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A Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017) traz a seguinte recomendação:
valores de Colesterol total (CT) ≥ 310 mg/dL (para adultos) ou CT ≥ 230 mg/dL (crianças e adolescentes) podem ser indicativos de Hipercolesterolemia Familiar.
os parâmetros CT, HDL-c, LDL-c e não HDL-c não sofrem influência do estado alimentar.
para os TG sem jejum o valor desejável é considerado < 175 mg/dL.
Todas as alternativas estão corretas.
Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), as recomendações dietéticas para hipercolesterolemia (LDL-c acima da meta ou presença de comorbidades) são:
Oferta lipídica 25 a 35%, gordura saturada inferior a 7% e açúcares de adição menor que 5%.
Oferta lipídica 25 a 35%, gordura saturada inferior a 5% e açúcares de adição menor que 5%.
Carboidrato de 45 a 60%, gorduras de 25 a 35%, ácidos graxos saturados menor que 7%.
Carboidrato de 45 a 60%, gordura saturada menor que 5% e açúcares de adição menor que 10%.
Carboidrato de 50 a 55%; gorduras de 30 a 35%; gordura saturada menor que 5%.
Reduzir o consumo de gorduras saturadas presentes em alimentos como manteiga e margarina contribui positivamente para a diminuição dos níveis séricos de triglicerídeos e o aumento da lipoproteína de alta densidade (HDL).
Certo
Errado
Nas dislipidemias, o padrão alimentar deve ser resgatado por meio do incentivo à alimentação saudável, juntamente à orientação sobre a seleção dos alimentos, ao modo de preparo, à quantidade e às possíveis substituições alimentares, sempre em sintonia com a mudança do estilo de vida. No tratamento nutricional das dislipidemias, é CORRETO afirmar:
A substituição de ácidos graxos saturados e carboidratos na alimentação por ácidos graxos poli-insaturados está associada ao baixo risco cardiovascular
Para o tratamento da hipercolesterolemia recomendam-se, no máximo, 10% das calorias na forma de ácidos graxos saturados.
Na hipercolesterolemia, os ácidos graxos trans podem ser consumidos, desde que com moderação.
Na hipertrigliceridemia primária moderada, recomendam-se aproximadamente 15 a 25% das calorias na forma de gorduras e controle da ingestão de açúcares. Já na hipertrigliceridemia de causa secundária, observada na obesidade e no diabetes, mantém-se o controle de gorduras (25 a 30% das calorias) e a adequação no consumo de carboidratos com ênfase na restrição de açúcares.
A ação das fibras na redução do colesterol está relacionada ao consumo de fibras insolúveis, que formam um gel que se liga aos ácidos biliares no lúmen intestinal, aumentando sua excreção nas fezes e diminuindo sua reabsorção durante o ciclo entero-hepático. Essa redução induz a síntese de novos ácidos biliares, diminuindo o colesterol disponível para incorporação em lipoproteínas.
Níveis séricos elevados de triglicerídeos são considerados, juntamente com a intolerância à glicose, a hipertensão arterial, as baixas concentrações de colesterol HDL e as concentrações elevadas de colesterol LDL, como parte da síndrome metabólica.
Certo
Errado
Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, sobre o papel dos ácidos graxos Ômega-3 na prevenção e tratamento das alterações cardiovasculares, assinale a afirmativa correta.
Não há indicação para seu uso na terapia de prevenção de eventos cardiovasculares.
São usados no tratamento das alterações cardiovasculares para reduzir o LDL colesterol.
Podem ser administrados na hipertrigliceridemia endógena, com alto nível de evidência científica.
São usados na prevenção dos eventos cardiovasculares porque reduzem o HDL colesterol.
O tratamento não medicamentoso das dislipidemias deve levar em consideração mudanças no padrão alimentar, com ênfase no incentivo à alimentação saudável, juntamente com a devida orientação sobre a seleção dos alimentos, o modo de preparo, a quantidade e as possíveis substituições alimentares, sempre em sintonia com a mudança do estilo de vida. O cálculo da distribuição dos carboidratos e açúcar de adição em relação ao VET (Valor Energético Total) no planejamento alimentar para o tratamento da hipertrigliceridemia muito elevada (triglicerídeos acima de 500 mg/dL) deve levar em consideração:
45 a 50% do VET de carboidratos totais e açúcar de adição inferior a 5% do VET.
