Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
Disciplina 1
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A conjunção das representações clínicas e terapêuticas levou historicamente a uma transformação do espaço educativo e escolar em território médico-hospitalar. Tal transformação deve ser entendida como uma das causas fundamentais na opressão linguística, cognitiva e cultural que viveram os surdos. O objetivo na concepção clínicopatológica é desenvolver a língua

A
de sinais, identidade surda e cultura surda.

B
oral, restos auditivos e leitura orofacial.

C
gestual, restos auditivos e cultura surda.

D
oral, identidade surda e leitura orofacial.

E
oral, restos auditivos e cultura surda.

Para Fierro (in Coll, Palacios e Marchesi, 1995), um simples atraso na aquisição de conhecimentos escolares pode significar apenas uma variação individual do processo de desenvolvimento infantil. Nesse caso, o atraso escolar representa


A

progressão mais lenta do processo de desenvolvimento, mas não em déficit nesse processo.


B

limitação de natureza cognitiva, implicando necessariamente na presença de deficiência mental.


C

déficit nos processos evolutivos, implicando prejuízos na capacidade de aprender conhecimentos escolares, sociais e da vida diária.


D

deficiência mental decorrente do desenvolvimento irregular da criança.


E

limitação significativa da capacidade de convivência da criança com outra da mesma idade.

Algumas técnicas serão introduzidas para que a criança cega ou com baixa visão possa se orientar com segurança nos deslocamentos que fizer nos espaços da escola e conquistar mais autonomia. Ao deslocar-se sozinha de um ponto a outro deverá


A

bater as mãos na linha média do corpo para se orientar pelo som.


B

andar bem devagar pé ante pé, pedindo ajuda dos colegas.


C

memorizar o caminho a ser percorrido pela descrição da professora e esperar pelo aprendizado das técnicas da bengala longa.


D

eleger algumas referências, como uma parede, um móvel, deslizando sobre elas o dorso da mão um pouco à frente do corpo.


E

pôr a mão à frente do corpo para se proteger, tocando nas pessoas que estiverem passando.

Em sala de recursos, os profissionais envolvidos no atendimento a surdos e surdocegos são oftalmologistas, fonoaudiólogos, odontólogos e enfermeiros, além de professores de LIBRAS.


C
Certo

E
Errado

Considere:

I. O aluno com baixa visão deve ser orientado a trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas.

II. O aluno com baixa visão deve ser incentivado a utilizar a memória visual.

III. O professor deve evitar o uso de palavras que se refiram a "olhar" e "ver" com o aluno de baixa visão.

IV. Com o aluno de baixa visão devem ser realizadas atividades que exijam o uso prolongado da visão, pois isso não o afeta.

Está correto o que se afirma em:


A
I, apenas.

B
I e II, apenas.

C
III, apenas.

D
IV, apenas.

E
I, II, III e IV.
No desenvolvimento do esquema corporal, uma criança com deficiência visual utiliza

A
o sentido labiríntico.

B
a audição.

C
o olfato.

D
a propriocepção.

E
a memória muscular.

Agda é professora de artes plásticas de uma escola do interior paulista que resolveu levar os seus alunos 8a série para o Instituto Tomie Ohtake, um espaço que expõe arte contemporânea. Samanta é uma aluna que apresenta paralisia cerebral do tipo atetoide. Para passeios deste tipo, ela prefere a cadeira de rodas, embora consiga andar percursos curtos com autonomia. Os colegas estão levando cadernos para desenhar obras da exposição. Considerando os movimentos involuntários de membros superiores de Samanta, o que será mais prático para a realização dos desenhos neste contexto?


A

Gravador de áudio.


B

Uso do programa IntelliTalk e Escrevendo com Símbolos.


C

Ponteira de cabeça com lápis; mesa acoplada na cadeira de rodas.


D

Avental de comunicação.


E

Dominó de figuras geométricas.

Na familiarização do espaço da sala de aula, a criança cega ou com baixa visão deverá ser ensinada a


A

entrar antes e sair depois de todos os alunos para que não haja acidentes nas escadas principalmente.


B

sentar-se logo na primeira carteira que encontrar, mudando eventualmente de lugar para maior socialização.


C

adentrar na sala sempre com a professora ou um colega para sua maior segurança.


