Questões de Concurso sobre Operadores argumentativos

 
 
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Assinale a proposição textualmente coerente e gramaticalmente correta que pode servir de argumento para a tese expressa no segundo parágrafo do texto.


A

Hoje, qualquer funcionário, executivo ou não, sabem que um micro pouca capacidade tem de armazenar toda tecnologia utilizada numa empresa: é o funcionário que o opera quem sabe de tudo.


B

Entre as principais recomendações estão nunca deixar documentos ou disquetes sobre a mesa e não tratar de assuntos sigilosos pelo celular; cuidados semelhantes se estendem até mesmo às festas de confraternização.


C

Em São Paulo, na quarta fabricante de aviões civis do mundo, são obrigatórios o uso de crachás de identificação, embora ninguém circula facilmente por todos os lugares, mesmo que tenha credencial de acesso.


D

Algumas dependências das empresas são restritas: uma área da fábrica Xis, próximo ao local onde ficam guardadas à sete chaves as informações estratégicas, foi interditada para impedir que vaze.


E

Todas as senhas e códigos da empresa ZOOX são alteradas diariamente e os cuidados são também direcionados a qualquer espiões que agem através dos computadores.

Para alcançar seus objetivos, o texto só NÃO se vale de:


A
comparações.

B
estruturação pergunta-resposta.

C
interferências de caráter pessoal.

D
dados estatísticos.

E
metáforas.

Em relação ao texto, assinale a opção incorreta.


A

As orações interrogativas do texto correspondem às seguintes afirmações: • Para a formação da nossa cultura foram imprescindíveis a matemática de Pitágoras, a geometria de Euclides, a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles. • O teatro de Sófocles, Eurípedes e Ésquilo foi imprescindível para a configuração da teoria de Freud.


B

O trecho focaliza como direção argumentativa principal a idéia de que o livro de natureza literária é inadequado para o empreendimento epistemológico, ou seja, para o estudo dos postulados, conclusões e métodos das teorias e práticas em geral, avaliadas em sua validade cognitiva e em suas relações com a sociedade e a história.


C

O emprego da primeira pessoa em "nos dá" (l.5 e 6) e em "nossa cultura"(l.8) confere ao trecho um aspecto interativo em relação ao leitor, inserindo- o no texto.


D

Mantém-se a correção gramatical do texto substituindo-se o ponto-final após "divina"(l.15) por vírgula e colocando-se a conjunção aditiva subseqüente em minúscula.


E

Conforme a informação original do texto, subentende- se após a primeira conjunção "e" (l.19) a idéia expressa por qualquer uma das seguintes expressões: em conseqüência, em decorrência disso, então, por causa disso, imediatamente.

A afirmação de que a ficção não tolera inverossimilhança sofre uma inversão no texto por meio de uma relação argumentativa. Trata-se de


A

contrajunção – estabelecida pelo uso da palavra entretanto, no terceiro e no último parágrafos.


B

disjunção argumentativa – feita pelo operador mas, elíptico antes da última frase do texto.


C

justaposição – obtida pelo uso de demarcadores de episódios ou de indicadores de ordenação, como a expressão nos primeiros dias no terceiro parágrafo.


D

disjunção argumentativa – feita por meio do operador contudo, no terceiro parágrafo.


E

contrajunção – obtida pelo encadeamento de dois atos de fala que se justificam, como é o caso do primeiro e do segundo parágrafos.

Textualmente, a expressão "essa teoria" (L.12) corresponde a: buscamos satisfação emocional depois de ter satisfeitas nossas necessidades básicas; ou seja, a felicidade depende da satisfação de necessidades objetivas e subjetivas.


C

Certo


E

Errado

O principal argumento apresentado no texto 1 para a defesa do controle social e político do álcool no Brasil é o de que:


A

a história tem mostrado que a sociedade brasileira vem dando sinais de que anseia defender-se de alguns produtos e de que busca proteger-se dos seus efeitos sociais.


B

é importante que o Brasil mostre para a sua sociedade que é um dos países em que a democracia prosperou, e que por isso a população pode sentir-se protegida.