45 a 50% do VET de carboidratos totais e açúcar de adição entre 5 e 10% do VET.
50 a 60% do VET de carboidratos totais e açúcar de adição inferior a 5% do VET.
50 a 60% do VET de carboidratos totais e açúcar de adição entre 5 e 10% do VET.
50 a 55% do VET de carboidratos totais e açúcar de adição inferior a 5% do VET.
Paciente, 53 anos, com sobrepeso e sedentário, apresenta dislipidemia mista, além de um importante histórico familiar de doenças cardiovasculares. De acordo com o relato, possui um padrão alimentar de baixa qualidade nutricional e uma importante exposição a xenobióticos. Dentre as recomendações, foi orientado um maior aporte de alimentos antioxidantes. Nesse contexto, assinale a alternativa correta a respeito do estresse oxidativo e de antioxidantes.
O estresse oxidativo é uma condição biológica que decorre da existência do equilíbrio entre compostos oxidantes e a atuação do sistema de defesa antioxidante.
O sistema de defesa não enzimático é composto por antioxidantes de origem dietética, como a vitamina C, os precursores vitamínicos α-tocoferol e β-caroteno, os minerais zinco, cobre, selênio e magnésio e os carotenoides licopeno, luteína e zeaxantina.
O sistema de defesa enzimático inclui as enzimas superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase, que agem sessando a formação de radicais livres e espécies não radicais.
A ação antioxidante pode ocorrer apenas de maneira não enzimática.
A ação antioxidante pode ocorrer apenas de maneira enzimática.
Você precisa orientar um paciente que está apresentando um quadro de hipercolesterolemia sobre quais os cortes de carne bovina são melhores por apresentarem uma menor quantidade de gordura. Assinale a alternativa que apresenta as melhores opções.
Alcatra, contrafilé, patinho e músculo.
Filé mignon, patinho, alcatra e músculo.
Lagarto, alcatra, fraldinha e contrafilé.
Filé mignon, contrafilé, picanha e patinho.
Indivíduos dislipidêmicos serão beneficiados com a diminuição da LDL, tendo como meta um padrão dietético que forneça entre 10% - 20% da energia proveniente de gorduras saturadas.
Certo
Errado
Sabe-se que a quantidade de gorduras saturadas e de colesterol presentes nos alimentos influencia diferentemente os níveis lipídicos plasmáticos. Nesse contexto, a Portaria Conjunta no 8, de 30 de julho de 2019 que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Dislipidemia: prevenção de eventos cardiovasculares e pancreatite (Ministério da Saúde, 2019) recomenda diminuição da ingestão de alguns óleos vegetais que contêm quantidades significativas de ácidos graxos saturados, por exemplo, óleo de
canola.
milho.
oliva.
coco.
soja.
Os quilomícrons são partículas pequenas, de baixa densidade, que realizam o transporte de lipídeos da circulação sistêmica para o fígado em um processo denominado de transporte reverso do colesterol.
Certo
Errado
O papel fisiológico das lipoproteínas inclui o transporte de lipídeos até as células para a geração de energia, o armazenamento de triglicerídeos nos adipócitos e a geração de citocinas, como as prostaglandinas e os leucotrienos.
Certo
Errado
Em uma ação de promoção à saúde em determinada empresa, um nutricionista discorre sobre: tipos de gorduras e dislipidemias. Nesse contexto e considerando o tema abordado, é correto afirmar que a nutricionista declarou corretamente que
gorduras de origem animal, como manteiga ou gordura de porco, contêm grandes quantidades de gorduras saturadas, relacionadas ao risco de doenças, como as cardiovasculares. Apesar de a gordura de coco ser de origem vegetal, apresenta valores superiores de gorduras saturadas do que os óleos vegetais. Os óleos, como de soja, girassol e canola, são os mais utilizados na culinária e apresentam, em sua composição, maior quantidade de gorduras insaturadas, mais benéficas à saúde, quando consumidas com moderação.