D

andar pela sala guiada por um colega para desempenhar as ações exigidas no contexto da sala de aula.


E

definir como referência a porta de entrada e, a partir dela, localizar móveis, utensílios e outros objetos.

João é um aluno de 10 anos, com síndrome de Down, matriculado na primeira série do ensino fundamental I, portanto, em sala de aula regular, há pouco mais de um ano; entretanto, ainda não está alfabetizado. Para atender aos princípios da educação inclusiva, a professora sugere


A

à direção da escola que o transfira para uma escola especial, uma vez que o aluno em questão não conseguiu alfabetizarse no decorrer do ano letivo.


B

à professora especializada que trabalhem juntas, a fim de que o aluno possa permanecer na classe comum e contar com apoio especializado, buscando-se, assim, formas de garantir a participação plena do aluno João na escola.


C

à equipe da escola que o aluno permaneça na primeira série, mas que passe a frequentar a escola três vezes por semana, e que a família busque atendimento complementar fora do âmbito da escola regular.


D

à direção da escola e à família que o aluno seja promovido para a segunda série, mesmo sem estar alfabetizado, uma vez que o foco principal da educação inclusiva é a socialização de alunos com deficiência mental.


E

à professora especializada que trabalha com o aluno apenas conteúdos escolares desenvolvidos na sala de aula do ensino regular, a fim de que João tenha um reforço escolar.

Na maioria dos casos, as patologias que reduzem o campo visual são


A

catarata congênita e glaucoma.


B

catarata congênita e retinose pigmentar.


C

retinose pigmentar e glaucoma.


D

glaucoma e retinopatia da prematuridade.


E

glaucoma e nistagmo congênito.

Há particularidades na forma da criança cega aprender. Para favorecer essa aprendizagem, o professor deve


A

esperar que a criança se interesse pelo ambiente espontaneamente para poder proporcionar-lhe experiências.


B

possibilitar experiências concretas significativas por meio da integração das percepções táteis, auditivas e cinestésicas.


C

dar-lhe informações verbais apenas, pois são suficientes para ela compreender o mundo que a cerca.


D

proporcionar atividades corporais visuais que levem à consciência corporal, equilíbrio e autonomia na mobilidade.


E

exercitar a memória, repetindo tudo que ouve, mesmo quando não faça sentido imediato.

Nas relações interpessoais estabelecidas em sala de aula entre alunos com e sem deficiência mental, o professor tem papel relevante como mediador dessas relações, conforme investigações realizadas por Figueiredo (2001 e 2002) e Lustosa (2002) (MEC/SEESP, 2007). A partir do enunciado, é correto afirmar que


A

o processo de ensino-aprendizagem não sofre interferências da qualidade das relações interpessoais estabelecidas no contexto escolar, em especial na sala de aula.


B

as interações estabelecidas não afetam o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos alunos envolvidos, e, dentre estes, aqueles com deficiência mental.


C

o professor pode atuar como facilitador ou dificultador de relações interpessoais respeitosas, cooperativas e solidárias entre os alunos com e sem deficiência mental.


D

a concepção do professor acerca do aluno com deficiência mental e de seus processos de aprendizagem não interferem nas mediações das relações interpessoais da classe e nas relações pedagógicas estabelecidas.


E

o preconceito do professor em relação ao aluno com deficiência mental não interfere em suas avaliações sobre as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento do aluno com essa deficiência.

A criança ou adolescente com baixa visão tem:

A
resíduo mínimo de visão em um ou nos dois olhos por um período prolongado.

B
perda de mais de 20% em apenas um dos olhos e necessidade de recursos de ampliação para leitura.

C
comprometimento no funcionamento visual de ambos os olhos, mesmo após tratamento de correção.

D
hipermetropia, isto é, a imagem se forma atrás da retina, o que obriga ao uso de lentes corretivas.

E
miopia, isto é, a imagem se forma antes da retina, o que obriga à cirurgia de correção em qualquer idade.

Aponte a alternativa em que não aparece a surdez congênita.


A

O contato do embrião com o vírus da rubéola;


B

O contato do embrião com a sífilis;


C

O contato do embrião com toxoplasmose;


D

Anomalias craniofaciais;


E

O contato do embrião com herpes.

