Questões de Concurso sobre Da Política de Atendimento

 
 
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No início de 1990, por conta do advento do Estatuto da Criança e do Adolescente à FEBEM, nome pelo qual a instituição ficou mais conhecida, deixou de atender adolescentes carentes ficando a cargo dela os atendimentos de adolescentes infratores; logo em seguida seu nome foi substituído por Fundação Casa. Nas instituições de acolhimento antes da promulgação da Constituição Federal de 1988 e, consequentemente, com a elaboração e aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e documentos afins, não havia uma política específica que visasse garantir o direito integral desse segmento e sua ressocialização, não levando também em consideração suas particularidades. O Código de Menores tratava de crianças e adolescentes que se encontravam em situação irregular. Mas foi apenas com a promulgação do ECA que crianças e adolescentes passaram a ser concebidos como sujeitos de direito. A efetivação desse conjunto de direitos requer a conjugação de esforços entre o poder público e a sociedade civil na implantação de políticas públicas articuladas e integradas, que visem à inclusão social. É nesse sentido que o ECA determina, ainda, que a política de atendimento deve ser realizada por meio de um conjunto articulado e intersetorial de ações governamentais e não-governamentais, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

(BRASIL, 2018, p. 6.)

Sobre o exposto e considerando o serviço de “acolhimento institucional” infere-se que, EXCETO:


A

É considerado como uma medida protetiva e tem caráter excepcional; entretanto, antes de tomar essa providência, todos os recursos para manter a criança e o adolescente em seio familiar devem ser esgotados, e não sendo motivados apenas pela carência de recursos socioeconômicos.


B

Tal medida deve ser tomada apenas quando os pais ou responsáveis deixarem de cumprir seus deveres de sustento e proteção aos filhos, sendo também possível a aplicação de tal medida em situações de crianças e adolescentes que foram submetidos a abusos, maus-tratos ou qualquer outro tipo de violência.


C

Podem ser realizados encaminhamentos para programas de apoio, em casos em que a criança ou adolescente apresente alguma deficiência ou doença infectocontagiosa, transtorno mental ou outros agravos; entretanto, sempre criando tentativas de convivência familiar e/ou serviços da rede para preservação do convívio familiar.


D

Trata-se do acolhimento em família extensa; mas quando não for possível, depois de uma criteriosa avaliação e acompanhamento, deve ser colocada em família substituta, atentando-se que o acolhimento não pode exceder a dois anos, a não ser em casos excepcionais, em que relatórios devem ser enviados para a Justiça da Infância e Juventude e, assim, através de uma avaliação, será tomada a melhor decisão.


E

É um serviço que oferece acolhimento provisório para crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva em função de abandono ou cujas famílias ou responsáveis se encontrem temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para família substituta.

As entidades não governamentais que atendem crianças e/ou adolescentes podem funcionar somente após registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A entidade pode ter seu registro negado quando:


A

Estiver regularmente constituída.


B

Contar, em seus quadros, com pessoas inidôneas.


C

Oferecer instalações físicas em condições salubres adequadas.


D

Apresentar plano de trabalho compatível com os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


E

Estiver adequada ou cumprir as resoluções e deliberações relativas à modalidade de atendimento prestado expedidas pelos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, em todos os níveis.

Indique a alternativa condizente a uma das diretrizes da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente.


A

Municipalização do atendimento.


B

Mobilização da opinião pública para a dispensável participação dos diversos segmentos da sociedade.


C

Criação e manutenção de programas específicos, observada a centralização político-administrativa.


D

Manutenção de fundos nacional, estaduais e municipais vinculados aos respectivos conselhos do idoso.

Considerando algumas linhas de ação da política de atendimento indicadas pelo ECA (1990), correlacione as previsões da coluna I com os conteúdos elencados na coluna II.


COLUNA I


I-Políticas sociais básicas.

II-Serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social de garantia de proteção social e de prevenção e redução de violações de direitos, seus agravamentos ou reincidências.

III-Serviços especiais de prevenção e atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência, maus-tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão.

IV-Políticas e programas destinados a prevenir ou abreviar o período de afastamento do convívio familiar e a garantir o efetivo exercício do direito à convivência familiar de crianças e adolescentes.


COLUNA II


( ) Os serviços prestados pelos Centros de Referências Especializados em Assistência Social (CREAS) são responsáveis pelos atendimentos dessas demandas e situações.

( ) Os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, de acolhimento institucional e acolhimento em famílias acolhedoras permitem que direitos infantojuvenis não sejam violados.

