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A gastrite atrófica corresponde a processo inflamatório crônico da mucosa gástrica, relativamente frequente nos exames de endoscopia digestiva alta, podendo se apresentar de duas formas diferentes: autoimune (tipo A) e ambiental (tipo B) com clínica, histologia e fisiopatologia diferentes. Gastrite atrófica e competição bacteriana por crescimento excessivo podem ser causas de deficiência do seguinte micronutriente no idoso:
Vitamina B10.
Vitamina D.
Vitamina K.
Vitamina K2.
Vitamina B12.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é a condição que se desenvolve quando o conteúdo do estômago retorna ao esôfago e provoca sintomas desagradáveis e/ou complicações. É um dos diagnósticos mais comuns na gastroenterologia, pois trata-se de uma afecção que afeta cerca de 12% a 20% da população brasileira. As medidas nutricionais e/ou comportamentais a serem adotadas são:
Permanecer na posição ereta por algum tempo depois de se alimentar e evitar alimentos ácidos quando houver inflamação.
Excluir alimentos ricos em gorduras, condimentados, cítricos, café, chá, chocolate, bebidas alcoólicas e gaseificadas.
Fracionar as refeições em pequenos intervalos proporciona melhora efetiva, ao contrário do volume da refeição, que não apresenta relação.
Consumir uma alimentação saudável e nutricionalmente completa, com quantidade aumentada de fibras, evitando comer antes de deitar-se.
Com relação ao tratamento dietoterápico na Doença do Refluxo Gastroesofágico, pode-se afirmar que a dieta deve:
ser fracionada em, no máximo, 3 refeições ao dia.
ser rica em condimentos e gorduras.
apresentar fracionamento aumentado e volume reduzido.
ser rica em gorduras e fibras insolúveis.
ser temperada com condimentos industrializados.
Paciente feminina, 34 anos, obteve diagnóstico de gastrite autoimune, doença inflamatória difusa crônica do estômago que se limita ao corpo e fundo. A paciente buscou acompanhamento médico devido à presença de sintomas como fraqueza, palidez, cansaço e formigamento das mãos e pés. Qual das seguintes condições tem relação com o quadro da paciente?
Carência de ácido fólico.
Anemia ferropriva.
Anemia perniciosa.
Hipovitaminose A.
Hipovitaminose D.
A gastrite é definida como o processo de inflamação da mucosa gástrica, também chamada de irritação ou erosão, apresentando-se de modo agudo ou crônico. As causas mais frequentes de gastrite aguda são o consumo excessivo de álcool e o uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroides, além de poder se desenvolver após grandes cirurgias, traumas, queimaduras ou infecções graves. Já a apresentação crônica costuma ser causada por infecções, em especial pela bactéria helicobacter pylori, por refluxo do conteúdo biliar, estresse e algumas doenças autoimunes.
Os sintomas mais comuns da gastrite são dor, indigestão, distensão abdominal, náuseas, vômito e anemia perniciosa.
Assinale a alternativa que NÃO contém uma orientação nutricional adequada para o paciente com gastrite.
Diminuir o volume das refeições e aumentar a frequência (5 a 6 refeições diárias).
Eliminar o consumo de estimulantes gástricos como cafeína, álcool, pimenta-do-reino, alho, hortelã-pimenta e cravo-da-índia.
Evitar condimentos, molhos a base de tomate, alimentos excessivamente gelados ou quentes, períodos de jejum ou de excesso de alimentação.
Diminuir o consumo de gorduras poli-insaturadas e aumentar o consumo de gorduras saturadas.
Sobre as características que distinguem a doença de Crohn da colite ulcerativa, assinale a alternativa correta.
Diarreia sanguinolenta é manifestação da doença de Crohn.
Doença perianal, dor abdominal e massa no abdômen são manifestações da colite ulcerativa.
Colangite esclerosante e pioderma gangrenoso são manifestações extraintestinais da doença de Crohn.
Eritema nodoso, poliartrite migratória e cálculo biliares são manifestações extraintestinais da colite ulcerativa.
Má absorção, câncer, estenoses ou fístulas e doença perianal são complicações da doença de Crohn.