C

é preciso mudar o argumento liberal de que a oferta e a demanda do álcool devem ser algo que o próprio mercado precisa regular e de que aqui já temos controle em demasia.


D

para garantir a estabilidade democrática, o país precisa buscar o balanceamento entre o interesse da indústria de bebidas alcoólicas e o interesse da sociedade.


E

o fato de não exercermos o controle social sobre o álcool aliado a uma frágil política de saúde tem feito com que esse produto tenha um alto custo social no país.

TEXTO 1


Achar que a educação é o único e o melhor caminho para a mobilidade social é uma coisa tão óbvia que dá para desconfiar. Trata-se de unanimidade. Acreditar que a educação é a única alternativa para o conhecimento é desperdício. Todos admitem saber disso. Se a premissa é verdadeira, por que no Brasil essa questão nunca foi resolvida?

Os resultados apontam que a educação pela educação não tem sido o melhor caminho para a salvação. Principalmente, quando se trata da população de baixa renda. É claro que estamos tratando de educação como política de inclusão social, e não de exclusão, tal como a vigente no país.

A realidade tem mostrado que qualquer solução que coloque a educação como um programa-mãe de um sistema de políticas sociais transformadoras deve empacar nas deploráveis condições de vida em que se encontram as grandes massas, vítimas do desemprego, da miséria e da violência.

As estatísticas oficiais do governo e de organismos internacionais, como a ONU e o Banco Mundial, mostram que o nível de pobreza no mundo e, particularmente no Brasil, tem piorado; e, o que se vê a olho nu comprova que a mobilidade social inexiste. As favelas continuam a crescer para cima e para os lados. […]

Independentemente dos discursos oficiais, para que haja, efetivamente, inclusão social, qualquer programa estruturador tem que levar em conta, acima de tudo, as atuais condições socioeconômicas da população. […] Qualquer política pública de restauração da dignidade humana, que tenha a educação como vetor de mobilidade social, esbarrará na iníqua e perversa distribuição de renda; na ausência de um programa de habitação e saneamento básico que crie moradias seguras, higiênicas e com espaço para se viver com o mínimo de dignidade; e, nas precárias condições físicobiológicas para a aprendizagem, considerando os graus de insuficência alimentar da população. E que não se venha com exemplos de outros países, pois a realidade de contexto de cada caso é deveras diferente. […]

Assim, para que os programas sociais determinantes da mobilidade social germinem, além das pré-condições de estrutura e funcionamento com qualidade, faz-se imprescindível que o povo tenha as condições sociais básicas para assimilar seu conteúdo. Caso contrário, […] continuamos a ter programas educacionais que legitimam a exclusão, e cujos resultados para a sociedade continuarão sendo a mobilidade social zero.

Carlos Alberto Fernandes.

In: Continente Multicultural, n° 31, julho/2003, p.7. Adaptado

Imagem associada para resolução da questão

O texto 2 pode ser usado para ilustrar o seguinte argumento do texto 1:


A

não há outra alternativa para o conhecimento, senão a educação.


B

estatísticas apontam que o nível de pobreza no mundo tem piorado.


C

pode-se ver a olho nu que as favelas continuam a crescer para cima e para os lados.


D

os programas educacionais precisam considerar as condições físico-biológicas para a aprendizagem.


E

os progamas sociais determinantes da mobilidade social não têm tido as pré-condições de estuda e funcionamento com qualidade.

De acordo com as relações textuais, a ação representada pela forma verbal “Encaminhamos” (l.20) foi executada pessoalmente pelo “comandante da Polícia Militar e secretário interino de Segurança Pública” (R.3-4).

C
Certo

E
Errado
No texto, as idéias representadas pelos termos “desenhou” (l.3), “ilustrações” (l.4) e “Representou” ( l.8) podem ser associadas ao termo “pictórico” (l.3).

C
Certo

E
Errado

De acordo com a argumentação do texto, poucas questões que têm mobilizado o país e seus setores sociais, políticos e econômicos apresentam abrangência nacional.


C
Certo

E
Errado

A expressão “o problema” (l.12) refere-se exclusivamente à falta de viaturas para o atendimento à cidade de Boa Vista.