( ) O acesso à educação é uma de suas referências, considerando a sua amplitude e a obrigatoriedade do seu acesso.

( ) O acesso à saúde, de forma qualitativa, é indispensável para que a integridade biopsíquica e física de crianças e adolescentes sejam asseguradas.

( ) Os serviços prestados pelos Centros de Referências em Assistência Social (CRAS) são responsáveis pelos atendimentos dessas demandas e situações.


Assinale a alternativa CORRETA, considerando a correlação estabelecida de cima para baixo.


A

II, IV, I, I, II.


B

II, IV, I, I, III.


C

II, II, III, I, II.


D

III, IV, I, III, II.


E

II, III, II, I, III.

Ano: 2023
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Conselheiro Tutelar - 2023

Para que uma entidade de atendimento não governamental que atua na área da criança e adolescente possa funcionar é necessário registro no:


A

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.


B

Conselho Tutelar.


C

Ministério Público.


D

Conselho de Assistência Social.

Ano: 2023
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Conselheiro Tutelar - 2023

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, são diretrizes da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente:


I) Municipalização do atendimento.

II) Criação de conselhos municipais, estaduais e nacional dos direitos da criança e do adolescente.

III) Manutenção de fundos nacional, estaduais e municipais.

IV) Mobilização da opinião pública para a indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade.

V) Formação profissional com abrangência dos diversos direitos da criança e do adolescente que favoreça a intersetorialidade.


Assinale a alternativa com os itens corretos.


A

I, II e V, somente.


B

I, III e V, somente.


C

I, II, III, IV e V.


D

I, IV e V, somente.

De acordo com a Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), a política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente deve ser feita através de um conjunto articulado de ações governamentais e não governamentais, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Assinale a alternativa que apresenta uma das linhas de ação da política de atendimento:


A

Garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular e horário especial para o atendimento das atividades.


B

Manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos.


C

Oferecer atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos.


D

Proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente.

De acordo com a Lei nº 8.069/1990 — ECA, regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados à criança e ao adolescente, referentes ao não oferecimento ou a oferta irregular:

I. De escolarização e profissionalização dos adolescentes privados de liberdade.

II. De atendimento em creche às crianças de 0 a 8 anos de idade.

III. De programas de atendimento para a execução das medidas socioeducativas e a aplicação de medidas de proteção.

Estão CORRETOS:


A

Somente os itens I e II.


B

Somente os itens I e III.


C

Somente os itens II e III.


D

Todos os itens.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) adotou o princípio da descentralização político-administrativa, materializado na esfera municipal pela participação direta da comunidade por meio do conselho municipal dos direitos e dos conselhos tutelares.


C

Certo


E

Errado

A política de atendimento dos direitos e deveres da Criança e do Adolescente de Santa Maria de Jetibá, será exercida por meio do:


A

Grupo de Apoio à Criança e ao Adolescente.


B

Instituto de Apoio à Criança e ao Adolescente.


C

Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.


D

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais, da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. São linhas de ação da política de atendimento:


A

Serviço de identificação e localização de pais, responsável, crianças e adolescentes desaparecidos.


B

Integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social, preferencialmente em um mesmo local, para efeito de agilização do atendimento inicial a adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional.


C

Mobilização da opinião pública para a indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade.


D

Realização e divulgação de pesquisas sobre desenvolvimento infantil e sobre prevenção da violência.


E

Municipalização do atendimento.

É notório o reconhecimento de que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um instrumento de importante transformação na construção de uma nova concepção de criança e adolescente e de gestão das políticas voltadas para a infância e adolescência. Em relação às entidades que desenvolvem programas de internação, elas têm as seguintes obrigações:


A

Diferenciar no sentido de afastar os vínculos familiares; comunicar à autoridade judiciária, periodicamente, os casos em que se mostre inviável ou impossível o reatamento dos vínculos familiares.


B

Oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e segurança e os objetos necessários à higiene pessoal; oferecer vestuário e alimentação suficientes de acordo com a disponibilidade da entidade.


C

Oferecer cuidados médicos, psicológicos, odontológicos e farmacêuticos; propiciar escolarização e profissionalização; propiciar atividades culturais, esportivas e de lazer; propiciar assistência religiosa de acordo a orientação da instituição.


D

Proceder a estudo social e pessoal de cada caso; reavaliar periodicamente cada caso, com intervalo máximo de um ano, dando ciência dos resultados à autoridade competente; informar, periodicamente, o adolescente internado sobre sua situação processual.


E

Não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de restrição na decisão de internação; oferecer atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos; preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente.

