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Há várias formas de conhecimento (senso comum, ciência, filosofia, artes, religião) que revelam maneiras diversas da consciência humana relacionar-se com o mundo, diz Chauí (2003, p. 268). E acrescenta que não há oposição e nem exclusão entre elas, mas diferença. Há oposição, diz ainda, quando a consciência, estando a analisar o mundo através de significações e práticas de uma destas formas, pretende realizar a análise de mundo utilizando práticas e significações, próprias de uma forma de conhecimento, através de outra forma de conhecimento. Isso gera oposição e conflito entre elas, como ocorre com frequência entre filosofia e religião. Considere as afirmações abaixo.
I. As únicas formas de conhecimento válidas são a ciência e a filosofia.
II. Religião é uma forma de conhecimento.
III. Cada forma de conhecimento tem significações e práticas próprias cabíveis em maneiras peculiares de a consciência se relacionar com a realidade.
IV. Em qualquer que seja a forma de conhecimento, é indiferente o uso de significações e práticas para as análises que a consciência pretenda realizar sobre a realidade.
V. O não respeito às significações e práticas a serem utilizadas para a análise e relacionamento da consciência sobre e com o mundo gera oposição e conflito entre as formas de produção destas análises, como é o que ocorre, no caso, entre filosofia e religião.
Está correto o que se afirma APENAS em
Chauí afirma que “quando Darwin elaborou a teoria biológica da evolução das espécies, o modelo de explicação usado por ele permitia-lhe supor que o processo evolutivo ocorria por seleção natural dos mais aptos à sobrevivência. Na mesma época a sociedade capitalista estava convencida de que o progresso social e histórico provinha da competição e da concorrência entre os indivíduos, segundo a lei econômica da oferta e da procura. Um filósofo, Spencer, aplicou, então, a teoria darwiniana à sociedade: nesta, os mais “aptos” (isto é, os mais capazes de competir e concorrer) tornam-se naturalmente superiores aos outros, vencendo-os em riqueza, privilégios e poder”.
Essa atitude do filósofo Spencer pode ser considerada
Como a programação se dirige ao que já sabemos e já gostamos, e como toma a cultura sob a forma de lazer e entretenimento, a mídia satisfaz imediatamente nossos desejos porque não exige de nós atenção, pensamento, reflexão, crítica, perturbação de nossa sensibilidade e de nossa fantasia. Em suma, não nos pede o que as obras de arte e de pensamento nos pedem: trabalho sensorial e mental para compreendê- -las, amá-las, criticá-las, superá-las. A Cultura nos satisfaz, se tivermos paciência para compreendê-la e decifrá-la. Exige maturidade. A mídia nos satisfaz porque nada nos pede, senão que permaneçamos para sempre infantis.
(Marilena Chauí, Convite à Filosofia)
De acordo com o texto, sobre a mídia, ou indústria cultural, é correto afirmar que
tem por objetivo a realização de finalidades educativas e de aprimoramento estético.
está baseada na padronização e mercantilização da cultura e na gratificação imediata.
está desconectada da realização de interesses econômicos dos patrocinadores.
solicita dos consumidores de cultura níveis elevados de amadurecimento emocional.
busca subverter padrões sociais de passividade intelectual durante o tempo de lazer.

A qual filósofo moderno está se referindo a afirmação?
Chaui (2005) afirma que Aristóteles considerava o ponto mais alto da Filosofia, a metafisica e a teologia, de onde se derivam todos os outros conhecimentos. Afirma também, que a partir daí, definiu-se o grande campo da investigação filosófica que se desdobrou, até o século XIX, em 3 aspectos: o da ontologia, o dos valores e o epistemológico.
Levando-se em conta o que é dito pela autora, os campos de investigação da Filosofia derivados da posição aristotélica são os conhecimentos

tem como pressuposto fundamental o relativismo dos valores.
subordina-se necessariamente a valores religiosos.
apresenta conotações que independem das relações humanas.
apresenta pretensões universais do ponto de vista da sociedade que a institui.
subordina-se a parâmetros científicos e cartesianos de conhecimento.

a defesa das contradições heraclitianas como conteúdo essencial da esfera inteligível da realidade.
a definição do Bem e da verdade acessível ao pensamento como entidade contraditória.
o estabelecimento de um método relativista e ancorado em contextos históricos para o conhecimento da realidade.
a valorização das concepções parmenidianas como expressão das aparências do mundo sensível.
uma dicotomia entre as propriedades variáveis das coisas sensíveis e o caráter absoluto do mundo inteligível.

sua principal implicação foi a dualidade entre corpo e alma, segundo Descartes.
teve importante papel para a formulação das teses da filosofia empirista.
envolveu a concepção de intuições puras na sensibilidade e categorias inatas no entendimento.
possibilitou a formulação de um estatuto científico para a metafísica.
postulou a possibilidade de conhecimento sobre os objetos como coisas-em-si.
Leia com atenção o texto a seguir.

Segundo Marilena Chaui, a ideia de que as mulheres são naturalmente destinadas à maternidade e aos cuidados do lar constitui um exemplo perfeito do que é uma ideologia. Tal como ocorre na construção da imagem de uma suposta natureza feminina, a ideologia se caracteriza pela inversão entre
causa e efeito, colocando o efeito no lugar da causa e a causa no lugar do efeito.
feminino e masculino, atribuindo às mulheres o papel dos homens e aos homens o papel das mulheres.
sujeito e objeto, apresentando o sujeito pensante como o objeto a ser estudado.
ideia e ideado, colocando no lugar da ideia aquilo de que ela é ideia.
superior e inferior, representando o inferior como o superior e o superior como inferior.

Por que a autora diz que a atitude filosófica se caracteriza, em primeiro lugar, por uma atitude negativa? Assinale a alternativa INCORRETA.
A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar.
Marilena Chauí. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 113.
Quanto a esse assunto, assinale a alternativa correta.
A ideologia constitui um corpo sistemático de regras que interferem exclusivamente no pensar humano.
A ideologia não se refere aos conflitos sociais e de classe; por isso, assegura a coesão entre os homens.
A naturalização das diferenças sociais não constitui objeto de estudo da ideologia.
A função da ideologia dominante é a de apagar a diferença entre os indivíduos e fornecer aos membros da sociedade uma identidade social.
A ideologia mostra uma realidade como ela realmente é; por isso, não valoriza a práxis.
A ciência é um conhecimento racional dedutivo e demonstrativo como a matemática, portanto, capaz de provar a verdade necessária e universal de seus enunciados e resultados, sem deixar nenhuma dúvida.
(Chaui, M. Convite à Filosofia, p. 221)
O trecho acima resume qual concepção de ciência?
Empirista.
Construtivista.
Quântica.
Racionalista.
Newtoniana.
Considerando o ensino da Filosofia e suas indagações na atualidade e a temática abordada no texto, assinale a opção correta.
A tradução do saber filosófico para o estudante diz respeito a questões de oratória e de como se apresentar adequadamente ao público.
O conhecimento ilustrativo e enciclopédico da filosofia é o fundamento do conhecimento de todas as coisas pelas suas causas últimas.
A importância do conhecimento filosófico decorre do esclarecimento dos conceitos e do entendimento da realidade.
A filosofia tem como função primordial ser caminho para a teologia e para o entendimento da divindade.
O conjunto dos poderes de uma nação politicamente organizada é o Estado.
a ideologia tem por função assegurar a coesão dos membros da sociedade, enquanto oculta a realidade como, por exemplo, das diferenças de classe.