O processo de aprendizagem da língua portuguesa pela criança surda é notadamente mais longo do que pela criança ouvinte, porque


A

esse processo não ocorre por meio de interação espontânea com a criança surda.


B

o trabalho de terapia de fala com o fonoaudiólogo não é diário.


C

a aquisição da Libras pela criança surda prejudica o aprendizado da língua portuguesa


D

o processo de aquisição de linguagem da criança surda é mais demorado do que o da criança ouvinte.

Pesquisas sobre a condição linguística da pessoa surda têm apontado que


A

dentre as várias limitações cognitivas inerentes à surdez, a dificuldade de comunicação é a mais comum.


B

as crianças surdas filhas de pais surdos apresentam desenvolvimento linguístico semelhante ao das crianças ouvintes, filhas de pais ouvintes.


C

os surdos podem aprender qualquer língua oral mediante a mesma metodologia utilizada com ouvintes, uma vez que ambos são dotados de uma capacidade inata de aquisição de linguagem.


D

uma língua de sinais pode ser considerada a língua natural do surdo apenas se esta for adquirida em sua infância.

É por meio da cultura que uma comunidade se constitui, se integra e se identifica. A construção de uma identidade surda depende da proximidade que o surdo tem da cultura surda e da posição que assume diante da sociedade. Perlin (2001) define algumas delas, tais como, identidade


A

de Transição, quando o surdo passa, sem conflitos culturais, da comunicação visual oral para a comunicação visual sinalizada, e Surda quando o surdo é representado por discursos culturais.


B

Flutuante, quando o surdo consegue se manifestar satisfatoriamente tanto na comunidade ouvinte quanto na comunidade surda, e Inconformada, quando o surdo só consegue se manifestar na comunidade surda e fica triste por não conseguir fazê-lo com os ouvintes.


C

Surda, quando o surdo está no mundo dos ouvintes e desenvolve experiências pessoais na língua de sinais, e Híbrida, quando a pessoa nasce ouvinte e ensurdece posteriormente, desenvolvendo tanto o pensamento quanto a língua de sinais dependentes da língua oral.


D

Flutuante, quando o contato do surdo com a língua de sinais e com a comunidade surda acontece precocemente, e de Transição, quando o surdo tenta se representar segundo o mundo ouvinte.

Pesquisas revelam que crianças surdas e ouvintes apresentam semelhanças e diferenças em seu processo de aquisição de linguagem. Essa afirmação pode ser validada por pesquisas que revelam o seguinte:


A

no estágio das primeiras combinações, as crianças surdas e ouvintes começam a elaborar o sistema pronominal de suas línguas, porém as crianças ouvintes cometem “erros” de reversão pronominal, ou seja, usam os pronomes “eu” e “você” na perspectiva de interlocutor, e as crianças surdas não o fazem, porque na Libras esses pronomes são identificados pela apontação concreta.


B

os estágios de aquisição de linguagem – período prélinguístico, estágio de uma palavra, estágio das primeiras combinações, estágio das múltiplas combinações – são observados tanto em crianças ouvintes, filhas de pais ouvintes, quanto em crianças surdas filhas de pais surdos usuários de língua de sinais.


C

no estágio de uma palavra, as crianças ouvintes usam o recurso de apontar como elemento linguístico de sua língua oral, assim como as crianças surdas o utilizam em sua língua de sinais.


D

no estágio apropriado, os bebês que são ouvintes balbuciam, pois esta forma de linguagem é restrita ao sistema fonético das línguas orais e imprópria ao sistema utilizado pelas crianças surdas.

Interpretar compreende um ato cognitivo-linguístico que se realiza em uma situação de interação comunicativa envolvendo línguas diferentes, na qual o intérprete processa a informação dada na língua fonte para a língua alvo. Visto dessa forma, o ato de interpretar abrange processos altamente complexos, para o qual o profissional intérprete-tradutor deve seguir determinados preceitos éticos e apresentar certas competências. Roberts (1992, apud Quadros, 2007) define para o intérprete-tradutor as competências


A

técnica, bicultural, de memória, em conhecimentos gerais.


B

técnica, para transferência, de memória, de confiabilidade.


C

metodológica, de discrição, de imparcialidade, linguística.


D

metodológica, linguística, para transferência, bicultural.

 
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