De acordo com a Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, são linhas de ação da política de atendimento, EXCETO:


A

Municipalização do atendimento.


B

Serviços especiais de prevenção e atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência, maus-tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão.


C

Políticas sociais básicas.


D

Campanhas de estímulo ao acolhimento sob forma de guarda de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar e à adoção, especificamente inter-racial, de crianças maiores ou de adolescentes, com necessidades específicas de saúde ou com deficiências e de grupos de irmãos.

À pessoa que instala e mantém a unidade e os recursos humanos e materiais necessários ao desenvolvimento de programas de atendimento para o cumprimento das medidas socioeducativas denomina-se


A

casa de atendimento socioeducativo.


B

entidade de recolhimento e encaminhamento do adolescente.


C

instituição de acolhimento ao menor infrator.


D

entidade de atendimento.


E

instituição de execução de medida socioeducativa.

Sobre a garantia de prioridade, conforme o ECA, analise as proposições abaixo.


I. Compreende a primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.

II. Compreende a precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.

III. Compreende a preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas.

IV. Compreende a destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.


É correto o que se afirma em


A

I e II, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I, III e IV, apenas.


D

I, II, III e IV.

De acordo com a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, a garantia de prioridade compreende:


A

Participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação.


B

Primazia de receber proteção e socorro em determinadas circunstâncias.


C

Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à família.


D

Aversão na formulação e na execução das políticas sociais públicas.


E

Precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.

O Art. 90. do Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe que as entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades, assim como pelo planejamento e execução de programas de proteção e sócio-educativos destinados a crianças e adolescentes, em regime de orientação e apoio sócio-familiar; apoio sócio-educativo em meio aberto; colocação familiar; acolhimento institucional; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; semiliberdade e internação.


Nos termos da mesma lei, as entidades governamentais e não-governamentais referidas no art. 90 deverão ser fiscalizadas pelo:


A

Conselho Municipal de Assistência Social, Ministério Público e Conselhos Tutelares.


B

Órgão Gestor da Assistência Social, Ministério Público e Conselhos Tutelares.


C

Judiciário, Ministério Público e Conselho Municipal de Assistência Social.


D

Judiciário, Ministério Público e Conselhos Tutelares.

As entidades não-governamentais somente poderão funcionar depois de registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o qual comunicará o registro ao Conselho Tutelar e à autoridade judiciária da respectiva localidade. Onde será negado o registro à entidade que, EXCETO:


A

Não apresente plano de trabalho compatível com os princípios desta Lei.


B

Não se adequar ou deixar de cumprir as resoluções e deliberações relativas à modalidade de atendimento prestado expedidas pelos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, em todos os níveis.


C

Ofereça instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e segurança.


D

Esteja irregularmente constituída.

Segundo dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre as entidades de atendimento, as entidades governamentais e não governamentais deverão proceder à inscrição de seus programas, especificando os regimes de atendimento, perante


A

o Conselho Tutelar


B

o Ministério da Justiça.


C

o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.


D

a autoridade judiciária competente.


E

o órgão competente do Ministério Público.

O atendimento inicial e integrado de adolescentes em conflito com a lei, dada sua importância, vem regulado e mencionado em vários diplomas normativos. Segundo


A

a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais é previsto expressamente que a política de Assistência Social estará representada nos núcleos de atendimento inicial integrado ao adolescente em conflito com a lei (NAIs) por meio do serviço de proteção social a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto.


B

o Conselho Nacional de Justiça, ao Poder Judiciário é recomendado que atue de forma cooperativa para garantir a criação e a implementação de Núcleo de Atendimento Integrado (NAIs) nas capitais de todas as unidades da Federação, bem como nas comarcas com maior adensamento populacional, onde se reconheça demanda para tanto.


C

a Lei do Sinase (Lei n° 12.594/2012), compete aos municípios cofinanciar e garantir, com os demais entes federados, o pleno funcionamento do plantão interinstitucional, preferencialmente em um mesmo local, destinado à agilização do atendimento inicial a adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional.


D

o Estatuto da Criança e do Adolescente, entre as linhas de ação da política de atendimento, está prevista a integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública, Educação e Assistência Social, preferencialmente em um mesmo local, para efeito de agilização do atendimento inicial a adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional


E

a Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que versa sobre o Sistema de Garantia de Direitos, integram também o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), como auxiliares dos programas socioeducativos, os Núcleos de Atendimento Integrado direcionados ao atendimento inicial dos adolescentes em conflito com a lei.

   
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