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Quais são as medidas não farmacológicas indicadas para tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)?
Orientar o paciente a deitar logo após as refeições.
Manter o peso levemente acima do índice de Massa Corporal (IMC) 25.
Deve-se distribuir os alimentos em maior volume e menos refeições.ao longo do dia.
Não se recomenda rotineiramente mudanças dietéticas, entretanto, pode-se sugerir evitar alimentos específicos, comidas gordurosas ou apimentadas, chocolate, cafeína, refrigerantes e bebidas gaseificadas.
Preferir os exercícios de levantamento de peso que aumentam a pressão intra-abdominal.
Segundo Rosa (2021), os alimentos que devem ser evitados nas doenças gástricas são os:
pobres em purinas.
cozidos no vapor.
integrais.
fritos.
assados ou grelhados.
O tratamento dietético da constipação intestinal envolve
aumentar a ingestão hídrica.
orientar para o maior consumo de alimentos, tais como banana, maçã sem casca, caju, farinhas simples, torradas, carnes magras e grelhadas.
modificar a consistência da dieta para pastosa ou branda.
restringir o consumo de alimentos com ação laxativa.
evitar alimentos quentes, preferindo preparações frias ou geladas.
O cuidado nutricional em doenças gastrointestinais requer ajustes dietéticos para melhorar a digestão e absorção de nutrientes. Qual dos seguintes alimentos é indicado para pacientes com doença celíaca?
Trigo.
Aveia.
Cevada.
Milho.
Centeio.
A conduta nutricional em pacientes com doenças gastrointestinais é fundamental para a melhoria da qualidade de vida e recuperação do estado nutricional. Em relação à dieta recomendada para indivíduos com Doença Celíaca, assinale a alternativa correta.
Incluir alimentos ricos em glúten, como pães e massas.
Recomendar o aumento do consumo de produtos industrializados, pois são mais práticos.
Incentivar o consumo de produtos lácteos, independentemente da tolerância do paciente.
Prescrever uma dieta isenta de glúten, com ênfase em alimentos integrais e frescos.
A doença do refluxo gastroesofágico se caracteriza pelo retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago. Em relação ao manejo nutricional da DRGE, marque a alternativa correta:
Em crianças, o aleitamento materno não deve ser mantido.
Deve-se evitar alimentos ou preparações ricas em gorduras, uma vez que a colecistocinina - CCK diminui a pressão do esfíncter esofágico inferior - EEI.
Alimentos que estimulam a secreção ácida e condimentos devem ser estimulados.
A ingestão de alimentos contendo cafeína e álcool está relacionada ao aumento da pressão no esfíncter esofágico inferior -EEI e, por isso, contribui para a redução do refluxo.
O paciente deverá ser encorajado a consumir líquidos sempre bem quentes.
O refluxo gastroesofágico é considerado uma situação fisiológica e um sintoma comum em pediatria podendo iniciar por volta de 8 semanas de vida e geralmente se resolve de forma espontânea até os 2 anos de idade. Contudo, a doença do refluxo gastroesofágico pode causar complicações tais como hemorragia digestiva, broncoespasmo, pneumonias de repetição entre outras, que se associam à morbidade e alterações na qualidade de vida. Escolha a alternativa CORRETA em relação ao refluxo gastroesofágico e doença do refluxo gastroesofágico.
Dentre as manifestações clínicas mais comuns do refluxo gastroesofágico em escolares e adolescentes temos: regurgitação/vômitos, picamalácia, eructação, apneia, alterações dentárias. Como estratégias não farmacológicas para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico nesta faixa etária recomenda-se aumentar o fracionamento e reduzir volume da dieta, evitar a alimentação próximo à hora do sono e o chá de hortelã pode ser indicado.
Dentre as manifestações clínicas mais comuns do refluxo gastroesofágico em escolares e adolescentes temos: regurgitação/vômitos, picamalácia, eructação, apneia, alterações dentárias. Como estratégias não farmacológicas para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico nesta faixa etária recomenda-se aumentar o fracionamento e reduzir volume da dieta, estimular as refeições noturnas, pois, reduzem a produção do ácido clorídrico.
Dentre as manifestações clínicas atípicas e sintomas extraesofágicos do refluxo gastroesofágico podemos citar: tosse/engasgo, azia, dor epigástrica, eructação, arqueamento das costas durante a alimentação. Como estratégias não farmacológicas para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico recomenda-se aumentar o fracionamento e reduzir volume da dieta, evitar a alimentação próxima à hora do sono; chá de hortelã e café são permitidos assim como a refeição rica em carboidratos.