Assinale a alternativa correta em relação às orientações nutricionais para doenças gastrintestinais.
Para pacientes com úlcera péptica, deve-se prescrever dieta hipolipídica.
Alimentos gelados e frios são mais bem tolerados por indivíduos com diarreia.
Para pacientes com diarreia, a dieta deve ser restrita em fibras solúveis, pois estas têm potencial para acelerar o trânsito intestinal.
Pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) devem ser orientados a incluir na dieta suco de laranja, tomate e hortelã, pois esses alimentos têm potencial para aumentar a pressão do esfíncter esofágico inferior.
Pacientes com gastrite crônica devem ser orientados a restringir alimentos ricos em enxofre e flatulentos. Dissacarídeos também devem ser evitados.
Senhor João, de 54 anos de idade, foi diagnosticado com refluxo gastroesofágico. O nutricionista deve orientá-lo para que observe a seguinte recomendação :
evitar alimentos e bebidas que contenham cafeína
consumir uma dieta equilibrada, pobre em fibras
Alguns distúrbios gastrointestinais podem ter relação com envelhecimento. A utilização de líquidos engrossados e a textura modificada dos alimentos podem auxiliar os idosos a se alimentarem com mais segurança quando apresentam qual distúrbio gastrointestinal?
A fisiopatologia da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é complexa, sendo a pressão reduzida do esfíncter esofágico inferior um dos mecanismos subjacentes considerado mais comum. Os alimentos carminativos que podem diminuir a pressão do esfíncter esofagiano inferior e que devem ser evitados na DRGE são:
Canela; alho;
Melissa; gengibre;
Menta; hortelã;
Gengibre; menta;
Alho; hortelã.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das causas mais frequentes de consultas gastroenterológicas em pacientes ambulatoriais, comprometendo de forma significativa a qualidade de vida dos seus portadores. As diretrizes de cuidados nutricionais para o paciente com refluxo incluem:
usar óleos de hortelã e menta
fazer atividades vigorosas após a refeição para ajudar na digestão
evitar roupas muito apertadas, especialmente após as refeições
ingerir refeições volumosas, ricas em gorduras principalmente 2 a 3 horas antes de dormir
Sobre gastrite crônica e refluxo gastroesofágico, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A gastrite crônica é a inflamação da mucosa do estômago, que tem como principal fator etiológico o Helicobacter pylori (H. pylori).
( ) Embora existam muitos fatores causais para o desencadeamento da gastrite crônica, há alguns que se destacam como a infecção por H. pylori. Ela coloniza a submucosa gástrica humana e estabelece infecção crônica que está fortemente associada à gastrite.
( ) A colonização do estômago por H. pylori induz a gastrite crônica e está relacionada com o surgimento de úlceras gástricas e duodenais, carcinoma gástrico e linfoma gástrico.
( ) Outro fator etiológico são as bebidas alcoólicas que estimulam o ácido gástrico exacerbando a secreção ácida. Os refrigerantes à base de cola aumentam a pressão sob o esfíncter esofagiano inferior, ocorrendo o refluxo gastroesofágico.
V – V – V – F.
V – V – F – V.
V – F – V – F.
F – F – V – V.
São consideradas complicações de origem gastrointestinais relacionadas à Nutrição Enteral, EXCETO:
Náuseas.
Constipação.
Má absorção.
Distensão abdominal.
Síndrome de realimentação.
A doença do refluxo gastresofágico (DRGE) desencadeia refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago de forma a sobrecarregar os mecanismos de proteção e resultar em sintomas como pirose e erosão do revestimento do esôfago. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Acredita-se que os mecanismos subjacentes mais comuns da DRGE sejam a pressão aumentada do esfíncter esofágico inferior, a defesa tecidual inadequada do esôfago, os irritantes diretos da mucosa, a diminuição da motilidade gástrica e o aumento da pressão intra-abdominal.
Pacientes com pneumopatias crônicas, como doença pulmonar obstrutiva crônica e doença renal crônica, estão em risco de DRGE devido aos frequentes aumentos na pressão intra-abdominal.
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) e os inibidores de protease são os principais fármacos ofensores implicados na DRGE.
