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Assinale com V a(as) afirmativas verdadeiras e F a(as) afirmativas falsas em relação à diretriz de prática clínica para a doença renal crônica/DRC (Kidney Disease Outcomes Quality Initiative/KDOQI, Academy 2020).
( ) Recomenda-se 25-35 kcal/kg/dia para adultos metabolicamente estáveis, baseado em idade, sexo, atividade física, estado nutricional, estágio da DRC e comorbidades associadas.
( ) Embora não defina quantidades, recomenda-se ajustes na ingestão alimentar de fósforo para manter os níveis séricos do mineral nas variações normais. Se houver indicação de restrição de fósforo, deve-se considerar a biodisponibilidade das fontes (animal, vegetal, de aditivos).
( ) Embora as proteínas de origem vegetal possam ter ação biológica positiva e possível benefício clínico para pacientes com DRC, as evidências são insuficientes para recomendar a substituição de proteínas animais por vegetais.
( ) Sugere-se para adultos com DRC em diálise ou pós-transplante, com ou sem dislipidemia, a prescrição de uma dieta mediterrânea.
A sequência CORRETA é:
V, V, F, F.
F, V, V, F.
V, V, F, V.
V, F, V, F.
V, V, V, F.
Considere as seguintes informações: paciente do sexo masculino, 49 anos, sem histórico de perda de peso ou alterações na ingestão alimentar, peso atual = 75 kg, estatura = 1,84 m, diagnosticado com doença renal crônica em estágio 3 (taxa de filtração glomerular 55 mL/min/1,732), com tratamento conservador (não dialítico). A partir desses dados, o nutricionista deve fazer a seguinte prescrição dietética:
dieta hipocalórica, normoproteica e restrita em potássio, cálcio e magnésio.
dieta normocalórica, hipoproteica com ingestão controlada de sódio, potássio e fósforo.
dieta hipercalórica, normoproteica com ingestão controlada de sódio, potássio e fósforo.
dieta hipercalórica, hiperproteica com restrição de sódio, potássio e fósforo.
dieta normocalórica, hiperproteica sem restrição em sódio, potássio e magnésio.
Paciente portador de doença renal crônica em hemodiálise, apresentando hiperfosfatemia chega ao consultório do nutricionista.
Assinale a alternativa que apresenta o alimento (com menor relação proteína / fósforo) que deveria ser escolhido, com o objetivo de atender às recomendações de proteína sem elevar a ingestão de fósforo.
Sardinha 34 g.
Leite 150 mL.
Carne de porco 80 g.
Fígado de boi 85 g.
Em um ambulatório que atende pessoas com doença renal, foi feita uma orientação de dieta com restrição da ingestão proteica (0,6 g/kg/dia), com 35 kcal/kg/dia. A pessoa que recebeu a conduta apresentava um Índice de Massa Corpórea de 21kgm2. No primeiro retorno, 1 mês depois, foi observada uma perda de 2 kg de peso corporal. Frente a essa situação, a conduta deve ser a seguinte:
Aumentar a oferta de proteínas para 0,9 g/kg/dia.
Avaliar o consumo alimentar e incentivar a ingestão de alimentos/preparações com maior densidade energética e menor teor proteico.
Modificar o plano alimentar ofertando 50kcal/kg/dia.
Aumentar a ingestão de lipídio, para 40 % da ingestão calórica/dia.
Insistir na mesma conduta, sem preocupação com essa perda de peso.
A linha de cuidado para a Doença Renal Crônica, DRC, tem como objetivo a manutenção da função ou a lentificação na velocidade da perda da função renal. A redução progressiva da taxa de filtração glomerular está associada ao declínio paralelo das demais funções renais, portanto, com a progressão da DRC, são esperadas as situações abaixo, EXCETO uma delas. Assinale-a.
Desenvolvimento de anemia.
Quadros de acidose metabólica.
Alterações do metabolismo mineral e ósseo.
Desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Maior risco de morbidade cardiovascular.
A doença renal crônica (DRC) é uma síndrome causada pela perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Caracteriza-se pela presença de dano renal ou redução das funções renais por um período igual ao superior a três meses. Sobre a DRC, assinale a alternativa incorreta.
O desenvolvimento de doenças cardiovasculares pouco interfere na mortalidade e morbidade dos pacientes com DRC.
Glomerulonefrite crônica e nefropatia tubulointersticial crônica (pielonefrite) podem ser citadas como causas frequentes de DRC.
O papel da diálise é substituir parte das funções exercidas pelos rins, como promover a depuração de solutos.
A taxa de filtração glomerular pode ser avaliada por meio do clearence ou depuração da creatinina.
Em relação à nefrolitíase, que é a presença de cálculos renais, assinalar a alternativa CORRETA:
A obesidade, o diabetes mellitus e a síndrome metabólica não apresentam relação com as taxas frequentes de cálculos renais na população.
Os suplementos de cálcio apresentam o mesmo efeito protetor do cálcio dietético contra a formação de cálculos em mulheres pós menopausa; por isso, o seu uso é recomendado para prevenção da osteoporose, sem acarretar danos relacionados a cálculos renais a essas mulheres.