Dentre as manifestações clínicas do refluxo gastroesofágico em lactentes temos:- regurgitação/vômitos, irritabilidade, anorexia ou recusa alimentar, baixo ganho ponderal, agitação no sono, arqueamento das costas na mamada. Como estratégias não farmacológicas para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico em lactentes recomenda-se ajuste do volume e fracionamento da dieta, evitar o “overfeeding” (excesso de alimentação), adição de espessantes na alimentação, manter o aleitamento materno e, orientar sobre a postura após a mamada.
Dentre as manifestações clínicas do refluxo gastroesofágico em lactentes temos: regurgitação/vômitos, irritabilidade, anorexia ou recusa alimentar, baixo ganho ponderal, agitação no sono, arqueamento das costas na mamada. Como estratégias não farmacológicas para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico em lactentes recomenda-se ajuste do volume e fracionamento da dieta, evitar o “overfeeding” (excesso de alimentação), adição de espessantes na alimentação e no leite materno.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é considerada a doença crônica mais comum do sistema digestório, definida pela ocorrência de, pelo menos, um episódio semanal de pirose e/ou regurgitação, resultado do fluxo retrógrado do conteúdo estomacal no esôfago, orofaringe e/ou trato respiratório. Considerando as recomendações nutricionais para o tratamento da DRGE, assinale a alternativa incorreta:
Evitar o consumo de bebidas gaseificadas, incluindo água com gás e refrigerantes.
Aumentar o consumo de alimentos fonte de vitamina C, especialmente frutas cítricas.
Evitar o consumo de condimentos picantes.
Evitar o consumo excessivo de café.
Aumentar a frequência de oferta das refeições e diminuir o volume das mesmas.
Em relação à síndrome do intestino irritável (SII), assinalar a alternativa CORRETA.
A SII é um distúrbio gastrointestinal funcional comum, caracterizado por dor ou desconforto abdominal associado à defecação ou alteração do hábito intestinal, além de flatulência, que predomina nos indivíduos acometidos por episódios frequentes de diarreia.
Uma modificação dietética eficaz na terapêutica é a retirada total da dieta, por mais de 3 meses, dos grupos alimentares de alta fermentação e efeitos osmóticos, chamados de FODMAPs, que, por serem pequenas moléculas osmoticamente ativas, apresentam má absorção intestinal e rápida fermentação pela microbiota.
O aumento das fibras alivia os sintomas de quem sofre de SII. Deve-se investir nas fibras solúveis (como psyllium) e insolúveis (como farelo de trigo). Todas elas são fundamentais para reduzir a sintomatologia, sempre combinadas com o aumento da ingestão de líquidos.
Muitas deficiências nutricionais podem originar-se com a dieta pobre em FODMAPs, e devem ser corrigidas; elas incluem ácido fólico, tiamina e vitamina B6 (por limitação de cereais e pães), bem como cálcio e vitamina D (por evitar laticínios).
Quais são as principais causas de constipação?
Falta de exercício ou mobilidade e abuso de laxantes;
Gastroparesia e anormalidades metabólicas e endócrinas;
Estilo de vida, distúrbios de dismotilidade e neuromusculares;
Baixo consumo de fibras, inatividade física e abuso de laxantes;
Inércia colônica e hipotireoidismo.
As alterações gastrointestinais podem impactar diretamente o estado nutricional do paciente, afetando tanto a absorção quanto a digestão de nutrientes essenciais. Tendo em vista o manejo clínico e nutricional adequado para essas condições, assinale a alternativa relacionada às práticas recomendadas para pacientes com distúrbios gastrointestinais.
A introdução de dietas com baixo teor de fibra é sempre recomendada para pacientes com síndrome do intestino irritável (SII), pois reduz a distensão abdominal e facilita a digestão.
Em casos de doença inflamatória intestinal (DII), é recomendado o aumento de alimentos ricos em lactose, porque eles ajudam a restaurar a flora intestinal e melhoram a absorção de nutrientes.
Para pacientes com má absorção crônica, a suplementação de micronutrientes lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) pode ser necessária, em razão da dificuldade de absorção desses nutrientes em quadros de distúrbios gastrointestinais.
Para pacientes com refluxo gastroesofágico, o aumento de alimentos ácidos, como frutas cítricas, é recomendado, uma vez que eles promovem a digestão e aliviam os sintomas de acidez estomacal.
