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A Doença Renal Crônica (DRC) baseia-se em alterações na taxa de filtração glomerular e/ou presença de lesão parenquimatosa mantidas por pelo menos três meses. A abordagem clínica e nutricional visa a retardar a progressão da disfunção renal, prevenir complicações, modificar as comorbidades e preparar para a terapia renal substitutiva. Nesse contexto, assinale a opção que NÃO contempla uma estratégia terapêutica adotada para o pacientes renais pré-dialíticos.
Os antagonistas de aldosterona (espirolactona e eplerenona) são agentes eficazes para reduzir a pressão arterial nesses pacientes, entretanto deve-se monitorar os níveis de potássio.
O tratamento da acidose metabólica suprime os catabolismos ósseo e muscular pela redução da perda de cálcio, proteínas e aminoácidos.
O tratamento da osteodistrofia renal requer sais de cálcio, quelantes de fósforo, redução da ingestão de fósforo ou suplementação de vitamina D. Se os níveis de PTH permanecerem elevados, será necessário calcitriol na dose de 0,25 a 0,5 mg/dia, desde que cálcio e fósforo permaneçam dentro dos limites de referência.
Devem ser alcançadas as seguintes metas para a pressão arterial: < 130X80mmHg para os diabéticos e e/ou proteinúria< 1,0g/d e Pressão < 125x75 mmHg para os não diabéticos e/ou proteinúria> 1,0g/d.
Recomenda-se a reposição de ferro em pacientes com deficiência de ferro previamente à terapia com eritropoietina.
Com a progressão da doença renal é de essencial relevância a adesão ao tratamento dietético individualizado, visando a reduzir as reações sintomáticas da uremia, do processo inflamatório, da hipertensão, do diabetes e dos demais sintomas associados à doença.
I. A dieta hipoproteica para pacientes que fazem terapia substitutiva renal desacelera a progressão da falência renal, sem que haja efeitos colaterais aos pacientes, desde que bem acompanhados;
II. Com exceção de ferro e cálcio, não parece haver necessidade rotineira de doses suplementares dos minerais e vitaminas, apesar de haver baixas concentrações de vitaminas e minerais na alimentação desses pacientes;
III. Os pacientes com DRC com altos níveis de fósforo em mais de duas análises devem restringir a ingestão desse mineral e em casos em que esta restrição não reduz as concentrações séricas de PTH, calcitriol ou um de seus análogos devem ser administrados para prevenir os distúrbios ósseos;
IV. A redução da ingestão de sódio e líquidos previne o ganho de peso intradialítico, episódios de hipertensão e oligúria.
Assinale a opção que contempla os cuidados nutricionais e/ou dietéticos necessários para minimizar os efeitos da doença renal.
Somente I, II, III.
Somente I, III, IV.
II, III, IV.
Somente I, IV.
Somente II, IV.
A desnutrição energético-proteica na doença renal crônica é multifatorial e resulta de um conjunto de fatores capazes de
reduzir a ingestão alimentar e aumentar tanto a síntese proteica quanto a lipídica.
reduzir a ingestão alimentar e diminuir o gasto energético e o catabolismo proteico.
reduzir a ingestão alimentar e aumentar o gasto energético e o catabolismo proteico.
reduzir a ingestão alimentar e aumentar somente a síntese proteica.
Ao analisar, juntamente com a equipe multidisciplinar, os pacientes internados na unidade de terapia intensiva do hospital-escola, o nutricionista residente foi arguido quanto às necessidades de energia e de proteínas para uma das pacientes, Luzenir. Sabendo que Luzenir apresenta um quadro de lesão renal aguda, está em tratamento conservador, tem 42 anos e 50 kg de peso corporal, o residente, seguramente, respondeu que os valores de energia e proteína propostos seriam, respectivamente,
1000 a 1500 kcal e 40g de proteínas por dia.
1500 a 2000 kcal e 20g de proteínas por dia.
500 a 1000 kcal e 30g de proteínas por dia.
2000 a 2500 kcal e 50g de proteínas por dia.
A restrição de proteínas na Doença Renal Crônica (DRC) protege o rim contra danos subsequentes e reduz o ritmo da progressão da doença renal. A recomendação de proteína na DRC estágio 1 e 2 é:
0,6 a 0,75 g/kg/dia.
0,5 a 0,6 g/kg/dia.
0,6 a 0,8 g/kg/dia.
0,8 a 1 g/kg/dia.
0,7 a 0,8 g/kg/dia.
Em pacientes com doença renal crônica é muito importante o controle do fosfato. O início precoce da terapia de redução de fosfato é vantajoso para retardar o hiperparatireoidismo e a doença óssea. Qual a recomendação nutricional correta para um paciente que precisa reduzir fósforo da sua dieta?