A ingestão de sódio deve ser muito bem monitorada. O ideal é manter reduzida para menos de 1000mg/dia em pacientes com hipercalciúria. O consumo de uma dieta adaptada da dieta Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) deve ser estimulada, além de abordagens dietéticas para interromper a hipertensão, que ajudarão a diminuir o risco de formação de cálculos renais.
A frutose pode aumentar a excreção urinária de cálcio e de oxalato, e é o único carboidrato conhecido que aumenta a produção de ácido úrico e a sua excreção urinária. Além disso, sua ingestão tem sido associada positivamente ao risco de todos os tipos de cálculos renais.
A ingestão de ácidos graxos ômega-3, como o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosa-hexaenoico (DHA), pode aumentar o conteúdo de ácido araquidônico (AA) das membranas celulares e reduzir a excreção urinária de cálcio e de oxalato.
Leia o caso a seguir.
Paciente V.B.A, de 45 anos, do sexo masculino, peso usual de 84 kg, altura de 1,64 m, no 5º dia internação em unidade clínica com quadro de insuficiência renal aguda (IRA), hipercatabólico e sem terapia renal substitutiva.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com doença renal (Zambelli et al., 2021), qual é a recomendação de energia e de proteína para esse paciente?
1240 kcal a 1550 kcal dia e 0,6 a 0,8 g de proteína kg/ dia.
1240 kcal a 1550 kcal e 0,8 a 1,0 g de proteína kg/ dia.
1612 kcal a 1860 kcal e 1,0 a 1,3 g de proteína kg/ dia.
1612 kcal a 1860 kcal e 1,3 a 1,5 g de proteína kg/ dia.
No que se refere a dietoterapia em dietas renais, analise as afirmativas a seguir:
I. Indivíduos portadores de Doença Renal Crônica não devem consumir carambola e nenhum de seus subprodutos. Essa fruta contém um composto neurotóxico que normalmente é depurado pelos rins.
II. Há evidências de que a pior condição nutricional no início do tratamento dialítico contribui para pior sobrevida.
III. A terapia nutricional constitui parte fundamental do tratamento, pois contribui para minimizar os vários distúrbios hormonais, metabólicos e hidroeletrolíticos que frequentemente se associam com a Doença Renal Crônica.
É CORRETO o que se afirma em:
I e III, apenas.
I, II e III.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
A doença renal crônica pode ser definida como desordens heterogêneas que afetam a estrutura e a função dos rins, com implicações para a saúde por mais de três meses. À medida que a função renal diminui, a homeostase do fósforo é comprometida. Na doença renal crônica, os cuidados nutricionais relacionados ao fósforo sérico devem considerar que o(s):
controle dietético deve ser feito quando o fósforo for superior ao valor de referência ou quando os níveis de PTH forem maiores que a referência, mesmo que o fósforo esteja normal
consumo de fósforo deve ser inferior a 700mg/dia nos estágios iniciais da doença até sua progressão ao estágio 4, semelhante ao indicado para indivíduos adultos saudáveis
mecanismos compensatórios permitem que os níveis de fósforo se mantenham normais até uma taxa de filtração glomerular entre 10 e 15mL/min, no início do estágio 5
níveis de hiperfosfatemia normalizam após o início da diálise, uma vez que terapias de reposição renal são eficientes na remoção de fósforo
A Doença Renal Crônica (DRC) tem sido considerada um grande problema de saúde pública mundial. Os distúrbios nutricionais são frequentes na população de pacientes acometidos por essa doença.
Assinale a afirmativa INCORRETA:
A inflamação crônica e a uremia são fatores que contribuem para a redução da ingestão alimentar e aumento do catabolismo proteico de indivíduos com DRC.
Alterações no metabolismo mineral e ósseo podem ser observadas, como queda nas concentrações séricas de paratormônio e redução na síntese de calcitriol.
A hipertensão arterial e o diabetes são as duas principais causas da DRC, portanto, medidas dietoterápicas são essenciais para o controle dessas duas doenças.
O controle do potássio da dieta de pacientes portadores de DRC pode ser necessário; nesse caso, é interessante evitar banana nanica, laranja pêra, abacate e extrato de tomate.
Paciente do sexo feminino realiza sessões de hemodiálise (HD) às segundas, quartas e sextas feiras. Nas últimas semanas, a paciente tem apresentado um alto ganho de peso interdialítico (GPID).
Segundo a recomendação da Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com doença renal (2021), é incorreto afirmar:
Além do controle na ingestão de sódio e líquido, outra estratégia para controle do GPID é a seleção de dialisato com concentração mais alta de sódio.
O excesso de GPID tem relação com a ingestão elevada de sódio e de líquido.
As consequências diretas da retirada de excesso de GPID na diálise são a sede e a xerostomia.
A sede ocorre, geralmente, após a sessão de HD, e segue por horas após, devido à perda de água e sódio durante o procedimento.
De acordo com a Diretriz do Braspen de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021), o ganho de peso interdialítico recomendado para pacientes em hemodiálise é de
2-4% do peso seco.
