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Para Fierro (in Coll, Palacios e Marchesi, 1995), um simples atraso na aquisição de conhecimentos escolares pode significar apenas uma variação individual do processo de desenvolvimento infantil. Nesse caso, o atraso escolar representa
progressão mais lenta do processo de desenvolvimento, mas não em déficit nesse processo.
limitação de natureza cognitiva, implicando necessariamente na presença de deficiência mental.
déficit nos processos evolutivos, implicando prejuízos na capacidade de aprender conhecimentos escolares, sociais e da vida diária.
deficiência mental decorrente do desenvolvimento irregular da criança.
limitação significativa da capacidade de convivência da criança com outra da mesma idade.
Algumas técnicas serão introduzidas para que a criança cega ou com baixa visão possa se orientar com segurança nos deslocamentos que fizer nos espaços da escola e conquistar mais autonomia. Ao deslocar-se sozinha de um ponto a outro deverá
bater as mãos na linha média do corpo para se orientar pelo som.
andar bem devagar pé ante pé, pedindo ajuda dos colegas.
memorizar o caminho a ser percorrido pela descrição da professora e esperar pelo aprendizado das técnicas da bengala longa.
eleger algumas referências, como uma parede, um móvel, deslizando sobre elas o dorso da mão um pouco à frente do corpo.
pôr a mão à frente do corpo para se proteger, tocando nas pessoas que estiverem passando.
Em sala de recursos, os profissionais envolvidos no atendimento a surdos e surdocegos são oftalmologistas, fonoaudiólogos, odontólogos e enfermeiros, além de professores de LIBRAS.
Considere:
I. O aluno com baixa visão deve ser orientado a trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas.
II. O aluno com baixa visão deve ser incentivado a utilizar a memória visual.
III. O professor deve evitar o uso de palavras que se refiram a "olhar" e "ver" com o aluno de baixa visão.
IV. Com o aluno de baixa visão devem ser realizadas atividades que exijam o uso prolongado da visão, pois isso não o afeta.
Está correto o que se afirma em:
Agda é professora de artes plásticas de uma escola do interior paulista que resolveu levar os seus alunos 8a série para o Instituto Tomie Ohtake, um espaço que expõe arte contemporânea. Samanta é uma aluna que apresenta paralisia cerebral do tipo atetoide. Para passeios deste tipo, ela prefere a cadeira de rodas, embora consiga andar percursos curtos com autonomia. Os colegas estão levando cadernos para desenhar obras da exposição. Considerando os movimentos involuntários de membros superiores de Samanta, o que será mais prático para a realização dos desenhos neste contexto?
Gravador de áudio.
Uso do programa IntelliTalk e Escrevendo com Símbolos.
Ponteira de cabeça com lápis; mesa acoplada na cadeira de rodas.
Avental de comunicação.
Dominó de figuras geométricas.
leve, moderada, severa ou profunda.
Na familiarização do espaço da sala de aula, a criança cega ou com baixa visão deverá ser ensinada a
entrar antes e sair depois de todos os alunos para que não haja acidentes nas escadas principalmente.
sentar-se logo na primeira carteira que encontrar, mudando eventualmente de lugar para maior socialização.
adentrar na sala sempre com a professora ou um colega para sua maior segurança.
andar pela sala guiada por um colega para desempenhar as ações exigidas no contexto da sala de aula.
definir como referência a porta de entrada e, a partir dela, localizar móveis, utensílios e outros objetos.
João é um aluno de 10 anos, com síndrome de Down, matriculado na primeira série do ensino fundamental I, portanto, em sala de aula regular, há pouco mais de um ano; entretanto, ainda não está alfabetizado. Para atender aos princípios da educação inclusiva, a professora sugere
à direção da escola que o transfira para uma escola especial, uma vez que o aluno em questão não conseguiu alfabetizarse no decorrer do ano letivo.
à professora especializada que trabalhem juntas, a fim de que o aluno possa permanecer na classe comum e contar com apoio especializado, buscando-se, assim, formas de garantir a participação plena do aluno João na escola.
à equipe da escola que o aluno permaneça na primeira série, mas que passe a frequentar a escola três vezes por semana, e que a família busque atendimento complementar fora do âmbito da escola regular.
à direção da escola e à família que o aluno seja promovido para a segunda série, mesmo sem estar alfabetizado, uma vez que o foco principal da educação inclusiva é a socialização de alunos com deficiência mental.
à professora especializada que trabalha com o aluno apenas conteúdos escolares desenvolvidos na sala de aula do ensino regular, a fim de que João tenha um reforço escolar.
Na maioria dos casos, as patologias que reduzem o campo visual são
catarata congênita e glaucoma.
catarata congênita e retinose pigmentar.
retinose pigmentar e glaucoma.
glaucoma e retinopatia da prematuridade.
glaucoma e nistagmo congênito.
Há particularidades na forma da criança cega aprender. Para favorecer essa aprendizagem, o professor deve
esperar que a criança se interesse pelo ambiente espontaneamente para poder proporcionar-lhe experiências.
possibilitar experiências concretas significativas por meio da integração das percepções táteis, auditivas e cinestésicas.
dar-lhe informações verbais apenas, pois são suficientes para ela compreender o mundo que a cerca.
proporcionar atividades corporais visuais que levem à consciência corporal, equilíbrio e autonomia na mobilidade.
exercitar a memória, repetindo tudo que ouve, mesmo quando não faça sentido imediato.