Consumir com moderação alimentos processados.
Consumir até seis porções de frutas e verduras no dia.
Limitar o consumo de leite e derivados a uma porção/dia.
Reduzir o consumo de vegetais folhosos para uma porção/dia.
Paciente 70 anos, sexo masculino, hipertenso, portador de Doença Renal Crônica (DRC) estágio 3A evolui para Lesão Renal Aguda (LRA) severa após uso de contraste iodado em exame de imagem. Dadas as afirmativas relativas ao caso descrito,
I. Na necessidade de diálise, a dieta deve permanecer hipoproteica pela DRC pré-existente.
II. Dieta normocalórica, hipoproteica e normolipídica deve ser prescrita.
III. Dietas poliméricas, hiperproteicas devem ser utilizadas para pacientes em nutrição enteral.
IV. Reposição de eritropoietina e de calcitriol devem ser realizadas.
verifica-se que está(ão) correta(s)
III, apenas.
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Sobre as complicações que o paciente com Doença Renal Crônica – DRC apresenta, analise os itens seguintes e assinale a alternativa correta:
Apenas I e II estão corretos.
Apenas o III está correto.
Apenas II e IV estão corretos.
Apenas o IV está incorreto.
Todos estão corretos.
A terapia nutricional para pacientes renais crônicos em hemodiálise tem como objetivo recuperar ou manter o estado nutricional do paciente, dessa forma as orientações incluem a
restrição proteica e o uso preferencial de proteínas vegetais.
suplementação de vitaminas lipossolúveis para repor as perdas durante a hemodiálise.
ingestão normal de líquidos para promover uma melhor qualidade de vida do paciente
restrição de sódio com redução de ingestão de alimentos processados e industrializados.
suplementação de cálcio, fósforo e potássio para reduzir risco de doenças ósseas.
Em relação ao cuidado nutricional no paciente com doença renal crônica em tratamento dialítico, é correto afirmar que
o carbonato de cálcio, quando recomendado, é utilizado para repor as quantidades adequadas de cálcio, uma vez que esse paciente tem redução da produção da forma ativa da vitamina D.
a restrição de potássio deve ser feita em pacientes em hemodiálise com qualquer valor abaixo da ingestão adequada determinada pelas DRI (Dietary Reference Intakes), a depender dos valores séricos.
os carboidratos devem representar de 50% a 60% do valor calórico total para os pacientes em hemodiálise e 35% do valor calórico total via oral para os pacientes em diálise peritoneal.
o fósforo deve estar presente entre 800 a 1000mg/dia aproximadamente, e o paciente deve ser orientado a realizar a cocção dos alimentos ricos nesse eletrólito e a descartar a água posteriormente.
Os marcadores bioquímicos do estado nutricional de pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) devem ser interpretados com cuidado, pois podem ser fortemente influenciados pelos distúrbios associados à doença, dificultando a interpretação do ponto de vista nutricional. São marcadores bioquímicos mais utilizados na avaliação nutricional do paciente com DRC:
Albumina, transferrina e colesterol total.
PNA, transferrina e hemoglobina.
Pré-albumina, colesterol total e globulina.
Triglicerídeos, albumina e PNA.
Albumina, pré-albumina e hemoglobina.
A dietoterapia na insuficiência renal visa corrigir ou atenuar as alterações metabólicas derivadas dessa insuficiência funcional e recuperar o estado nutricional do paciente.
Assinale a alternativa que não se refere à prescrição dietética do paciente com doença renal crônica em tratamento conservador, não dialítico.
A ingestão de potássio deverá ser sempre restrita, independentemente dos níveis sanguíneos apresentados durante o tratamento.
A recomendação proteica para pacientes com taxa de filtração glomerular (TFG) inferior a 60 mL/min. é de 0,6 g/kg de peso por dia.
Para atender as necessidades elevadas de energia, aumenta-se a ingestão de carboidratos e lipídios.
O volume urinário é um dos fatores determinantes da restrição de sódio e líquidos na dieta.
Magali tem 28 anos e IMC = 18,1 Kg/m². Devido a uma doença renal crônica há um ano, Magali faz hemodiálise duas vezes por semana. Ao acompanhar sua evolução clínica, o nutricionista deve considerar que
o nível de creatinina sérica reflete apenas o consumo proteico diário de Magali.
a análise da albumina sérica de Magali é sensível para o diagnóstico de desnutrição.
o ganho de peso interdialítico está associado ao aumento do risco de mortalidade.
a recomendação energética para Magali é de 40 a 45 kcal/ kg de peso por dia.
