Questões de Concurso sobre Dietoterapia

 
 
Disciplina 1
Assunto 17
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Os probióticos fazem parte dos chamados alimentos funcionais, cujo principal alvo é a mucosa intestinal e a sua microbiota.

Sobre o cuidado nutricional nas doenças do sistema digestório e o efeito dos probióticos, analise as afirmativas abaixo.

I. O principal objetivo da utilização dos probióticos é diminuir o número e a atividade dos microrganismos intestinais com propriedades úteis ao hospedeiro.

II. Os probióticos mais utilizados são estirpes de bactérias produtoras de ácido láctico como Lactobacillus e Bifidobacterium, que preenchem as condições para um bom probiótico.

III. O maior número de estudos com probióticos tem incidido quer na prevenção, quer no tratamento da diarreia aguda infecciosa.

IV. Existem resultados animadores com a utilização de probióticos na síndrome do intestino curto e na alergia alimentar, associados à diminuição da permeabilidade intestinal e as suas propriedades anti-inflamatórias

Está correto o que se afirma em


A

I e III.


B

Apenas II.


C

III e IV.


D

II, III e IV.

Os principais ácidos graxos da série ômega 3 são o ácido alfa-linolênico (ALA) (C18:3), de origem vegetal (soja, canola e linhaça), e os ácidos eicosapentaenóico (EPA) (C20:5) e docosaexaenoico (DHA) (C22:6), provenientes de peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico. EPA e DHA também podem ser obtidos por ação enzimática de dessaturases e elongases sobre o ALA, que é um ácido graxo essencial e apresenta recomendação de consumo pelas Dietary Reference Intakes (DRIs), que pode ser alcançada pela ingestão moderada de óleo de soja ou canola, não sendo necessária sua suplementação na dieta (Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017). Nesse contexto, marque a opção INCORRETA:


A

A conversão de ALA em EPA e DHA é limitada e sofre interferência de fatores fisiológicos e externos. Especialmente, EPA e DHA têm sido investigados quanto ao seu potencial na redução do risco cardiovascular.


B

Os mecanismos propostos para os benefícios cardiovasculares incluem redução de marcadores inflamatórios e da agregação plaquetária, melhora da função endotelial, redução da pressão arterial e redução da trigliceridemia.


C

O consumo≥ 2 porções de peixes ricos em EPA e DHA por semana está associado à redução do risco cardiovascular entre indivíduos em prevenção primária e secundária, com grau de recomendação I e nível de evidência A.


D

O uso de suplementos de EPA e DHA deve ser instituído para a prevenção cardiovascular, visto o nível de evidência dessa recomendação pela diretriz brasileira de dislipidemia ser A.


E

A suplementação de ômega 3 (EPA e DHA) pode reduzir a concentração plasmática de triglicerídeos em até 25 a 30%.

O Diabetes Mellitus é uma doença de elevada prevalência e está relacionada à dificuldade de manter os níveis adequados de glicose no sangue seja por falta de insulina seja por alteração na sua ação. O não controle glicêmico pode levar a sérias consequências metabólicas, por isso exige adequado acompanhamento nutricional.

De acordo com as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018) quanto à composição nutricional do plano alimentar para paciente com Diabetes Mellitus, é correto afirmar que


A

Como a frutose pode elevar a glicemia, ela não deve ser consumida mesmo advinda dos alimentos in natura.


B

Os carboidratos totais devem estar entre 45% e 60% do valor calórico total e não devem ser inferiores a 130g/dia.


C

Como o colesterol exógeno (alimentar) não influencia muito no endógeno, a ingestão de colesterol passou a não ter um ponto de corte de recomendação.


D

A recomendação de até 10% do valor calórico total de sacarose por dia é o mínimo para beneficiar a saúde e uma redução para 5% não tem efeitos adicionais.

Em pacientes diabéticos após amputações é freqüente sinais e sintomas de depressão. Como forma de aumentar a formação de serotonina, aumentamos nutrientes necessários para sua síntese, sendo os principais:


A

vitamina B3 e manganês.


B

vitamina A e cobre.


C

vitamina B6 e magnésio.


D

vitamina D e cromo.

O controle do peso, o do estresse e os ajustes dietéticos são algumas das medidas envolvidas no tratamento não-medicamentoso da hipertensão arterial, tanto para crianças quanto para adultos. Considerando os alimentos e os nutrientes que compõem o padrão alimentar, uma orientação nutricional importante nesse tratamento, de acordo com a 7º Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2016), é:


A

ingerir regularmente laticínios, independente do teor de gordura, uma vez que diminui a pressão arterial sistólica em até 40 mmHg.


B

tomar chá verde por ser rico em s-alil-cisteína, a qual reduz a pressão arterial sistólica quando consumido em doses moderadas.


C

comer chocolate com pelo menos 50% de cacau, pois ele pode promover discreta redução da pressão arterial, devido às altas concentrações de polifenois.


D

ingerir fibras, pois isso promove discreta diminuição da pressão arterial, destacando-se o beta glucano proveniente da aveia e da cevada.

Considerando a insuficiência cardíaca, assinale a alternativa correta.


A

Embora muitos pacientes tenham indicação de restrição hídrica na insuficiência cardíaca, o teor de líquidos deve ser restrito, não sendo significativo avaliar o teor de líquidos nas frutas.


B

Os distúrbios hemodinâmicos e as alterações neuro-hormonais levam ao remodelamento do tecido cardíaco e sempre há necessidade de restrição rigorosa de sódio para controle pressórico.


C

Os medicamentos mais recomendados no pós-transplante da insuficiência cardíaca, para evitar rejeição, levam a efeitos colaterais importantes como: hiperlipidemia, catabolismo proteico, elevada natriúria e perda de peso.


D

A determinação do teor proteico deve considerar o estado nutricional, com recomendação de 1,5 a 2g/kg de proteína em pacientes desnutridos, não sendo necessário aumento do suporte proteico nos indivíduos eutróficos, recomendando, aproximadamente, 1g/kg de proteína.

 
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