gorduras de origem animal, como a manteiga ou gordura de porco, contêm grandes quantidades de gorduras poliinsaturadas, relacionadas ao risco de doenças, como as cardiovasculares. Apesar de a gordura de coco ser de origem vegetal, apresenta valores superiores de gorduras saturadas do que os óleos vegetais. Os óleos, como de soja, girassol e canola, são os mais utilizados na culinária e apresentam, em sua composição, maior quantidade de gorduras insaturadas, mais benéficas à saúde, quando consumidas com moderação.
gorduras de origem animal, como manteiga ou gordura de porco, contêm grandes quantidades de gorduras saturadas, relacionadas ao risco de doenças, como as cardiovasculares. Apesar de o azeite de oliva ser de origem vegetal, apresenta valores superiores de gorduras saturadas do que os óleos vegetais. Os óleos, como de soja, girassol e canola, são os mais utilizados na culinária e apresentam em sua composição maior quantidade de gorduras insaturadas, mais benéficas à saúde, quando consumidas com moderação.
Gorduras de origem animal, como manteiga ou gordura de porco, contêm grandes quantidades de gorduras insaturadas, relacionadas ao risco de doenças, como as cardiovasculares. Apesar de a gordura de coco ser de origem vegetal, apresenta valores superiores de gorduras saturadas do que os óleos vegetais. Os óleos, como de soja, girassol e canola, são os mais utilizados na culinária e apresentam em sua composição maior quantidade de gorduras monoinsaturadas, mais benéficas à saúde, quando consumidas com moderação.
gorduras de origem animal, como a manteiga ou gordura de porco, contêm grandes quantidades de gorduras trans, relacionadas ao risco de doenças, como as cardiovasculares. Apesar de a margarina ser de origem vegetal, apresenta valores superiores de gorduras saturadas do que os óleos vegetais. Os óleos, como de soja, girassol e canola, são os mais utilizados na culinária e apresentam em sua composição maior quantidade de gorduras saturadas, mais benéficas à saúde, quando consumidas com moderação.
Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), assinale a alternativa correta.
No tratamento da hipercolesterolemia, a ingestão de ácidos graxos saturados deve ser de no máximo 10% do valor energético total (VET).
Recomenda-se para indivíduos adultos, com LDL-c dentro da meta e sem comorbidades, a ingestão de 25 gramas de fibras, sendo 6 gramas de fibras insolúveis.
Não há evidências suficientes para o estabelecimento de um ponto de corte para o consumo de colesterol no tratamento da hipercolesterolemia.
O consumo semanal de 1 a 2 porções de alimentos fontes de proteína de soja está associado à redução de LDL-c e triglicerídeo.
A concentração plasmática de triglicerídeo é de controle, sendo pouco sensível a variações do peso corporal e alterações na composição da dieta.
Com Base na Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017, os pacientes com doença renal crônica apresentam alterações qualitativas e quantitativas do perfil lipídico. Com a redução da função renal e do clearance, a remoção anormal das lipoproteínas é um mecanismo que contribui para as alterações lipídicas. As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) são transportadoras primárias de:
Enzimas.
Ácidos Graxos.
Colesterol no sangue.
Hormônios.
Lipase lipoproteica.
Ácidos graxos saturados promovem elevação do colesterol total pelo aumento do LDL-colesterol, sendo que, segundo Waitzberg (2017), o que apresenta maior poder em elevar o colesterol plasmático é o ácido
araquidônico.
alfalinolênico.
láurico.
elaídico.
esteárico.
O colesterol alimentar exerce pouca influência na concentração plasmática de colesterol, sendo que a ingestão de gorduras saturadas está mais relacionada com o aumento do LDL colesterol.
Certo
Errado
A suplementação com 2 g a 4 g de EPA/DHA ao dia pode diminuir significativamente os níveis de triglicerídeos, aumentar discretamente os níveis de HDL colesterol e elevar os de LDL colesterol.
Certo
Errado
Entre as recomendações dietéticas para dislipidemias, é permitida a ingestão de ácidos graxos trans em até 1% do valor calórico total.
Certo
Errado