C

Certo


E

Errado

Do ponto de vista do modo de organização do discurso, pode-se afirmar que os parágrafos do texto são:

A
narrativos, apesar de o objetivo do texto ser essencialmente argumentativo;

B
argumentativos, mas estruturados de acordo com o modelo narrativo;

C
argumentativos, sendo que o segundo e o terceiro parágrafos têm estrutura narrativa;

D
narrativos, sendo que o primeiro, o quarto e o quinto parágrafos têm estrutura argumentativa;

E
descritivos, mas a serviço de um texto cujo objetivo é predominantemente narrativo.

O que ocorre na Grécia exemplifica as afirmações do segundo e terceiro períodos e funciona como reforço da direção argumentativa do texto.


C

Certo


E

Errado

O trecho “foi o primeiro a assinalar algumas estruturas anatômicas conhecidas” (l.9-10) contribui com a afirmação de que “Leonardo da Vinci (...) foi o primeiro artista que considerou a anatomia além do ponto de vista meramente pictórico” (l.1-3).

C
Certo

E
Errado

Para que seja evitada a seqüência das partículas na linha 6, os sentidos textuais permitem deixar subentendida a que representa reflexividade, mas não a que representa condicionalidade.


C
Certo

E
Errado

A MISÉRIA É DE TODOS NÓS

Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da colonização? No decorrer das últimas décadas, enquanto a miséria se mantinha mais ou menos do mesmo tamanho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. Há mais crianças em idade escolar freqüentando aulas atualmente do que em qualquer outro período da nossa história. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil também são as menores desde que se passou a registrá-las nacionalmente. O Brasil figura entre as dez nações de economia mais forte do mundo. No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos. Vem firmando uma inconteste liderança política regional na América Latina, ao mesmo tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte oponente das injustas políticas de comércio dos países ricos. Apesar de todos esses avanços, a miséria resiste.

Embora em algumas de suas ocorrências, especialmente na zona rural, esteja confinada a bolsões invisíveis aos olhos dos brasileiros mais bem posicionados na escala social, a miséria é onipresente. Nas grandes cidades, com aterrorizante freqüência, ela atravessa o fosso social profundo e se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestações é a criminalidade, que, se não tem na pobreza sua única causa, certamente em razão dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistência da pobreza extrema entre milhões de habitantes não é uma empreitada simples.

Veja, ed. 1735

As marcas de progresso em nosso país são dadas com apoio na quantidade, exceto:


A

freqüência escolar;


B

liderança diplomática;


C

mortalidade infantil;


D

analfabetismo;


E

desempenho econômico.

A primeira pergunta - "Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da colonização?":


A

(tem sua resposta dada no último parágrafo;


B

representa o tema central de todo o texto;


C

é só uma motivação para a leitura do texto;


D

é uma pergunta retórica, à qual não cabe resposta;


E

é uma das perguntas do texto que ficam sem resposta.

O título dado ao texto se justifica porque


A

a miséria abrange grande parte de nossa população;


B

a miséria é culpa da classe dominante;


C

todos os governantes colaboraram para a miséria comum;


D

a miséria deveria ser preocupação de todos nós;


E

um mal tão intenso atinge indistintamente a todos.

O uso da primeira pessoa na crônica tem um efeito de:


A
construir uma narrativa impessoal, já que o cronista é observador neutro;

B
seguir o modelo típico de um texto jornalístico, como este;

C
manifestar no discurso a opinião dos leitores;

D
expressar na forma o ponto de vista do narrador;

E
transformar o texto em algo objetivo e popular.

Vide Oriente Médio. (3º parágrafo)

A frase acima, considerando-se o contexto,


a

é o argumento utilizado pelo autor para comprovar a tese proposta.


b

marca o início da conclusão a que o autor quer chegar, em defesa da religião.


c

constitui um exemplo de como a religião pode impedir o desenvolvimento científico.


d

aponta para uma opinião isolada dentro do contexto, interrompendo o fluxo das idéias.


e

localiza um fato que se opõe, pela concisão, ao desenvolvimento da tese proposta.

   
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