Sintomas da DRGE incluem refluxo de secreções gástricas, pirose, dor subesternal, eructações, espasmo esofagiano, vômitos e disfagia.
A redução do peso com aumento da densidade lipídica reduzem as consequências negativas da hérnia hiatal.
Em relação às principais causas da síndrome do intestino curto, assinalar a alternativa CORRETA:
Ressecções intestinais: ressecção do íleo, ressecção ileocólica, gastrostomia e jejunostomia terminal.
Doenças da mucosa: doença celíaca, doença de Whipple, doença de Behçet e linfoma.
Doenças do intestino delgado: lesão por radiação e quimioterapia, doença inflamatória intestinal, neoplasias e doença autoimune.
Doenças do intestino grosso: doença de Crohn, retocolite ulcerativa, doença celíaca, diverticulite e doença autoimune.
Derivações intestinais e gástricas: fístulas intestinais, fístulas gástricas e derivação cirúrgica.
Gastrite é a inflamação aguda ou crônica do estômago e apresenta como sintomas dor e/ou queimação em região epigástrica, perda de apetite, sensação de estômago cheio mesmo quando come-se pouco. O tratamento para a gastrite deve incluir uma dieta adequada em calorias e nutrientes e macia na consistência. O paciente deve alimentar-se em intervalos regulares, mastigar bem e completamente os alimentos e evitar:
Alimentos gordurosos à milanesa, fritos, empanados e embutidos.
Frutas com casca e bagaço, verduras e legumes.
Pães, torradas e bolachas com pouca gordura.
Leite e iogurte desnatado, queijo branco e requeijão light.
A acalasia do esôfago compreende a falta de contrações musculares esofagianas combinada à falha em relaxar o esfíncter esofágico inferior. Considerando esta condição e a terapia nutricional, assinale a alternativa correta.
Quando os pacientes apresentarem propulsão esofagiana deficiente, deve-se dar preferência a alimentos sólidos.
Recomenda-se para pacientes com hipomotilidade esofagiana a inserção de jejunostomia para obter nutrição adequada quando a via oral falha.
Os pacientes podem apresentar regurgitação do alimento consumido, com risco de aspiração, sobretudo quando se deitam à noite.
Aumentar o consumo de líquidos com as refeições faz com que os alimentos consigam passar pelo esfíncter esofágico inferior, permitindo, assim, a manutenção do estado nutricional.
Nutrição parenteral pode ser indicada em casos de desnutrição grave, a fim de recuperar rapidamente o estado nutricional do paciente.
Gastrite é um termo não específico que significa literalmente inflamação do estômago, podendo ser utilizado para descrever os sintomas relacionados ao estômago, a uma aparência endoscópica da mucosa gástrica ou a uma alteração histológica caracterizada pela infiltração do epitélio por células inflamatórias. Algumas recomendações dietéticas são importantes para o tratamento da gastrite como
dieta sem o consumo de frutas ácidas como maracujá, abacaxi e laranja.
dieta rica em fibras alimentares provenientes de frutas e vegetais.
dieta com restrição de bebidas alcoólicas com exceção do vinho.
dieta ricas em leite e produtos lácteos devido ao efeito tamponante.
São recomendações nutricionais na esofagite, EXCETO
Dieta com maior teor lipídico para acelerar o esvaziamento gástrico.
Excluir os seguintes alimentos: café, mate, chocolate, tomate dentre outros.
Aumentar o fracionamento da dieta e diminuir o volume.
Evitar líquidos nas refeições principais.
Programar perda de peso no caso de obesidade.
Os distúrbios gastrointestinais mais comuns que acometem os idosos são disfagia, gastrite, acloridria, diverticulose e constipação. Considerando esses distúrbios, é correto afirmar:
A disfagia é comumente associada com doenças hepáticas.
A gastrite causa inflamação e dor, retardo no esvaziamento gástrico e desconforto.
A acloridria é a produção excessiva de ácido hidroclorídrico.
Os problemas mais comuns da diverticulite nos idosos são a constipação e dores no lado direito do abdômen.
A constipação é causada pelo uso de medicamentos beta-bloqueadores.