está desmuniciada. Tal situação caracteriza
crime impossível.
tentativa de homicídio.
tentativa de lesões corporais.
injúria real.
perigo para a vida.
Admitem tentativa, dentre outras infrações penais,
as contravenções penais.
os delitos culposos.
os crimes formais.
os crimes preterdolosos.
os delitos habituais próprios.
O agente responde por tentativa delituosa e não pelo crime consumado quando, já tendo realizado atos executórios, pratica, antes da consumação do crime, uma nova ação, impedindo voluntariamente a produção do resultado.
A respeito da tentativa, é correto afirmar:
Trata-se de uma ampliação, contida na parte especial do Código Penal, da proibição típica.
Há tentativa a partir da prática dos atos que antecedem o começo da execução até o momento da consumação.
Não há co-autoria em crime tentado.
Enquanto os atos preparatórios ingressam no âmbito do proibido, os atos da tentativa não ingressam.
Se falta algum elemento objetivo do tipo não se pode falar em tentativa.
No caso de crime impossível é correto afirmar:
Se os meios empregados são ineficazes para alcançar o resultado, mesmo que o agente acredite que são eficazes e aja para evitar o resultado, haverá crime impossível e não arrependimento eficaz.
Se houver absoluta ineficácia do meio a tentativa é atípica, mas punível.
A ausência da menção da inidoneidade no art. 17 do Código Penal, que só trata da ineficácia do meio e da impropriedade do objeto, não pode ser resolvida com a analogia in bonam partem.
Nos casos de flagrante preparado, porque o bem está inteiramente protegido, não se pode dizer que há crime impossível.
Para sua configuração é necessário tanto que o meio seja absolutamente ineficaz, quanto que o objeto seja absolutamente impróprio.
Sobre a tentativa, assinale a alternativa correta:
A tipicidade da tentativa decorre da conjugação do tipo penal com o dispositivo que a define e prevê a sua punição, que tem eficácia extensiva.
Existe dolo especial de tentativa. O dolo da tentativa não é o mesmo do delito consumado.
Pelo Código Penal Militar, só poderá ser aplicada à tentativa, a pena do crime consumado, nas estritas hipóteses previstas em alguns tipos penais, tal como dispõe o Código Penal comum.
Os crimes omissivos próprios admitem a tentativa. Diferentemente, os crimes omissivos impróprios não a admitem.
Julgue as assertivas sobre as etapas de realização do delito e questões correlatas, marcando a alternativa correta:
O iter criminis compreende os seguintes momentos: cogitação, preparação, execução, consumação formal e exaurimento.
Nos termos do Código Penal brasileiro, a pena da tentativa será a pena prevista para o crime consumado, sempre diminuída, nos limites legais, de acordo com a maior ou menor realização do iter criminis pelo autor.
É possível identificar, quanto ao aspecto objetivo, desistência voluntária e tentativa imperfeita, de um lado, e arrependimento eficaz e tentativa perfeita, de outro: no primeiro caso, o iter criminis é interrompido na fase de execução; no segundo, os atos de execução se esgotam sem a produção do resultado.
O crime impossível, quando absolutamente impróprio o objeto, é também denominado de crime falho.
O autor de crime de furto faz jus à diminuição de pena, por reconhecimento do arrependimento posterior, se a res furtiva é integralmente apreendida em seu poder e restituída intacta à vítima, antes do recebimento da acusação.
Uma vez que não obteve êxito em matar Maria, João deve responder tão-somente pelo crime de lesões provocadas contra Maria.
Romero, movido por intenção de matar, desferiu cinco tiros contra Lécio, acabando com a munição de seu revólver, sem contudo acertá-lo. Nessa situação, Romero responderá por tentativa de homicídio, não cabendo a hipótese de crime impossível.
Considera-se crime tentado aquele em que, por circunstâncias alheias à vontade do agente, não ocorreu a consumação, desde que tenha havido
instigação.
prática de atos preparatórios.
cogitação.
início de execução.
ajuste.
Julgue os itens abaixo.
I Uma pessoa pratica o delito de constrangimento ilegal quando, mediante violência, retira do bolso de outra quantia que esta última lhe deve e se recusa a pagar.
II Constitui hipótese de crime impossível o estupro de uma prostituta.
III No crime de injúria, é atingida a honra subjetiva da vítima; na difamação, a honra objetiva; na calúnia, ocorre a imputação falsa de um fato definido como crime.
IV Há crime continuado quando o agente pratica dois ou mais crimes de várias espécies, em condições de tempo, lugar e maneira de execução semelhantes, fazendo presumir que os subseqüentes sejam continuação do primeiro.
V Lei posterior, que, de qualquer modo, favorecer o agente aplica-se aos fatos anteriores, desde que não tenha sido transitada em julgado sentença condenatória.
A quantidade de itens certos é igual a
1.
2.
3.
4.
5.
Assinale a opção incorreta.
A tentativa é incompatível com o delito culposo.
No crime qualificado pelo resultado, tem-se a culpa no antecedente e o dolo, no conseqüente.
Considera-se lugar do crime aquele em que o indivíduo praticou os atos executórios, bem como aquele em que se deu a consumação.
Na culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas espera sinceramente que ele não aconteça.
São pressupostos da culpabilidade a imputabilidade e a previsibilidade do resultado.
Considerando que Zeus cogitou subtrair valores da repartição pública na qual trabalha, observe as seguintes situações:
I. por ter sido transferido, não pode iniciar a execução dessa empreitada criminosa.
II. adquiriu uma luva para não deixar impressões digitais, mas, por ter sido transferido, não pode iniciar a execução do peculato.
III. usando uma luva cirúrgica para não deixar impressões digitais, arrombou o cofre, mas, face à chegada da polícia, fugiu do local sem nada levar.
IV. vestindo uma luva de látex para não deixar impressões digitais, arrombou o cofre, mas a polícia chegou ao local e o prendeu em flagrante.
São hipóteses de crime tentado as indicadas em
I e II.
I, II e III.
II, III e IV.
III e IV.
IV e II.