A ingestão dietética pode influenciar na nefrolitíase, sendo alimentos potencialmente ácidos ou de cinza ácida:
limão, brócolis e banana.
batatas, arroz branco e açúcar branco.
batatas, lentilha e limão.
óleo de oliva, chá verde e café.
No tratamento nutricional clínico para hemodiálise, a recomendação de energia é de:
20 Kcal/kg peso corporal ideal/dia.
25 Kcal/kg peso corporal ideal/dia.
30 Kcal/kg peso corporal ideal/dia.
35 Kcal/kg peso corporal ideal/dia.
40 Kcal/kg peso corporal ideal/dia.
Analise as afirmativas abaixo em relação à Doença Renal Crônica (DRC).
1. Pacientes com DRC em tratamento conservador devem receber prescrição de dieta hiperproteica (1,2 g/kg/dia).
2. Dietas hipoproteicas (0,6 a 0,8 g/kg/dia) devem ser prescritas para pacientes com DRC em terapia renal substitutiva.
3. Dietas normoglicídicas e normolipídicas podem ser prescritas para pacientes com DRC em tratamento conservador.
4. Para pacientes com DRC em terapia renal substitutiva, a recomendação hídrica deve levar em consideração o volume urinário residual (VU). Assim, em climas amenos, o cálculo da prescrição hídrica deve considerar o VU em 24 horas acrescido de 500 mL.
5. Para paciente com DRC em terapia renal substitutiva comumente há necessidade da prescrição de uma dieta restrita em sódio, potássio e fósforo.
Assinale a alternativa que indica todos os itens corretos.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 4 e 5.
Um paciente com Doença Renal Crônica (DRC), diabetes e hipertensão arterial encontra-se em hemodiálise há 5 anos e está em acompanhamento nutricional de acordo com a sua fase terapêutica, entretanto, mantém hiperfosfatemia refratária, com níveis de paratormônio (PTH) sérico também elevados em relação aos limites estabelecidos. Com base no caso acima exposto, avalie as afirmações a seguir.
I- A hiperfosfatemia está relacionada à progressão da DRC, que decorre da perda da função renal e da retenção de fósforo sérico.
II- O tratamento dialítico pode não estar sendo eficaz na remoção do fósforo sanguíneo e, assim, ocorre balanço positivo desse mineral.
III- A restrição proteica, recomendada na fase dialítica do tratamento da DRC, pode contribuir para a hiperfosfatemia.
IV- A prescrição de quelante de fósforo pode ser uma opção terapêutica eficaz para o controle da hiperfosfatemia.
É CORRETO apenas o que se afirma em:
I e III.
II e IV.
III e IV.
I, II e III.
I, II e IV.
Sobre as principais alterações metabólicas decorrentes da diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG), analise as afirmativas a seguir.
I. No estágio final da doença renal crônica, quando a função renal é perdida, o aumento na concentração sérica de sódio resulta em retenção hídrica (edema), hipervolemia e hipertensão arterial.
II. Com a progressão da lesão renal, a acidose metabólica tem repercussão negativa no estado nutricional do paciente, estimulando a degradação de aminoácidos, com consequente redução da massa muscular.
III. A hipo-homocisteinemia está entre as causas de doença cardiovascular em pacientes com doença renal crônica.
Estão corretas as afirmativas
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Quais as recomendações para pacientes com DRC em fase não dialítica, com Taxa de filtração glomerular entre 29 e 15 ml/min?
Independentemente da idade, 35 kcal/kg/dia e 0,8g/kg/dia de proteínas.
Para menores de 60 anos, 35 kcal/kg/dia e 0,8g/kg/dia de proteínas.
Para maiores de 60 anos, 25kcal/kg/dia e 0,3g/kg/dia de proteínas, suplementada com aminoácidos essenciais.
Independentemente da idade, 25kcal/kg/dia e 0,3g/kg/dia de proteínas, suplementada com aminoácidos essenciais.
Para menores de 60 anos, 35 kcal/kg/dia e 0,6 a 0,75g/kg/dia de proteínas ou 0,3g/kg/dia de proteínas, suplementada com aminoácidos essenciais.
A Doença Renal de estágio final (ESRD) pode resultar de uma grande variedade de diferentes doenças renais, 90% dos pacientes que alcançam ESRD. Com a progressão da ESRD pode levar aos sintomas de Uremia que são: Marque a alternativa correta.
Mal-estar, fraqueza, vômitos, gosto metálico na boca, queda de cabelo
Mal-estar, fraqueza, vômitos, gosto metálico na boca, cegueira
Mal-estar, fraqueza, vômitos, gosto metálico na boca, coceira
Mal-estar, fraqueza, vômitos, gosto metálico na boca, diarreia
Mal-estar, fraqueza, vômitos, gosto metálico na boca, constipação