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De acordo com a ABESO (2016), “Algumas dietas de emagrecimento são nutricionalmente corretas e consistentes com bons hábitos alimentares. Outras se apresentam como dietas milagrosas, que encorajam práticas irracionais, algumas vezes perigosas, e passam a ser feitas pela população, devido à promoção da mídia, ou porque são praticadas por celebridades” (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica Diretrizes brasileiras de obesidade 2016 / ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. – 4.ed. - São Paulo, SP).
Considerando as características da dieta de baixa caloria (DBC) e da dieta de muito baixa caloria (DMBC) propostas pela ABESO,
as DMBC fornecem até 800 Kcal/dia e fazem parte de uma propaganda midiática, mas, devido ao seu perigo potencial, não devem ser realizadas.
as DBC produzem perda rápida e sustentável de peso, quando comparadas às DMBC, sendo recomendadas por um período de até três meses.
as DBC fornecem até 1000 kcal/dia e fazem parte de uma dieta planejada individualmente, consistente com bons hábitos alimentares.
as DMBC produzem perda de peso similar as DBC, em longo prazo, e devem ser feitas apenas sob rígida supervisão.
Um paciente com trinta e cinco anos de idade, 70kg, 1,70m, foi internado em unidade de terapia intensiva, devido a politrauma. O paciente apresentou insuficiência respiratória e foi colocado em ventilação mecânica. No 05º dia de internação, o paciente foi levado ao centro cirúrgico e submetido à laparotomia exploradora, que, contudo, não apresentou achados significativos. No 06º dia de internação, o paciente estava em íleo paralítico e completava jejum de 06 dias. O paciente estava sob uso de noradrenalina em desmame. Ao exame físico, foi detectado abdome distendido. Havia sonda nasogástrica (SNG) aberta e produtiva, 1.500mL nas últimas 24 horas. Os exames laboratoriais do paciente mostravam glicemia= 220mg/dL, ureia= 100 mg/dL, creatinina de 1,5 mg/dL, sódio sérico= 149mEq/L, potássio sérico= 2,8mEq/L e osmolalidade sérica de 350mOsm/kg, além de acidose metabólica discreta.
Com relação ao caso clínico acima apresentado, assinale a opção CORRETA:
Deve-se fechar a SNG, estimular com procinéticos e imediatamente iniciar nutrição enteral.
Deve ser iniciada nutrição de dupla via, isto é, nutrição parenteral associada à nutrição enteral, pois o importante é anular o déficit calórico.
A nutrição parenteral total (NPT) deve ser iniciada somente após estabilidade hemodinâmica e equilíbrio acidobásico, observando-se a relação risco/benefício.
Deve-se iniciar NPT, sistema 03/01, de imediato, pois o paciente está em risco nutricional grave, com déficit calórico severo.
Deve-se iniciar nutrição parenteral periférica (NPP), com sistema 02/01, pois acidose metabólica e retenção nitrogenada não são contraindicações ao uso de NPP.
A oferta proteica mínima recomendada para o tratamento dietoterápico da pancreatite grave é de
1,1 grama.
1,2 grama.
1,3 grama.
1,4 grama.
1,5 grama.
A suplementação com EPA e DHA pode ser recomendada para hipertrigliceridemia leve e moderada. Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), é correto afirmar que a suplementação com EPA e DHA para hipertrigliceridemia leve e moderada deve ser de:
1 a 6 gramas ao dia.
1 a 5 gramas ao dia.
1 a 4 gramas ao dia.
1 a 3 gramas ao dia.
1 a 2 gramas ao dia.
Após a gastrectomia total, podem ocorrer alterações no metabolismo das proteínas.
Leia o relato do caso a seguir.
Paciente S.F.A., de 39 anos, no décimo dia de internação em UTI, recebendo TNP 3:1, 90% de adequação, com perda de 22% do peso nos últimos 3 meses. Os exames de monitorização indicam: fósforo de 0,4 mmol/L, potássio de 2,3 mmol/L, glicemia de 160 mg/dL e triglicerídeos de 400 mg/dL.
O nutricionista da equipe multiprofissional de terapia nutricional deve recomendar:
manutenção do volume de TNP infundido, correção imediata do fósforo e potássio e início de insulina por bomba de infusão.
limitação do lipídio ao máximo de 1,0 g/kg/dia, correção do fósforo e potássio e controle de fontes alternativas de glicose.
manutenção do volume de TNP infundido, espera da estabilização do fósforo e potássio e controle de fontes alternativas de glicose.
limitação do lipídio ao máximo de 1,0 g/kg/dia, espera da estabilização do fósforo e potássio e início de insulina por bomba de infusão.