A doença diarreica aguda (DDA) é uma síndrome causada por diferentes agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitos), cuja manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Em alguns casos, há presença de muco e sangue. Podem ser acompanhadas de náusea, vômito, febre e dor abdominal.
A doença diarreica aguda pode ser de origem infecciosa e não infecciosa. Para a saúde pública, a de maior importância é a infecciosa, devido a sua maior frequência.
Aa principais causas da diarreia de origem infecciosa, são, entre outras, EXCETO:
Bactérias e suas toxinas.
Ácidos biliares.
Vírus.
Parasitos.
Toxinas Naturais.
Um paciente com doença cardíaca que ingere a proteína presente no glúten desenvolve um processo inflamatório no intestino que leva à má absorção de nutrientes, diarreia, perda de peso e ainda prejuízo ao crescimento no caso de crianças. Qual das alternativas a seguir seria a mais adequada para um paciente intolerante ao glúten?
Cuscuz marroquino.
Pão de centeio.
Bolo integral com aveia, linhaça e centeio.
Goma de tapioca.
Pão integral.
A gastrite atrófica atinge um segmento considerável da população idosa. Nessas condições de baixa acidez, a biodisponibilidade de alguns nutrientes pode ser afetada, dentre eles o(a):
zinco
cobre
potássio
vitamina C
vitamina B 12
Para pacientes em preparo de exames como colonoscopia ou cirurgias gastrointestinais, a dieta indicada deve ser a líquida restrita (sem resíduo).
Certo
Errado
Quando o paciente apresenta retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, estamos diante de um quadro de refluxo gastroesofágico, o que, muitas vezes, desencadeia a esofagite. A pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI) pode ser influenciada de forma importante pela nutrição do paciente, a qual usualmente altera a potência de pressão do esfíncter.
Em relação à conduta nutricional para pacientes com refluxo e/ou esofagite, assinale a afirmativa correta.
A orientação de não ingerir líquidos durante as refeições é desnecessária para a melhora dos sintomas do refluxo.
A conduta de apenas reduzir a gordura saturada e aumentar a polinsaturada, ainda que sendo dieta normolipídica (cerca de 30% do VET), já é suficiente.
Considerando que a colecistoquinina tem o poder de reduzir a pressão do EEI, recomenda-se que a dieta seja hipolipídica (< 20% do VET).
Alimentos ricos em purinas devem se manter dentro da normalidade.
A dieta não pode ser líquida quando o paciente se encontra no período de maior sintomatologia, que é a fase aguda do problema.
O refluxo gastroesofágico é uma condição em que o conteúdo do estômago faz o caminho inverso e acaba retornando para o esôfago. Especialistas apontam que o problema é mais comum após os 40 anos, mas pode ocorrer em diversas fases da vida. Sobre a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), é CORRETO afirmar que:
O tabagismo não é fator de risco para DRGE não erosiva.
A Fadiga e o estresse não estão associados a fatores desencadeantes de episódios de DRGE.
A obesidade, IMC > 42,5 kg/m², não predispõe ao refluxo gastroesofágico.
A ingestão aumentada de proteínas e a baixa ingestão de fibras alimentares estão associadas à DRGE.
O consumo excessivo de alimentos e de doces não tem relação com DRGE.
A investigação da causa de diarreia é um fator importante do tratamento, mas existem algumas recomendações nutricionais gerais que podem ser seguidas. Com relação ao tratamento dietético da diarreia, é recomendação nutricional:
excluir a alimentação via oral
aumentar o volume da refeição
reduzir o fracionamento da dieta
incluir a terapia de reidratação oral
João, um homem de 30 anos, busca assistência nutricional devido a sintomas gastrointestinais persistentes, incluindo desconforto abdominal, irregularidades nas evacuações e perda de peso recente (15kg em 3 meses). O cliente relata histórico de intolerância à lactose.
Durante a consulta médica foi diagnosticado Doença Inflamatória Intestinal.
Sobre o caso narrado, assinale a opção que indica a fase do fluxo de assistência a ser adotada.
Avaliação.
Diagnóstico.
Intervenção.
Monitoramento.
Orientação.
A gastrite atrófica, comum em idosos, resulta em perda das células parietais do estômago, com redução na secreção do ácido clorídrico e fator intrínseco, o que deve ser considerado na terapia nutricional, porque pode levar a uma deficiência principalmente de:
Cálcio, ferro e B12;
Zinco, ferro e magnésio;
B6, B9 e B12;
Cálcio, vitamina C e completo B;
Ferro, vitamina D e B12.