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No tratamento da diarreia, é importante investigar sua causa. O aumento da frequência (normalmente acima de 3 vezes/dia) de eliminação de fezes semipastosas ou líquidas caracteriza-se como diarreia, sendo acompanhada por perda excessiva de líquidos e eletrólitos. Sendo assim, recomendações nutricionais como a oferta de líquidos e eletrólitos suficiente para repor as perdas são necessárias:
1. Ocorrência de secreção ativa de eletrólitos e água pelo epitélio intestinal (por exemplo, por exotoxinas bacterianas ou vírus).
2. Presença no intestino de solutos osmoticamente ativos, inadequadamente absorvidos (por exemplo na deficiência de lactase).
3. Condições em que há exposição inadequada do quimo no epitélio intestinal (por exemplo, síndrome do intestino curto).
4. Associações a lesões de mucosa, que levam à eliminação de muco, sangue e proteínas plasmáticas (por exemplo, colite ulcerativa, enterite por radiação).
Os itens acima enumerados correspondem, respectivamente, a:
Secretória – Osmótica – Contato mucoso limitado – Exsudativa.
Osmótica – Secretória – Contato mucoso limitado – Exsudativa.
Contato mucoso limitado – Exsudativa – Osmótica – Secretória.
Osmótica – Contato mucoso limitado – Exsudativa – Secretória.
O princípio que rege a dietoterapia nos casos de refluxo gastroesofágico (RGE) baseia-se no aumento da motilidade do trato gastrointestinal e na redução da secreção gástrica. Considerando as características da dieta para RGE em pediatria, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) As fibras insolúveis, mesmo preparadas por cocção úmida e fracionadas, devem ser evitadas por aumentarem o tempo de esvaziamento gástrico.
( ) A oferta de preparações com alta concentração de lipídios deve ser reduzida, pois estes diminuem o tônus do esfíncter inferior do esôfago e retardam o esvaziamento gástrico.
( ) As fórmulas à base de caseína espessadas com goma acácia devem entrar no regime alimentar dos lactentes alimentados ao seio.
( ) As proteínas de fácil digestibilidade e baixo teor de purinas devem ter seu conteúdo bem concentrado em determinadas refeições.
Assinale a sequência correta.
V F V V
V F F F
F V F F
F V V V
Dadas as afirmativas relativas à avaliação nutricional do paciente oncológico adulto em cuidados paliativos,
I. O uso da antropometria apresenta algumas limitações em função de frequentes variações do estado de hidratação.
II. Ingestão alimentar por mais de 7 dias menor que 60% das necessidades é indicativo de risco nutricional.
III. Parâmetros laboratoriais devem ser considerados para avaliação nutricional em todas as fases dos cuidados paliativos.
verifica-se que está(ão) correta(s)
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Assinale a alternativa que indica a recomendação que não corresponde à ingestão de carboidratos como parte da terapia nutricional para os pacientes com diabetes melito.
Plano alimentar com inclusão de carboidratos de frutas, legumes, cereais integrais e leite com baixo teor de gordura.
A sacarose pode ser substituída por outros tipos de carboidratos, no entanto, se for adicionada ao plano alimentar, não deverá ter cobertura da insulina ou medicamentos hipoglicemiantes.
Monitoramento da ingestão de carboidratos por meio da contagem de carboidratos ou substituições de alimentos.
A utilização do índice glicêmico e da carga glicêmica de alimentos/refeições pode fornecer um benefício adicional em comparação à utilização somente da quantidade de carboidratos totais ingerida.
Em relação aos adoçantes de alcoóis e não nutritivos, a segurança no consumo desses produtos deve estar de acordo com os níveis de ingestão diária estabelecidos pela FDA.
Paciente em unidade de terapia intensiva portador de pancreatite aguda severa, em coma induzido, equilíbrio hemodinâmico, uso decrescente de drogas vasoativas e resíduo gástrico em pequeno volume. De acordo com as orientações da BRASPEN (2018), esse paciente deve
iniciar terapia parenteral para repouso pancreático.
permanecer em dieta zero para repouso pancreático.
permanecer em dieta zero até o desmame da droga vasoativa.
receber terapia enteral, hidrolisada, hipocalórica e hiperproteica.
receber terapia enteral, polimérica, hipocalórica e hiperproteica.
De acordo com a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017) – Grau de Recomendação: IIa; Nível de Evidência: A, o consumo diário de uma a duas porções de alimentos fonte de proteína de soja, totalizando de 15 a 30 gramas de proteína, além da redução de LDL-c, associa-se também a
manutenção da quantidade de HDL-c e redução da concentração de triglicérides.
manutenção das quantidades de HDL-c e de triglicérides.
aumento de HDL-c e redução da concentração de triglicérides.
redução de HDL-c e da concentração de triglicérides.
A diminuição da pressão arterial está associada ao consumo diário máximo de sódio de
1 grama.
2 gramas.
3 gramas.
4 gramas.
5 gramas.
A quantidade de proteína recomendada por Cuppari (2014) na fase não dialítica da Doença Renal Crônica é
0,8 a 1g/kg/dia para paciente com TFG ≥ 60 mL/min.
0,8 a 1g/kg/dia para paciente com TFG entre 30 e 59mL/min.
1 a 1,2 g/kg/dia para paciente com TFG ≥ 60 mL/min.
1 a 1,2 g/kg/dia para paciente com proteinúria.
0,6 g/kg/dia para paciente com diabetes mellitus descompensado.
Pacientes submetidos à gastrectomia com reconstrução em Billroth II (gastrojejunostomia) podem apresentar algumas alterações gastrointestinais no pós-operatório. Assinale a alternativa que descreve corretamente aspectos fisiopatológicos ou dietoterápicos durante o pós-operatório nestes casos.
Pode causar síndrome de dumping por incremento na secreção de enzimas pancreáticas.
Pode causar hipoglicemia por hidrólise enzimática tardia e anemia ferropriva.
Provoca hiperglicemia em virtude da intensa absorção de nutrientes.
Em caso de síndrome de dumping, deve-se evitar sacarose, lactose e refeições líquidas.
Deve-se evitar líquidos durante as refeições e concentração de sacarose.