Nas relações interpessoais estabelecidas em sala de aula entre alunos com e sem deficiência mental, o professor tem papel relevante como mediador dessas relações, conforme investigações realizadas por Figueiredo (2001 e 2002) e Lustosa (2002) (MEC/SEESP, 2007). A partir do enunciado, é correto afirmar que
o processo de ensino-aprendizagem não sofre interferências da qualidade das relações interpessoais estabelecidas no contexto escolar, em especial na sala de aula.
as interações estabelecidas não afetam o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos alunos envolvidos, e, dentre estes, aqueles com deficiência mental.
o professor pode atuar como facilitador ou dificultador de relações interpessoais respeitosas, cooperativas e solidárias entre os alunos com e sem deficiência mental.
a concepção do professor acerca do aluno com deficiência mental e de seus processos de aprendizagem não interferem nas mediações das relações interpessoais da classe e nas relações pedagógicas estabelecidas.
o preconceito do professor em relação ao aluno com deficiência mental não interfere em suas avaliações sobre as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento do aluno com essa deficiência.
Aponte a alternativa em que não aparece a surdez congênita.
O contato do embrião com o vírus da rubéola;
O contato do embrião com a sífilis;
O contato do embrião com toxoplasmose;
Anomalias craniofaciais;
O contato do embrião com herpes.
O processo de aprendizagem da língua portuguesa pela criança surda é notadamente mais longo do que pela criança ouvinte, porque
esse processo não ocorre por meio de interação espontânea com a criança surda.
o trabalho de terapia de fala com o fonoaudiólogo não é diário.
a aquisição da Libras pela criança surda prejudica o aprendizado da língua portuguesa
o processo de aquisição de linguagem da criança surda é mais demorado do que o da criança ouvinte.
Pesquisas sobre a condição linguística da pessoa surda têm apontado que
dentre as várias limitações cognitivas inerentes à surdez, a dificuldade de comunicação é a mais comum.
as crianças surdas filhas de pais surdos apresentam desenvolvimento linguístico semelhante ao das crianças ouvintes, filhas de pais ouvintes.
os surdos podem aprender qualquer língua oral mediante a mesma metodologia utilizada com ouvintes, uma vez que ambos são dotados de uma capacidade inata de aquisição de linguagem.
uma língua de sinais pode ser considerada a língua natural do surdo apenas se esta for adquirida em sua infância.
É por meio da cultura que uma comunidade se constitui, se integra e se identifica. A construção de uma identidade surda depende da proximidade que o surdo tem da cultura surda e da posição que assume diante da sociedade. Perlin (2001) define algumas delas, tais como, identidade
de Transição, quando o surdo passa, sem conflitos culturais, da comunicação visual oral para a comunicação visual sinalizada, e Surda quando o surdo é representado por discursos culturais.
Flutuante, quando o surdo consegue se manifestar satisfatoriamente tanto na comunidade ouvinte quanto na comunidade surda, e Inconformada, quando o surdo só consegue se manifestar na comunidade surda e fica triste por não conseguir fazê-lo com os ouvintes.
Surda, quando o surdo está no mundo dos ouvintes e desenvolve experiências pessoais na língua de sinais, e Híbrida, quando a pessoa nasce ouvinte e ensurdece posteriormente, desenvolvendo tanto o pensamento quanto a língua de sinais dependentes da língua oral.
Flutuante, quando o contato do surdo com a língua de sinais e com a comunidade surda acontece precocemente, e de Transição, quando o surdo tenta se representar segundo o mundo ouvinte.
Pesquisas revelam que crianças surdas e ouvintes apresentam semelhanças e diferenças em seu processo de aquisição de linguagem. Essa afirmação pode ser validada por pesquisas que revelam o seguinte:
no estágio das primeiras combinações, as crianças surdas e ouvintes começam a elaborar o sistema pronominal de suas línguas, porém as crianças ouvintes cometem “erros” de reversão pronominal, ou seja, usam os pronomes “eu” e “você” na perspectiva de interlocutor, e as crianças surdas não o fazem, porque na Libras esses pronomes são identificados pela apontação concreta.
os estágios de aquisição de linguagem – período prélinguístico, estágio de uma palavra, estágio das primeiras combinações, estágio das múltiplas combinações – são observados tanto em crianças ouvintes, filhas de pais ouvintes, quanto em crianças surdas filhas de pais surdos usuários de língua de sinais.
no estágio de uma palavra, as crianças ouvintes usam o recurso de apontar como elemento linguístico de sua língua oral, assim como as crianças surdas o utilizam em sua língua de sinais.
no estágio apropriado, os bebês que são ouvintes balbuciam, pois esta forma de linguagem é restrita ao sistema fonético das línguas orais e imprópria ao sistema utilizado pelas crianças surdas.
Interpretar compreende um ato cognitivo-linguístico que se realiza em uma situação de interação comunicativa envolvendo línguas diferentes, na qual o intérprete processa a informação dada na língua fonte para a língua alvo. Visto dessa forma, o ato de interpretar abrange processos altamente complexos, para o qual o profissional intérprete-tradutor deve seguir determinados preceitos éticos e apresentar certas competências. Roberts (1992, apud Quadros, 2007) define para o intérprete-tradutor as competências
técnica, bicultural, de memória, em conhecimentos gerais.
técnica, para transferência, de memória, de confiabilidade.
metodológica, de discrição, de imparcialidade, linguística.
metodológica, linguística, para transferência, bicultural.