1-5% do peso ideal.
2-5 % do peso seco.
1-7% do peso ideal.
Lesões renais podem ser provocadas por diversos fatores e levar ao desenvolvimento da doença renal crônica, em diferentes estágios. A terapia nutricional deve ser proposta, de maneira individualizada, em cada estágio, tendo, entre os principais objetivos,
manutenção de peso e redução do valor de hemoglobina glicolisada.
redução e prevenção de edema e aumento da albumina plasmática.
prevenção da doença cardiovascular e adequação de magnésio.
aumento da ingestão proteica e controle dos valores de TSH.
consumo de 2 a 3 g de sódio por dia e redução do valor de HDL.
Conforme a Diretriz de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (BRASPEN, 2021), considere as seguintes afirmativas e a seguir assinale a alternativa CORRETA:
I - Não há instrumento de triagem específico para pacientes com doenças renais crônicas e agudas. O Instrumento de Triagem de Desnutrição, conhecido como MST (Malnutrition Screening Tool), pode ser recomendado para a triagem de risco de desnutrição.
II - A recomendação de energia para pacientes com insuficiência renal aguda - IRA é 20-30 kcal/kg/dia de peso seco ou ideal (em caso de obesidade ou muito baixo peso). A nutrição hipocalórica é recomendada na fase inicial da enfermidade aguda, com aumento progressivo após o terceiro dia, nos pacientes em recuperação.
III - A suplementação de glutamina é indicada para pacientes hipercatabólicos com IRA.
Somente a afirmativa I é verdadeira.
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1 e III são verdadeiras
A Doença Renal Crônica (DRC) é causada por uma lesão renal que conduz a uma perda progressiva e irreversível de sua função.
Nesse contexto, avalie as afirmativas abaixo.
I. Durante a síndrome urêmica, onde há diminuição das escórias nitrogenadas no sangue, recomenda-se a restrição proteica.
II. Em pacientes com osteodistrofia, causada pelo prejuízo da ativação renal da vitamina D e consequente liberação diminuída de PTH (paratormônio), deve-se atentar para ingestão de cálcio e iodo.
III. Quadros de anemias podem ser usuais, geradas pela diminuição na produção de eritropoetina, responsável pela eritropoiese.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, apenas.
III, apenas.
Acerca da dietoterapia para pacientes com doença renal crônica não dialítica, assinale a opção correta.
Como forma de regulação do volume de líquidos corporais, deve-se restringir o consumo de líquido e aumentar o consumo de sódio nesses pacientes.
No caso de hiperfosfatemia, a restrição de fósforo dietético é recomendada em associação ao uso de quelantes de fósforo.
Como forma de se evitar a hipercalemia nesses pacientes, deve-se evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em cálcio.
Deve ser estimulado o consumo de alimentos in natura, como, por exemplo, as frutas morango, laranja e carambola, devido ao seu alto teor de antioxidantes.
No cálculo da dieta de um paciente nefropata de 59 anos, não diabético, metabolicamente estável, sem tratamento dialítico, no estágio 3 da doença renal crônica, qual é a faixa de recomendação de proteína de acordo com o KDOQI (2020)?
0,28 a 0,43 g/kg/dia.
0,55 a 0,60 g/kg/dia.
0,60 a 0,80 g/kg/dia.
1,00 a 1,20 g/kg/dia.
Segundo Waitzberg (2017), com relação à oferta proteica do doente renal crônico (DRC) em terapia não dialítica, é INCORRETO afirmar que:
a microbiota intestinal é diretamente influenciada pela ingestão proteica e há evidência de disbiose nesses pacientes o que leva à progressão da doença.
a dieta hipoproteica pode melhorar sintomas urêmicos, prevenir ou tratar várias complicações da DRC, como a osteodistrofia renal.
a dieta com 0,6 a 0,7g de proteína por kilo por dia pode retardar a diálise por vários anos, mas depende, principalmente, do esforço do paciente para aderência a longo prazo.
a fonte de proteína pode ser importante para a progressão do DRC, e as proteínas vegetais influenciam negativamente a taxa de filtração glomerular, enquanto as animais retardam a progressão do DRC.
as recomendações de proteínas têm o objetivo de evitar a desnutrição e preservar a função renal residual.
Considerando aspectos nutricionais do tratamento de pessoas com doença renal crônica (DRC), assinale a opção correta.
Em casos de nefropatia diabética, há evidências de falta de benefícios da restrição proteica, sendo que 1 g/(kg × dia) retarda o ritmo de progressão da doença.
No período não dialítico, o controle do cálcio da dieta deve ser empregado quando houver elevação sérica ou quando já houver perda significativa da função renal.
Na fase dialítica do tratamento, a restrição proteica deve ser mais acentuada que na fase não dialítica.
Para pessoas com taxa de filtração glomerular inferior a 30 mL/min, o uso de suplementos à base de cetoácidos e aminoácidos essenciais deve ser evitado.
O controle da ingestão proteica, a restrição da ingestão de sódio, o tratamento da dislipidemia e as correções da acidose metabólica e da anemia podem trazer benefícios.